quinta-feira, junho 11, 2015
Imagens aéreas entre Saumur e Chinon, no Loire. Piloto aprendiz, Beto Duarte.
Era um sonho pilotar um avião. Quando vi que era um avião de instrução, aproveitei e tive uma aula.
A tradução é: Liberdade
quarta-feira, junho 10, 2015
Pagos de Familia Marques de Griñon. Por: Bruno Airaghi
A WineBrands apresentou com almoço (9/6) no Rubayat
(Faria Lima) os vinhos da família Marques de Griñon, através do enólogo Julio Mourelle
(foto), natural da Galicia mas atua na vinícola em Toledo, proximo a Madrid, no
domínio de Valdepusa.
Domínio de Valdepusa, foram os primeiros Pagos a
serem reconhecidos como Denominación de Origen.
Elabora três tintos varietais com Syrah, Petit Verdot e
Cabernet Sauvignon.
É bom esclarecer que nem todo vinho de Pago faz parte da
Denominación de Origen a que estamos nos referindo.
Embora o conceito seja o mesmo, de um vinhedo diferenciado
(single vineyard) para a elaboração de vinhos personalizados, muitos
produtores utilizam a palavra pago, para dar prestígio a seus vinhos.
Infelizmente, alguns deles abusam deste nome, para vinhos
não tão “diferenciados”.
Contudo, boa parte dos Vinos de Pago são realmente
especiais e naturalmente, nada baratos.
Neste caso, os vinhos oferecidos partiam de R$ 150,00 até
R$311,00.
Um vinho equilibrado, pronto. Encanta na boca
com boa fruta , frescor um toque mentolado, resultado de
12 meses de barrica francesa.
Valor:R$ 151,00
Nota :89/100
Na sequencia foi para taça o SUMMA (+) de soma , um
exemplar de 60% Syrah, 20%Cabernet Sauvignon e 20% de Petit Verdot, safra 2008
e 14,5% de álcool.
Na partida já me identifiquei com ele, bom vinho, fruta
honesta com suave aporte de carvalho francês.
Concluímos que acompanha a moderna cozinha mediterrânea.
Um vinhaço com preço de R$200,00.
Nota 91/100.
Sempre nos tintos o 3º vinho foi um Syrah 2007 Marques de
Grigñon, 14,5% de álcool, com 18 meses de barrica sempre francesa.
Um belo Syrah harmonioso, jovem, que tem muito a
mostrar com o tempo.
Valor : R$ 311,00
Nota: 90/100
Para finalizar entrou em cena o Petit Verdot 2008, Single
Vineyard, Marques de Grigñon D.O.
Um bom corpo, um pouco jovem com toque rústico, taninos
pronunciados, podíamos dizer um vinho de reflexão.
Um bom vinho por R$311,00.
Nota : 90/100
Todos os vinhos acompanharam bem as carnes já conhecidas
do Rubayat, foi uma experiência para entender melhor esta denominação que hoje somam 15 pagos na Espanha.
Parabens ao enólogo, um amante da MPB (musica popular Brasileira) e a vinícola que tem uma produção máxima de 30 mil garrafas (no caso dos Single Vineyards 13 mil).
Importadora:
terça-feira, junho 09, 2015
Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 31 - Sud Méridional - Côtes-Du-Rhône-Villages Saint-Pantaléon-Les-Vignes
Os vinhedos ficam ao sul do departamento de la Drôme.
Os vinhedos estão lá há séculos, por isso a vila que antes
se chamava Saint-Pantaléon, ganhou o sobrenome les Vignes em 1918, por sugestão
do conselho municipal.
Em 1969 virou AOC.
São 53 hectares de vinhedos plantados em solos
argilo-calcários com cascalho e arenito.
O clima é mediterrâneo, protegido do vento mistral pelo
relevo da Appellation.
O clima apresenta invernos curtos e verões longos e
quentes.
As variedades principais para os tintos são: Grenache,
Syrah e mourvèdre.
Muitas vezes acompanhadas por variedades menos conhecidas e
autorizadas, como: Brun Argente, Carignan, Counoise, Cinsault, Muscardin,
Picpoul Noir e Terret Noir.
Os brancos são elaborados com as variedades: Grenache
Blanc, Marsanne, Roussanne, Clairette, Bourboulenc e Viognier.
A Picpoul Blanc também é autorizada e usada em cortes.
Os vinhos com melhor reputação são os tintos.
Apresentam cor bastante profunda, aromas complexos e
normalmente com persistência longa.
L'atribut des Tourtes 2012 - Appellation Blaye Controlée - Tinto - Bordeaux - França
Quem me levou até a propriedade, me apresentou o vinho e ajudou a me surpreender, foi o amigo Gilles Jonas.
Blaye fica na margem direita, mais próximo de onde o rio Gironde encontra o mar.
É uma AOC grande, onde predomina a Merlot, como todas as outras AOCs da margem direita do rio.
Esse vinho tem 60% de Merlot e 40% de Cabernet Sauvignon.
Passou 18 meses descansando em barricas de carvalho francês novas.
No nariz é limpo, tem intensidade aromática média, mas complexa.
É um vinho jovam, que deve envelhecer muito bem, mas desde já apresenta aromas muito interessantes.
A fruta predomina.
Framboesa, amora...
Notas de café e cacau (como se fosse um mocaccino).
Na boca é seco, tem os taninos com textura fina, mas em quantidade respeitável (média+), corpo médio+, álcool médio, acidez média+, intensidade de sabor média+, repete os aromas do nariz com destaque para o toque frutado apesar dos 18 meses em madeira nova. O café e o chocolate aparecem e trazem junto um toque terroso.
Vinho elegante.
Bom para beber agora e melhor ainda para guardar por pelo menos mais 7 anos (gosto dos bons Bordeaux com 10 anos).
Não disponível no Brasil.
Nota: 91/100
segunda-feira, junho 08, 2015
Perdemos a alegria da Silvia Franco...
É difícil acreditar que a Sílvia morreu.
Na verdade não acredito mesmo.
Ela está em algum lugar, com certeza junto das suas paixões.
Vinhos, cavalos, esquis, tenis... Gastronomia...
Incrível a alegria da amiga Sílvia.
Nunca reclamava da vida.
Sempre alegre, sempre falante, sempre divertida.
Uma das grandes viagens que fiz foi ao lado dela, quando fomos visitar vinícolas no Chile e passávamos o dia todo nos divertindo.
Sílvia Cintra Franco era paulistana, nasceu em 1952.
Se formou na USP em Língua e literatura portuguesa e latina, se formou em filosofia, letras e ciências humanas.
Escritora, professora de linguística da Universidade de São Paulo.
Uma grande perda.
Sílvia morreu hoje.
Maldito câncer!!!
Terre d'Abouriou 2013 - Tinto - Côtes du Marmandais - Sudoeste da França
Vinho elaborado com a variedade Abouriou.
Essa variedade é originária do sudoeste da França.
Interessante ver que está no meio de vizinhos que cultivam variedades que fizeram fama no novo mundo.
A AOC Côtes du Marmandais, fica ao lado de Cahors (terra de Malbec) e Madiran (terra de Tannat).
A Abouriou é uma variedade de amadurecimento precoce, tem as folhas bem vermelhas logo após a colheita e dá uma cor rubi aos vinhos, que não desaparece nem com a ação do tempo.
Por ser precoce, seria interessante se fosse cultivada no Brasil, aí teríamos um verdadeiro trio do sudoeste francês em terras brasileiras.
O vinho tem a cor característica da variedade.
No nariz tem boa intensidade aromática (média), notas de amora, terra, toque floral.
Vinho jovem.
Na boca faz o genero irresistível, daqueles que dá vontade de terminar com a garrafa.
É seco, tem acidez média+, corpo médio, taninos médio+ (característica da variedade), álcool médio, Intensidade de sabor médio+.
Notas de framboesa, amora, muito interessante, suculento.
final médio.
Vinho para beber agora ou guardar.
Indisponível no Brasil (infelizmente).
Nota: 89/100
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