sexta-feira, março 02, 2018

Caê Restaurante e Bar - O Melhor de BH...






Quando a gente conhece bem uma cidade, a gente pensa que conhecemos o melhor que ela pode oferecer.
Tá certo que o Caê tem só alguns meses, mas não me perdoo...
Gosto de chegar cedo para evitar as filas. Quase que não deu certo. Cheguei antes da 19:30 e sobravam poucas mesas.
Desde o primeiro atendimento, bem informal e gentil, percebi que estava entrando terreno mineiro autêntico.
Qual outro lugar do Brasil o garçom te trata como se fosse um amigo respeitoso, de longa data.
Eu acho que cometo sempre a indelicadeza de levar meu próprio vinho e não me importo de pagar a rolha, mas acho indelicado. Mas faço.
Meu novo amigo minha garrafa de 10 anos com respeito, serviu, provou, curtiu, compartilhou com os amigos...




Quando a Bochecha de Porco com farofa crocante chegou, eu imediatamente lembrei do *Fialho, lembrei de restaurante em **Arroches, que nem me lembro o nome, e lembrei das ***Carrilleras Madrileñas de cerdo ibérico, que os turistas analfabetos gastronômicos torcem o nariz e eu sou capaz de brigar por uma garfada.
O Caetano não é brincadeira.
A textura da carne, assada em baixa temperatura, a cebola, a farofa, o vinho que levei de casa...
Podia ter parado por aí.
Não parei.





O Arroz com Cordeiro, lentilha e cebola crocante me deu uma lição: Quando o primeiro prato for perfeito, vá para o segundo.
O cordeiro tinha a textura macia, o arroz não era o de risoto, era muito melhor. Longo, cozimento no ponto, saboroso e leve.
Fosse um risoto não aguentaria.
Provei também uma panturrilha de porco dos deuses.




O vinho que já tinha 10 anos e era o melhor Cabernet Franc do Chile, já tinha sido esquecido.
O Franco 2008, da Viña Maquis estava impecável, excelente, mas nada sobrevive a tal prova.




Comi um doce, paguei a conta e pedi pra chamar o Caetano.
Ele tem cara de chef, roupa de chef, mãos mágicas e alma mineira.
Marquei de gravar com ele em Abril. Não ando com câmera a tira colo.
Ganhei o dia.




Achei o melhor restaurante de BH.
Simples, sofisticado, sabor 100%.
"Deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo joia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dará."

*Fialho é um restaurante em Évora (Alentejo) que é considerado um dos melhores de Portugal.
**Arronches é uma cidade alentejana, onde as bohechas de porco preto, são especialidade máxima.
***A Carrillera é um prato de Bochechas de Porco Ibérico servido pelos 4 cantos de madrid.

Caê Restaurante e Bar - Rua Outono 314Belo Horizonte - fone: 31 25282244 - melhor reservar.

quinta-feira, março 01, 2018

O terroir e o caminho natural da Quinta dos Murças






O José Luiz Moreira é desses caras que sabe muito bem o que dizer. Também não é do tipo que foge das perguntas e nem se preocupa em responder um simples: "não sei...""
Ele sabe muito.
Sua cabeça inquieta passeia entre o orgânico, o biodinâmico, a microbiologia, as leveduras indígenas, os solos, o clima, o vento...
Direto nas respostas como seus vinhos.
Vinhos que dispensam a madeira e dispensam qualquer tipo de moda ou tendência.
Assista a entrevista:


quarta-feira, fevereiro 28, 2018

O vinho português mais vendido no Brasil, por João Roquette





Importar um vinho que a própria família produz, pode ser um dos motivos principais para dominar o mercado brasileiro. João Roquette,falou sobre o grande número de brasileiros que está indo viver em Portugal, sobre a ligação da família com o Brasil e sobre o vinho português mais vendido no país.


terça-feira, fevereiro 27, 2018

Enoturismo no Uruguai




Encerrando a série de reportagens que gravei no Uruguai, um clip.
Quem gostar compartilha, segue no Youtube, faz barulho...


segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Os vinhos da Garzón mostram um Uruguai versátil






O Uruguai ainda está bastante relacionado com a Tannat.
Basta alguém falar que provou um vinho uruguaio para pensarmos nela.
Em 1 semana no país, provando cerca de 200 vinhos, vi que o país produz vinhos maravilhosos com outras variedades.
Posso dar como exemplo os vinhos de Pinot Noir, Cabernet Franc e Albariño.






O Albariño Single Vineyard 2013 é um vinho branco com 5 anos, mas isso não aparece na taça.
No nariz a intensidade aromática é média, mas com alguns segundos na taça aparecem notas de flor de laranjeira, limão siciliano, manteiga e um toque mineral, que lembra pedra de isqueiro.
Na boca é untuoso, encorpado, tem boa intensidade de sabor e acidez refrescante.
É longo.
Um super vinho!
Nota: 91






O Rosé de Pinot Noir 2017 poderia estar às cegas com os grandes rosés do mundo e eu ainda não provei no novo mundo um rosé melhor do que esse.
A cor é salmão e mostra uma mudança de rumos da vinícola. O Rosé de 2016 era mais intenso e menos interessante do que esse.
No nariz framboesa, morango, especiarias e flores.
Na boca é cremoso, tem corpo, acidez e taninos na medida certa.
Final longo e refrescante.
Nota: 91




O Pinot Noir Single Vineyard 2016 é uma delícia.
Passou cerca de um ano em tanques de carvalho.
No nariz cereja, framboesa, morango, couro e especiarias.
Na boca tem corpo médio, acidez acima da média, taninos granulados com textura macia.
Elegante, equilibrado, longo.
Vinho bastante jovem ainda. Deve ficar melhor com o tempo.
Nota: 91





O Cabernet Franc Reserva 2016  passou 12 meses em barrica.
Não é daqueles vinhos que logo de cara enchem o nariz de aromas, mas eles estão lá.
Amora, tabaco, pimentão, cacau...
Na boca é encorpado, tem muitos e bons taninos, que não secam a boca e fazem boa parceria com a acidez, que pelo contrário, enchem a boca de saliva e frescor.
O sabor é intenso, repetindo as notas sentidas no nariz e com um toque de chocolate no final.
É longo e super elegante.
Nota: 92
A importadora dos vinhos da Garzón é a World Wine: http://busca.worldwine.com.br/?caracteristica=pa%C3%ADs|uruguai&ist=1 

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

A Incrível Bodega Garzón - parte 3/3 - Uruguay




Na Bodega Garzón, a 50 quilômetros de José Ignácio (Uruguai), dinheiro nunca foi problema.
A bodega é a mais tecnológica do país. Barricas, computadores, equipamentos de última geração...


quinta-feira, fevereiro 22, 2018

A milionária Bodega Garzón - vinhedos, Albariño e terroir - Parte 2/3 - Uruguay





Um projeto milionário que nasceu do zero.
Não havia nenhuma vinha no local quando Alberto Antonini (foto2) chegou, contratado pelo bilionário argentino Alejandro Bulgheroni.





Bulgheroni (foto3) ficou bilionário com o petróleo, mas é um amante do vinho e tem bodegas na Califórnia, Mendoza, Bordeaux, Austrália e toscana.



A Garzón tem vinhedos maravilhosos e toda a tecnologia e dinheiro que for necessário para produzir grandes vinhos.


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...