segunda-feira, janeiro 05, 2009

Le Cigare Volant 2002 - Bonny Doon - Califórnia - USA


O proprietário da vinícola, Randall Grahm resolveu plantar diversas castas diferentes no terroir californiano, principalmente uvas do Rhône, este é feito com Syrah e Mourvedre. La Cigare volant tem cor vermelha. No nariz: amora, framboesa, couro e flores. Na boca tem corpo médio, mas tem classe. Notas de morango, framboesa, chocolate amargo e pimenta. Taninos macios. O final é longo e com um leve amargor que lembra café torrado. Imperdível é visitar o site www.bonnydoonvineyard.com
Os rótulos da vinícola são pura arte. No Brasil os vinhos são importados pela Vinci www.vincivinhos.com.br

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Proprietário da Wolffer Estate morre no Brasil.


O alemão Christian Martin Wolffer foi provavelmente atingido por uma lancha no mar de Paraty. Christian foi tirado da água pelo ator Rodrigo Hilbert que também passaria o Réveillon com Wolffer. O alemão tinha um corte profundo no corpo, por isso acredita-se que foi atropelado por uma lancha, fato cada vez mais comum em Paraty e Angra dos Reis. A Wolffer Estate Vineyard conseguiu vários comentários e pontuações da Wine Spectator e outros especialistas no assunto, apesar da localização pouco tradicional: Long Island, no estado de New York. O principal vinho produzido pela vinícola é um Chardonnay com mudas importadas da borgonha. Os vinhos não são vendidos no Brasil, o site deles é www.wolffer.com
É dificil visitar uma cidade de praia e não poder entrar no mar. É preciso encontrar o culpado (ou os culpados, no caso da falta de fiscalização) e mudar isso o quanto antes.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Voce Conhece o Ice Wine?


O Canadá já entrou no mapa dos vinhos de qualidade para muita gente, muitos países. No Brasil não existe ainda nenhum importador trazendo os famosos Icewines.
Estes vinhos são deixados nas vinhas após a maturação, desidratam e com a chegada do inverno congelam com a neve. Por isso o Canadá, mais precisamente na região do Niagara. O verão é quente suficiente para amadurecer as uvas e o inverno gelado para deixá-las durinhas, durinhas de gelo.
A descoberta do Icewine aconteceu por acaso na Alemanha. Os produtores de vinho da Franconia, em 1794 colheram as uvas congeladas mesmo por necessidade. Perceberam que o suco era doce e agradável. O vinho é um sucesso principalmente no Japão e em outros países asiáticos, onde uma meia garrafa chega a custar 300 dólares. Os europeus proibiram este tipo de vinho por mais de 20 anos alegando que o vinho tinha alto teor de açúcar. Desde 2001 o vinho está liberado.










Pilliteri Estates Riesling Sweet Reserve 2006 - Niagara - Canadá



Este produzido pela Pilliteri Estates é um Riesling 100%.
Muito elegante e delicado. Cor dourada. No nariz frutas cítricas, lichía, pêssego e flores. Na boca boa acidez, equilíbrio notas de mel, doçura elegante e refrescante.
Final agradável e longo.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Deu no Le Figaro - A Adega de 20 mil garrafas de Paul Bocuse

Não é uma adega pessoal, é a adega do L´Auberge de Collonges au Mont-d´Or, o famoso restaurante 3 estrelas Michelin do Chefe mais importante da gastronomia tradicional. A adega é mantida na temperatura de 13 a 14 graus, tem mais de 350 metros quadrados e lá estão vinhos de todas as regiões francesas. A organização é perfeita, cada região na sua prateleira e os nomes dos Domaines e Châteaux com indicações bem visíveis. Château Mouton-Rothschild, Château Lafite-Rothschild, Château Latour, Château Margaux, Château Haut-Brion, Château d'Yquem, todos de diversas safras diferentes. O famoso Château Pétrus 1966. Magnum do Pétrus 1970, entre outras raridades. O sommelier Mathieu Vial, disse na reportagem que um restaurante como este precisa de todos estes vinhos, mas se voce pretende ir até lá não desanime, existem bons vinhos a partir de 40 euros.No corredor onde estão as Champagnes: Krug, Deutz, Roederer, Dom Pérignon, Gosset, além de servirem champagnes não safradas em taças como a Veuve Clicquot ou Billecart-Salmon. As meias garrafas e os vinhos estrangeiros também tem seu espaço. Entre os vinhos da Borgonha um Romanée Conti 1966. Se os mais baratos estão na faixa de 40 euros, os mais caros chegam a passar dos 4500 euros, preços de Europa, se pensarmos em Brasil seguramente chegaríamos a 30 mil reais pelo vinho mais caro. Quem quiser e puder ir ao templo da gastronomia mundial (cerca de 150 euros por pessoa + o vinho) vai aí o endereço: 40 Rue de la Plage - 69660 - Collonges-au-Mont-d´Or - fica pertinho de Lyon! Telefone para reservas 0033 8 92 68 06 89

terça-feira, dezembro 23, 2008

Safra ruim e bons vinhos. 3 Brunellos que precisam chegar ao Brasil


2002 foi um desastre para a viticultura europeia em geral, mas bons produtores diminuem a produção mas não perdem a reputação. Engarrafar e vender, só se estiver perfeito.
Quem conhece os Brunellos sabe que são vinhos únicos. Não se encontra nada parecido em nenhum outro lugar do mundo. La na Toscana dos Chianti e Supertoscanos, quem brilha mais forte é o Brunello. Os escândalos de vinhos adulterados com outras castas provocou uma certa desconfiança pelo mundo, mas estes 3 são de assinar em baixo.
Falo do biodinâmico Cupano http://www.cupano.it/ ,
do La Fornace
http://www.agricola-lafornace.it

e do Inoccenti http://www.innocentivini.com/
Os vinhos possuem as características dos bons Brunellos e o potencial de envelhecimento quase indeterminado.
Provei os vinhos na Europa e espero ansioso por eles no Brasil.

Brunello di Montalcino La Fornace - 2002


Vinho bastante concentrado, cor rubi brilhante indo para o violeta. No nariz cereja, pêssego, mirtilo, ameixa e especiarias. Na boca um pouco quente (o vinho com 6 anos e meio é uma criança) os taninos mostram qualidade para envelhecer por muitos anos. Final bastante longo.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Valery não pensou duas vezes. Conto





Numa tarde de sol na Borgonha, um grupo de apreciadores de vinho com caderneta e canetas nas mãos entrou na loja de Valery. Era uma loja de um Domaine familiar que faz vinhos de qualidade há mais de 40 anos. Valery é jovem, cabelos louros quase brancos, olhos azuis e cara de bom moço. O nome é Paul Valery, em homenagem ao poeta francês. Embora Valery não fizesse nem poesia nem prosa, vivia citando trechos do famoso que lhe emprestou o nome. Os homens entraram e foram logo dizendo: "somos críticos especializados de uma revista alemã". Com educação e cinismo Valery começou a servir os copos e ouvir comentários.
Resolveu servir utilizando um decanter e não mostrava o rótulo de nenhum vinho. Percebeu que os comentários e anotações não tinham muito fundamento. Respondeu algumas perguntas, escutou elogios e disse quase sem pensar: "tenho um vinho especial que ainda não foi colocado no mercado, mas um Master of Wine veio aqui e disse que está entre os melhores vinhos que tomou".
Empolgados com a afirmação os críticos da tal revista alemã pediram encarecidamente que Valery trouxesse a garrafa. Valery pediu licença e disse que iria ver se era possível. Entrou na cave e pegou uma garrafa de um Bourgogne Passe-tout-grains (o mais barato da Borgonha onde se utiliza inclusive a variedade Gamay no corte) retirou o rótulo e levou aos visitantes.
Antes disse que o vinho precisava ser decantado. Trabalho feito começaram as provas. Suspiros de prazer e canetas dançando para anotar qualquer detalhe. O mais velho do grupo disse: "voce tem uma jóia nas mãos rapaz, muito obrigado."
Mais alguns goles (cuspir este vinho nem pensar) e os alemães foram embora cheios de orgulho pela raridade provada. Raridade aliás que custa 3 euros ali mesmo. Me aproximei de Valery e perguntei: "Fez o que eu estou pensando?"
Valery balançou a cabeça num gesto afirmativo e disse: "Um dia o grande Paul Ambroise Valery escreveu: "A ação é uma loucura passageira".

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...