Tudo pronto para a quarta edição do concurso Syrah du Monde. Dias 3 e 4 de Junho, um recorde de amostras será analisado pelos 100 jurados. São cerca de 400 amostras de vinhos elaborados com a Syrah. 27 países enviaram garrafas. Nunca houve uma concentração tão grandes de vinhos com a Syrah. O local escolhido não poderia ser qualquer um. Será no Château d´Ampuis, da Familia Guigal. Monumento histórico da França.segunda-feira, maio 17, 2010
Syrah du Monde 2010
Tudo pronto para a quarta edição do concurso Syrah du Monde. Dias 3 e 4 de Junho, um recorde de amostras será analisado pelos 100 jurados. São cerca de 400 amostras de vinhos elaborados com a Syrah. 27 países enviaram garrafas. Nunca houve uma concentração tão grandes de vinhos com a Syrah. O local escolhido não poderia ser qualquer um. Será no Château d´Ampuis, da Familia Guigal. Monumento histórico da França.Entre as Feras!!!
Claude é um dos rebeldes do Languedoc, recebe notas acima de 90 pontos de Robert Parker (o principal vinho recebeu 95) e Wine Spectator. Gianmarco Ghisolfi recebe notas acima de 90 na Wine Spectator todos os anos e é sempre incluído entre os best buys. Paolo Giusti também esta bem acostumado com as notas acima de 90 nas revistas internacionais pelos seus Dulcamara, Belcore, Perbruno e Nemorino. Tristan Depauw trabalha com Xavier Vignon, um grande enólogo do Rhône que recebeu por alguns vinhos 100 pontos de Parker. Laurent Poitevin é um produtor de Saint-Emilion e Côtes de Castillon que sempre vê seus vinhos incluídos no Guia Hachette (o guia mais bem conceituado da França). Para evitar confusão, nesse dia bebemos cerveja!
O Vinho e a Pintura - Umberto Boccioni
Umberto Boccioni nasceu em Reggio di Calabria em Outubro de 1882. Morreu por causa de uma queda de cavalo em Verona, em Agosto de 1916.
Era um futurista. Talvez o mais importante dos futuristas Europeus.
Esta obra: "Sotto il pergolato a Napoli", está exposta na galeria de arte moderna em Milão.
É de 1914.
domingo, maio 16, 2010
Ora Direis, Beber Histórias!!! IXE O Tempranillo da Toscana no Encontro de Vinhos


Plagiando um trecho da música de Belchior que cantou: Ora direis, ouvir estrelas... Informo que o único Tempranillo da Toscana (muito provavelmente de toda a Itália), estará no Encontro de Vinhos, dia 5 de Agosto no hotel San Raphael, em São Paulo.
A história do Ixe é maravilhosa, mas nenhum vinho vive só de história. O vinho é excelente!
Já escrevi sobre o vinho aqui (http://papodevinho.blogspot.com/search?q=IXE), assim como alguns amigos blogueiros que provaram o vinho comigo.
A história já tem alguns séculos. Mas começamos de traz pra frente. Leonardo e Eva Beconcini produziam um vinho com uma casta desconhecida, por isso colocou o nome IXE (letra x em latim).
O vinho fazia sucesso pela qualidade e diversidade. Com o tempo e principalmente com a curiosidade, Leonardo resolveu enviar amostras para um DNA da uva.
O resultado apontou para a variedade Tempranillo e aumentou ainda mais a curiosidade. Como a uva veio parar aqui?
Mais estudos, agora de história, revelaram que o local onde está a vinícola era uma espécie de estrada, uma free way de peregrinos que íam de Roma a Santiago e vice-versa.
Aí só a suposição chegaria ao veredito final.
Acredita-se que algum peregrino pagou sua estadia com sementes. Sementes de Tempranillo.
As sementes se transformaram em vinhas, as vinhas velhas foram sendo replantadas e hoje existem dois vinhos 100% Tempranillo. O IXE, de vinhedos mais jovens e o Vigna Alle Nicchie, de vinhas velhas de tempranillo, com uma parte das uvas pacificadas. Dois vinhos maravilhosos que dão realmente a sensação de beber histórias. O IXE ainda não chegou ao Brasil. Chega para o Encontro de Vinhos!
Concha y Toro é a Segunda Vinícola Mais importante do Mundo
A empresa inglesa de consultoria, Intangible Business, divulgou a lista chamada: "The Power 100: The world"s most powerful spirits & wine Brands 2010".
A Concha y Toro, do Chile, aparece em segundo lugar entre as vinícolas, logo abaixo da norte americana Gallo.
A Concha y Toro, da família Guilisasti, pulou de vigésimo segundo (em 2009) para o décimo sétimo lugar na classificação entre todos os tipos de bebidas.todas
Cerca de 10 mil marcas foram avaliadas. Crescimento da marca, trajetória e tradição foram os pontos levados em conta.
sexta-feira, maio 14, 2010
Appellation Costières de Nîmes Controlée

A appellation chamava-se Costières du Gard até mudar de nome em 2989 para Costières de Nîmes. Os vinhedos cobrem toda a região entre Nîmes e o Petit Rhône, um dos afluentes do Rhône no delta de Camargue, fronteira entre o Languedoc e o Rhône.
É exatamente o solo de pequenas pedras arredondadas do delta de Camargue que caracteriza a região.
Costières de Nîmes produz principalmente vinhos tintos e rosés com as variedades típicas da região.
São vinhos bastante frutados, com os tintos bem parecidos com os vinhos do Rhône e os rosés leves, secos, equilibrados e delicados.
Appellation: Appellation Costières de Nîmes Controlée
Localização: ao sul de Nîmes (Camargue)
Principais Villages: Caissargues, Manduel, Meynes, Générac, Saint Gilles, etc... (24 no total)
Solo: Pedregoso
Superfície: 15.000 hectares
Produção: 21 milhões de garrafas (51% Tintos e 45% Rosés)
Variedades: Grenache, Syrah, Carignan, Cinsault, Mourvèdre,Clairette, Grenache blanc, Bourboulenc
Guarda: Tintos 2 a 6 anos
Rosés e Brancos: beber jovens
Boas Safras: 2006, 2001
Aromas: frutas vermelhas, baunilha e violeta
Os tintos harmonizam bem com frango grelhado e carnes vermelhas grelhadas e os rosés com Saladas e embutidos da região
Enate na Grand Cru

Convidado pela elegante Camila Perossi, participei de uma degustação dos vinhos Enate na Grand Cru Moema.O Export Manager Eric Paré, apresentou os vinhos e passou informações sobre a vinicola de Somontano, Espanha.
Pra começar o nome Enate. É o nome de um povoado que fica bem no centro dos vinhedos.
Explicou que a bodega não utiliza pesticidas ou herbicidas, mas por filosofia, nada de certificados ou grupos organizados levantando bandeiras. Filosofia de uma família de colecionadores de obras de arte que começou a trabalhar com vinhos por paixão desde a primeira safra em 1992.
A veia artística da família está em cada garrafa, nos rótulos maravilhosos. Cada obra estampada nos rótulos, pode ser visitada na vinícola.
Começamos a prova com o Chardonnay 2,3,4 - 2008
Cor palha brilhante.
Nariz um pouco fechado, notas de maçã verde e melão.
Na boca o vinho cresce. Notas minerais, equilíbrio e elegância.
Ganhou a medalha de ouro no concurso Chardonnay du Monde, na França. Custa 70 reai na Grand Cru.
Passamos para o Gewurztraminer com toda sua tipicidade sem esconder nada.
Nariz exuberante com notas de lichia predominando.
Na boca, corpo médio, picante, mineral.
85 reais.
Começamos a provar os tintos com o Enate Reserva (Cabernet Sauvignon) 2003.
Cor rubi escuro.
No nariz cassis, couro, avelã, baunilha.
Estagiou 12 meses em barricas novas.
Na boca taninos finos, boa acidez.
Boa persistência.
O Shiraz/Syrah começou com uma explicação sobre o nome.
Foi uma ideia do enólogo para mesclar velho e novo mundo. Para ele Austrália e Europa estão na mesma garrafa.
A cor rubi concentrada e os aromas saltando do copo mostram a tipicidade da Syrah.
Notas de amora, especiarias e flores.
Na boca os taninos estão um pouco verdes.
Tem uma ótima acidez e com o tempo no copo mostrou que tem equilíbrio.
Custa 195 reais.
Deveríamos parar por aí, mas por sugestão e até generosidade de Jorge Carrara, pois disse que pagaria a garrafa, mas deveríamos provar uma gama mais completa, trouxeram o Merlot/Merlot 2005 (claro que a Grand Cru não deixou que o Jorge pagasse palo vinho).
Este não tem a proposta de misturar novo e velho mundo. O nome Merlot/Merlot é para evitar confusão com outro corte de Merlot produzido pela vinícola. Eric explicou que são duas parcelas de Merlot no corte o vinho e isso acabou sendo a explicação.
Gostei do Merlot/Merlot!
Esta jovem ainda, mas com todos os indicativos de potencial de envelhecimento. Um vinho com notas de couro, café e torrefação.
Passou 16 meses em barricas francesas.
Na boca tem acidez, taninos e os 14% de álcool não aparecem.
É encorpado.
Custa 195 reais.
Bons vinhos!
Assinar:
Postagens (Atom)
Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh
Cereja, bergamota, violeta... na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...
-
Luigi Bosca é daqueles produtores que não coloca no mercado nada que não mostre qualidades. Esse é um Malbec de terroir. Como deve se...
-
Vinho perfeito para mostrar a evolução do Uruguai na produção de vinhos de qualidade. Eu conheci esses vinhedos de Syrah e fiq...
-
Se você não gosta de cinema fora do convencional sugiro que deixe esse texto de lado, escolha um bom vinho, pegue sua taça, coloq...