No vídeo não mostro a prova dos vinhos, na época passei 3 horas conversando com Mario Geisse e provando todos os vinhos da vin icola.
Postei aqui a entrevista com o Mario:
http://youtu.be/qWiqHN0ECSU
Mas a visita mostrando a coleção dos carros de Mario Silva, as instalações da vinícola e as instalações da Pousada Casa Silva mostro hoje.
Veja o vídeo:
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Marília tem Personalidade. E Doçura!
Marília é uma mulher tão bonita que encontrar um homem que faça todas suas vontades é a tarefa mais simples do mundo.
Marcos adora vinhos, conhece vinhos e frequenta lugares onde se fala, se bebe e se disputa. Sim, sempre tem um que já provou um vinho melhor e o jogo de exibição vai longe.
Com Marília é diferente.
Não quer entender nada do assunto, apenas quer uma boa taça de vinho docinho (palavras dela) para degustar.
Não estamos falando de nenhum Sauternes, Porto, Banyuls, não.
Falamos mesmo dos vinhos suaves.
Vinhos de garrafão, baratos, elaborados com uvas não viniferas.
Marília gosta, então gostamos também.
Marcos se sentia envergonhado quando na alta roda, Marília falava do seu gosto simples, mas entre eles não havia cerimônia, até comprava uma garrafa de vinho suave para ela com certa frequência.
Vinho quente então, Marília adorava!
Marcos abria garrafas de Sauternes, Vin Santo e de vários colheita tardia para agradar Marília e ela gostava, mas no fundo preferia o vinho suave de São Roque, Vinhedo ou mesmo do Rio Grande do Sul.
Questão de gosto.
Então é melhor deixar os doces mais caros e requintados na adega.
Um dia Marcos foi convidado para uma degustação onde estariam produtores, importadores e profissionais da área.
Marília pediu para acompanhá-lo.
Marcos concordou mas pediu que Marília não falasse em vinhos docinhos.
Marilia concordou, e lá foram eles.
Para surpresa de Marcos Marília passeou entre as mesas sem nenhum problema.
Provou diversos vinhos e nem falou a palavra "docinho".
Depois de uma hora e diversos copos, Marcos olhou para Marília e viu ela tirando da bolsa um pequeno frasco e derramou um líquido no vinho.
Ficou espantado mas não perguntou nada na hora.
Quando se olharam sozinhos no elevador Marcos perguntou: Gostou dos vinhos, hein?
Eram vinhos finos, secos.
-Finos sim, secos não!
-Como não?
Marília mexeu na bolsa tirou o frasco e mostrou para Marcos.
-Adoçante meu filho! Acha que gosto daquela coisa seca pegando na minha boca...
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Variedades cultivadas na Itália por região - Abruzzo
Tintas
Aglianico
Barbera
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Ciliegiolo
Merlot
Montepulciano
Pinot Nero
Sangiovese
Brancas
Biancame
Bombino Bianco
Chardonnay
Malvasia Bianca Lunga
Moscato Bianco
Pecorino
Pinot Bianco
Pinot Grigio
Regina
Regina dei Vigneti
Trebbiano Toscano
Verdicchio Bianco
John, Marieta, o Acaso e os Vinhos!
John acabara de pegar as malas na esteira do aeroporto Charles de Gaule quando deu de cara com Marieta.
Ele tem uns vinte e poucos anos.
Cavanhaques modernosos, brincos que alargam o furo da orelha, cabelos claros, olhos claros e magro.
Americano de San Diego.
Marieta é colombiana, cabelos negros, olhos azuis, alta, magra (sem exagero), Linda!
Os dois se olharam e logo seguiram para o desembarque.
Cada um entrou em um vagão e seguiram de RER (trem que liga a periferia ao centro de Paris) até a Gare de Lyon.
Quando desceram quase se esbarraram, se olharam outra vez e seguiram caminho.
Na fila do TGV lá estavam eles.
Cada um comprou o seu bilhete e esperavam o trem.
Neste momento John já ensaiava uma conversa.
Marieta pegou o seu bilhete e seguiu para a plataforma.
Quando entrou no trem que partiria para Dijon viu que na poltrona ao lado estava o rapaz do aeroporto, do RER, da estação e agora também do trem.
Se a timidez não deixou que conversassem antes agora o destino tinha se encarregado do assunto.
Nome, de onde vinham e o que fariam em Dijon?
A mesma coisa, John e Marieta eram apaixonados por vinhos e vinham participar de uma colheita na Côte D´Or.
O assunto fez a viagem de uma hora parecer 10 minutos, os dois queriam falar, queriam aproveitar a oportunidade e trocaram telefones.
Na hora de descer do trem uma Van do Domaine esperava por John.
Ele se despediu e seguiu na frente.
Quando chegou o rapaz da Van disse: "Só falta uma garota, uma colombiana!"
John ria sem saber se de alegria ou de graça mesmo.
Saiu da Van e disse: "Só um minuto e trago essa colombiana aqui!"
Seguiram na Van, nos alojamentos, no trabalho nas refeições, nos vinhos e acredite: Na vida.
John se tornou enólogo e voltou para os Estados Unidos, Marieta recebe os turistas e trabalha na mesma vinícola que John, em Napa Valley.
Ainda não se casaram, Marieta com um olhar maroto sempre diz: "No hace falta!!!"
quarta-feira, dezembro 26, 2012
Variedades cultivadas na Itália por região - Lazio
Tintas
Aleatico
Barbera
Bombino Nero
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Canaiolo Nero
Cesanese Comune
Cesanese d'Affile
Ciliegiolo
Merlot
Montepulciano
Pinot Nero
Sangiovese
Syrah
Barbera
Bombino Nero
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Canaiolo Nero
Cesanese Comune
Cesanese d'Affile
Ciliegiolo
Merlot
Montepulciano
Pinot Nero
Sangiovese
Syrah
Brancas
Bellone
Bombino BiancoCanaiolo Bianco
Chardonnay
Grechetto
Greco
Malvasia Bianca di Candia
Malvasia Bianca Lunga
Malvasia del Lazio
Moscato Bianco
Moscato di Terracina
Passerina
Pecorino Pinot Bianco
Trebbiano di Soave
Trebbiano Giallo
Trebbiano Toscano
Manolo e o outro lado da Lua...
Manolo sempre trabalhou com vinhos.
Estatura mediana, cabelos bem negros, olhos castanhos e uma costeleta de dar inveja a Elvis Presley.
Resolveu um dia partir para a Argentina para continuar fazendo vinhos com a Tempranillo na terra onde a Malbec ficou mais conhecida.
No primeiro ano os vinhos não tinham nem de longe as características da sua terra.
No segundo ano os vinhos melhoraram bastante mas as saudades já começavam a doer no coração de Manolo.
Tinha o habito de sentar-se ao lado das vinhas e ficar olhando para a lua.
Aliás como os biodinâmicos, tocava os trabalhos baseado nas fases dela.
No terceiro ano a coisa ficou incontrolável, o vinho tinha ficado melhor, mas não aos olhos e gosto de Manolo.
A propriedade que havia comprado era mais bela, tinha mais vida, os vinhedos estavam mais saudáveis e todos se baseavam no trabalho dele.
Acontece que a Espanha fazia falta, reclamava com os amigos e um dia um deles (Juan) perguntou: "O que tem na Espanha que não temos aqui? Hombre, quando se esta longe de casa temos saudades do que menos esperamos ter.
As vinhas aqui são belas como lá, o clima é perfeito para trabalhar e mais um ano ou dois terei vinhos fantásticos!
Então o que falta?
O que pensa quando passa horas e horas olhando para o céu?
La luna!
En España ella tiene ojos, nariz y boca!
OBS: Depois Manolo insistiu que na Espanha se vê o outro lado da Lua e ela é diferente em cada hemisfério. Não sei se é verdade ou não, Manolo jura que sim!
Em tempo: Manolo voltou para a Espanha e vendeu os vinhedos por um preço muito melhor do que comprou.
Hoje vê a lua do lado que mais gosta, com olhos, nariz e boca.
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