sábado, setembro 07, 2013
Viña Cobos, do Grande Paul Hobbs, no Encontro de Vinhos Belo Horizonte
Uma coisa é verdade, onde tem as mãos do norte americano Paul Hobbs tem vinho de qualidade.
Claro que alguém pode não gostar de um vinho ou outro, questão de gosto.
Mas Paul Hobbs, que algumas vezes já recebeu 100 pontos de Robert Parker por alguns de seus vinhos, é realmente um grande enólogo.
Para o Encontro de Vinhos BH, um pouco do enólogo americano e uma boa mostra do trabalho dele, estará com a Viña Cobos, de Mendoza.
Um super reforço!!!
Dia 14 de Setembro, das 14 às 22 horas, no Hotel Mercure Belo Horizonte Lourdes, na Avenida do Contorno, 7315 - Lourdes.
Ingressos no dia da feira: 60 reais.
Ingressos comprados pelo site 50 reais: http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/
Sócios da Sbav ou ABS: 30 reais.
Miolo Lote 43 - 2011 - Serra Gaúcha - Brasil - O vinho que venceu argentinos e chilenos no Challenge Wine In
Assim como fiz com o
DNA da Pizzato, reproduzo aqui minha nota e impressões na degustação às
cegas que aconteceu no Challenge Wine In, no mês passado, em São Paulo.
É um corte bordalês (Cabernet Sauvignon/Merlot).
No nariz é um vinho complexo, com aromas de ameixa
seca, geleia de amora, cassis, mentol, couro e funghi.
Na boca é elegante, tem bom volume, encorpado,
taninos finos e provavelmente é um vinho que vai envelhecer muito bem.
O final é longo.
91/100 pontos
Vinho tinto pode ajudar na prevenção do diabetes tipo 2
Um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2 é o acúmulo da gordura visceral, ou seja, a gordura acumulada na região abdominal que também se concentra no fígado e entre os intestinos. Essa gordura obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose consiga entrar nas células, o que estimula uma série de mudanças no metabolismo, como aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue. Portanto, o ganho de peso pode significar o aumento da gordura visceral e, consequentemente, do risco de diabetes tipo 2.
Hábitos saudáveis e alimentação balanceada são excelentes
aliados na prevenção do diabetes tipo 2, além de outras doenças.
Se beber, vá de vinho tinto!
Várias pesquisas já comprovaram os benefícios do vinho tinto à
saúde, desde que consumido moderadamente. Por isso é possível considerar uma
taça ao dia como um aliado na diminuição do risco de diabetes tipo 2. Porém,
além do teor alcoólico, o vinho também pode ser extremamente calórico.
Portanto, o exagero não só não reduz as chances do diabetes, como também eleva
o risco.
Perca a barriga! Peso normal, mas barriga saliente, aumenta
o risco de doença cardiovascular; faça 30 minutos de atividade física diária; durma bem; controle o stress; faça 6 pequenas refeições
durante o dia, com calma, mastigando bem os alimentos; evite comer gorduras; prefira
alimentos integrais; coma: frutas, mas não exagere, pois elas têm muito
carboidrato e frutose (tipo de açúcar), queijo e iogurte, com moderação, amêndoas;
Beba café descafeinado.
Saúde!
Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Centro de
Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Hospital Albert Eistein; Universidade
Harvard, nos Estados Unidos.
Conversei sobre o Alentejo com o crítico português Rui Falcão
Depois de provar grandes vinhos alentejanos, conversei com o Rui Falcão.
Ele me contou curiosidades sobre o Alentejo, desde a proibição do plantio e cultura da vinha na época da ditadura, com a alegação de que o Alentejo seria ideal para outras culturas, até a chegada do primeiro vinho no Brasil e a produção de vinhos em ânforas de barro.
sexta-feira, setembro 06, 2013
Brooklyn, a cervejaria do mestre Garrett Oliver. Por Alessandro Pinesso*
Garrett
Oliver produz algumas das melhores cervejas de seu país. A escola
norte-americana é pródiga na criação das chamadas extreme beers, de sabores e aromas intensos. O problema é que
muitas vezes o excesso de determinado ingrediente, como o lúpulo, termina por
anular outros sabores e aromas da bebida. Não é o caso das cervejas da
Brooklyn, Oliver gosta de brincar com fogo, mas não se permite ultrapassar os
limites do bom senso. No final de 2012, Oliver esteve no Brasil para uma
palestra no evento de gastronomia Semana Mesa SP e aproveitou para criar, em
conjunto com os mineiros da cervejaria Wäls, uma boa saison (estilo de origem belga) com adição de cana de açúcar, denominada
Saison de Caipira, que ainda pode ser encontrada em lojas e sites
especializados.
O
portfólio da empresa é extenso, com mais de 15 rótulos entre regulares e
sazonais. Vou citar duas das mais populares e mais fáceis de encontrar até
mesmo em supermercados.
A primeira
é a Brooklyn Lager, uma Amber Lager com 5,2% de álcool. Apresenta um belo tom
degradé no copo, em tons de âmbar e cobre, com espuma bege, firme e abundante.
Aroma herbal de lúpulo, com toques florais e um leve biscoito oriundo do malte.
Na boca, o lúpulo reina soberano, com toques de abacaxi e final seco, bem
cítrico, excelente cerveja, daquelas que não cansam nem tampouco comprometem o
paladar.
A segunda
cerveja atende pelo nome de Brooklyn East India Pale Ale. Trata-se de uma India
Pale Ale, estilo clássico da cervejaria britânica, um dos favoritos entre os
apreciadores. Seus 6,9% de álcool estão muito bem inseridos. A cor âmbar
profunda é coroada por uma espuma bege de pouca duração, como convém ao estilo.
E, como era de se esperar, o lúpulo domina tanto o aroma quanto o sabor. No
nariz, muito herbal, frescor, cheiro de grama, como numa mata depois da chuva,
delicioso. Na boca, o amargor do lúpulo, com toques herbais e de frutas secas.
Nos primeiros goles, a “picada” do lúpulo na língua se faz sentir, mas, em
pouco tempo, o paladar se acostuma e já pede um novo gole.
Finalizando,
recomendo uma visita ao site da cervejaria (http://brooklynbrewery.com)
e, para se aprofundar no universo das boas cervejas e sua relação com os
alimentos, a leitura da obra “A mesa do mestre cervejeiro – Descobrindo os
prazeres das cervejas e das comidas verdadeiras”, escrito pelo próprio Garrett
Oliver, já editado no Brasil.
*Alessandro Pinesso é
sommelier de cervejas formado pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) e
Association de la Sommellerie Internationale e Mestre em Estilos Cervejeiros
pelo Instituto da Cerveja Brasil, associado ao Brewers Association dos EUA.
E-mail: pinesso@gmail.com
Pizzato DNA 99 Merlot Single Vineyard 2008 - Serra Gaúcha - Brasil
Reproduzo as minhas anotações e a nota que dei no Challenge Wine In, quando o DNA ficou em segundo lugar na classificação geral, na frente de chilenos e argentinos.
O vinho é produzido com uvas de um só vinhedo, no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.
Já escrevi sobre o 2005 aqui no blog (http://www.papodevinho.com/2011/07/pizzato-dna-99-merlot-2005-vale-dos.html); me impressionou a semelhança e a qualidade deste Merlot que parece francês e que está, sem nenhuma dúvida, entre os melhores vinhos do Brasil.
Vamos ao 2008:
No nariz frutas vermelhas bem maduras, compota, chocolate, café, baunilha.
Na boca tem bom volume é encorpado, taninos macios, bem equilibrado e elegante.
O final é longo com notas de especiarias, ameixa seca e cacau no retrogosto.
Um vinho que eu gostaria de ver degustado outra vez às cegas, mas com outros varietais de Merlot de diversas partes do mundo, inclusive de Bordeaux.
A nota que dei no Wine In às cegas: 90/100.
O vinho é produzido com uvas de um só vinhedo, no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.
Já escrevi sobre o 2005 aqui no blog (http://www.papodevinho.com/2011/07/pizzato-dna-99-merlot-2005-vale-dos.html); me impressionou a semelhança e a qualidade deste Merlot que parece francês e que está, sem nenhuma dúvida, entre os melhores vinhos do Brasil.
Vamos ao 2008:
No nariz frutas vermelhas bem maduras, compota, chocolate, café, baunilha.
Na boca tem bom volume é encorpado, taninos macios, bem equilibrado e elegante.
O final é longo com notas de especiarias, ameixa seca e cacau no retrogosto.
Um vinho que eu gostaria de ver degustado outra vez às cegas, mas com outros varietais de Merlot de diversas partes do mundo, inclusive de Bordeaux.
A nota que dei no Wine In às cegas: 90/100.
Harmonizando o bolo de aniversário. Por Evelyn Fligeri
Já que Beto Duarte foi o
aniversariante da semana, nada melhor do que pensar em uma harmonização entre
vinhos e bolos, não é mesmo?
Para mim, bolo de aniversário tem
que ser daqueles bem doces, repletos de recheio e cobertura, para se lambuzar.
Bolo de chocolate costuma ser a alegria dos convidados. Nesses casos, um cálice
de vinho do Porto, ou um Banyuls
costuma ser um sucesso.
Se você preferir um bolo Floresta
Negra – o da minha avó era imbatível! – uma bela taça de um Riesling Trockenbeerenauslese (TBA) é
garantia de uma comemoração de aniversário inesquecível.
Se você gosta de seguir as
últimas tendências quando o assunto é bolo, faça (ou compre) um cheesecake (o bolo mais pedido nas
docerias em SP) e o harmonize com um Sauternes.
O clássico bolo Mil-folhas, fica
perfeito com um belo espumante branco doce. Mas, se você prefere um bolo menos
doce, minha sugestão é a seguinte: Com uma cassata – aquele pão-de-ló recheado
com ricota, frutas cristalizadas e chocolate, vá de Passito di Pantelleria e capriche no brinde!
Qual será a harmonização que Beto
Duarte escolheu?
Evelyn Fligeri tem o blog http://www.tacaserolhas.blogspot.com.br/
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