Dominique Hébrard, que foi co proprietário do Château Trianon, joga suas fichas no Château Trianon, de Saint-Émilion.
Certamente não é uma simples aposta. A reportagem mostra o trabalho que está sendo feito e o solo incrível onde estão os vinhedos.
Dominique Hébrard, que foi co proprietário do Château Trianon, joga suas fichas no Château Trianon, de Saint-Émilion.
Certamente não é uma simples aposta. A reportagem mostra o trabalho que está sendo feito e o solo incrível onde estão os vinhedos.
Muita gente diz que a Carménère estava extinta em Bordeaux e foi reencontrada no Chile.
Na verdade ela nunca desapareceu de Bordeaux. A superfície plantada diminuiu muito, isso sim.
Diminuiu por ser uma variedade que amadurecia com dificuldade em Bordeaux.
Talvez por isso ela tenha sido levada ao Chile.
O clima ensolarado chileno não seria obstáculo pra ela e realmente não foi.
Acontece que o tal aquecimento global deu uma segunda chance para a Carménère em Bordeaux.
Ela está lá, dando bons frutos.
No caso dessa parcela, tem mais de 60 anos, com alguns pés, como este da foto, provavelmente com mais de 80.
Veja a reportagem, que é uma prévia da reportagem completa no Château Trianon, que eu publico no próximo sábado.
Na segunda e última parte do documentário, Milagre do Velho Chico, o enólogo Ricardo Henriques mostra as características desse terroir único no paralelo 8, em pleno semiárido nordestino.
Assista também a primeira parte, com o enólogo Miguel de Almeida.
Curta, compartilhe e se inscreva no canal...
A dupla poda, técnica que permite o cultivo das videiras com colheita no inverno, tem feito o mapa vinícola do Brasil crescer a cada ano.
Entre esses "vinhos de inverno", alguns já atingiram grandes pontuações, ganharam medalhas em provas importantes e conquistam cada dia mais espaço na preferência dos consumidores.
O Casa Verrone Gran Speciale Cabernet Sauvignon/Franc foi o melhor que provei até hoje.
Um vinho encorpado, com muita concentração, taninos macios, boa acidez e persistência.
Visitei os vinhedos que ficam em Itobi, perto de São José do Rio Pardo e conversei com o Márcio Verrone.
Assista o vídeo.
Esse é o grande vinho do Languedoc. Vinho orgânico, um blend incrível que só lendo a ficha técnica para acreditar:
– 69.5% Cabernet Sauvignon.
– 12.4% Merlot.
– 7.4% Syrah.
– 4% Malbec.
– 3% Cabernet Franc.
– 1.4% Pinot noir.
– 1.3% Tannat.
– 1% rare grape varieties: Nebbiolo, Barbera, Dolcetto,Armigne, Arenie, Bastardo, Saperavie, Tchkaveri, Montepulciano, Areni Noir, Tchekavesi and Baga.
Esse é da safra 2000, tem notas cereja, cassis, cogumelos, frutas secas, trufa e carne defumada.
Na boca tem corpo entre o médio e o encorpado, taninos ainda bem presentes, mas com textura macia.
O sabor repete o nariz, acrescentando um toque de chocolate amargo.
Boa acidez e muita persistência.
Nota: 95
Preço: 704 reais (safra 2008).
Importadora: https://www.mistral.com.br/p/vinho/daumas-de-gassac-rouge-2011-mas-de-daumas-gassac
Visitei o Mas de Daumas Gassac em 2016 e gravei uma série de vídeos.
Quem ainda não viu, vale a pena:
Tempranillo, Tannat e Merlot. Um corte que só o novo mundo pode fazer.
Outra curiosidade é o nome, dividindo o nome da capital uruguaia em 3, para mostrar uma possível explicação para o batismo de Montevideu. O contra rótulo explica: um marinheiro da expedição de Fernão de Magalhães, em março de 1920, escreveu no seu diário que avistou um monte que parecia um chapéu, a esse monte foi dado o nome de Monte Vi Eu, assinado por Francisco Albo, contramestre da expedição.
O vinho tem aquele estilo aristocrático que pode lembrar um grande Bordeaux principalmente pela potência e maciez dos taninos. Isso mesmo. É como soco com luva de algodão.
No nariz amora, tabaco e baunilha.
Na boca é encorpado e os taninos dão o show à parte, que eu já escrevi acima. Tem boa acidez, sabor intenso com sabor frutado em perfeita harmonia com os sabores vindos da madeira, o álcool que no rótulo mostra incríveis 15% não sai do lugar e a persistência é alta. O sabor fica na boca por um bom tempo.
Um super vinho numa garrafa numerada 9469 das 12351 produzidas.
Um privilégio provar esse vinho!
Está bem jovem. Deve ficar ainda melhor nos próximos 10 anos.
Nota: 91
Preço: 350 reais.
O rótulo já avisa que se trata de um Field Blend, um blend que antigamente era nos vinhedos, mas já faz algum tempo que muitos produtores do Douro plantam as uvas em lotes separados e reproduzem o corte na vinícola. Neste vinho tem Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional.
Os vinhedos ficam na fantástica Quinta da Faísca, mostrada neste vídeo feito há menos de 1 ano:
O vinho tem muito boa intensidade aromática com notas de cereja, violeta e especiarias.
Na boca é encorpado, tem os taninos macios e boa acidez, em perfeito equilíbrio com os taninos.
Nada fora do lugar.
Sabor intenso repetindo as notas sentidas no nariz e um belo final.
Nota: 91
Importador: www.mbbwine.com
Cereja, bergamota, violeta... na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...