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sábado, janeiro 08, 2022

O Château Trianon é a nova aposta do antigo dono do Château Cheval Blanc

 


Dominique Hébrard, que foi co proprietário do Château Trianon, joga suas fichas no Château Trianon, de Saint-Émilion. 

Certamente não é uma simples aposta. A reportagem mostra o trabalho que está sendo feito e o solo incrível onde estão os vinhedos.



 

sexta-feira, agosto 14, 2020

Lacrau Reserva 2015 - Douro

 

O rótulo já avisa que se trata de um Field Blend, um blend que antigamente era nos vinhedos, mas já faz algum tempo que muitos produtores do Douro plantam as uvas em lotes separados e reproduzem o corte na vinícola. Neste vinho tem Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional.

Os vinhedos ficam na fantástica Quinta da Faísca, mostrada neste vídeo feito há menos de 1 ano:



O vinho tem muito boa intensidade aromática com notas de cereja, violeta e especiarias.

Na boca é encorpado, tem os taninos macios e boa acidez, em perfeito equilíbrio com os taninos.

Nada fora do lugar. 

Sabor intenso repetindo as notas sentidas no nariz e um belo final.

Nota: 91

Importador: www.mbbwine.com

segunda-feira, julho 13, 2020

Languedoc-Roussillon - A Natureza dos Vinhos




Esse é um documentário típico do momento que vivemos, da quarentena.
Olhei os arquivos, juntei reportagens, imagens e percebi que tinha um material excelente para retratar um pouco da maior região vinícola da França e talvez a maior do mundo.
O Languedoc-Roussillon é também um destino turístico fantástico.



segunda-feira, junho 29, 2020

segunda-feira, maio 18, 2020

Entrevista com o produtor de vinhos naturais Raffaello Annicchiarico





Nos tempos de pandemia, o Instagram tem sido o veículo para as entrevistas. É divertido.
Conversei na semana passada com o personagem do documentário Bella Ciao, que gravei na Campania.
Raffaello Annicchiarico é um show!

sexta-feira, abril 03, 2020

Quinta Seara d'Ordens 2017 Reserva - Douro




Impressionante a capacidade do Douro de produzir vinhos deliciosos com 14% de álcool, como é o caso deste.
Elaborado com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.
Passou 10 meses em barricas francesas.
No nariz frutas frescas, como cereja e amora, dividem espaço com uma nota floral de violeta e um toque sutil de tangerina.
Na boca é encorpado, tem os taninos firmes, mas com boa textura, fina e aveludada e excelente acidez.
O vinho é fresco e os 14% de álcool não sobressaem, não incomodam, estão equilibrados na estrutura do vinho.
O sabor tem boa intensidade com as frutas dominando, mas com um leve toque de torrefação, provavelmente provocado pelo estágio em madeira.
A persistência do sabor na boca é longa.
Um belo vinho!
Nota 91
Importador: https://www.lusitanoimport.com.br/vinhos-portugueses-quinta-seara-d-o

quarta-feira, março 25, 2020

Tempranillo na Toscana - Parte 2/3 - Terroir e História




Na segunda parte da reportagem sobre o Tempranillo na Toscana, Leonardo Beconcini fala sobre o terroir de San Miniato, que fica entre Pisa e Firenze, dentro da DOCG Chianti.


quinta-feira, março 05, 2020

No sétimo dia na Itália um vinho foi pouco. Teve um Langhe e um Barbaresco.




No sétimo dia de Itália foram dois vinhos. No almoço um Langhe orgânico e depois do almoço um Barbaresco impecável, que recebeu a melhor pontuação de todos os vinhos publicados.


quarta-feira, janeiro 15, 2020

O rótulo mais bonito é também um grande vinho. Malbec Argentino 2017 - Catena





Os vinhos da família Catena são sempre uma garantia de qualidade. Os grandes produtores do mundo são diferentes justamente por isso. O que acontece de diferente é que a família Catena nunca deixou de ousar. Nunca deixou de buscar a qualidade sem se acomodar na tradição e nos vinhos clássicos.
A Argentina mudou o perfil dos vinhos justamente por causa disso. Talvez seja um pouco da alma argentina.
Esse vinho, além de inovar com um rótulo maravilhoso, que conta uma história (mostro a história no vídeo abaixo), é um vinho impecável.
O nariz já dá ideia do frescor que ele oferece. Nada comparado aos Malbec's pesados de outros tempos. Frutas frescas.
Amora, mirtilo, ameixa, violeta, alcaçuz...
Depois aparecem sinais da passagem por barricas francesas, mas tudo bem sutil, bem elegante. Baunilha, chocolate amargo...
Na boca a fruta fresca, a acidez salivante e o equilíbrio impressionam. Os taninos são firmes, macios, granulados, muito bons.
Com mais tempo na taça os aromas da passagem por madeira entram com elegância, na medida certa.
O vinho é longo, persistente, maravilhoso.
Nota: 95
Preço: 850 reais.
Importador: www.mistral.com.br

Ano passado fiz um vídeo explicando esse rótulo. Vale a pena assistir:

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Dona de vinícola na Provence disse que o brasileiro serve o rosé muito frio.




Conversei com a dona do Domaine Saint Ser, da Provence, sobre a temperatura de serviço dos rosés. Ela disse que os brasileiros normalmente servem na temperatura errada...


quarta-feira, janeiro 08, 2020

Bramare Chardonnay - Marchiori Estate - Viña Cobos - Mendoza




O Chardonnay Marchiori Estate é um desses vinhos que vez ou outra atingem pontuações acima dos 95 pontos na crítica internacional.
É um vinho que tem a assinatura do paul Hobbs, um dos grandes enólogos do mundo do vinho, do time dos que não economizam na madeira e na potência dos vinhos.
É elaborado com vinhas velhas em Perdriel, Luján de Cuyo.
Passou um ano em barricas francesas novas.
No nariz a madeira aparece logo de cara. Depois aparece uma nota de abacaxi, um toque floral, baunilha, manteiga...
Na boca é seco, potente, boa acidez e sabor intenso, repetindo os aromas sentidos no nariz.
A persistência é longa.
Um grande vinho que deve acompanhar bem um bacalhau.
Nota: 92
Preço: na faixa dos 300 reais.
Importadora: www.grandcru.com.br

quinta-feira, outubro 10, 2019

Na Quinta do Sanguinhal tem cortiça, belos vinhedos e uma adega gigante.





Perto de óbidos, na região de vinhos de Lisboa, a Quinta do Sanguinhal é uma das mais tradicionais.
Na visita temos uma aula de cortiça, visitamos vinhedos maravilhosos e uma adega gigante.


segunda-feira, agosto 12, 2019

Entrevista exclusiva com o enólogo do El Principal, Gonzalo Guzmán.



Entrevista exclusiva com o enólogo da Viña El Principal, Gonzalo Guzmán.
Os vinhos Calicanto, Memórias e El Principal, estão entre os grandes vinhos do Chile.
Os vinhos seguem um estilo clássico, com características que lembram os grandes vinhos franceses.


quinta-feira, julho 04, 2019

Nariz, boca... O vinho é pra beber ou pra cheirar?


Foto: Chico Cineasta

Olhar a cor, cheirar o vinho, girar a taça, cheirar de novo e beber...
É um ritual que parece um suspense antes do ato final e principal.
Imagine que se você não fizer nenhum suspense o ato final é suficiente para o veredito: gostei? não gostei? acompanhou bem a comida?
A cor não precisa harmonizar. Basta ser tinto, branco ou rosé para termos ideia do que vem pela frente.
Serve para saber se o vinho está jovem ou evoluído, já que os brancos e rosés escurecem com o tempo e o tinto perde a cor, vai ficando com aquela cor próxima ao tijolo.
O cheiro ou aroma ou bouquet, também dão muitos sinais sobre a qualidade do vinho.
Aroma é o termo usado para os vinhos com cheiro de frutas e é classificado como aromas primários.
Se tem primário tem os aromas secundários, que estão relacionados ao período de produção e fermentação, com cheiro que remete a nozes, madeira, fermento, pão, manteiga...
Do secundário ao terciário, já se pode usar o termo bouquet.
Não se trata de afetação ou snobismo, são termos técnicos que o consumidor não precisa usar, mas pode usar caso queira degustar tecnicamente.
Os cheiros secundários e terciários surgem durante o processo de produção e envelhecimento do vinhos, que pode ser na barrica ou na garrafa.
Os secundários vão do café, caramelo, chocolate, manteiga, baunilha; e para os mais envelhecidos quando o vinho traz os aromas provocados pela evolução, pelo tempo.
Os exemplos são os aromas de frutas secas, cogumelos, terra, carne defumada, dependendo um pouco da cor do vinho (branco, tinto, rosé, espumante).
Tudo isso não seria nada se o sabor fosse ruim. Desagradável.
Todo esse ritual pode ser desprezado se a finalidade é apenas beber um vinho, acompanhar a comida sem preocupação.
Não é preciso entender nada pra beber vinhos.
Degustar é prestar atenção no que estamos bebendo, e como beber é um ato simples, que remete a primeira refeição do ser humano, não tem mistério e nem precisa de nenhuma técnica. Todo mundo sabe beber qualquer líquido.
Mas se você quer degustar como um profissional, assim que colocar o líquido na boca, vai prestar atenção no peso do vinho (corpo), nos taninos (que dão aquela sensação granulada e secante de quando comemos banana verde ou caju), vai prestar atenção na acidez que te faz salivar e casa com os taninos como se tivessem nascido um para o outro. Também vai analisar o álcool, se ele queima ou pica a boca, desequilibrando o conjunto. Vai analisar o sabor, se ele é intenso ou leve, se ele é agradável, se ele é persistente, ficando na boca por mais tempo antes de desaparecer.
Não deve ser amargo, não deve ter nenhum item acima dos outros, com excessão do sabor.
E não pense que uma pessoa pode ter a capacidade de perceber tudo isso e você não.
É só praticar.
Não pense também que tudo isso é preciso.
Pode ter precisão, mas não é preciso.
É um ritual analítico que o consumidor pode seguir se quiser.
Pode curtir fazer isso ou pode achar chato e simplesmente beber.
Se olhar as notas que os críticos dão por aí (e eu me incluo), elas se referem a tudo isso, mas não são maiores do que o seu julgamento pessoal.
Se um vinho tiver os aromas fantásticos mas na boca não tiver equilíbrio e não for bom, ele não pode ter boa nota.
Simplesmente porque foi feito para beber.
Saúde!

segunda-feira, abril 29, 2019

Altos Las Hormigas Tinto Blend 2017 - Ótima relação preço/qualidade





Altos Las Hormigas é daquelas vinícolas que você pode comprar os vinhos de olhos fechados, só pela reputação.
Nomes como Alberto Antonini e Pedro Parra jamais se envolveriam em um projeto que não fosse no mínimo excelente.
Esse é um vinho jovem, barato, feito para beber com prazer, mas também com atenção.
Quando digo atenção me refiro a degustação. Perceber os sabores do que está bebendo.
Garanto que se fizer uma degustação com uma Coca-Cola vai perceber o quanto ela é ruim.
O Tinto Blend 2017 (Mendoza - Argentina) tem Bonarda (48%), Malbec (45%) e 7% da branca Semillon.
No nariz tem boa intensidade aromática. Notas de cereja, framboesa, amora; sempre frescas, sem excesso de madurez, nada de geleia... Um toque apimentado e floral também dão as caras.
Na boca tem corpo médio, taninos bastante macios e excelente acidez.
O sabor é intenso e frutado.
Tem bom equilíbrio, persistência e preço excelente.
Nota: 90 reais
Preço: 68 reais
Importadora World Wine - https://www.worldwine.com.br/v-arg-altos-hormigas-tt-blend-750-024813/p


segunda-feira, março 11, 2019

O dono brasileiro de um dos melhores terroirs da Argentina.





A Finca Ambrosia tem donos brasileiros e um terroir fantástico. Antes que você relacione o nome com aquele doce brasileiro, vale uma breve história: Ambrosia era uma das companheiras de Dionísio. Quando ela foi morta pelo rei Licurgo, o deus (Dionísio) do vinho a transformou em uma videira.


quinta-feira, janeiro 10, 2019

O Vinho Verde é uma excelente opção para o clima e para a gastronomia brasileira





Durante o Vinho Verde Wine Fest, em São Paulo, o Regis de Oliveira e eu conversamos com o chef de cozinha Renato Cunha (Restaurante Ferrugem, Portugal), com o Tomás Gonçalves, que é da Comissão de Viticultura da Região de Vinhos Verdes e com o Alfredo Rente, que divulga os vinhos portugueses pelo mundo.


quinta-feira, novembro 22, 2018

Taurasi - O Barolo do Sul






Visitei a Tenuta Cavalier Pepe, uma das principais produtoras de Taurasi, o Barolo do Sul.
O super vinho da Campania, elaborado com a uva Aglianico, tem menos prestígio do que os gigantes do norte, mas em termos de qualidade está no mesmo nível.
Assista a reportagem:



terça-feira, novembro 20, 2018

Vertical Piedra Infinita, International Tasting e entrevista exclusiva com Sebastián Zuccardi





Sebastián Zuccardi é o principal enólogo da América do Sul segundo a revista inglesa Decanter, é um estudioso apaixonado pelo terroir e pela Malbec.
Na passagem por São Paulo, para uma vertical histórica do vinho Piedra Infinita, promovida pela Revista Adega, Sebastián falou sobre o desenvolvimento dos vinhos argentinos e sobre a pontuações de seus vinhos, que chegam perto dos 100 pontos nas principais revistas internacionais.





Os vinhos Piedra Infinita são impecáveis, com tensão, taninos que tomam conta da boca sem secar, acidez refrescante e fruta marcante.
Na vertical provei o 2012 que mostrou notas de alcaçuz, caramelo e tabaco, junto com uma fruta bem presente, principalmente cereja e amora.
Nota: 93

O 2013 era mais discreto no nariz, mas estava impecável na boca. A textura dos taninos impressiona, porque mostra potência e ao mesmo tempo elegância, por causa de uma textura granulada difícil de encontrar.
Nota: 94

O 2014 foi um ano chuvoso, desafiante, mas o vinho manteve a textura de taninos, a potência da fruta e o frescor.
Nota: 94

O 2015 mostra tudo o que os outros mostraram com uma lente de aumento. No nariz grafite, alcaçuz, amora, ameixa, violeta...
Na boca os taninos invadem a boca com uma textura fina que lembra o pó de giz, muito presente mas nada agressivo, com a acidez trazendo a salivação e o frescor provocando um equilíbrio perfeito.
Um super vinho!
Nota: 96

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...