segunda-feira, novembro 24, 2008

Doña Paula Estate Malbec 2007 - Mendoza - Argentina


Um vinho de boa relação qualidade/preço. É encontrado na Ville du Vin a 65 reais, mesmo preço da importadora Grand Cru, que tem representantes no Brasil inteiro. Vinhedos localizados 1100 metros de altitude, com 14% de álcool. Vinho de cor rubi intenso. No nariz aromas de chocolate, torrefação, alcaçuz e frutas negras. Na boca mostra excelente corpo, taninos doces e notas de chocolate e especiarias. O final é longo. O vinho vale cada centavo!

sábado, novembro 22, 2008

Paris/Dijon/Beaune - 2 dias de sonho na Borgonha




O verão estava no começo e eu e minha mulher resolvemos sair de Paris, tomada por grupos de turistas enlouquecidos, e pegamos um trem para Dijon. Quando se fala em Dijon se pensa logo na mostarda, mas esse não era o nosso objetivo. Nada contra entrar na fábrica da Maille e comprar alguns potes da especialidade local. O TGV no levou a Dijon em um suspiro. Nem bem saímos do trem e o nosso amigo Régis, já sorria de felicidade com a nossa presença. Entramos no carro e fomos direto pela estrada que leva à Beaune. O caminho é curto, mas a viagem é longa. É o paraíso para quem ama o vinho. Estamos na Côte D´Ór e não parar é impossível!
Vinhedos colados a estrada e pequenos caminhos de terra encostados aos vinhedos fazem o tempo passar rápido e entre uma degustação e outra. Régis não abre a boca durante as paradas nas lojas dos domaines, como também produz seu vinho se contenta em conversar com outros produtores. Quando percebemos já estava anoitecendo e aí sim Régis falou mais alto: conheço um restaurante especial em Beaune!
Mais alguns minutos e estávamos em uma casa antiga (antiga mesmo) com as paredes grossas e um ar acolhedor. Régis não deixou que escolhêssemos, pediu Escargot de entrada e Épaule de Mouton Farcie (Carneiro) como prato principal. O vinho era um Pommard magnifico, grande, inesquecível!
Era da Maison Bouchard Père et Fils.
Comemos como reis enquanto a simpática garçonete Marienne chegou com as sugestões de sobremesa. Outra vez Régis levantou a voz e disse: Fromage (queijo)!
Marienne voltou em instantes com uma seleção de queijos de enlouquecer qualquer gourmet e perguntou?: qual deles: dessa vez não esperei por Régis, me adiantei e disse: Tous! Marienne deu um sorriso e partiu pequenas porções daquelas maravilhas e colocou no meu prato. Minha mulher fez o mesmo e Régis se contentou com 3 ou 4 variedades. Dormimos em Beaune e no dia seguinte repetimos a dose. Comentei com Régis sobre o vinho e ele levantou os ombros e respondeu: Pas mal! (nada mal)

sexta-feira, novembro 21, 2008

Gevrey-Chambertin "Les Champs" - 2003 - Bourgogne Tinto


Se você ainda não tomou um vinho biodinâmico pode tranquilamente começar por este. Não é um vinho barato, mas pode-se dividir a garrafa com os amigos ou fazer uma extravagância já que os vinhos biô (como se diz na França) estão cada vez mais em pauta. Nada de fertilizantes artificiais, herbicidas, pesticidas e leveduras que fazem os vinhos terem todos as mesmas características. As fases da lua, o ecossistema e o terroir é que contam. É o vinho da terra. Olivier Guyot é um defensor ferrenho da filosofia biodinâmica. Na Borgonha é cada vez mais utilizada e no Chile as condições climáticas são bastante favoráveis ao cultivo biô. A propriedade do Monsieur Guyot fica em Gevrey-Chambertin, uma das mais importantes vilas da Côte-d'Or. O Les Champs vem de um vinhedo de 60 anos e mostra profundidade na cor rubi. No nariz mostra frutas vermelhas, cereja, cassis e framboesa, além de toques minerais. Na boca é um vinho bastante longo e com notas de pimenta e outras especiarias. O vinho deve estar melhor em 8 ou 10 anos. O 2005 custa cerca de 300 reais na World Wine.
www.worldwine.com.br

quinta-feira, novembro 20, 2008

Barbaresco Rabajà 2003 - Giuseppe Cortese - Piemonte - Italia


Feito conforme a legislação DOCG com 100% Nebbiolo no Cru de Rabajà, onde os Barbarescos são comparados aos melhores Barolos. A família Cortese não pensa em outra coisa se não a qualidade. O vinho passa de 18-22 meses em barricas novas e usadas de carvalho esloveno e mais 1 ano em garrafa. Os vinhos não são filtrados, talvez por isso preservem a riqueza e elegância dos grandes barbarescos. Aromas de frutas negras, pétalas de rosas, violetas, couro e especiarias. Vinho encorpado, com final longo e também de longa vida pela frente. É um Barbaresco do mais alto nível. Estará em breve no Brasil. www.cortesegiuseppe.it

quarta-feira, novembro 19, 2008

Porta Select Reserva Pinot Noir 2007 - Valle Bio-Bio - Chile


Vinho envelhecido em carvalho francês por um ano. 14% de álcool. O Valle do Bio-Bio é famoso pelos brancos e pelo Pinot Noir e este é um dos bons exemplos. A cor é vermelha cereja. No nariz o vinho mostra qualidades, aromas de pétalas de rosas, pimenta do reino, minerais e frutas vermelhas. Na boca o vinho está um pouco fechado. A acidez está sobrando um pouco e os taninos ainda verdes anunciam que o vinho deve melhorar dentro de um ano ou dois. Por enquanto é melhor guardar. Bom preço, cerca de 50 reais.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Marques de Casa Concha Chardonnay 2004 - Chile



Produzido pela gigante Concha y Toro, no Valle del Maipo, Vinhedo Santa Isabel. Este vinho branco oferece uma ótima relação qualidade preço. Custa cerca de 70 reais e é importado pela Expand. Passa 11 meses por barricas novas e usadas de carvalho francês de meia tosta e mais 4 meses em garrafa antes de ser comercializado. Vinho cor amarelo brilhante. Aromas de pêra, abacaxi, figo, papaia, manga. Também alguns aromas minerais e madeira. Na boca além das frutas tropicais sentidas no nariz, toques de goiaba e maracujá. Corpo médio, vinho macio e um longo final. 14% de álcool.

sábado, novembro 15, 2008

Europa com vihos da Casa


É muito comum quando um brasileiro volta da Europa dizer que tomou só Vinhos da Casa em restaurante e estavam todos maravilhosos!
Como o prazer do vinho está no gosto de que bebe não vejo problema algum.
Mas se você já está acostumado a beber vinhos diariamente, conhece as principais castas e características dos vinhos e vai para a Europa pela primeira vez anote ai o conselho: não entre nessa conversa.
Normalmente os vinhos da casa são vinhos ligeiros, de baixa qualidade e de procedência duvidosa. Muitos europeus tomam e gostam, mas isso não significa de jeito nenhum que o vinho seja bom. Os europeus bebem muito vinho cerca de 60 litros per cápita por ano contra 2 litros dos brasileiros, mas existe muito vinho ruim e muita gente que bebe qualquer coisa. Se você já tem uma certa exigência não entre nessa. Existem bons vinhos a preços excelentes e será uma boa oportunidade de pagar barato por vinhos que aqui os preços são proibitivos. Aproveite a chance e tome bons vinhos na fonte.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...