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segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Cervejaria de 5000 anos é descoberta no Egito



Arqueólogos descobriram a cervejaria de larga escala mais antiga de que se tem notícia, em Abidos, um antigo cemitério no deserto oeste do Rio Nilo, cerca de 450 quilômetros do Cairo.

A cervejaria tinha capacidade de produzir 22 mil e 400 litros ao mesmo tempo e provavelmente é da mesma época do rei Narmer, reconhecido por unificar o Alto e o Baixo Egito e por ter sido o primeiro faraó de uma dinastia de durou 3 mil anos.

Os arqueólogos encontraram 8 unidades de produção, cada uma com 20 metros de comprimento e 1,5 metro de largura.



Cada unidade tem 40 potes de cerâmica em duas fileiras.

Os potes eram usados para aquecer a mistura de grãos na produção da cerveja.

A missão conjunta foi copresidida por Matthew Adams, do Instituto de Belas Artes da Universidade de Nova York e Deborah Vischak, professora assistente de arqueologia e história da arte do antigo Egito da Universidade de Princeton.


quarta-feira, outubro 22, 2014

Oktoberfest: um estilo para comemorar o mês da cerveja - Por Ludmilla Fonttainha




Se existe um mês que para qualquer apreciador de cerveja já dá água na boca só de pensar, este mês é outubro. 
Qual pobre mortal de nós nunca sonhou em estar na Alemanha durante a mais famosa festa cervejeira? 
Partindo de uma pesquisa própria - e não menos séria que a do famoso instituto que questionamos a pouco tempo atrás, posso dizer que pelo menos 80% dos “cervejeiros” sonham em passar pelo menos um dia na cidade de Munique, no estado da Baviera – região sul alemã.  
A Oktoberfest mexe sim com o nosso imaginário... 
Mas além da festa, vale falar do estilo de cerveja que leva o mesmo nome e que nesta época do ano podemos encontrar facilmente nas gôndolas de supermercado ou em lojas especializadas.
A Oktoberfest ou Märzen era uma cerveja feita para ser consumida durante a festa, no mês de outubro. 
Historicamente, essa cerveja tipo lager era produzida no mês de março, ficando pronto para consumo apenas seis meses depois. Exatamente para complementar as festividades, é basicamente um estilo sazonal. 
A cor varia do dourado escuro ao avermelhado, bem límpida e com espuma branca presente. 
O aroma é basicamente de malte, não tendo aquele cheiro herbal ou floral do lúpulo. 
Lembrando que quando façamos em aroma de malte, basta lembrar de uma porção de grãos de cereais molhados. 
O sabor marcante também é do dulçor do malte, com final seco. 
É uma cerveja fácil de beber, refrescante e nada enjoativa.
Já falamos da vontade ir pro evento e do estilo. 
Mas como mesmo surgiu e o que é verdadeiramente comemorado na Oktoberfest? 
A festa surgiu em 1810, quando o rei Luis I, que foi reconhecido depois como rei da Bavária, casou-se com a princesa Teresa da Saxônia. 
Para comemorar o casamento, foi feita uma grande corrida de cavalos e todos os moradores da região foram convidados. 
A festa foi sendo repetida anualmente e ganhando cada vez mais adeptos. Inicialmente não era servida cerveja, que só foi inserida na comemoração em 1918. 
O Oktoberfest (oktober = outubro ; fest = festa) só deixou de acontecer na Alemanha 25 vezes, por motivos de guerras e doenças. 
Mesmo tendo se estendido para todo o país e para diversas comunidades alemãs espalhadas pelo mundo, a maior, mais famosa e disputada festa ainda é a de Munique.
Alguns já tiveram a grande honra de estar lá, entre loiras alemãs vestidas nos trajes típicos, disputando canecas com 1 litro de cerveja.... 
Outros conferiram a versão brasileira, que não decepciona quem visita a bela Blumenau. 
E uma outra parte ainda coloca um dos dois destinos como um projeto a ser realizado! Não importa em qual grupo você está! O que importa é que em outubro, beber uma típica cerveja Oktoberfest é uma maneira de comemorar. 
Ou bebemorar.
E mais do que nunca: ein prosit!

Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

quinta-feira, julho 31, 2014

A vez das alemãs - Cerveja, por: Ludmilla Fonttainha


Com a vitória da Alemanha na Copa do Mundo, nada melhor que aproveitar o acontecimento futebolístico para falar das famosas e consolidadas cervejas alemãs. Afinal, impossível falar deste país europeu sem lembrar da famosa Oktoberfest e da histórica Lei de Pureza da Cerveja.

Para falar dessas tradicionais cervejas alemãs, aquelas que quando mencionamos logo vem à cabeça mulheres com roupas típicas e canecas enormes cheias de chopp nas mãos, precisamos saber um pouquinho sobre o grupo Lager. E o que é uma cerveja Lager? Lager é um dos três grupos de cerveja que se diferem pela levedura que utilizam. Nelas, a fermentação é feita em baixa temperatura.

Alguns posts atrás eu mencionei a Reinheitsgebot, mas vale lembrar que é a Lei da Pureza, segundo a qual só era permitido fabricar cerveja com malte de cevada, lúpulo e água. Só tempos mais tarde foi aprovado o uso de trigo maltado, assim como o uso de levedura – daí surgiram as também famosas cervejas de trigo da escola alemã, as Weissbier. A lembrança é só para situar que foi desta Lei que surgiram as cervejas tipicamente alemãs.

Portanto, as tradicionais cervejas alemãs – exclua as de trigo - estão no grupo das Lagers e pode-se dizer que são bebidas menos complexas, onde é possível notar a presença do malte – com o aroma de grão, e o amargor no final, trazido pelo lúpulo. Nelas, não se usa nenhum outro ingrediente marcante. E lembrando que tanto essas duas bases – malte e lúpulo - podem variar de moderado a forte, dependendo do subestilo e da própria receita. Isso significa que quem for visitar a Alemanha, vai se esbaldar basicamente neste estilo de cerveja. Que é, sem dúvida, uma ótima opção para matar a sede e harmonizar com quase todos os tipos de petiscos. Por sinal, as lagers são consideradas coringas no quesito harmonização.

E como não pode deixar de ser: ein prosit!

Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

sexta-feira, junho 20, 2014

Copa, cerveja e frio - Por Ludmilla Fonttainha*



O inverno chegou, a Copa do Mundo também! 
E nada harmoniza mais com futebol que cerveja! 
E como o tempo esfriou, resolvi falar das cervejas indicadas pro inverno. 
O bacana é que saímos daquela máxima de: friozinho e vinho do bom. 
Vamos ao: friozinho e cerveja da boa! 
Pra esquentar e surpreender o paladar dos que não conhecem e simplesmente relembrar aquelas cervejas esquecidas durante o verão para aqueles que já são íntimos da bebida.
Na verdade, não existe regra: você toma a cerveja que preferir, quando quiser. 
Fato! 
Mas, geralmente, conciliar o líquido com a temperatura pode trazer um bem estar maior. Exatamente por isso o chocolate quente é uma das vedetes do inverno..... 
E o bacana da cerveja é que temos várias opções, para cada estação do ano. 
No inverno, as mais indicadas são as encorpadas, as escuras e as alcoólicas. E haja variedade (para nossa alegria)!
Dentro da família Ale, leia-se “eial”, estão as maiores opções: porter, stout, weizenbock, belgian strong ale, old ale etc. 
Da família Lager, temos as sensacionais dunkel, schwarzbier, bock etc. 
Isso porque resolvi citar apenas os estilos, não entrando para os subestilos. 
Em quase todos esses estilos que citei você encontra malte torrado, que proporcionam notas que variam do café ao capuccino, passando inclusive pelo chocolate. 
Como são sabores marcantes, a tendência é sentir uma cerveja mais “pesada”. 
Não que seja obrigatoriamente encorpada, mas como o sabor é bem diferente das pilsen do dia-a-dia, a impressão é de uma cerveja mais forte.
Para ser bem prática, na hora de escolher uma boa cerveja pra tomar durante um dia frio, não se acanhe em tentar desvendar o rótulo. 
Veja primeiro o estilo e depois fique atento para o teor alcoólico: quanto maior, mais ela vai provocar sensação de calor. 
Portanto, mais ela vai te esquentar! 
E aproveite para curtir bem o momento: deguste, sinta o que ela te traz de diferente. 
São cervejas cheirosas, algumas vezes complexas. 
Tente sentir o gosto em cada gole. 
O que ela te lembra? Chocolate? Caramelo? 
É assim que começamos a estudar uma cerveja... 
Descobrindo tudo aquilo que ela te proporciona.
E, para fechar, uma curiosidade sobre uma cerveja famosa e muito apreciada pelas mulheres aqui no Brasil: a malzbier! 
Ela é considerada uma cerveja genuinamente brasileira. 
Existe uma lenda que diz que ela foi criada com a sobra de outras cervejas na fábrica, que para mudar o sabor acrescentou caramelo. 
Ou seja: você não encontra esse “estilo” em nenhum outro lugar do mundo! Se é boa ou ruim, aí depende de cada paladar. 
E é exatamente por isso, pelo respeito ao gosto particular, que o universo da cerveja é tão rico!
E como não pode deixar de ser: ein prosit!


*Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

quarta-feira, maio 14, 2014

Um affair eterno com as americanas - Por Ludmilla Fonttainha



Não é fácil admitir. Justo eu, uma apaixonada declarada pelas cervejas belgas, me vi perdidamente encantada pelas americanas. E o mais difícil foi admitir que não foi um caso passageiro não... não foi um amor de férias, nem de primavera. O encantamento pelo doce amargor passou a ser um caso sério, desses que veio pra ficar.


Bastaram menos de 15 dias – 13 para ser mais exata, percorrendo tradicionais pubs americanos e me deliciando com a grande variedade de chopps para engatar de vez o namoro com o lúpulo. Uma cena que gostaria de ver no Brasil com a mesma facilidade que eu vi por lá: casas com 30, 60 biqueiras, cada uma com uma preciosidade diferente. Para todos os gostos, de vários estilos. Claro que o gosto local prevalece, um estilo bem comum por lá é a Cider Beer, uma cerveja feita com maçã que pode ser encontrada em praticamente todos os pubs. E como não citar as IPAs – a perder as contas, ou qualquer outro estilo que, americanizado, recebe punhados e mais punhados de lúpulo. E é aí que a paixão vai tomando corpo...

O jeito radical americano de fazer cerveja vem conquistado paladares no mundo inteiro. Já não é de hoje, que fique documentado! E digo radical porque são contra miséria: se é para ter amargor, que seja de verdade! Por sinal, a forte pegada de lúpulo – de aroma e amargor, é a principal característica deles. Se é para ser alcoólico, que marque presença! Ou seja: tudo chegando lá nos extremos, mas sem perder o equilíbrio. E apesar desta característica ser marcante, ainda não se pode dizer que existe uma escola “americana”, como existem a belga, a inglesa e a alemã. Por isso, ainda falamos que é o “jeito americano de fazer cerveja” – exatamente como iniciei o parágrafo.

De todas as experiências etílicas que tive por lá, marcante mesmo foi a nova-iorquina Ithaca Flower Power. Uma IPA de respeito, com verdadeira explosão de lúpulos: extremamente aromática, perfumada, refrescante, frutada e amarga na medida certa,. Excepcional! E descobrir essa perfeição ficou marcado também: o pub, Blind Tiger, que fica em um bairro bem boêmio da ilha, o Village.

Chegar até o lugar só por indicação mesmo: de um amigo cervejeiro, que me chamou no facebook e soltou a frase mágica “uma carta de cervejas artesanais americanas”. Que soou como uma música aos meus ouvidos. Já, a escolha do chopp, ficou por conta de um simpático senhor, que me vendo perdida entre as opções se propôs a ajudar. Daniel é um verdadeiro americano, frequentador assíduo do pub, que conhecia de cór e salteado todas as 40 variedades, além de ser apaixonado por cervejas. E como ele não errou, fui seguindo seus conselhos e ouvindo as explicações sobre as cervejas e os lúpulos americanos noite adentro. Para não fazer feio, também falei das nossas preciosidades brasileiras que, infelizmente, ele ainda não conhecia. Foi uma noite de descobertas! Deixando um destaque aí para uma Tripel americana, uma deliciosa novidade pra mim!

Para minha tristeza, não consegui degustar todos os chopps que eu queria, nem no Blind Tiger, nem nos outros que visitei! Mas confesso, que essa parte só me deixa com mais água na boca para voltar a NYC. Literalmente!



E como não pode deixar de ser: ein prosit!

Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

sexta-feira, abril 11, 2014

Um lugar feito para cometer pecados. Mas não se esqueça: se for pecar, Confece! - Cerveja é com a Ludmilla Fonttainha



O evento limitado, apenas para 600 pessoas, já é considerado pelos parceiros como uma verdadeira oportunidade de mostrar ao seleto público suas novidades. A festa, que anualmente é organizada para comemorar o aniversário da Confraria, é uma verdadeira “ode” aos apreciadores de cervejas especiais e da boa comida. Este ano, o tema escolhido não foi mais propício: os 7 pecados capitais. Afinal, impossível foi participar da festa all inclusive sem cometer algum tipo de “transgressão”.

Este ano, a identidade visual ficou por conta da Lumina Design, que brincou com o número cabalístico dando um ar de descontração à festa. Sete painéis com ilustrações alusivas aos pecados enfeitaram o disputado evento no restaurante Paladino, fazendo todos os convidados entrarem na brincadeira.

O evento também é considerado um dos mais democráticos da capital mineira. Além de parceiros de peso que já estão com a Confraria há mais de cinco anos, conta ainda com o apoio de grandes e micro cervejarias de todo o país, distribuidores conceituados com rótulos nacionais e importados e pratos deliciosos preparados pelos melhores bares e restaurantes de BH, além de laticínios e padarias especializadas.

Foram, nada menos que 36 chopps diferentes e tinas com mais de 60 rótulos sortidos de cervejas. Os 17 parceiros das mais conceituadas casas gastronômicas da região metropolitana de BH foram os responsáveis pela tentação da gula. A festa já foi citada como um dos melhores eventos cervejeiros do Brasil, por um beer sommelier carioca, durante uma enquete feita nacionalmente para um blog de grande expressão do meio cervejeiro.

A festa, pensada e executada pelas dez confreiras, é sem fins lucrativos. Tudo pelo simples prazer de reunir os amigos e apreciadores de cerveja em um só espaço. E o bacana da festa é juntar exatamente essas pessoas, este público alvo, o consumidor específico, que sabe apreciar tudo que colocamos ali. Durante todo o ano, cada uma das integrantes é responsável pela captação de parceiros, sem os quais seria impossível realizar nosso aniversário. Quando uma festa acaba e sabemos que o saldo dos convidados foi positivo, temos a certeza que todo trabalho valeu a pena.

Toda parceria é fechada visando o envio de produtos – bebidas e comidas, essenciais para a festa. Já, o valor do convite é usado para pagar aluguel do espaço, funcionários, produção gráfica, confecção de abridores e despesas extras – como a contratação de uma ambulância para dar suporte ao evento caso algum imprevisto ocorra. A preocupação para que tudo saia quase perfeito é constante durante o planejamento do nosso aniversário.

As novidades apresentadas pela primeira vez ao mercado nacional durante o evento foram: a Bohemian Pilsner “Brazuca” da Cervejaria Backer, a “Tropical Blonde” da Cervejaria Capa Preta e a Brown Porter da Cervejaria Ouropretana.

No mercado mineiro, os lançamentos foram: Oceânica, a witbier da Bierland – distribuída pela Gusto Bebidas, o chopp Hop Arabica (uma blond ale americana) da Morada Etílica trazido pelo Empório Veredas, além dos quatro rótulos da americana Sea Dog Brewering Company e dos outros sete da Shipyard Brewering Company, todos distribuídos pelo mesmo parceiro. Também tivemos o sensacional refrigerante de jaboticaba, feito pela Ouropretana e levado especialmente para aqueles que foram os motoristas da rodada.

Os parceiros desta festa foram: Mart Plus, Femsa, Brasil Kirin, Vilma Alimentos, Falke Bier, Backer, Krug Bier, Wäls, Trovense, Blondine, Cervejaria Therezopolis, Grupo Petrópolis, Gusto, Amazon Beer, Furst Bier, Reduto da Cerveja, Kud Bier, Bier & Wein, Adriano - o Imperador da Cerveja, Taberna do Vale, Ouropretana, Interfood, Invicta, Rima dos Sabores, Empório Veredas, Est! Est!! Est!!!, Xocolatl, Pizzaperitivo, Brothers Beer, Clube da Cerveja 201, Seu Romão, Agosto Butiquim, Xico da Kafua, Xapuri, Minério Mineiro, Casa Olec, Grampa's Attic, Laticínios Cruzília, Paladino, MIP Edificações, Cerveja do Monge, Cervejaria Vinil, Buffet Carmen Missiaggia, Barril 211, Boutique do Chope, Beerthoven Bebidas, Duas Cabeças, Magnus, Bierland, Colorado, Hipper Frios, Cervejaria Capa Preta, Cerveja Vinil, Haus Munchen, I3 Gráfica Digital, Gelótimo e muitos outros.

Na pista de dança, o Clube do LP e a banda Usina não deixaram ninguém parado e fecharam o evento com chave de ouro. O gostinho de quero mais já está na boca de quem esteve por lá. Mas agora, só ano que vem.....

Confece
Nascida em Belo Horizonte no dia 08 de março de 2007, a primeira Confraria Feminina de Cerveja do Brasil é fruto de uma degustação especial realizada em homenagem às mulheres. A Confece veio provar que cerveja não é coisa de homem. Muito pelo contrário. As integrantes da confraria buscam resgatar o envolvimento feminino na história cervejeira, além de estimular o consumo responsável, dirigindo os encontros para a qualidade da bebida.


O grupo, formado por 10 mulheres de diferentes idades e profissões, visa promover a cultura cervejeira por meio da participação em eventos, da realização de análises e harmonizações especiais, da divulgação de notícias, entre outras ações. Para isso, realizam encontros mensais com temas previamente definidos, o que possibilita um estudo aprofundado sobre a cultura, estilos, ingredientes e processos de produção da cerveja.

sábado, março 08, 2014

A cerveja e o Dia da Mulher por Ludmilla Fonttainha



Mês de março é o mês da mulher. Na verdade, penso da maneira mais batida do mundo: todo dia é dia da mulher, todo dia é dia do homem, todo dia é dia de pai e de mãe. Mas também acho legal um dia específico para comemorar. Na verdade, acho que ter dia disso ou daquilo é importante para lembrar as conquistas e o quanto determinado fato ou ser é importante. Então: vamos falar da mulher e da cerveja. 

O que muitos não sabem que é a história da cerveja e a mulher estão diretamente ligadas. É da Suméria que vem a prova arqueológica mais concreta sobre a produção de cerveja, quando foram encontradas inscrições em uma pedra, relativas a um cereal usado para se fazer um líquido semelhante à bebida que tomamos hoje. Entre os Sumérios, eram as mulheres quem ficavam responsáveis por produzir a cerveja e também o pão. Elas usavam o pão sólido esfarelado par fazer a bebida. Por isso, lá a cerveja era chamada pão líquido. Com o declínio do Império Sumério, surge a Babilônia. Nessa época, a produção de cerveja, feita tipicamente por mulheres, era muito valorizada, inclusive a profissão. Sim: a mulher era a mestra-cervejeria! E, curiosamente, do Antigo Egito até a Europa medieval, as mulheres administravam o lar, faziam pão e cerveja. Ou seja: é impossível falar de cerveja sem exaltar ou lembrar do papel feminino na produção do líquido.

Portanto, afirmo sempre que a mulher vem apenas reconquistando seu espaço. E agora de uma maneira digna: não apenas aparecendo nas propagandas como um chamariz, como um objeto de consumo. De uns tempos pra cá, já é possível perceber que a mulher está sendo respeitada como consumidora e formadora de opinião da bebida. Isso sem contar nos nomes femininos presentes e atuantes entre os zitólogos, beer sommeliers, mestres cervejeiros e nas inúmeras confrarias femininas que estão surgindo Brasil a fora. Um grande orgulho!

Mas falta muito, é verdade. O caminho é longo e cheio de barreiras, inclusive de preconceitos machistas. Mas o que já estamos reconquistando é, sem dúvidas, muito melhor que aquilo que acontecia num passado nem tão distante. Portanto: meninas, não se acanhem para retomar aquilo que é nosso! E, para não deixar de brincar: homens, vamos dar uma colher de chá para vocês e continuaremos dividindo o espaço! (risos)

E como não pode deixar de ser: ein prosit!


Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Cerveja de verdade? Por: Ludmilla Fontainha



Você que percorre os meios de comunicações virtuais e passeia pelas redes sociais, já deve ter lido a expressão: “cerveja de verdade”. Para uns, esta definição é tão óbvia quanto 2 + 2 = 4. Mas, para aqueles que estão começando agora a desbravar este novo universo,  estas duas palavras juntas acabam deixando uma pulguinha trás da orelha. Daqueles incômodos que nos fazem pensar nas horas mais inesperadas do dia. Quem nunca se pegou imaginando o que beber ao chegar em casa de noite, exatamente no meio de um engarrafamento indo em direção ao trabalho? Ou tentando lembrar se aquela cerveja que você tanto gosta está na geladeira ou na dispensa, isso em pleno intervalo no meio de um dia de trabalho? Nestas horas impróprias que essas dúvidas resolvem aparecer.

Para explicar o que é uma cerveja de verdade, vamos voltar um pouquinho no tempo. O dia 23 de abril de 1516 foi um marco na história deste líquido que tanto apreciamos. Foi nesta data que o duque Guilherme IV da Bavária decretou a Reinheitsgebot, ou Lei da Pureza, segundo a qual só era permitido a fabricação de cerveja com malte de cevada, lúpulo e água. Na época, não se era sabia ainda sobre o uso das leveduras no processo de produção.  Só mais tarde que foi aprovado o uso de trigo maltado, assim como o uso de levedura. Os outros ingredientes, como aveia, semente de coentro e etc, foram também sendo adicionados com o passar do tempo. Portanto, as cervejas de verdade são aquelas que prezam pela qualidade em todas as etapas da produção da bebida, desde a escolha dos ingredientes até a maturação.

Uma cerveja de verdade possui aromas, sabores e cores lindas. E, para conseguir apreciar nos mínimos detalhes, a indicação é que elas estejam a 6°. Mais gelada que isso, suas papilas gustativas serão anestesiadas e você acabará perdendo o grande espetáculo das sensações de sabores.

As cervejas comerciais, produzidas em larga escala, podem ser chamadas também de “suco de milho”. Antes de qualquer julgamento, peço que entenda isso como uma brincadeira. Mas cheia de verdade: o líquido engarrafado como cerveja possui 45% de milho e o restante de malte de cevada. Nos dias de hoje, essa mistura é feita para baratear o processo. Claro que o paladar de 80% das pessoas já está acostumado a isso, mas meu caro leitor, venho por meio desta dizer: você está sendo enganado. A cerveja que você toma não é cerveja de verdade! E é devido a essa mistura que existe tanto marketing ensinando que a cerveja deve ser servida estupidamente gelada. Porque quando ela esquenta, é quase impossível de beber. E de cheirar. Quem nunca ouviu outra pessoa dizer que tem cheiro de x....? Ops!!!!! Rolou uma auto-censura! Mas não é o que as pessoas falam por aí?

E que também fique claro que não sou beerchata! Algumas cervejas comerciais prezam um pouco mais pela qualidade, mesmo não sendo 100% puro malte. E para avaliar uma boa cerveja, use e abuse de ferramentas que já estão acopladas em você: cheire, sinta o gosto, aprecie a cor. Tenho certeza que essa capacidade de selecionar o padrão de qualidade, que já é item de série no ser humano, não falha! Confie nos seus sentidos!

E como não pode deixar de ser: ein prosit!

Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Blogando sobre cerveja: primeira aventura veronil - Por Ludmilla Fonttainha


Falar sobre cerveja não é chato, muito menos trabalhoso. 
Chego a dizer que é, no mínimo, um pouco sacrificante. 
Porque bom mesmo é escrever e ler  degustando, ao mesmo tempo, para se ter certeza da informação. 
E digo isso de maneira profissional: relatar ou imaginar sensações, puxar na memória aromas, sabores e cores é sempre menos real. 
E, inevitavelmente,  dá água na boca!
Como estamos em pleno verão – e que verão! – no Brasil, escolhi começar minhas postagens com um estilo que está, sem sombra de dúvidas, entre os meus preferidos: a witbier.  
Mas por que a escolha dela para esta estação do ano? Porque é uma cerveja leve e refrescante, ideal para os dias quentes que estamos vivendo de norte a sul no país.  
Criado na Bélgica, a witte, white, blanche ou witbier, é uma cerveja de trigo – como as Weiss, porém, acrescida de outros ingredientes, que modificam o sabor, o aroma e o corpo da bebida. 
Esta cerveja de trigo da escola belga é bem clara e sempre vai apresentar aromas adocicados e cítricos, podendo ser identificado, por exemplo, mel, baunilha e laranja. 
Para conseguir a refrescância, que é uma característica marcante do estilo, os produtores acrescentam semente de coentro – que traz um sabor completamente diferente da folha usada como tempero. 
Também são colocadas na receita cascas de frutas cítricas, como laranja, mexerica, limão siciliano, etc. 
Aí, vai do gosto e criatividade do mestre cervejeiro!
Para acompanhar, sugiro petiscos leves, com sabores também cítricos: aí podemos criar uma harmonização por semelhança. 
Que tal uma bruschetta de tomate com raspas de limão siciliano? Ou, para os mais ousados, podemos criar um contraste no paladar: uma wit com um bolo de chocolate. 
Na verdade, harmonizar cervejas com pratos dá pano pra manga! Prometo abordar, com calma, esse outro tema ao longo dos posts....
O importante mesmo é sentir a cerveja e como este grande e vasto universo pode ser desvendado!
E como não pode deixar de ser: ein prosit!


Ludmilla Fonttainha é jornalista, produtora de televisão, integrante da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) e beer sommelier. Uma apaixonada por este caminho sem volta, que é a apreciação da cerveja artesanal!

terça-feira, janeiro 28, 2014

Visitei a feira Cerveja na Garagem! As cervejas especiais são sofisticadas e saborosas. Aquela cerveja normal, industrializada, é outra bebida.


Visitei a feira de cervejas especiais Cerveja na Garagem, que aconteceu no sábado no Clube Sírio em São Paulo.
Um super clima!
Boas cervejas, música e descontração.
Algumas lições para o vinho.
Esta semana vou postar algumas entrevistas que fiz por lá.
Veja o vídeo:

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Alemães querem a pureza da cerveja como patrimônio imaterial da UNESCO.


Os cervejeiros alemães querem registrar na UNESCO os 4 ingredientes de pureza da cerveja, descritos em um decreto assinado na Baviera no começo do século 16.
O decreto limita a produção da cerveja a 4 ingredientes (ah, se isso funcionasse no Brasil, onde o milho impera nas grandes marcas...): cevada (*malte), lúpulo, água e fermento (levedura).
Embora a regra da Baviera tenha sido relaxada, cerca de 5000 produtores alemães só utilizam os 4 ingredientes.
Para o Presidente da Federação, Hans-Gerog Eils, o reconhecimento da UNESCO dos ingredientes como patrimônio imaterial, seria uma honra e uma motivação aos produtores.
Agora é esperar a decisão da organização, que tem sede em Paris.


*A cevada fornece uma farinha alimentícia e o produto resultante da germinação artificial dos grãos é o malte, utilizado na fabricação da cerveja.

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Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...