quinta-feira, janeiro 10, 2013

A História do Vinho e o papel da França - Parte 2 - Cirstencienses "Os Criadores do Terroir"

-->


Época Galo-Romana
Na época Galo-Romana, a província de Narbonne, potente e estratégica, era uma grande zona de produção de vinhos e a difusão se ampliou sobre a faixa do mediterrâneo.
Eles começaram a selecionar uma variedade de uva resistente ao inverno rigoroso.
Os Allobroges (tribo celta da antiga Gália (França) que habitava o território entre Isere, Rhône e Alpes do norte) da região de Grenoble levaram a vinha para o norte, provavelmente selecionando variedades mais resistentes ao frio. 
Paralelamente, os Biturigues Vivisci (Tribo da Gália que habitava onde hoje fica Bordeaux) selecionaram variedades adaptadas aos climas mais chuvosos e implantaram vinhedos perto de onde hoje é Bordeaux para acentuar as posições comerciais da região.

Cronologia:

80 dC
Burdigala (hoje Bordeaux) se transforma na província romana de Aquitânia.
A vinha faz sua aparição na região.

92 dC
O imperador romano Domiciano ordena a destruição de todos os vinhedos da Gália (hoje França).

276 dC
o imperador romano, Probus, o Sábio, faz acordo com os gauleses dando o direito de plantar vinhedos e fazer vinhos.


1098 
Na abadia de Cister (Citeaux), os monges Molesmes (perto de Nuits-Saint-Georges) criam uma comunidade cirstenciense. 
Eles foram os primeiros a selecionar as vinhas e melhorar a produção escolhendo os melhores solos e as melhores micro-regiões.
Os criadores do terroir!
Justamente onde hoje fica a Borgonha, a mais pura tradução da palavra terroir.


Variedades cultivadas na Itália por região - Calabria



Tintas

Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Calabrese
Castiglione
Gaglioppo
Greco Nero
Magliocco Canino
Malvasia Nera di Brindisi
Merlot
Marsigliana Nera
Nerello Cappuccio
Nerello Mascalese
Nocera
Pecorello
Prunesta
Sangiovese

Brancas

Chardonnay
Greco Bianco
Guardavalle
Guarnaccia
Malvasia Bianca
Moscato Bianco
Pinot Bianco
Sauvignon
Trebbiano Toscano

quarta-feira, janeiro 09, 2013

A História do Vinho e o papel da França - Parte 1




No início, a videira era considerada uma planta de crescimento selvagem, sem limites, pois como uma trepadeira, invadia outras plantações rapidamente.
Acredita-se que o Cáucaso, a Turquia, Rússia e Irã, tenham sido os primeiros lugares onde ela foi usada para a produção de vinhos.
A vinha se expandiu para o leste, a partir da Pérsia para a Índia e para a China.
Para o Oeste a expansão foi ainda maior, chegando ao Mediterrâneo, onde os fenícios e os gregos difundiram a cultura.

Cronologia:

2500 aC
Na Mesopotâmia (atual Iraque), e no alto vale do Nilo, foram plantados vinhedos e começou a produção de vinhos.
Originária do Cáucaso, a vinha chegou ao Egito.

525 aC
Época em que o comércio marítimo se desenvolveu entre os dois lados do mediterrâneo, fazendo do local um dos lugares mais prósperos da civilização.

206 aC
Sob a dinastia de Han, a vinha faz sua primeira aparição na China.



Steven Spurrier está provando vinhos brasileiros na fonte



O inglês, responsável pelo julgamento de Paris, está agora descobrindo os vinhos brasileiros, no Rio Grande do Sul.
Aliás, o julgamento de Paris fez mais pelos Estados Unidos que qualquer campanha de marketing poderia fazer.
Acho que todas as regiões do novo mundo deveriam comparar seus bons vinhos com os clássicos franceses, sempre às cegas.
Soube pelo Facebook, que os amigos da Pizzato ja mostraram alguns vinhos pra ele, espero que tenham mostrado o DNA, que pra mim é um grande vinho brasileiro.
O departamento de comunicação da Miolo, informa que receberam (foto com Adriano Miolo) o crítico inglês e que ele provou o Sesmarias, na minha opinião um grande vinho brasileiro, o Alvarinho (que é excelente) e o Tannat vinhas velhas (também muito bom.
Espero que prove também o Storia da Valduga e aí teremos seguramente e finalmente vinho brasileiro acima dos 90 pontos na avaliação de um critico internacional.
No mundo do vinho o numero 90 em revistas internacionais é um divisor de águas.
Esperamos que a visita gere avaliações na revista.

O Vinho e a Pintura - Elisabeth Seguin - 4

Elisabeth Seguin pinta usando o vinho como tinta.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Gilbert...Gilbert... O fofoqueiro do Rhône



Quando o sino da igreja soava Vincent descia correndo, tomava um banho frio, vestia as roupas com rapidez, os sapatos, um copo de leite, pão, uma rápida escovada de dentes e rua.
Nenhum outro jovem enólogo do Rhône tinha tanta pressa!
Vivia correndo.
Vinhedos, escritório, laboratório, conversa com clientes e Marie.
Marie tinha o rosto mais lindo do Rhône. Tinha o corpo esguio, pernas marcadas pelos 15 quilômetros diários de pedaladas e um olhar sedutor.
Como se não bastasse tinha bom humor, sorriso no rosto e simpatia.
Muita simpatia!
Enquanto pedalava Vincent trabalhava nas vinhas.
Almoçavam, namoravam e Marie seguia para o trabalho na prefeitura. Vincent seguia para o laboratório e fazia cortes com os vinhos dos 18 produtores que contavam com a sua consultoria.
No final da tarde os dois seguiam para o restaurante do amigo Gilbert. Comiam, bebiam, namoravam, namoravam, namoravam...
Frequentemente dormiam juntos na casa de Vincent.
Tudo uma maravilha não fosse a vontade de Marie.
Ela estava cansada dos 5 anos de namoro sem compromisso, sem anel de noivado, sem promessas, sem nada.
Um dia Marie desapareceu.
Foi passar uns dias na casa da tia em Carcassonne.
Refletiu, chorou, sofreu.
Vincent ficou apavorado.
Primeiro pensou em sequestro, depois pensou em traição e por fim, percebeu o descontentamento de Marie pelos lábios do fofoqueiro Gilbert.
Procurou de todas as maneiras encontrar Marie. Quando percebeu que a procura era em vão se fechou em casa.
Os clientes telefonavam e o telefone não respondia, os vinhos foram deixados de lado. Os cortes foram feitos por assistentes, a barba cresceu, o peso diminuiu, os olhos ficaram inchados, vermelhos e as lágrimas caiam sem ordem, sem ritmo, com pressa, com calma, caiam.
15 dias depois Marie voltou.
Gilbert correu até a casa de Vincent.
Vincent pulou da cama, pegou a bicicleta e voou ao encontro dela.
Marie estava descalça, sentada na escada da entrada da casa ao lado do cachorro Bill (homenagem ao ex presidente dos Estados Unidos Bill Clinton que povoava os sonhos de Marie).
Num estado deplorável Vincent se aproximou. Nenhuma palavra. Os olhos de Marie brilhavam.
Vincent estava com aparência de um jovem senhor.
Sentou-se ao lado dela. Cabeça baixa, olhos cheios d´água. No olhar um misto de desespero, arrependimento e felicidade.
-Salut Marie!
-Salut Vincent!
-Não quero mais passar por isso. Não quero ficar sem você nem mais um dia!
-Também não quero Vincent, desde o começo.
-Gilbert me disse...
-Não diga nada. Gilbert é um fofoqueiro!
-Quero me casar com você o quanto antes.
-Também quero, mas temos tempo.
-Como temos tempo. Ficou brava comigo, passou dias fora, nem me telefonou.
-Precisei viajar, meu tio morreu, fui apoiar minha tia. Deixei recado na tua secretária eletrônica, avisei Gilbert.
Vincent caiu na risada num misto de felicidade e raiva do fofoqueiro da cidade. Marie riu ainda mais e 15 dias depois lá estavam eles, no altar.
O padrinho Gilbert tinha ainda marcas de um soco no olho, provocado pela fúria de Vincent...

Variedades Cultivadas na Itália por região - Sardegna



Tintas

Aglianico
Albarenzeuli Nero
Aleatico
Ancellotta
Barbera Sarda
Bovale
Bovale Grande
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Caddiu
Cagniulari
Canaiolo Nero
Cannonau
Caricagiola
Carignano
Dolcetto
Gaglioppo
Girò
Greco Nero
Malvasia Nera
Merlot
Monica
Nieddera
Nieddu Mannu
Pascale
Pinot Nero
Sangiovese

Branca

Albarenzeuli Bianco
Arvesignadu
Biancolella
Chardonnay
Clairette
Falanghina
Forastera
Malvasia Bianca di Candia
Malvasia di Sardegna
Moscato Bianco
Nasco
Nuragus
Pinot Bianco
Pinot Grigio
Retagliado Bianco
Sauvignon
Semidano
Torbato
Trebbiano Toscano
Vermentino
Vernaccia

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...