sexta-feira, setembro 27, 2019

Vinhos gregos de altíssimo nível chegam ao mercado brasieiro




Que a Grécia tem tradição vinícola, não é preciso nem dizer.
Que os rótulos, nomes de uva e regiões são complicadas e desconhecidas também.
O gráfico acima dá uma ideia da força desse mercado.
Talvez por isso, esses vinhos do velho mundo sejam tão desconhecidos dos brasileiros.
Injustamente.
Provei uma série de vinhos gregos importados pela Monte Dictis  e todos me agradaram.
Vou destacar um tinto e um branco.




O branco da vinícola Estate Argyros Assyrtiko 2017 - Cuvée Monsignori Santorini.
Assyrtiko é o nome da variedade, uma uva nativa da ilha de Santorini, onde esse vinho foi produzido.
No nariz tem um toque floral e cítrico, junto com um toque mineral bastante interessante.
Na boca é seco, salino, muito boa acidez e equilíbrio.
É untuoso e persistente.
Nota: 92
Preço: acima de 250 reais.




O tinto Alpha Estate Xinomavro Reserve 2015 Vieilles Vignes é grandioso.
Elaborado com vinhas velhas dessa variedade que é bastante conhecida com outro nome.
A Xinomavro é a Nebiolo.
A mesma uva que se transforma em grandes barolos e barbarescos é encontrada na Grécia.
No nariz tem um toque de alcaçuz, juntos com aromas de cereja, framboesa e um toque de especiarias.
Na boca tem corpo médio, taninos bem presentes, mas com uma textura bastante macia e elegante.
A acidez é muito boa, faz salivar e dá frescor.
O sabor é intenso e repete as frutas sentidas no nariz, junto com um toque terroso e uma leve lembrança de cacau (passou 24 meses em barricas francesas).
Vinho persistente e excelente.
Nota: 93
Preço: Acima dos 250 reais.





quinta-feira, setembro 26, 2019

Caliterra tem importador novo e vinhos modernos.


Foi interessante a conversa com o Rodrigo Zamorano, enólogo da Caliterra.
A vinícola faz parte do grupo Chadwick e no passado tinha a californiana Mondavi como sócia.
Sob a batuta dos californianos os vinhos eram mais pesados e a quantidade tinha uma importância muito maior.
Quando Chadwick assumiu o controle, tudo mudou.
Faz 8 anos que Rodrigo foi chamado para priorizar a qualidade e começou buscando vinhos mais frescos, com fruta mais fresca e menos marcados pela madeira.
Conseguiu.
Os vinhedos estão em Cachapoal, onde cada lote passou a ser mais valorizado e as variedades escolhidas de acordo com a característica de cada pedaço de terra.
Provei 7 vinhos e posso dizer que cada um cumpre seu papel de acordo com o discurso de Rodrigo Zamorano.
Destaco 3 vinhos.



O Tributo Carménère 2016 tem boa fruta, notas de amora e mirtilo, o toque vegetal da Carménère é respeitado, um toque de pimentão e especiarias.
Na boca a fruta mostra frescor, tem boa acidez e taninos suaves, com boa textura.
Nota: 90
Preço: 168 reais
Importador: Vinho & Ponto - https://www.vinhoeponto.com.br/caliterra-57/v



O DSTNTO 2017 é um corte de Malbec, Syrah, Carignan e Petit Verdot.
No nariz a fruta aparece com força. Cereja, romã, amora e um toque de pimenta.
Na boca é seco, encorpado, boa acidez e taninos granulados, bem finos e com boa presença.
Persistente.
Um vinho impossível de ficar só numa taça.
Nota: 93
Preço: 233 reais
Importador Vinho & Ponto - https://www.vinhoeponto.com.br/caliterra-57/v



O Caliterra Pétreo Malbec 2016 mostra a boa face da Malbec no Chile.
Afinal a Malbec chegou ao Chile antes de chegar na Argentina.
No nariz tem boa intensidade aromática com um toque de violeta e frutas frescas, como amora, mirtilo e cereja.
Na boca é encorpado, fresco, tem os taninos bem presentes, mas muito delicados, sem secar a boca e nem agredir o palato.
Suculento, longo e delicioso.
Nota: 93
Preço: 310 reais
Importador: Vinho & Ponto - https://www.vinhoeponto.com.br/caliterra-57/v

Conversei com o enólogo Rodrigo Zamorano, sobre essa nova fase da Caliterra.


quarta-feira, setembro 25, 2019

Ainda em Peso da Régua, visitei a loja de vinhos e restaurante Castas & Pratos





O Castas e Pratos é quase uma visita obrigatória para quem visita Peso da Régua, no Douro.
É uma excelente loja de vinhos junto com um excelente restaurante.
Eu conversei com o Manuel Osório, um dos proprietários.


terça-feira, setembro 24, 2019

Na Tasca da Quinta, em Peso da Régua (Douro, PT), tudo é muito bom...





Peso da Régua é uma cidade importante no Douro, mas é pequena.
Pequena e com um número impressionante de bons restaurantes.
Depois de provar a Bochecha de Porco, visitei a Tasca da Quinta, um pequeno e disputado restaurante com bons vinhos, polvo, bacalhau...


segunda-feira, setembro 23, 2019

Bochecha de Porco ao Vinho do Porto. Entrei na cozinha para conferir. Em Peso da Régua.




A cozinha portuguesa é muito rica. Vai muito além do bacalhau, dos frutos do mar, caldeiradas e afins.
A Bochecha de Porco é um dos pratos que eu não resisto.
No Alentejo talvez seja mais comum, mas dessa vez que visitei Portugal, fui surpreendido por essa maravilha temperada no Vinho do Porto.
Visitei o restaurante inDouro Hostel & Wine Bar, no Largo da Estação, em Peso da Régua, e fui pra cozinha pegar a receita com os mestres.


sexta-feira, setembro 20, 2019

Buscado Vivo o Muerto -0 El Limite Las Pareditas 2017 - Branco - Mendoza - Argentina





A garrafa não informa as uvas, não informa a forma de produção... Do jeito que eu gosto.
A garrafa tem o terroir de Las Pareditas, em San Carlos (Valle de Uco), Mendoza.
Na produção dele, em primeiro lugar a natureza e em segundo os criadores Alejandro Sejonovich e Jeff Mausbach.
Eu realmente não preciso saber mais nada.
No nariz uma nota de carambola (que obviamente os criadores do vinhos nunca ouviram falar), maracujá, limão siciliano e um toque mineral, salino, junto com uma nota vegetal de grama.
Na boca é fresco, no ponto certo. Cremoso.
A acidez dá o frescor mas não chega a provocar aquela salivação excessiva, com aquele impressão de estar chupando limão.
O vinho é equilibrado, tem corpo, tem intensidade de sabor, equilíbrio e persistência.
Eu fiquei maluco com ele.
Dá vontade de virar taça após taça até a garrafa acabar.
No sabor, maracujá azedo, notas cítricas e minerais.
Um grande vinho!
Nota: 94
Preço: Não sei.
Onde: Não sei.
Onde provei?
Na prova da Wines of Argentina em São Paulo.

Na Quinta da Casa Amarela, no Douro, as vinhas velhas são as estrelas.




Visitei a Quinta da Casa Amarela, no Douro. Coloquei o drone no ar, mostrei as vinhas velhas e entrevistei o Gil Regueiro, dono da vinícola.


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...