terça-feira, setembro 17, 2013

Cristal 2004 - Louis Roederer - Champagne, França



É uma Champagne rica em história e de qualidade incontestável.
A Maison Louis Roederer Foi fundada em 1776, em Reims.
Teve como cliente ilustre o Czar de Todas as Rússias, Alexandre II.
À pedido dele, nasceu a Champagne de maior prestígio. 
Justamente a Cristal.
A bebida vinha embalada numa garrafa de cristal Baccarat, sem pigmentação, para que a cor da bebida pudesse ser vista sem nenhuma alteração.
A Maison ainda é um grupo familiar, mas que grupo!!!
Possuem também a Champagne Deutz, a Maison Delas Frères (Rhône), o Château de Pez e o Château Haut-Beauséjour (Saint-Estèphe - Bordeaux), o Pichon Longueville Comtesse de Lalande (Pauillac - Bordeaux),
Château Bernadotte (Haut-Médoc - Bordeaux), Domaines Ott (Provence), Adriano Ramos Pinto (Porto), Scharffenberger Cellars (Califórnia) e ainda ações da Maison Descaves (Bordeaux).
Só um grande amigo, como o Ariel Pérez, com um desprendimento impressionante, para compartilhar uma joia dessas.


A Cristal 2004 é elaborada com 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay.
O que vi foram as bolhas finíssimas, barulho fino e explosivo.
No nariz, mel, pêra, brioche, avelã, acácia, rosas, notas cítricas, giz e manteiga.
Na boca tem uma cremosidade incrível. Estruturado, notas minerais.
A Champagne mais cremosa que já provei.
Tem uma acidez vibrante, um equilíbrio fantástico e uma classe incomparável.
20% do vinho fermenta em carvalho e as uvas são de vinhedos Grand Cru.
O vinho passa 5 anos sobre as leveduras e depois de engarrafado, passa 8 meses repousando até o lançamento.

97 Pontos.

Escondidinho de carne seca: qual vinho você acredita ser a harmonização ideal?


O escondidinho é um prato bastante popular nos estados brasileiros do Nordeste, de origem na Paraíba, posteriormente também apreciado em Minas Gerais e no restante do Brasil.
É feito com carne-de-sol - jabá, charque, carne-seca - ou frango desfiado, coberto com purê de macaxeira - aipim, mandioca -, temperada com manteiga de garrafa e gratinada com queijo coalho.

Qual vinho você acredita ser a harmonização ideal com o escondidinho de carne seca?

Para quem deseja testar, segue uma receita.
Ingredientes:
400 g de carne-seca dessalgada, cozida e desfiada.
500 g de purê de mandioca.
2 tomates picados.
100 ml de leite de coco.
1 cebola grande picada.
150 g de queijo coalho ralado.
Azeite, pimenta-do-reino, sal e cebolinha a gosto.
Modo de fazer:
1. Refogue a cebola no azeite até ficar transparente.
2. Acrescente a carne seca e o tomate e deixe refogar por mais cinco minutos.
3. Acrescente o sal, a pimenta-do-reino e a cebolinha. Desligue e reserve.
4. Monte em um refratário. Coloque a carne seca, despeje por cima o purê de mandioca misturado com o leite de coco e, por cima, salpique o queijo coalho.
5. Leve ao forno para gratinar e sirva bem quente.

Aguardo seu comentário com a harmonização perfeita!
Bom apetite!

Arte com Alimentos - Carl Warner - 2



Carl Warner usa pedaços de alimentos para criar cenas incrivelmente realistas e complexas.

segunda-feira, setembro 16, 2013

USP classifica vinhos de acordo com os benefícios para a saúde

Foto: Jane Prado

O benefício que os vinhos podem proporcionar à saúde serviu de base para uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, que classificou os vinhos de acordo com sua funcionalidade. O modelo matemático desenvolvido para fazer a classificação poderá ser usado para a criação de um “selo de qualidade” para vinhos.

O objetivo do trabalho foi classificar vinhos tintos jovens sul-americanos de acordo com sua funcionalidade, ou seja, sua capacidade em proporcionar benefícios à saúde.

Os parâmetros analisados no estudo foram a capacidade antioxidante, o teor de compostos fenólicos, a cor e a composição individual das antocianinas, que são compostos fenólicos (flavonoides).

Foram avaliados 666 vinhos monovarietais produzidos com uvas Cabernet Sauvignon, Malbec, Carmenére, Tannat, Merlot e Syrah, do Chile, Argentina, Brasil e Uruguai, das safras 2009 e 2010, com preços até 50 dólares por garrafa; foram classificados em baixa, média e alta funcionalidade.

Os resultados apresentaram maior funcionalidade no Malbec e Tannat Argentinos com preço acima de 15 dólares e, em geral, maior atividade antioxidante nos vinhos com preço aproximado de até 30 a 40 dólares por garrafa. Acima desse valor não há mais acréscimo dessa propriedade. Essa classificação não foi alterada pela safra.

A criação deste selo de qualidade é um ganho para o consumidor de vinho, que busca no seu consumo diário benefícios à saúde, podendo escolher entre vinhos com maior ou menor funcionalidade.

Saúde!

Jane Prado da uma dica bem paulistana. Cidade mais italiana que São Paulo, só na Itália mesmo.



Além de pizza, o que mais existe aos montes em São Paulo? Cantinas!
São centenas delas espalhadas por todos os bairros da cidade. Massas e cultura italiana para todos os lados e bolsos. 
Tem as cantinas famosas, outras nem tanto, tem as caras, as em conta, as mais baratas, mas todas com uma coisa em comum: a Fartura. 
Eu, apesar de não usar meu sobrenome materno, tenho muito dos italianos no DNA. Um povo alegre, que gosta de agitar, comer e ser feliz. 
Pois bem, fui no Restaurante Nello's, em Pinheiros, semana passada. Um lugar com cara de cantina, barulho de cantina e comida de cantina... PERFEITO. Aliás, um problema, pois é muito perto de onde trabalho, vou ter que deletá-lo da minha mente para não cair em tentação muito seguido.

Pedi um gratinado de penne integral com molho branco, estava dos deuses...

Minhas amigas pediram o capeletti de espinafre e disseram que estava bom, mas fiquei bem feliz com a minha escolha.
A carta não era das mais variadas, mas tinha muita cosa interessante. Como eu queria vinho em taça, não precisei pensar muito, só havia uma opção: Valduga Cabernet Sauvignon... assim foi fácil.
Agora preciso dizer: se eu fosse dona de um restaurante e vendesse vinhos em taças, certamente serviria o volume da taça em uma jarra, pois é muito desagradável ter que curtir um vinho com a taça cheia até a borda. 
Enfim, sigo conhecendo lugares legais em São Paulo...
Santé!

Tudo sobre as regiões francesas - Bourgogne - Parte 59 - Sub-Região Côte de Beaune - AOC Montrachet




A AOC Montrachet é bastante pequena, apenas 7 hectares 99 ares e 80 centiares.
Só se produz vinhos brancos.
Esse pequeno terroir está entre os 5 Grands Crus de Puligny-Montrachet e de Chassagne-Montrachet. 
Os vinhedos recebem exposição leste na área que vai de Puligny a Chassagne. 
A altitude varia entre os 255 e 270 metros.
São terroirs com pouca inclinação (10%).
Solos pobres de calcário marron e areia com silício, argila, carbonato e óxido de ferro.
Na parte superior, os solos de marga avermelhada contém uma taxa de calcário ativa muito importante.
O clima pode ser percebido pela quantidade de plantas de espécies mediterrâneas, mostrando que o clima pode ser mais ameno nesse micro-terroir.
Todas essas condições favorecem a produção de vinhos espetaculares com características únicas.
A produção anual é de cerca de 310 hectolitros.
A Chardonnay é a variedade dos vinhos da AOC.
São vinhos com notas de manteiga, croissant, notas vegetais de samambaia, frutas secas, especiarias e mel.
Equilíbrio perfeito.
São vinhos que precisam envelhecer para mostrar todo o potencial.

Vinhos de longa guarda.

O Vinho e a Pintura - Adolph-Alexandre Lesrel



Artista francês que nasceu em 1839 e morreu em 1929.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...