Mostrando postagens com marcador Policia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Policia. Mostrar todas as postagens
sábado, janeiro 28, 2017
Garrafas falsas de Romanée-Conti. Um russo e dois italianos começaram a ser julgados.
O julgamento aconteceu essa semana em Dijon.
Eles venderam 400 garrafas falsas de Romanée-Conti, um dos vinhos mais caros do mundo, além de alguns outros grandes vinhos da Borgonha.
O prejuízo causado por eles, chega a 1,5 milhão de euros.
Se trata de uma rede internacional de falsificação que passa pela Itália e pela Russia.
Eram dois tipos de falsificação, com os rótulos russos mais grotescos e os italianos mais próximos dos originais.
Os italianos acusados, são os negociantes Enzio e Nicola Lucca (pai e filho).
Eles foram encontrados pela policia italiana em outubro de 2013 com rótulos e garrafas falsas num depósito na própria casa.
A justiça italiana acabou liberando os dois e se recusa a extraditá-los para a França.
Os dois acabaram pegos de novo pela justiça suíça em 2015 e pegaram 24 meses de prisão (com surcis, que dispensa o cumprimento de uma parte da pena) e uma multa de 5000 francos suíços cada um.
O Domaine de la Romanée-Conti pretende receber uma multa de 1 milhão de euros, quando o julgamento terminar.
O Russo, Aleksandr Iugov, alega inocência e pode ser absolvido.
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Italianos vendiam Prosecco como se fosse Moët & Chandon... O polícia federal deles acabou com a festa. Veja o vídeo.
foto: Guardia di Finanza
A receita federal italiana não imaginava o que encontraria.
Numa inspeção em uma empresa na região de Pádua encontraram várias garrafas da Champagne Moët & Chandon.
Até aí, nenhum problema, os vinhos atravessam as fronteiras sem burocracia dentro da comunidade europeia.
Mas olhando bem a garrafa perceberam também que elas não tinham números de série.
A garrafa foi o caminho para uma descoberta importante.
O líquido não vinha exatamente da região de Champagne, na França.
Era um espumante local, engarrafado o mais parecido possível com a verdadeira maison francesa.
O relatório divulgado ontem, informa que os agentes da receita italiana, invadiram um prédio perto da cidade de Selvazzano, e encontraram 9200 garrafas falsas de Moët & Chandon Brut Imperial, que custaria o total de 380 mil euros no varejo.
Também encontraram rótulos para mais de 40 mil garrafas e uma maquina de rotulagem.
8 pessoas foram presas na operação e as investigações seguem para encontrar mais gente envolvida.
Os testes comprovaram que no lugar da Moët & Chandon, estava um prosecco barato, comprado a granel de produtores da região.
Veja o vídeo com a ação da policia italiana:
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Crônicas policiais do mundo do vinho. Por Bruno Airaghi
Sabe-se que rótulos famosos de históricas safras tem um
mercado bastante valorizado,
ultrapassando as vezes as ações , ouro e obras de arte.
Neste cenário o vinho é objeto de atenção e
desejo, moldando golpes milionários com tom policialesco.
A” Drinks Businesss” relata os golpes vinicos
no “Top 10 Wine Thefts”.
O 1º é o caso de George Osumi (foto), funcionário “Legend
Cellar” que entre 2008 e 2012 furtou
1400 garrafas de vinho dos próprios clientes,
substituindo-as por vinho de 2ª classe,
somando um valor de 3 milhões de USD.
Outra historia ,mais triste foi do celebrity chef Worrall Thompson, apanhado por
roubar entre as prateleiras
da Tesco, 4 Libras em salgadinhos, isto depois de ter
comprado 180 libras em Champagne.
Em 2013, dois encanadores entraram em uma enoteca em Seattle
(EUA), fazendo um “rapa” de 200 caixas de vinho em 13 horas, sendo
apanhados alguns dias depois pela policia.
Tem também do vigneron francês
Robert Cavaille, que acorda em uma manhã de 2010, e descobre a falta
de 30 toneladas de uvas Cabernet Sauvignon.
O caso romântico, da moça (Alicia Walicke) que rouba
uma garrafa de 4USD só para se juntar ao namorado na cadeia.
Encerrando a coluna , tem um caso de um decorador inglês
desempregado Michael Fagan que em 1982, entrou no Palacio de Buckingham,
sendo preso sob a acusação de ter furtado uma certa quantidade de vinho.
Na realidade foi meia garrafa de vinho californiano popular!
Casos pequenos frente ao que hoje assistimos.
quinta-feira, dezembro 19, 2013
O marchand Rudy Kurniawan foi condenado por falsificação ontem em Nova York.
O marchand Rudy Kurniawan, considerado no passado um dos maiores experts do mundo do vinho, foi considerado culpado pela corte de Nova York, pela acusação de falsificação de grands crus franceses.
Em menos de duas horas, os 12 jurados do tribunal federal de Manhattan, condenaram o indonésio a pagamento de multa e uma pena máxima que pode chegar a 40 anos de prisão.
A pena será definida no dia 24 de Abril de 2014.
Kurniawan, de 37 anos, foi descoberto justamente por desconhecimento, pois começou a vender vinhos de safras que não existiam.
Os vinhos falsos eram produzidos na cozinha da casa dele, na Califórnia.
terça-feira, dezembro 17, 2013
segunda-feira, dezembro 16, 2013
Mais uma etapa do julgamento do Falsário Rudy Kurniawan. Produtores da Borgonha foram chamados. Ele pode pegar 40 anos de cana.
Foi na Quinta-feira passada que Rudy Kurniawan, de 37 anos, nascido na Indonésia, teve mais uma etapa do seu julgamento.
Ele foi considerado um dos maiores conhecedores de vinhos do mundo, e de repente, é acusado de ser um falsário, de fabricar vinhos na cozinha de sua casa (na California) e vender pelo preço de mercado dos grandes vinhos.
Presentes no julgamento, proprietarios e representantes de alguns vinhos falsificados: Domaines Ponsot, Roumier ou Romanée-Conti, todos da Borgonha.
Laurent Ponsot, um dos donos do Domaine Ponsot, contou no tribunal como ele tinha sido alertado em Abril de 2008.
Aconteceu 2 dias antes de um leilão em Nova York onde foram vendidas 97 garrafas do seu vinho, por preços entre 440 500 e 602 000 dólares.
Foi aí que aconteceu o grande erro de Rudy.
Ele colocou à venda os vinhos Clos Saint-Denis anos 45 e 49.
O problema é que este vinho começou a ser produzido em 1982.
Imediatamente a casa de leilões foi avisada e o leilão cancelado.
Na sala do julgamento, diversas garrafas estavam expostas e facilmente identificadas como falsas pelos rótulos e cápsulas.
Também tinha um Clos de la Roche 1929, que só começou a ser vendido na colheita de 1930.
Outros erros grotescos apareceram em rótulos dos anos 50 com assinatura do avô de Laurent Ponsot no lugar da do seu pai.
A capsula dourada também não era a verdadeira.
Ele contou que almoçou uma vez com Kurniawan para perguntar de onde vinham as garrafas.
Ele apenas olhava para o prato e dizia que comprava no mercado.
Laurent Roumier, do Domaine Roumier também encontrou falsificações grotescas.
Um Bonne Mares, outro grand cru da Bourgogne, de 1923.
Um ano antes da vinícola ser criada.
A terceira testemunha foi Aubert de Villaine, do domaine de la Romanée-Conti.
ele foi convidado a ver rótulos de 1899 e 1906, que estavam na casa de Kurniawan.
Eram tantos rótulos que não existem mais em nenhuma parte, que ele ficou impressionado.
Nunca tinha colocado as mãos em vinhos verdadeiros daquelas datas.
Começou a rir no tribunal.
Rudy Kurniawan pode pegar 40 anos de prisão.
Assinar:
Postagens (Atom)
Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh
Cereja, bergamota, violeta... na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...
-
Luigi Bosca é daqueles produtores que não coloca no mercado nada que não mostre qualidades. Esse é um Malbec de terroir. Como deve se...
-
Vinho perfeito para mostrar a evolução do Uruguai na produção de vinhos de qualidade. Eu conheci esses vinhedos de Syrah e fiq...
-
Se você não gosta de cinema fora do convencional sugiro que deixe esse texto de lado, escolha um bom vinho, pegue sua taça, coloq...









