quinta-feira, agosto 11, 2011

Olha a Pinot Beurot aí Gente! A Borgonha é Só Pinot Noir e Chardonnay?


Essa foto mostra as uvas antes da prensagem na Borgonha.
Quem ja acompanhou uma colheita na região sabe que a terra da Pinot Noir e da Chardonnay, tem algumas surpresas.
A tradição veio das vinhas velhas, agora moda dizer Field-Blend, claro que essa moda linguistica não existe na França (graças a Deus) e lá nem existe menção sobre os coadjuvantes da Pinot Noir.
5% são tolerados, mas 10% é a média geral.
Vinhedos novos são plantados no mesmo estilo.
A foto mostra uma uva de pele marrom. Essa é a Pinot Beurot, mais conhecida pelo nome de Pinot Gris.
A Branca que está entre as tintas é a Chardonnay.
A foto é interessante por mostrar até de certa forma a proporção.
Os 5% tolerados.
Entre tantos cachos de Pinot Noir, um de Pinot Beurot e um de Chardonnay.
Porcentagem mínima, mas pouco comentada.
Se fizer um curso e cair na prova não seja bobo, escreva errado (rsrsrs), diga que os tintos são feitos 100% de Pinot Noir. 
Isso não acontece apenas em AOCs menos importantes.
Acontece por toda a Borgonha.
Essa foto é de um Aloxe Corton Premier Cru, a segunda classificação mais importante na pirâmide.

Existem também verdadeiros redutos de outras variedades como a própria Pinot Beurot na Côte Saint Jacques, a César, em Irancy, a Auxerrois em Flavigny-sur-Ozerain, a quase extinta Sacy em Chitry le Fort e a Melon cultivada em torno de Vézelay.
A mais importante de todas essas variedades coadjuvantes é mesmo essa aí de casca marrom, a Pinot Beurot, autorizada (dizem tolerada) em appellations importantes.
Nada disso é um segredo da Borgonha, mas é uma informação que pode ser melhor omitida. Até para manter aquele segredinho, aquele tempero que outros poderiam imitar, pela facilidade de adaptação da Pinot Gris em outros Terroirs. Apesar da pele marrom, a Pinot Beurot é considerada branca.

O Vinho e a Pintura - Eric Christensen - 26

Título: La Dolce Vita

quarta-feira, agosto 10, 2011

MARICHAL RESERVE COLLECTION PINOT NOIR-TANNAT 2008 - Produtor: Bodega Marichal País: Uruguai Tipo: Tinto




Pouco antes do Encontro de Vinhos, fui até a Ravin para entregar os convites que eles têm direito a cada feira. O Rogério e a Viviane são daquelas pessoas que fazem qualquer um se sentir em casa e além disso mandam abrir a geladeira, ou melhor a adega, para escolher o que beber.
Eu não conhecia esse uruguaio de corte inusitado e logo peguei a garrafa.
O corte de Pinot Noir (70%) e Tannat (30%) deve ser uma exclusividade uruguaia. Se levarmos em conta que na França as duas variedades não se cruzam por razões de legislação e culturais, e no novo mundo a Tannat é quase uma exclusividade sul americana, é um corte pouco provável.
70% do vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 9 meses.
Tem cor de Pinot Noir: Vermelho cereja.
 No nariz é uma mistura perfeita das características das duas variedades.
Amora, morango, ervas aromáticas, framboesa, especiarias, tabaco e chocolate.
O corpo é da Pinot Noir, a acidez também.
A elegância é a integração das duas.
Um vinho interessante, bem elaborado, agradável.
Tem um bom final.
14% de teor alcoólico (isso é da Tannat).

O Vinho e a Pintura - Eric Christensen 25

Título: High Marks

terça-feira, agosto 09, 2011

Adolfo Lona Nature Pas Dosé - Espumante - Garibaldi - Brasil


O Nature Pas Dosé é uma explicação no idioma da Champagne, dizendo que este espumante não contém açúcar. Nenhum licor de expedição (xarope de açúcar colocado nos espumantes após a segunda fermentação) entra nessas mínimas 4600 garrafas.
Adolfo Lona é um dos nomes mais respeitados entre os produtores de vinho do Brasil.
O espumante é um corte de Chardonnay e Pinot Noir (como na Champagne), mas com um toque de Merlot com a finalidade de reduzir um pouco a acidez do vinho.
O vinho tem cor palha e um perlage intenso, explosivo. Experimente aproximar a taça do ouvido e escute o movimento das borbulhas.
No nariz a primeira coisa que senti foi aquele cheiro de pão na chapa com a manteiga queimada. Mel e maçã verde também aparecem.
Na boca tem uma cremosidade incrível.
Elegância e equilíbrio.
Final longo.
Só vinhos base de ótima qualidade podem ser transformados nestes espumantes sem nada de açúcar.
Provei no Encontro de Vinhos, na mesa da DOC Vinhos que veio do Espírito Santo trazendo ótimos vinhos.
Só conheço um lugar em São Paulo onde é possível encontrar os espumantes do Adolfo Lona, é o Empório Perdizes, que fica na Rua João Ramalho, 1208

O Vinho e a Pintura - Eric Christensen - 24


Essas pinturas que parecem foto são chamadas hiper-realismo
Título: Gold Medal Winner

Grife carioca veste garrafas de cachaça


A Grife Farm, do Rio de Janeiro, vai mostrar aos paulistanos que veste bem até garrafa de cachaça.
Os estilistas da grife preparou sete modelos para a garrafa da cachaça Busca Vida.
A cachaça é produzida em Bragança Paulista e tem esse nome por causa de um galpão que acabou virando pizzaria e atraiu artistas plásticos e músicos como Paulinho Moska, Tom Zé, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, entre outros.
Lá foi criada a cachaça Busca Vida com mel e limão.
Claro que uma marca que nasceu com a arte pode muito bem vestir suas garrafas com arte.
Só o Pão de Açúcar vai vender as garrafas e são apenas 10 unidades em cada uma das 3 unidades do grupo escolhidas a dedo.
Lojas: Iguatemi, Afonso Brás e Gabriel Monteiro da Silva.
Custa 39,90.
Ta bonita!

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...