quarta-feira, dezembro 18, 2013

Marselan 2010 - Vinícola Perini - Serra Gaúcha - Brasil


A Marselan é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache, criado em 1961 pelo Paul Truel, na cidade de Marseillan, por isso o nome.
Este 2010 da Perini tem cor vermelho rubi intenso.
No nariz é limpo, com média intensidade aromática, notas de amora, framboesa, terroso, cacau, especiarias.
Na boca é seco, acidez média, taninos macios, corpo médio, notas de geleia de frutas vermelhas e bom equilíbrio.
Final médio.
Parece ter bom potencial de guarda.
Preço excelente no site da vinícola: 33 reais.
Nota: 87/100

Leon Fez um Grande Vinho. Brigitte Fez um Grande Negócio - Conto




Brigitte trabalhava em vinícolas há bastante tempo. 
Leon trabalhava nos vinhedos.
Os dois eram bastante conhecidos no Rhône. 

Conheciam vinhos, viviam dos vinhos.
Em pouco tempo ficaram amigos. 

Em pouco tempo também resolveram unir os conhecimentos para vender os próprios vinhos. 
Leon comprava vinhos dos clientes onde dava consultoria em enologia, fazia o corte, engarrafava e rotulava com uma marca própria. 
Brigitte promoveu os vinhos, vendeu para o exterior, vendeu em toda a França e não sobrou nenhuma garrafa para contar a história.
A euforia foi grande. 

Comentários sobre os vinhos, previsões para o próximo ano.
Tudo parecia bem e claro que um negócio quando dá certo espera-se pelos frutos.
Brigitte parecia uma pessoa de bem. 

Tinha gestos exagerados, vocabulário da moda e uma afetação que parecia inofensiva. 
Leon tinha o hábito de confiar nas pessoas, trabalhava para diversos produtores sem nenhum contrato, com palavra.
Inevitável que nos dias de hoje a decepção fosse bater na porta de Leon.
Brigitte cuidava das contas, do dinheiro.
Estava endividada, vendendo coisas e fugindo de credores. 

A simpatia se transformou em ódio. 
Ofendia Leon, atacava e não prestava contas. 
Leon se defendia, pedia explicações.
Sem nenhum contrato, nenhuma burocracia e nenhum escrúpulo, Brigitte ganhou aquela safra pra ela. 

Leon não viu a cor do dinheiro mesmo tendo feito um dos vinhos mais fantásticos da história do Rhône.
Das pessoas ouviu histórias sobre o desequilíbrio de Brigitte. 

Mas ficava quieto, não dizia nada.
O único consolo para Leon é o seu trabalho. 

Sabe que pode fazer outros grandes vinhos.
Brigitte seguiu sua vida. 

Ótima para quem paga pelo seu trabalho e péssima para pagar pelo trabalho dos outros.
-Outras safras virão. 

Outros vinhos virão... 
Le temps passe. Heureusement!!!

O Vinho e a Pintura - A beleza das mulheres de Francine Van Hove


terça-feira, dezembro 17, 2013

As Champas boas e baratas vendidas pela internet, por wine.com.br e sonoma.com.br








A Wine aparece com a Champagne mais barata do mercado, a Montaudon Brut custa 98 reais.
A Sonoma vendia a Vollereaux Brut por 99,99 (100 reais), mas esgotou.
Ainda na Sonoma, para quem prefere a Demi-Sec, a R. Pouillon custa 109,90 ou 3 unidades da Cuvée de Reserve Brut por 299,90.
Resolvi comparar a Montudon e a Pouillon Cuvée de Réserve Brut, já que, em matéria de preço, as duas valem cada centavo.




No caso da Montaudon Brut, repito a minha avaliação de Março de 2011:
A Champagne mais barata do mercado brasileiro não faz feio.
A Montaudon Brut, importada pela wine.com.br, é elaborada com as 3 variedades típicas da Champagne: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.
20% do vinho base (antes de virar espumante) passou por barricas de carvalho.
A perlage é fina e persistente.
No nariz notas de pera, maçã verde, mel, pêssego e pão torrado.
Na boca tem boa cremosidade, é bastante seco e equilibrado.
O final é longo o suficiente para dar vontade de mais um gole.
Refrescante, com boa acidez. Falta complexidade. 
Nota: 88/100
http://www.wine.com.br/vinhos/champagne-montaudon-brut/prod3170.html




A orgânica Pouillon Cuvée de Reserve Brut é um corte de 70% Pinot Noir (em Branco), 15% Chardonnay e 15% Pinot Meunier.
O vinho base estagiou em barricas de carvalho francês.
A cor é dourada, tem perlage, fina, persistente e barulhenta.
No nariz flores brancas, pera, notas balsâmicas e panificação.
Na boca excelente cremosidade, acidez, notas de evolução (positiva), amêndoa, equilíbrio perfeito.
Final longo, entre o frescor e a complexidade.
Nota: 90/100.
Portanto, a melhor!
http://sonoma.com.br/trio-champagne-r-pouillon-fils-cuvee-de-reserve-brut

Fotos do material apreendido no suposto laboratório (a cozinha) de Rudy Kurniawan, acusado de falsificação de grandes rótulos.




A produção do Branco, Tinto e Rosé numa mesma e maravilhosa ilustração.


segunda-feira, dezembro 16, 2013

Mais uma etapa do julgamento do Falsário Rudy Kurniawan. Produtores da Borgonha foram chamados. Ele pode pegar 40 anos de cana.






Foi na Quinta-feira passada que Rudy Kurniawan, de 37 anos, nascido na Indonésia, teve mais uma etapa do seu julgamento.
Ele foi considerado um dos maiores conhecedores de vinhos do mundo, e de repente, é acusado de ser um falsário, de fabricar vinhos na cozinha de sua casa (na California) e vender pelo preço de mercado dos grandes vinhos.
Presentes no julgamento, proprietarios e representantes de alguns vinhos falsificados: Domaines Ponsot, Roumier ou Romanée-Conti, todos da Borgonha.
Laurent Ponsot, um dos donos do Domaine Ponsot, contou no tribunal como ele tinha sido alertado em Abril de 2008.
Aconteceu 2 dias antes de um leilão em Nova York onde foram vendidas 97 garrafas do seu vinho, por preços entre 440 500 e 602 000 dólares.
Foi aí que aconteceu o grande erro de Rudy.
Ele colocou à venda os vinhos Clos Saint-Denis anos 45 e 49.
O problema é que este vinho começou a ser produzido em 1982.
Imediatamente a casa de leilões foi avisada e o leilão cancelado.
Na sala do julgamento, diversas garrafas estavam expostas e facilmente identificadas como falsas pelos rótulos e cápsulas.
Também tinha um Clos de la Roche 1929, que só começou a ser vendido na colheita de 1930.
Outros erros grotescos apareceram em rótulos dos anos 50 com assinatura do avô de Laurent Ponsot no lugar da do seu pai.
A capsula dourada também não era a verdadeira.
Ele contou que almoçou uma vez com Kurniawan para perguntar de onde vinham as garrafas. 
Ele apenas olhava para o prato e dizia que comprava no mercado.
Laurent Roumier, do Domaine Roumier também encontrou falsificações grotescas.
Um Bonne Mares, outro grand cru da Bourgogne, de 1923.
Um ano antes da vinícola ser criada.
A terceira testemunha foi Aubert de Villaine, do domaine de la Romanée-Conti.
ele foi convidado a ver rótulos de 1899 e 1906, que estavam na casa de Kurniawan.
Eram tantos rótulos que não existem mais em nenhuma parte, que ele ficou impressionado.
Nunca tinha colocado as mãos em vinhos verdadeiros daquelas datas.
Começou a rir no tribunal.
Rudy Kurniawan pode pegar 40 anos de prisão.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...