quinta-feira, outubro 15, 2015
quarta-feira, outubro 14, 2015
Provei o espumante sem degorgement da Hermann - Lírica Crua - Que poderia muito bem se chamar ousadia líquida.
O Lírica Crua é antes de tudo uma ousadia.
Vender o que o consumidor não está acostumado a provar.
Vender o que o mercado dos números deixaria de lado e trocaria por um espumante bem fácil de produzir e que venda como água.
A família Hermann gosta dessas coisas.
Vende vinhos na Decanter que encantam os iniciados mas podem tranquilamente assustar os iniciantes.
Assustam porque são diferentes, mas ninguém pode dizer que assustam porque não são bons.
É a questão de fugir dos paradigmas e provar sem preconceito.
Provar sem esperar tal fruta, tal gosto.
Provar esperando o bom e inédito pode dar certo.
O dégorgement, que em português é a degola, significa tirar as leveduras que fermentaram o vinho na garrafa (segunda fermentação) e recolocar a rolha (preenchendo o espaço com um licor de expedição que vai determinar o tipo e a doçura do vinho ou simplesmente preencher o espaço que falta e colocar a rolha, sem licor de expedição).
Portanto, é rolha de garrafa de cerveja.
É bom ter cuidado ao abrir.
Nesse caso, as leveduras estão todas lá.
O espumante fica turvo, estranho, pode parecer estragado para o iniciante, mas...
Fica diferente do que é vendido no mercado.
O diferente pode significar melhor ou pior dependendo do gosto de cada um. Os aromas das leveduras ficam mais evidentes e os aromas de fruta mais escondidos.
Quem gosta de vinhos mais complexos, certamente vai gostar.
Esse espumante é elaborado com as variedades Chardonnay (80%), Gouveio (portuguesa) 10% e Pinot Noir, de vinhedos plantados em Pinheiro Machado na Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul.
Visualmente as borbulhas são finas, rápidas e barulhentas. O vinho é turvo.
No nariz as notas das leveduras, que lembram pão, brioche, aquele pão com manteiga na chapa, prevalecem, embora apareça um toque de pêra.
Na boca é cremoso, tem corpo, equilíbrio e persistência.
É um espumante muito bom para quem quer conhecer a ousadia líquida.
Nota: 89/100
Preço: 69,40
Relação preço/qualidade: 5/5
Vale a pena provar.
Produtor: https://www.decanter.com.br/espumante-vinicola-hermann-lirica-crua-750ml/p009023
terça-feira, outubro 13, 2015
Menos de 30 dias para o Encontro de Vinhos Curitiba
Curitiba teve o primeiro Encontro de Vinhos em 2012 depois de uma votação para escolher a cidade na página do Encontro de Vinhos no Facebook.
A feira foi um sucesso e lá vai o Encontro de Vinhos para a quarta edição na capital paranaense.
Dia 7 de Novembro, no Hotel Lizonn (Avenida 7 de Setembro, 2246) das 14 às 22 horas.
Ingressos à venda no site do Encontro de Vinhos: www.encontrodevinhos.com.br
segunda-feira, outubro 12, 2015
Excelente esse gráfico da Vinexpo sobre o consumo mundial de vinho.
Do lado esquerdo, no alto, o gráfico mostra os 10 maiores consumidores em volume.
Abaixo a evolução do consumo por tipo de vinho.
Do lado direito no alto, a evolução do consumo por continente e abaixo (lado direito) os 10 maiores exportadores do mundo.
Inclui todos os tipos de vinhos e espumantes.
O gráfico foi feito pela Agência France Press.
Abaixo a evolução do consumo por tipo de vinho.
Do lado direito no alto, a evolução do consumo por continente e abaixo (lado direito) os 10 maiores exportadores do mundo.
Inclui todos os tipos de vinhos e espumantes.
O gráfico foi feito pela Agência France Press.
sexta-feira, outubro 09, 2015
Números impressionantes do bordalês Mouton Cadet. Quem revelou foi o enólogo Riffaud Emmanuel
Conversei com o enólogo Riffaud Emmanuel, da Baron Philippe de Rotschild, para descobrir os números fantásticos que esse vinho apresenta.
Talvez o que mais me impressionou é que o vinho Mouton Cadet, é a marca mais vendida de Bordeaux, chegando ao absurdo de representar uma em cada duas garrafas de Bordeaux (entre marcas) abertas no mundo.
Está em nada menos que 165 países, tem 8 enólogos que acompanham o trabalho dos viticultores que fornecem (vendem) as uvas.
São produzidas 12 milhões de garrafas e a marca ja completou 80 anos.
E quem garante o vinho, é o consumidor francês, já que o vinho é o mais vendido na França e não é dos mais baratos não. Chega a custar 8,9 Euros no ponto de venda.
Riffaud me contou, que a marca estava envelhecida, e uma mudança de rótulo e festas para jovens mudou a história como que instantaneamente.
Provei o Sauternes da marca e comprovei que a grandeza de uma marca, que muitas vezes é relacionada a descuido e perda de qualidade, pode significar produtos muito bons com preços mais competitivos.
O Mouton Cadet Sauternes Reserve 2011 tinha notas de damasco seco, mel, casca de laranja, flores brancas, abacaxi em calda.
Na boca mostra excelente acidez, e doçura na medida certa.
Final longo.
Nota: 91/100
Custa cerca de 130 reais (garrafa de 750ml), o que é muito bom para um Sauternes.
Relação preço/qualidade: 4/5
O Mouton Cadet Sauvignon Blanc 2014, é um branco mais simples, para aperitivo ou acompanhando alguns pratos de frutos do mar.
No nariz boa intensidade aromática (média+), notas florais, maracujá, ervas aromáticas e aspargos.
Na boca seco, tem corpo ligeiro, é bastante fresco, bem equilibrado, e persistência média.
Nota: 87/100
Preço: cerca de 90 Reais.
Relação preço/qualidade: 2,5/5
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