sexta-feira, novembro 25, 2011

A tradição dos Brunellos Barbi


Provar os vinhos da Fattoria dei Barbi é provar tradição.
Imagina uma vinícola que esta nas mãos da mesma família desde 1790.
A família Colombini é sinonimo de tradição. Tanto que há pouco tempo, quando o Consorzio Brunello colocou em votação a possibilidade da utilização de variedades internacionais para o Rosso di Montalcino, Stefano Cinelli Colombini foi taxativo: "não".
Os vinhedos nas terras dos Colombini são mais antigos ainda, são de 1392.
São 100 hectares de vinhedos espalhados por Montalcino, Scanzano e Chianti.
Provei uma boa mostra dos produtos da Fattoria dei Barbi.

Comecei pelo Brusco, nome que homenageia um tipo de Jesse James toscano, bandido que não tinha fama de violento e fez história na região.
O vinho também não é violento, é macio.
Também não provoca nenhum desfalque, custa 53 reais.
100% Sangiovese.
No nariz cereja, framboesa, tabaco, violeta...
Na boca é macio, corpo médio, muita fruta e bom final.

O Morellino di Scansano DOCG 2009 foi um dos vinhos que me chamou bastante atenção.
Como a Sangiovese muda de nome de forma surpreendente entre as regiões vizinhas, ela aqui é chamada de Morellino e domina o corte do vinho com 85% deixando o restante para a Merlot.
O vinho é da região de Maremma.
No nariz as notas de amora, cassis e especiarias.
Na boca boa acides, corpo médio e final longo com muita fruta no retrogosto.
Custa 77 reais.


O Rosso di Montalcino com 100% de Sangiovese Grosso (mais um nome para a Sangiovese que também pode ser chamada de Brunello), teve um estagio em madeira que deu notas de especiarias como cravo e pimenta.
As frutas negras também se mostram com força no nariz e na boca.
É encorpado, fresco e longo.
Custa 86 reais.

Passamos para o Brunello que é quase uma bandeira da Fattoria dei Barbi.
Esse aí de rótulo Azul.
Barbi Brunello DOCG 2006 - 190 reais.

Um Brunello mais típico impossível.
No nariz groselha, amora, framboesa, chocolate e alcaçuz.
Na boca o vinho tem os taninos finos, apesar de ser ainda muito novo para um Brunello.
É encorpado, tem boa acidez e final longo.
Custa 190 reais.


Passamos para os vinhos top da vinícola.
O Brunello di Montalcino "Vigna del Fiore" DOCG 2005 é, segundo a representante da vinícola, o Brunello feminino da vinícola.
Não entendi porque, mas esta valendo.
Passou 2 anos em madeira e mais 4 meses em garrafa antes de ser colocado à venda.
No nariz amora, cereja, defumado, notas vegetais e balsâmicas.
Na boca se a moça da vinícola quis dizer que era feminino pela falta de potência imagino que ela esta acostumada com potência demais.
Ele é potente, encorpado, mas tem maciez, elegância e é muito longo.
No retrogosto notas de café, tabaco e chocolate.
Custa 314 reais.

Encerramos com o top da Fattoria dei Barbi.
Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2005
Esse passou 36 meses em barricas de carvalho.
Com 6 anos, o vinho não está tão jovem como os outros, mas ainda não está no auge.
No nariz as frutas negras já se misturam com notas de couro, eucalipto e canela.
Na boca é bastante intenso, encorpado, com muita fruta negra e outra vez o couro.
Lembro de ter provado o 2004 e esse é muito melhor.
Tem mais acidez, mais equilíbrio e maciez.
Final bastante longo.
Custa 340 reais.
Todos os vinhos da Fattoria dei Barbi são vendidos no site www.todovino.com.br

Os aromas característicos




quinta-feira, novembro 24, 2011

Fui na Tasca da Esquina conferir o Festival Vinhos de Portugal em Restaurantes

Pedi o douRosa tinto 2006 para acompanhar esse belo bacalhau da foto abaixo, que o chef Victor Sobral fez questão de explicar.
O Chef disse que um dos grandes erros no preparo do bacalhau é tirar a pelo do peixe. Ela guarda muito sabor e só deve se separar do peixe na hora de comer.
O Polvo com amêndoas e tomate assado dispensou explicações e apresentações. Os dois pratos estavam simplesmente perfeitos. O ponto de cozimento do polvo, o tempero, tudo.
Do bacalhau saiam aquelas lascas grossas como deve ser.
Sabor incrível!
O vinho do Douro acompanhou bem os dois pratos. Um vinho elaborado com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz.
A cor vermelho bem brilhante.
No nariz, pura fruta.
Cereja, ameixa, violeta...
Na boca a fruta se repete, o equilíbrio e a acidez escondem os 14% de álcool que o sol do Douro dá aos vinhos.
Depois disso só uma degustação de sobremesas com uma taça de vinho do Porto. E assim foi!
O Festival Vinhos de Portugal vai até o dia 4 de Dezembro nos restaurantes: Antiquarius, Bacalhoeiro, Cosi Santa Cecilia, Cosi Vila Nova, Grill Hall, Materello, O Pote do Rei, Porto Rubayat, Purpurina Oficina das Pizzas, Restaurante do Mube, Tasca da Esquina, Trindade Alphaville, Trindade Itaim, Ville du Vin.
Cada ida em um desses restaurantes com Vinho Português, o cliente ganha um passaporte que caso seja carimbado 3 vezes, da direito a participar de um sorteio de uma viagem a Portugal com direito a um acompanhante.

Juarez Valduga fala sobre a nova roupagem dos espumantes Valduga e defende o Selo Fiscal

A Casa Valduga lançou espuantes com números no rótulo que representam o tempo mínimo em contato com as leveduras: 12 (meses em contato com as leveduras) 18 (meses em contato com as leveduras) e 10 (meses em contato com as leveduras). O polêmico selo fiscal, que é um pesadelo para importadores e pequenos produtores,>

quarta-feira, novembro 23, 2011

O Vinho Brasileiro Envelhece Bem! Pizzato Merlot 2000 - Serra Gaúcha - Brasil

 

Existem alguns mitos como o de que só os vinhos do Velho Mundo podem envelhecer bem.
Claro que os grandes vinhos e vinhos de algumas regiões envelhecem melhor, devem envelhecer e possuem essa característica, mas isso não é uma regra. Provei vinhos brasileiros de 20 anos e embora o vinho não estivesse no auge, ele estava vivo e bastante interessante. Verdade que os vinhos provados eram da inigualável safra de 1991, quando a Serra Gaúcha teve um clima perfeito para a produção de vinhos.
Mas esse Pizzato 2000 é de uma safra normal, não é o 1999 que rendeu elogios e tornou a vinícola conhecida e até uma referência em Merlot, mas é um vinho de 11 anos.
A cor é vermelho rubi com leve reflexo tijolo que demonstra a evolução do vinho.
No nariz geleia de frutas vermelhas, couro, tabaco, caramelo e alcaçuz.
Na boca tem corpo médio, é macio, elegante e ainda tem boa acidez.
O final é longo e equilibrado, com notas suaves de chocolate.
Para quem tem um desses na adega, vale a pena abrir.
Não deve melhorar, já oferece grande prazer até para quem gosta de vinhos evoluídos.

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 22

Homenagem a Toulouse Lautrec

terça-feira, novembro 22, 2011

Pommard - Château de Puligny-Montrachet - Borgonha - França

Provei esse vinho junto com amigos blogueiros no último sábado. Um verdadeiro festival de bons vinhos!
No nariz, morango, framboesa, groselha e notas florais e minerais.
Na boca é muito elegante.
Tem bom corpo, é macio e muito bem equilibrado.
Ótima acidez e final bastante longo.
É importado pela Mistral e custa cerca de 220 reais.
www.mistral.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...