Bordeaux talvez seja a região que mais luta para encontrar caminhos alternativos para combater as doenças causadas pela umidade sem usar produtos químicos.
Dessa vez um túnel de alt tecnologia, chamado vititunel, promete proteger das chuvas os cachos e as folhas, diminuindo bastante o risco da criação de doenças causadas por fungos.
Quem inventou essa novidade foi o Patrick Delmarre (foto).
Darcy tinha 79 anos e fundou uma das maiores empresas vinícolas do Brasil.
Ele era o presidente do conselho de administração da Miolo e há 31 anos, um dos responsáveis pelo sucesso da empresa, que apostou na produção de vinhos de qualidade.
Darci Miolo deixa a esposa Gladis Terezinha Bianchi Miolo e os filhos Adriano, Fábio, Alexandre, Marcos e Cássio.
O velório está sendo realizado na Capela da Glória na Linha 40 da Leopoldina, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). O sepultamento ocorrerá nesta segunda-feira, 21 de dezembro de 2020, às 16h30min, no Cemitério da cidade.
É um aroma terroso, adocicado, que os ingleses associaram ao cheiro do pelo da raposa (por isso o fox) e resolveram chamar de foxado. Esse aroma é normalmente encontrado nos vinhos elaborados com uvas não viníferas. Exemplos: Isabel, Concórdia, Niágara...
O aroma se deve ao composto aromático antranilato de metila, um éster encontrado nas uvas Vitis labrusca, Vitis bourquina, Vitis riparia e Vitis rupestre, mas não é encontrado nas Vitis viniferas.
A história toda é pra contar que esse vinho que provei, produzido na Serra Gaúcha por 4 enólogos jovens e inquietos (conforme explica o rótulo), não tem esses aromas. Tem aromas de uvas viníferas, tem nível de qualidade comparável a qualquer rosé elaborado com viníferas e é de Isabel.
A Isabel é uma das uvas mais usadas na produção de vinhos de garrafão, com aroma foxado e muito açúcar.
O enólogo português António Maçanita, produz nos Açores um vinho chamado Isabella a Proibida (na Europa a vinificação de uvas americanas é proibida) que une qualidade, raridade e sucesso...
Um documentário chamado Vitis Prohibita fala sobre a produção de vinhos de qualidade com não viníferas.
Um avanço da enologia, que pode colocar mais um punhado de uvas na vida de enófilos.
Enfim vamos ao vinho, que é da safra 2020.
Aventura Garage Wine - Unexpected White Isabel (é um rosé apesar do White, uma brincadeira com o White Zinfandel americano).
No nariz notas de tutti-frutti, destaque para o morango e uma nota floral.
Na boca é seco, tem boa acidez e equilíbrio.
Tem 10% de álcool, e não precisa mais.
A persistência é média.
Boa surpresa!
Nota: 88
Sugiro uma lida no post do meu amigo Didu Russo, com entrevista com a Regina Vanderlinde, presidente da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).
Ela rebate a tese de que os vinhos elaborados com espécies não viníferas fazem mal a saúde.
Na minha opinião os vinhos da Terrazas de los Andes estão entre os mais elegantes de Mendoza.
Um estilo francês que começou em 1960 com a abertura pela Moët & Chandon da sua primeira subsidiária fora da França.
Por aí já dá pra saber que o Grand Malbec 2017 é um vinho bem nascido, com escolha de terroir e método de produção.
No nariz amora, mirtilo, ameixa... Frutas frescas, nada de geleia ou maturação exagerada.
Ervas aromáticas, violeta e um toque de chocolate amargo já adiantam o que o vinho pode mostrar na boca.
É na boca que a pegada francesa aparece mais.
Os taninos...
Os grandes vinhos de Bordeaux principalmente, conseguem taninos potentes que não invadem, que não secam a boca, que tomam conta do palato com uma textura fina, deliciosa.
O equilíbrio é notável.
Acidez, álcool, intensidade de sabor, tudo no lugar.
É encorpado e longo.
No final de boca todos os aromas se unem em uma despedida lenta e surpreendente.
Semana passada provei uma vertical dos vinhos Lote 43 da Miolo, com a presença do Adriano Miolo e a convite do Sérgio Queiroz e do Marcelo Copello.
Um vinho de 1999, um de 2008 e um de 2018.
O 1999 impressionante por conta da evolução lenta e das condições de produção contadas pelo Adriano Miolo, numa época que ainda não havia um mercado de barricas no Brasil.
Ele contou que precisou usar barricas argentinas recuperadas.
O 2008 está pronto é um bom vinho, mas o que encantou de fato foi o 2018.
Corte de Merlot e Cabernet Sauvignon.
Um vinho vibrante, com notas de amora, mirtilo, um toque de tabaco e ervas aromáticas.
Na boca é encorpado, a fruta é fresca e os taninos firmes e granulados, provocando o que se chama hoje de tensão (as papilas parecem retrair).
É intenso no sabor e tem excelente acidez.
É todo equilibrado e refrescate.
Persistente e jovem.
Vinho para guardar e comprar uma caixa, provando uma garrafa por ano.