sábado, dezembro 26, 2015

O Vinho e a Arte - Fotografia - Alina Ianco - 8



Histórias de borbulhas... Limoux Méthode Ancestrale - O primeiro espumante?



O método ancestral pode ter sido o primeiro a tornar os vinhos espumantes.
Os vinhos são elaborados com a variedade Mauzac, que é colhida e o suco fermentado até a obtenção de 5/6º de álcool. O vinho é engarrafado sempre no mês de Março, durante a lua minguante.
O vinho faz a segunda fermentação espontânea e chega a 6/7º de álcool.
No passado o método era chamado Limouxine.
Essa história teria começado em 1531, com os monges da abadia beneditina de Sante-Hilaire, perto de Limoux, no Languedoc-Roussillon.
A história foi defendida na tese de doutorado intitulada: "La Blanquette de Limoux" , por Henri Guilhem, em 1928, numa conferencia na União dos Sommeliers de Paris.
Ele se baseou na história de Semichon que mencionou o ano de 1531 e os monges de Saint-Hilaire, para a produção da Blanquette de Limoux.
Mas a história esbarrou numa prova concreta para ser aceita por todos.
Apesar de diversas pesquisas, não houve documentação suficiente para provar o fato.
Mesmo assim, os documentos encontrados de 1544, indicam que a Blanquette foi fornecida ao Sieur d'Arques (senhor da região, que segundo a história da Blanquette, comemorava suas vitórias com o espumante de Limoux).
O texto diz que no dia 25 de Outubro daquele ano (1544) Sieur d'Arques recebeu de Bertrand Pellet, uma certa quantidade de Clairet e de Blanquette.
Essa seria a prova incontestável para Henri Guilhem, para a existência do espumante em 1544.
O texto também falava em frascos, como um recipiente diferente dos vinhos tranquilos, para suportar a pressão do gás carbônico.
Por outro lado, Benoît Musset, mestre de conferências em história moderna da Universidade do Maine, em Le Mans, acredita que o termo Blanquette, no texto, se refere à variedade e não ao vinho espumante.
Dando meu palpite, acho pouco provável o pedido por nome de variedade (a Mauzac também é chamada de Blanquette), algo que não é natural no velho mundo.
O historiador Gilbert Largu, escreveu no livro: "Le bon vin no Languedoc (para a universidade da vinha e do vinho), que somos incapázes de dizer a data inicial da criação da Blanquette.
Entre uma pesquisa e outra, os historiadores discordam sobre a data da criação do primeiro espumante.
O mesmo documento de 1544 foi citado em 2013, para afirmar que a Blanquette como é hoje (espumante), teria mesmo sido criada em 1544.
No ano de 2009 foi adotado o nome Appellation Limoux Méthode Ancestrale.



quinta-feira, dezembro 24, 2015

O Vinho e a Arte - Fotografia - Alina Ianco - 7




Samas IGT 2014 - Branco - Sardenha - Itália - Vinho com nome e sobrenome


Por que nome e sobrenome?
Porque a vinícola Agripunica, que produz este vinho, é uma joint-venture que reúne Sebastiano Rosa (Tenuta San Guido (Sassicaia), Cantina di Santaldi), Antonello Pilloni (Santaldi) e o enólogo toscano Giacomo Tachis, homem do ano da Decanter em 2011 e enólogo do mítico Sassicaia e um dos principais responsáveis pela introdução das variedades bordalesas na toscana, criando os Super toscanos.
Pronto. O vinho tem nome e sobrenome.
Um corte de Vermentino (80%) e Chardonnay (20%).
Por aí já nos preparamos para um vinho diferente do que estamos acostumados, seja varietal ou corte.
A Chardonnay entra para dar estrutura.
Sem madeira.
Claramente a Vermentino provoca um nariz mais exuberante, com notas de limão siciliano, flor de laranjeira, maçã e ervas aromáticas.
Na boca é seco, corpo médio, boa acidez (média), sensação alcoólica média (13%), boa intensidade de sabor (média+), com as notas minerais e florais prevalecendo, mas deixando espaço para as frutas cítricas que aparecem com força.
Persistência média.
Equilibrado e elegante.
O vinho não é filtrado e nem clarificado.
Acompanhou perfeitamente um camarão grelhado ao alho e azeite.
Nota: 89
Produtor: Agripunica
Importador: http://www.ravin.com.br/vinhos/vinho-samas-igt-branco-750ml
Preço: 228 Reais
Relação preço/qualidade: 2/5

quarta-feira, dezembro 23, 2015

O Vinho e a Arte - Fotografia - Alina Ianco - 6


Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 48 - Sud Méridional - AOC Vinsobres



A AOC Vinsobres foi reconhecida somente em 2005, pertencia a AOC Côtes-du-Rhône-Villages.
Sua área de produção é na comuna de Vinsobres.
Clima mediterrâneo com influência continental.
Verões quentes e secos, atingidos algumas vezes por tempestades.
Invernos frios, nevados e longos, chegando até a primavera.
Solos de marga com pedras ricas em minerais e vinhedos protegidos do vento mistral pelo próprio relevo nas encostas do rio Aygues (afluente do Rhône).
A proximidade com o rio, ajuda a resistir ao verão seco e tempera o clima do inverno.
A AOC só produz tintos.
As variedades de uva usadas são principalmente: Grenache, Syrah e Mourvèdre.
A Grenache deve representar o mínimo de 50% no corte.
São vinhos potentes, tânicos e encorpados.
Reúne a riqueza alcoólica e estrutura da Grenache, com a intensidade de cor e os aromas de especiarias da Syrah.
Os vinhos de Vinsobres tem potencial para longa guarda.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Jean Claude e Ligia Maria Cara lançaram em São Paulo, o livro: Vinhos da Borgonha - história, tradição e cultura...


Antes do lançamento uma conversa com o que Jean pensa sobre a Borgonha.
Falou no terroir único, no aquecimento global, nas variedades de uva, do uso de barricas e principalmente da grandiosidade dos vinhos e das safras antigas.
Jean leva grupos de brasileiros para a Borgonha, tem uma loja de vinhos raros em Beaune e tem como missão, ensinar sobre a Borgonha.



O livro tem padrão internacional.
Informações sobre as denominações de origem, informações técnicas, serviço do vinho, gastronomia, turismo, harmonização com comida...
Um belíssimo trabalho do Jean Claude Cara e da Ligia Maria Salomão Cara!!!
As fotos são do próprio Jean e da fotógrafa Nádia Jung.
Eu recomendo!

Preço: 140 Reais.
Onde comprar: http://www.travessa.com.br/vinhos-da-borgonha-historia-tradicao-e-cultura/artigo/c2f360eb-f251-43be-83b7-be1bad54d30d

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...