segunda-feira, dezembro 08, 2008

Salton Évidence - Rio Grande do Sul - Brasil


Mais um ótimo espumante brasileiro feito pelo método tradicional (champenoise). O Salton Évidence é feito com 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir. Tem a cor característica amarelo palha com reflexos dourados. Aromas de frutas cítricas, maçã, pão torrado e mel. Na boca é bastante cremoso, bom corpo, notas florais e borbulhas finas e persistentes. Final muito gostoso. Mais um exemplo de que se não podemos ou queremos comprar os verdadeiros champagnes franceses a melhor opção é o espumante brasileiro. Custa entre 50 e 60 reais.

domingo, dezembro 07, 2008

Cave Geisse - Brut Nature Terroir - Cave Amadeu - Brasil - Método Tradicional (Champenoise)


Espumante produzido em Pinto Bandeira (Bento Gonçalves), Rio Grande do Sul. É considerado por muitos o melhor do Brasil. Cor amarelo palha, com reflexos dourado. Perlage impressionante! Borbulhas finas e persistente. Aromas de flores, maçã verde, frutas secas, cítricos, brioche e mel. Na boca mostra uma cremosidade e corpo que pode passar por um champagne sem nenhum problema. É bem feito, tem muita qualidade e é nacional. É uma boa oportunidade de deixar os modismos de lado e descobrir a qualidade incontestável dos nossos espumantes. Vinho persistente, feito pelo método Champenoise (tradicional) com a segunda fermentação em garrafa, onde se adiciona açúcar e leveduras no vinho tranquilo. Essa fermentação produz o gás carbônico, que preso na garrafa transforma o vinho tranquilo em espumante. Depois é acrescentado o licor de expedição, que é a mistura de vinho, açúcar e leveduras, isso dará inicio a fermentação em garrafa. Nessa segunda fermentação o gás carbônico cria um sedimento de células de leveduras mortas. As garrafas são colocadas em prateleiras próprias (pupitres), giradas diariamente por um remueur e os sedimentos vão para a parte do gargalo da garrafa. O gargalo é resfriado e os sedimentos retirados. É o método mais trabalhoso, mas é o único utilizado na Champagne e é seguramente o melhor. Uvas: Chardonnay e Pinot Noir. Custa cerca de 90 reais.

sábado, dezembro 06, 2008

Pra não dizer que não falei dos Espumantes!

Em um país que produz espumantes de ótima qualidade e corre atrás de modismos duvidosos é difícil falar dos Espumantes. No Brasil não existe casamento sem o Prosecco italiano. Este espumante italiano é feito com uma uva bastante aromática, mas que não pode ser comparado (a imensa maioria de Proseccos) com os espumante nacionais bem feitos com a Chardonnay e a Pinot Noir, uvas utilizadas na região de Champagne (lá também é utilizada a Pinot Meunier, que não é de fácil cultivo por isso não se adapta bem fora da região). Os excelentes espumante italianos são os Franciacorta, que custam o equivalente ao champagne francês e estes sim são de grande qualidade. Outro caso é o da cava espanhola (também já foi moda por aqui) se degustada às cegas com os nossos melhores espumantes também não seria nenhuma unanimidade. O melhor conselho: se não tiver dinheiro ou não quiser gastar os tubos em uma garrafa de um dos maravilhosos champagnes franceses fique com os espumantes nacionais. Argentinos e chilenos, nem pensar.

Chandom Excellence Brut - Garibaldi - Rio Grande do Sul - Brasil

Cor amarelo dourada, aromas de frutas cítricas, abacaxi, pão torrado e maçã verde, avelã, amêndoa. Na boca tem cremosidade e ótima acidez. Perlage fino e persistente, bastante equilibrado e elegante. Produzido pelo método Charmat (segunda fermentação em cubas de aço inoxidável) diferente do método usado na Champagne de segunda fermentação em garrafa, que deixa as borbulhas mais finas e o vinho mais cremoso. Utilizou a Chardonnay e a Pinot Noir de vinhedos próprios. Final seco e persistente. Ótimo espumante! Custa em torno de 80 reais.

Appellation Bourgogne



sexta-feira, dezembro 05, 2008

Crios Malbec 2005 - Susana Balbo - Mendoza - Argentina


Este vinho já recebeu 90 pontos da Wine Enthusiast e foi considerado um Best Buy. A argentina Susana Balbo faz vinhos de qualidade e que cabem no bolso. Este tem cor vermelho púrpura, frutas vermelhas maduras saltam no olfat

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Gino Pane e Vino


Gino já havia terminado o seu trabalho na vinhas. Era uma sexta-feira e Signor Cláudio já se aprontava para passar o final de semana na montanha.
Gino tem mais de 50 anos, cabelos brancos, bochechas roxas e barriga pra lá de saliente. Tem o habito de sentar ao lado das barricas e pensar na vida, sonhar e relembrar cada vindima passada nestes quase quarenta anos de trabalho. Lembrou do terrível ano de 2002 em que nenhuma garrafa foi colocada no mercado, lembrava dos filhos que trabalham nos Estados Unidos e da mulher (quela ingrata!) que o deixou havia 20 anos. Entre um pensamento e outro e um copo de vinho Gino pegou no sono. Sigror Cláudio bem que gritou para se despedir, mas como não obteve resposta fechou a casa, fechou a adega e partiu.
Horas depois Gino acordou dos sonhos e pensou em ir pra casa. Levantou-se, foi até a porta, girou a maçaneta e nada. Olhou para o relógio e já passava das 7 da noite. Antes de entrar em desespero Gino tomou um copo de vinho. Depois outro. Pegou um pedaço de pão, que por sorte havia colocado lá pela manhã quando alguns turistas visitaram a adega e degustaram os vinhos.
Não demorou e Gino adormeceu de novo. Foi assim também no sábado, e acredite! no domingo também.
Segunda-feira bem cedo quando outros trabalhadores chegaram, logo sentiram falta do falante Gino. Procura aqui, procura ali e lá estava Gino com as bochechas mais rochas ainda, uma taça na mão e um pedaço de pão sobre a barriga. Giuliano começou a rir sem parar e chamou os outros trabalhadores. Com todo o burburinho Gino acordou. Percebeu que era alvo das gozações e não se deu por vencido: "com um bom vinho e um pedaço de pão o que mais pode querer um homem".

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Herdade dos Grous Reserva - Tinto 2004 - Regional Alentejano - Portugal





A Herdade dos Grous é uma adega hotel, construída para o agro-turismo. Um empreendimento luxuoso administrado pelo enólogo Luís Duarte. Os turistas tem a oportunidade de conhecer a agricultura biológica das vinhas, pomares e olival. O vinho é feito com Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. Foram apenas 7 mil garrafas. As vinhas são jovens, mas o trabalho de altíssimo nível compensa o que poderia ser um vinho com pouca estrutura pela alta produção. Aliás a produção não pode passar nunca dos 3 mil quilos por hectare para justamente elevar o nível das uvas.
O vinho é concentrado, cor rubi profunda. Aroma intenso fumados, caixa de charutos, frutas negras, chocolate amargo e especiarias. Na boca é elegante, macio, taninos finos e um ótimo final cheio de especiarias e pimenta branca.
Importadora Épice www.epice.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...