quarta-feira, outubro 21, 2015

Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 44 - Sud Méridional - AOC Rasteau Rancio



A AOC Rasteau Rancio, tem apenas 50 hectares nas comunas de Rasteau, Cairanne e Sablet.
Os vinhos são doces, produzidos com parada de fermentação por adição de álcool vínico.
A diferença vem depois.
Os vinho são levados para as barricas e deixadas no sol.
O vinho ganha um toque oxidado, por isso o nome rancio.
As variedades utilizadas são: Grenache Noir, Grenache Gris ou Grenache Blanc.
Os vinhos tem aromas de frutas cozidas, torrefação e amêndoas.
São produzidos brancos e tintos no mesmo sistema.
Depois de décadas, os brancos e tintos ficam com a cor muito parecida.

segunda-feira, outubro 19, 2015

A imprensa italiana fala do Encontro de Vinhos e Arianna Greco



Diversos canais de informação ligados ou não ao vinho e a cultura, informam sobre a vinda de Arianna Greco ao Encontro de Vinhos São Paulo, em Abril.
Arianna foi escolhida para criar uma obra representando o Encontro de Vinhos e fazer uma pintura ao vivo na feira do dia 2 de Abril, na Casa da Fazenda, em Sampa.
Arianna ja rodou o mundo mostrando sua arte com vinho, inclusive teve um documentario dedicado a sua arte.
Veja a reportagem:
http://www.lsdmagazine.com/encontro-de-vinhos-alla-celebre-manifestazione-enoica-larte-di-arianna-greco-a-rappresentare-litalia/25918/

sexta-feira, outubro 16, 2015

O surpreendente Sui Generis Brasilis 2014 - Malvasia Cândia (*) - Vinhas da Loucura - Garibaldi/RS - Brasil


O Eduardo Zenker, já é bem conhecido por quem se interessa especialmente por vinhos naturais, orgânicos, ou como se diz hoje, naturebas.
Eu sou um amante do vinho e confesso que respeito qualquer tipo de produção, desde que ela atinja a finalidade de fazer um bom vinho.
Confesso que como jornalista, prefiro falar com produtores de vinhos organicos, biodinâmicos, naturais... São pessoas interessantes e apaixonados pelo vinho e pela natureza.
Provei o Sui Generis da forma que mais gosto e defendo: sem ver o que estava provando.
Às cegas.
O vinho foi levado para a confraria Taninos no Tucupi, no Restaurante Tordesilhas da incomparável chef Mara Sales.
Quem levou o vinho foi o José Luiz Pagliari, um dos caras mais queridos e respeitados dessa vinosfera.
Claro que às cegas ninguém sabia o que cada um tinha levado.
Os vinhos eram todos maravihosos (na verdade não gostei apenas de 1, eram 12).
Tinham branco da Borgonha, tinha Bussaco branco, tinha branco da Hungria, enfim...
Quando provei o vinho número 7, senti logo a diferença.
Era o diferente bom.
A cor era amarelo ouro (está na categoria dos vinhos laranjas, que são brancos macerados com as cascas, como os tintos e ganham esse nome pela cor que lembra o alaranjado).
No nariz muito boa intensidade aromática (média+).
Notas de ervas aromáticas, alecrim, boldo, hortelã... floral (dama da noite) e um toque cítrico talvez lembrando grape fruit e algo de manga.
Na boca é seco, tem bom corpo (médio+ para um branco), acidez (média+), sensação alcoólica bem suave (média-) e final longo.
Tive a sensação que esse vinho pode ser muita coisa.
Pode mudar de aromas e sabores, pode brincar com nossos sentidos.
Nota (na hora da prova às cegas): 91/100
Preço: 98 reais (na carta de vinhos da Enoteca Saint Vin Saint, em São Paulo, especializada em vinhos naturebas).
Relação preço/qualidade: 4/5



*A Malvasia de Cândia ganhou esse nome quando a República de Veneza tentou ocupar uma fortaleza na região do Peloponneso, na ilha de Creta. O nome tem origem na cidade grega (Iráklio) Heraclião (capital da ilha de Creta), que era chamada Cândia (Chandax) pelos latinos. Como os venezianos gostaram do vinho cretense, levaram mudas da variedade, que acabou se espalhando por toda Itália.
O nome Malvasia é dado para uma série de variedades diferentes que são identificadas melhor pelo sobrenome. Interessante a evolução. Primeiro se chamava Monembasia, depois Malfasia e enfim, Malvasia.
Os descendentes de italianos, levaram a variedade para a Serra Gaúcha.

Em tempo: o Eduardo Zenker me informou que foram produzidas apenas 240 garrafas (me senti um privilegiado), e que praticamente todas foram vendidas, apenas 25 ficaram num estoque técnico.
As uvas são da comunidade São jorge, em Garibaldi, da família Lazzari.
Elaborado em vinificação laranja com maceração de 8 dias, com 6 meses de barrica americana nova.




quarta-feira, outubro 14, 2015

O Vinho e a Pintura - Alexey Slusar


Alexey Slusar, nasceu em 1961 em Dnepropetrovsk, na Ucrânia.
Título: She is still waiting

Provei o espumante sem degorgement da Hermann - Lírica Crua - Que poderia muito bem se chamar ousadia líquida.



O Lírica Crua é antes de tudo uma ousadia.
Vender o que o consumidor não está acostumado a provar.
Vender o que o mercado dos números deixaria de lado e trocaria por um espumante bem fácil de produzir e que venda como água.
A família Hermann gosta dessas coisas.
Vende vinhos na Decanter que encantam os iniciados mas podem tranquilamente assustar os iniciantes.
Assustam porque são diferentes, mas ninguém pode dizer que assustam porque não são bons.
É a questão de fugir dos paradigmas e provar sem preconceito.
Provar sem esperar tal fruta, tal gosto.
Provar esperando o bom e inédito pode dar certo.
O dégorgement, que em português é a degola, significa tirar as leveduras que fermentaram o vinho na garrafa (segunda fermentação) e recolocar a rolha (preenchendo o espaço com um licor de expedição que vai determinar o tipo e a doçura do vinho ou simplesmente preencher o espaço que falta e colocar a rolha, sem licor de expedição).
Portanto, é rolha de garrafa de cerveja.
É bom ter cuidado ao abrir.
Nesse caso, as leveduras estão todas lá.
O espumante fica turvo, estranho, pode parecer estragado para o iniciante, mas...
Fica diferente do que é vendido no mercado.
O diferente pode significar melhor ou pior dependendo do gosto de cada um. Os aromas das leveduras ficam mais evidentes e os aromas de fruta mais escondidos.
Quem gosta de vinhos mais complexos, certamente vai gostar.
Esse espumante é elaborado com as variedades Chardonnay (80%), Gouveio (portuguesa) 10% e Pinot Noir, de vinhedos plantados em Pinheiro Machado na Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul.
Visualmente as borbulhas são finas, rápidas e barulhentas. O vinho é turvo.
No nariz as notas das leveduras, que lembram pão, brioche, aquele pão com manteiga na chapa, prevalecem, embora apareça um toque de pêra.
Na boca é cremoso, tem corpo, equilíbrio e persistência.
É um espumante muito bom para quem quer conhecer a ousadia líquida.
Nota: 89/100
Preço: 69,40
Relação preço/qualidade: 5/5
Vale a pena provar.
Produtor: https://www.decanter.com.br/espumante-vinicola-hermann-lirica-crua-750ml/p009023


terça-feira, outubro 13, 2015

Menos de 30 dias para o Encontro de Vinhos Curitiba



Curitiba teve o primeiro Encontro de Vinhos em 2012 depois de uma votação para escolher a cidade na página do Encontro de Vinhos no Facebook.
A feira foi um sucesso e lá vai o Encontro de Vinhos para a quarta edição na capital paranaense.
Dia 7 de Novembro, no Hotel Lizonn (Avenida 7 de Setembro, 2246) das 14 às 22 horas.
Ingressos à venda no site do Encontro de Vinhos: www.encontrodevinhos.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...