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quinta-feira, junho 23, 2016

Bollito ... O retorno. Confraria Dimenticaia. Por Bruno Airaghi





Em mais uma animada noite , relativamente fria , reunimos os amigos e conhecedores de bons vinhos para um jantar ( ceia pelo prato) ao redor de um famoso Bollito.
Famoso item de cardápio do não menos badalado  na época o restaurante do Hotel Cá D'Oro na rua Augusta em SP.
Apoiando-me nos conhecimentos culinários do confrade Breno , vou resumir a história deste prato ícone do Piemonte.



O prato nasceu em Carrú, na mais festejada feira bovina medieval , originária do sec. XV. Em data devida , abatia-se um boi e serviam todas as suas partes gratuitamente ao
povo que não tinha como comer carne . O prato envolve algo mistíco, pois era composto de seteentradas, sete acompanhamentos , sete partes bovinas, entre bovinas , suínas(zampone)
e ave (peito da galinha). Os molhos , igualmente sete- salsa verde, salsa rossa, mostarda de Cremona, creme ( raiz forte mais creme) um molho feito a base de mosto de uva e mel etc.
A receita original é prá lá de grande ( um banquete) com muitos ingredientes e partes variadas do boi, contudo o servido no restaurante Terraço ( Club Athletico Paulistano) foi bastante instigante para áqueles que não haviam ainda provado este conjunto de sabores, texturas e "contornos".
O time dos vinhos também foi á altura , com exemplares da região piemontesa mas também outros de origem diversa , como sulamericanos que surpreenderam positivamente os presentes.
Por coincidência os vinhos também em número de Sete ( número mágico quiçá) foram submetidos á nossa apreciação, sempre ás cegas e desta forma reunimos os 3 melhores ( ou quatro).
A realeza do Barolo ficou clara , mas vou apontar os demais da côrte.




1º Rocche dei Manzoni - Barolo 2005 (14º gl). Bem evoluído, marcante, complexo,longo (R$ 500,00)
2ºRenato Ratti, Villa Pattono-Monferrato 2011 (14,5% gl). Bom vinho , fino,boa evolução, equilibrado (R$350,00)
3ºBorgogno , Langhe, Nebbiolo 2013(13,5% gl). Rubi claro , delicado , pequena evolução, limpo , agradável. (R$ 130,00)
Houve empate técnico , que merece ser citado , por ser um vinho argentino. Primeras Viñas, Malbec, Lagarde 2009 ( Mendoza ,AR).
Um vinho mais internacional com boa acidez, limpo, boa evolução(ao redor de R$300,00).
Um destaque também para o Quinta do Seival safra 2008,Campanha(RS) 13,5%. Intenso , fino e bem estruturado.
Ficamos sempre satisfeitos quando a reunião através de um bom prato , bem cuidado , serviço impecável com bons vinhos nos acrescentou algo mais culturalmente. Vinho é isto... cultura!


Alla prossima.

sexta-feira, maio 13, 2016

Clos du Chapitre - Monopole - Gevrey-Chambertin Premier Cru - 2011 - Borgonha - França. Por Juliana Hage






Um grande tinto da comuna de Gevrey-Chambertin, na Côte de Nuits, a região onde se produz os melhores tintos da Borgonha, sempre com a Pinot Noir.
Seu robe delicado de cor rubi transparente.
Límpido e brilhante.
Um nariz marcado pelas frutas vermelhas, principalmente framboesa e cereja.
Com mais sutileza, aparece um toque de cacau e café.
O vinho passou cerca de um ano em barricas de carvalho.
Na boca apresenta taninos delicados e muita elegancia.
Corpo médio, boa acidez e persistência.
No final um toque de sous-bois.
Vinho em evolução, deve continuar evoluindo pelos próximos 5 anos.
Nota: JH 90
Importadora Cantu: http://www.cantuimportadora.com.br/p/vinho-frances-nuiton-beaunoy-gevrey-chambertin-aoc-cru-clos-du-chapitre-06030112/



quarta-feira, maio 11, 2016

Mário Schiopetto Bianco DOP 2010 - Friuli - Itália - Por: Juliana Hage






Um corte de Chardonnay com a autóctone Friulano, das terras de Collio.
30% do vinho passa 9 meses em barricas de carvalho.
Notas de mação verde, pêra, frutas brancas e mineralidade marcada em nariz e boca.
Um vinho muito elegante e complexo, com um final de boca persistente.
Nota JH: 93
Preço: 253 reais
Importadora: http://www.worldwine.com.br/mario-schiopetto-bianco-dop-2010-2400.aspx/p
Relação preço/qualidade: 3/5

Obs: Juliana Hage estudou na École du Vin de France, em Paris.

sexta-feira, maio 06, 2016

Barcelona - Edição 40 anos da feira Alimentária - Parte 2 - Por Bruno Airaghi






Barcelona uma cidade que acredito muitos gostariam de viver.
É uma cidade vibrante, a arte/cultura pulsam em cada esquina, fruto dos seus grandes mestres Juan Mirò, Gaudí, Picasso entre outros.
Quando nos deparamos com a Casa Millá (foto), mais conhecida como Pedrera, construída entre 1906 e 1910 por Gaudi, parece que estamos em outro planeta e se imaginarmos esta obra no inicio do século XX aí que nos "golpea" completamente.
A Diagonal um corredor que corta Barcelona em 13 km nos leva a lugares de típicos, da onda e construções históricas pelo seu trajeto.
Plaza Catalunya, centrica que une a cidade antiga com a superficie que se urbanizou no século XIX traz uma amostra das muralhas medievais.
As Ramblas, Paseo de Gràcia (Antiga Villa de Gracia) o qual era pequeno município independente antes de 1897, ano que foi anexado a Barcelona.
Lojas tradicionais convivem com os bares e restaurantes os mais originais, casas de arquitetura modernista, como a Casa Vicens de Gaudi ou a Casa Fuster de Domènech e Montaner.
Sua animada vida do bairro de Gracia culmina com a celebração de sua festa maior em meados de Agosto.
Plaça d' Espanya (em catalão) foi onde a organização hospedou seus compradores convidados (Hotel Plaza) bem ao lado de uma antiga arena de touros, atualmente um shopping denominado Arena com um mirante na sua parte superior e restaurantes ao seu redor, um espaço bem aproveitado.
Tapas e comida a base de pescado é o que se recomenda experimentar nesta bela capital da Catalunha, como bom fuçador me entreguei a vida frugal do lugar, indo a lugares normais, na própria Arena estive na la Botiga com um cardápio variado fui bem servido com bolinhos de presunto ibérico e uma boa saladinha sempre bem acompanhado por uma copa de Vinho.
Preço bastante razoável.
Outra tastings foi no restaurante Napa, na calle Aribau 151(933483652), comecei no vinho branco Eresma na sequencia um Vichy catalan e calamares a doré com molho cremoso e lascas de carne de porco (presa ibérica) e três distintos molhos agri doces.
O local é comandado pelos chefs David Alejandro Solorzano e Mauricio Arana, dois craques da cozinha.
A conta foi bastante aceitável e o serviço muito atencioso.
Ambiente familiar com 20 e poucas mesas no total, vale conferir.
No almoço fui ver o prato ''executivo" de lá, na Portonovo Silvestre (Cerveseria- Restaurant) na Creu Coberta, 37 perto da Plaça d'Espanya.
Preço prá lá de bom e comida honesta com vinho não superou os 11 Euros.
Para uma degustação vale tentar o boteco Jamoneria Silvestre (Creu Coberta, 64), ataquei de sortido de queijos e de jamones ibéricos com o vinho Ampolla de Penédes, este não entusiasmou muito.
No restante da feira tive que me satisfazer com o bom sanduiche de jamon e refri, pois a jornada pelos corredores da feira não deixa muitas opções.
Em resumo, a organização foi por mim bem avaliada, gente muita simpática e receptiva , uma experiência espero possa reprisar em breve!

quinta-feira, maio 05, 2016

Feira Alimentaria - Edição dos 40 anos (Barcelona) - Parte 1 - Por Bruno Airaghi








A tradicional feira de alimentos e bebidas completa 40 anos, sendo esta edição
histórica realizada (25 a 28 abril) na envolvente cidade de Barcelona (Espanha).
Situada nas novas instalações na Gran Via , foram ali montados 6 pavilhões englobando
produtores locais como estrangeiros, formando um leque completo de
atrações e opções em termos de produtos alimentícios e bebidas destiladas e
fermentadas bem como sucos e lácteos.
A feira registrou a presença de 157 países , 16 países a mais que a versão
anterior sendo que 32% eram internacionais . Em termos de público calcula-se
algo como 140.000 pessoas, destes 44.000 estrangeiros eram provenientes de países europeus como: Italia, Reino Unido, Portugal e Países Baixos, relevante também presença dos
Estados Unidos e Canadá.
De acordo com o Diretor Geral da Alimentaria Exhibitions ;" a um grande
interesse na exportação de azeites e vinhos considerados como produtos gourmet
e delicatessen".
Os mercados de língua espanhola se apresentam como interessantes clientes a
exemplo da Colombia , Mexico , Chile e Peru como destaque.
Outro dado relevante foram listados 4000 expositores e calcula-se realização de
11.200 reuniões de negócios durante os 4 dias da exposição.
Entre os estrangeiros haviam 800 compradores especialmente convidados pela
organização - uns 62% acima que a edição 2014.
Como resultado no final da feira houve doação de 22 toneladas de produtos
(alimentos /bebidas) que seguiram para o Banc d'Aliments, prestando assim um
serviço as pessoas necessitadas da comunidade.
Entre as várias atrações , tive a oportunidade de assistir uma palestra com Rafael
Ansón da Real Academia de Gastronomia de Madrid , dividindo espaço com Albert
Adriá.
O futuro da gastronomia foi o tema exposto com a grandeza e reflexão que merece.
Em síntese a gastronomia do século 21 baseia-se em buscar harmonia com satisfação.
Até os anos noventa a gastronomia contava sobre os pilares do : saudável ,
solidariedade, satisfação e sustentável.
Ressalta que é importante manter o tema familiar com melhores sabores , indo ao encontro
do ecológico , orgânico.
Tentar buscar esta harmonia entre os elementos.
A Espanha a exemplo de outros países, tem um dado importante quanto a gastronomia, 25% do PIB se relaciona com este tema, dentro do Turismo é uma das finalidades mais valorizadas em uma viagem de turística. Induz a um numero perto de 7,5 milhões de pessoas de tem esta finalidade como
prioridade.
Isto acarreta a maior competividade, por isso o século 21 é dos empreendedores do setor gastronômico, tratada aqui como "indústria da felicidade".
Na sequência Albert Adrià (46) do famoso Bulì, conhecido mundialmente pela inovação.
Este é o empreendedor clássico da gastronomia com uma série de locais a saber em 2006 o Enópias no conceito "GastroBar" o qual teve um êxito global.
Tickets - um monstro, Pacta - nikei mais peruano outro sucesso de médio prazo, Bodega 1900 folclórico para 135 pessoas/dia, um bar de tapas (Templo do produto) com projeto de ampliação. Depende do movimento de estrangeiros que por vezes sofre um pouco, Barri uma outra novidade e em Junho é a vez do Novo Bulí, o qual trabalha no projeto há 2 anos.
Ao redor de 6 restaurantes que o mesmo encerrou dizendo que espera se divertir por
muito tempo ainda.

quarta-feira, março 16, 2016

Como foi a ProWein? Por Bruno Airaghi




FIM DE FEIRA.... Em Dusseldorf
Fim de feira , estamos nos referindo a ProWein 2016 . 
Uma das maiores feiras
de vinhos e destilados da Europa .
São 9 pavilhões divididos por vários países (ou grupo de países) caso dos
Overseas, que engloba : Brasil, Argentina, Canadá,


Chile , China ,EUA,Bolivia , Uruguai , Nova Zelandia...
A um custo de 15 a 70 Euros, dependendo da intenção de visita, a

organização germânica é notável, seguindo o manual
da eficiência e do respeito aos expositores e público frequentador, um
toque bem profiissional.
A ProWein completou 22 anos de existência . No inicio em 1994 a mesma

denominava-se ProVins.
A feira divide com outra conhecida, esta porém na Itália - a Vinitaly em
abril, realizada no complexo da Verona Fiere, em Verona.
Enquanto a Vinitaly é mais festiva, uma certa "bagunça" organizada ,
praticamente dentro da cidade histórica, a ProWein
tem uma modernidade e pujança própria de Dusseldorf.
O número de participantes é hoje 15 vezes maior que na manifestação inicial
e com público 30 vezes maior, sendo 84% dos expositores
e 46% dos visitantes de fora do país.
A feira nesta edição, pareceu um pouco mais fraca em questão de público,
contudo é inegável sua importância. Como dado adicional


em 2015 foram credenciados 941 jornalistas de 39 países.
O nível de satisfação bateu entre o público pesquisado 97%.
A ProWein dura 3 dias das 10 hs ás 19 hs. E depois de um exaustivo dia de
encontros de negócios ... um bom jantar cai bem , certo?
Recomendo então o Lido (Am Handelshafen 15) um restaurante de arquitetura
própria e localizado dentro de um canal em uma requintada
zona de escritórios e onde situa-se o Hyatt Hotel.
Lugar de vista única com boa comida, bom preparo e toque moderno. Deixou a
desejar o serviço (lento ) para o nível da casa que conta


com boa carta de vinhos e drinks.
Finalizando o evento Pro Wein tem vantagem de ser uma exposição
internacional de bebidas (inclusive águas) voltada para os negócios e na
divulgação de outros países produtores de vinho, ainda estranhos no nosso
roteiro, exemplo : Armênia, Republica Checa , Bósnia e Herzegovina,
Romênia, Polônia e outros.
Os resultados devem aparecer para quem se iniciou em um evento como este ...
vamos aguardar a próxima para conferir!
Bruno Airaghi, de Dusseldorf.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

O Queijo e a história - A provável origem - Por: José Augusto Duarte





A história do queijo se perde no tempo, estudos apontam para 12000 anos AC, no período Paleolítico Superior e a lenda atribui a um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei da Arcádia.
A origem do nome vem do latim Caseus, a moderna palavra queijo se atribui ao espanhol Queso, a história desse alimento é controversa e não se pode afirmar sua origem.
O primeiro queijo pode ter sido feito pelo povo túrquicos nômades, que tinham por habito usar peles de animais e os órgãos internos inflados como recipientes  para armazenar uma grande variedade de alimentos e provavelmente o processo de fabricar queijo tenha sido acidental, ao estocar leite em um recipiente feito do estomago de um animal, ocorreu o processo de   transformação do leite em coalhada e soro, acelerado pela quimosina do estomago animal.
Mas mesmo sem saber ao certo qual sua origem, esse alimento é consumido em grandes quantidades em todo o mundo.
Considerado o maior produto agrícola do mundo pela ONU, o Brasil é o oitavo produtor, a França o maior exportador e a Grécia maior consumidora per capita.


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...