Muito boa a edição desta quinta-feira do caderno Paladar do Jornal O Estado de São Paulo. Logo na capa um texto de Luiz Horta explica o que é e o que significa uma degustação vertical. No Brasil, como já escrevi neste blog, é muito difícil fazer uma degustação vertical. Os importadores esgotam suas safras antes de comprar os vinhos das safras novas e o consumidor se quiser que guarde o vinho em casa. Na Europa e nos Estados Unidos é diferente. As safras são respeitadas e procuradas. Claro que não peço para que os importadores guardem safras de vinhos baratos, seria um absurdo! Mas os clássicos e os vinhos tops de cada vinícola poderiam muito bem oferecer ao menos 3 safras diferentes. Em um ano teríamos 4 safras e poderíamos fazer uma degustação vertical com os amigos.
quinta-feira, março 26, 2009
O Jornal O Estado de São Paulo Falou das Degustações Verticais!
Muito boa a edição desta quinta-feira do caderno Paladar do Jornal O Estado de São Paulo. Logo na capa um texto de Luiz Horta explica o que é e o que significa uma degustação vertical. No Brasil, como já escrevi neste blog, é muito difícil fazer uma degustação vertical. Os importadores esgotam suas safras antes de comprar os vinhos das safras novas e o consumidor se quiser que guarde o vinho em casa. Na Europa e nos Estados Unidos é diferente. As safras são respeitadas e procuradas. Claro que não peço para que os importadores guardem safras de vinhos baratos, seria um absurdo! Mas os clássicos e os vinhos tops de cada vinícola poderiam muito bem oferecer ao menos 3 safras diferentes. Em um ano teríamos 4 safras e poderíamos fazer uma degustação vertical com os amigos.
Pedroncelli Zinfadel Mother Clone 2005 - Sonoma - California

A vinícola Pedroncelli começou a fazer vinhos em 1927. Este Zinfadel tem cor escura, púrpura com reflexos violeta. No nariz aromas de amora, framboesa e especiarias. O vinho é feito de vinhas velhas o que provoca uma concentração excelente na boca. Taninos bem trabalhados, equilibrado. Gosto de pimenta preta e torrefação. Tem boa acidez, mas o vinho (com 14,9 de álcool) é um pouco quente. Passou um ano em carvalho americano. Final longo. Vale passar mais algum tempo em garrafa. 2 ou 3 anos.
quarta-feira, março 25, 2009
Deu no Le Figaro! A Champagne de 1825 Estava Viva!
Nunca haviam aberto uma garrafa de Champagne tão antiga. A Maison Perrier-Jouet abriuuma garrafa de 1825 e para surpresa de muitos (estou muuuiiiito surpreso) a potência da Champagne estava intacta. A Champagne histórica foi degustada por 3 ingleses, 2 franceses, 2 japoneses, um americano, um chinês, um finlandes, um italiano e um sueco. Nenhum deles reclamou de ter de se deslocar para Reims no início deste mês.
Foram abertas várias safras:1825, 1846, 1858, 1874, 1892 (estava bouchonné), 1906, 1911, 1928, 1952, 1955, 1959, 1964, 1971, 1975, 1976, 1982, 1985, 1995, 1996, 2002.
Antes desse dia algumas garrafas bem antigas já haviam sido degustadas: Perrier-Jouët 1892 e 1911, Pol Roger 1911, 1914 e 1921, Bollinger 1924 e 1928 e Heidsieck Monopole 1907.
Segundo opinião unânime dos degustadores a Champagne de 1825 estava fantástica. Uma potência fenomenal. É interessante dizer que a Champagne aberta foi feita com a Pinot Gris (chamada Fromenteau na região) na época a Chardonnay não existia na região.
A Perrier-Jouët foi fundada em 1811 e é uma das pioneiras na região. Não existe nenhuma garrafa do ano da fundação.
Vinitaly X Vino, Vino, Vino...
A quadragésima terceira edição da Vinitaly acontece de 2 a 6 de Abril, em Verona. É a maior festa do vinho italiano e uma das maiores e mais importantes feiras do setor em todo o mundo. Todos os principais produtores italianos estarão lá, ou quase todos. Com a onda biodinâmica que atinge a Europa e começa a pegar no mundo todo, uma feira paralela nos dias 2,3 e 4 de Abril reúne os biodinâmicos dos grupos Vini Veri e Renaissance du Terroir (esta já esteve aqui no ano passado ao mesmo tempo que acontecia a Expovinis e foi um sucesso). A feira vai acontecer na Villa Boschi, um lugar maravilhoso a poucos quilômetros de Verona. Veja o site do local www.villaboschi.it
Quem puder visitar as duas vale a pena!
terça-feira, março 24, 2009
O Negócio do Vinho Como Investimento Cresce!
Não faz 10 dias uma garrafa de Romanée-conti foi vendida por 3 400 €uros no hôtel des ventes Victor-Hugo em Dijon. Claro que o mercado de alto luxo é responsável pela especulação, mas fora do Brasil existe um mercado especulativo e lucrativo de garrafas de vinhos importantes que compradas no barril (en primeur) ganham valor em adegas particulares e são colocadas a venda em leilões.
As vendas por internet facilitaram ainda mais os negócios (não no Brasil onde este mercado ainda não existe e não é possível comprar vinhos diretamente de outro país pela internet)
e leilões. A maior parte dos lotes vai para o Japão e os Estados Unidos.
Fundos de investimentos ja atuam neste mercado que segundo informações de agentes internacionais rendeu 50% entre Setembro de 2006 e Setembro de 2007.
Nos países desenvolvidos é um lucro impensável.
São procurados vinhos míticos como: Romanée-conti, Pétrus, la Tâche, château Latour, etc.
Se voce tiver algum em casa pode fazer as contas de quanto lucrou, mas se comprou aqui, com todos os impostos, certamente estará perto do limite do prejuízo.
As informaçõe
s é que a crise financeira afetou muito pouco este mercado e o vinho continua sendo um grande negócio. Bom pra eles, eu prefiro a garrafa aberta e a taça cheia. Em todo o caso isso explica os preços astronômicos destes vinhos.
Existem colecionadores, especuladores e gente disposta a gastar fortunas por uma garrafa.
As vendas "en primeur" da safra 2008 estão custando cerca de 100 euros, duas vezes menos que no ano passado.
Alguns Lafite, Latour ou Margaux podem ser encontrados por 90 euros. Segundo especialistas de mercado, ótima ocasião para comprar. Vai encarar?
segunda-feira, março 23, 2009
Dizem que Não é a Crise, é Erro de Administração...
O mercado de vinhos comenta que duas importadoras importantes estão com suas finanças a beira do precipício. Dizem que não devem aguentar por muito tempo. Depois de tantos "dizem" não posso dizer o nome delas, pois seria absurdo. O caso é que se isso for verdade outras importadoras tendem a ocupar esse espaço importante no mercado. Para isso precisam investir, correr atrás de bons produtos e aprender a fazer marcas ao invés de tirar de outras importadoras nomes consagrados pelo trabalho delas. Claro que os grandes vinhos que são importados com exclusividade por elas encontraram um novo parceiro com facilidade, mas não vale a pena fazer uma corrida do ouro atrás deles. Melhor é esperar que as importadoras se recuperem e torcer por isso. Mesmo assim não será possível uma recuperação total, pois uma parte do mercado já está sendo perdido por elas de uns tempos pra cá. O consumo de vinhos não mostra sinais de queda, por isso quem trabalhar melhor ganha mais espaço, quem trabalhar com covardia pode continuar como está ou na pior das hipóteses seguir da queda, junto com as outras duas.
IGT Toscano, Chianti, Brunelo... E Montecucco???
Não se houve falar desta DOC, nenhum vinho dos consorciados vendem seus vinhos para o Brasil e os vinhos são bons, muito bons, acima da média.
A denominação toscana fica em um local privilegiado com solo caracterizado pela presença de lava, depositado quando o Amiata esteve ativo. Isso dá à videira e ao vinho sabor mineral, típico da região, além do clima ameno com verões quentes e invernos com precipitação média, ideal para uma boa maturação das uvas, mesmo nos anos menos favoráveis. São vinhos nascidos e criados em um ambiente natural, transformado ao longo dos séculos, sem afetar a paisagem.
A DOC é reservada a vinhos tintos, tintos riserva, Sangiovese, Sangiovese riserva, branco e Vermentino.
O Montecucco rosso: deve ter Sangiovese: minimo 60% e envelhecimento em madeira de no mínimo 6 meses com graduação alcoolica mínima de 12%
O Montecucco Sangiovese: deve ter Sangiovese '85% e envelhecimento em madeira por no mínimo 2 anos e graduação alcoolica mínima de 12,5%
O Montecucco bianco: Trebbiano Toscano 60%.
Montecucco Vermentino: Vermentino 85% . Os consorciados primam pela qualidade, todos, sem excessão!
São eles:
Tenuta di Montecucco Srl
Soc. Agr. la Ciambellona Srl
Basile SSA
La Banditaccia
Az. Agr. sapori di Monte Antico
Soc. Agr. I Terzi Spa
Az. Agr. Il Boschetto di Walter Regina
Az. Agr. Borracelli Deanna
Az. Agr. Campari Maria Angela
Az. Agr. Le Calle di Catocci Riccardo
Az. Agr. podere Poggio al Gello di Chiarini Alda
ColleMassari Soc. Agr. Spa
Az. Agr. Conti Elisa
Az. Agr. Fusi Orio, Irio, Chiappini Rosalba
Soc. Agr. Casale Pozzuolo Srl
Giannetti Loriano & Sani Daniela SS
Toscaberna Soc. Agr. a r.l.
Az. Agr. Guerrini Gilberto
Potentino Srl
Az. Agr. Innocenti Luigi
Soc. Agr. Casal di Pari Srl
Az. Agr. Marzocchi Delio
Az. Agr. Toninelli Simone
Vegni & Medaglini SS Soc. Agr.
Az. Agr. Mascelloni Niccolò
Az. agr. Massimo De Andreis
Az. Agr. Meiattini Vasco
Soc. Agr. Pieve Vecchia Srl
Az. Agr. Tagliabue Flavia
Az. Agr. Parmoleto di Sodi Duilio
Az. Agr. Simi Simona
Fattoria La Lecciaia di Pacini Mauro
S. M. Tenimenti Pile e Lamole e Vistarenni
Az. Agr. Savelli Renato
Az. Agr. Montesalario SS e Soc. Agr.
Az. Agr. Le Vigne di Pettini Andrea
Az. Agr. Piccionetti Rossella
Az. Agr. CApanne Ricci di Ricci Ferruccio
Agricola Campinuovi di Riguccini Nadia
Az. Agr. F.lli Rongo di Rongo Raffaele
Lanzini & Sacchi SS
Az. Agr. Salustri
Az. Agr. La Querciolina SS
Az. Agr. Savelli Libertario
Az Agr. Rabazzi Vanda
Agricola Niccolini SS Soc. Agr
Soc. Agr. Montalcino Inv.Est. Spa
Piandibugnano Srl
Burger Martina Mathilde
Az. Agr. S. Stefano di Bianchini Stefano
Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute Sarl
Az. Agr. Marinelli di Mascelloni Franco
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