terça-feira, maio 29, 2018
Granizo atinge 7 mil hectares em Bordeaux
O granizo atingiu Bordeaux no sábado a noite, mas só ontem as autoridades perceberam que o estrago tinha sido maior do que o imaginado.
Em Côtes de Bourg, o gelo atingiu 40% dos vinhedos.
Em Blaye os estragos atingiram todos os vinhedos de Berson e Saint-Christoly-de-Blaye, e atingiram boa parte na vila de Reignac.
No sul do Médoc: Macau, Parempuyre e Ludon (Château d'Ágassac).
Em Pessac-Léognan, o Château Smith Haut Lafitte foi atingido parcialmente e o Château Brown entre 50% e 70% dos vinhedos.
sexta-feira, maio 25, 2018
Vinho & Pasta é o lugar para comer e beber vinho com preço justo em Sampa
A receita é simples, o importador de vinhos e o capo cuoco (chefe de cozinha) se uniram e abriram o Vinho & Pasta.
O restaurante é comandado pelo Pasquale, já conhecido pelo seu restaurante na Vila Madalena, e a importadora é a Ravin, que tem um catálogo capaz de atender a todos os bolsos.
Conversei com o Rogério D'avila sobre o modelo do negócio.
quarta-feira, maio 23, 2018
Francisca Van Zeller falou com exclusividade para o Papodevinho. Avaliei o Rufo e o Vinha da Francisca.
A Francisca é uma mulher inteligente que estudou história, jornalismo e enologia.
A enologia talvez ela nem precisasse estudar.
Cresceu entre os vinhedos da família, é nome do vinhedo mais fantástico da quinta, é filha, do Douro e do Cristiano Van Zeller, um Douro Boy que tem seu nome sempre relacionado a vinhos de altíssima qualidade.
A Quinta Vale D. Maria foi em parte vendida para a Aveleda, que é de propriedade de um outro ramo da mesma família.
A direção dos vinhos continua a mesma e com as mesmas pessoas envolvidas como acionistas e com uma garantia de qualidade que obviamente a Aveleda não abriria mão.
A conversa com a Francisca flui como se não existisse uma câmera. Como deve ser e nem sempre é.
Assista:
Provei os vinhos que obviamente já conhecia e que também obviamente sempre me surpreendem.
Destaquei dois vinhos.
O Rufo 2015 é o vinho de entrada, que custa pouco menos de 100.
Elaborado com vinhas velhas, com as castas misturadas no vinhedo (Touriga Franca e Touriga Nacional), com idades entre 5 e 35 anos.
Para quem não sabe, as vinhas velhas produzem menos cachos, por isso, concentra toda a energia da produção para produzir menos e melhores uvas, com mais concentração.
Esse vinho passa cerca de 1 ano em barricas de carvalho francês novas e usadas, além de um tempo em cubas de aço inox.
No nariz o vinho não é marcado pela madeira.
A fruta aparece com mais força e as notas amora, cereja, violeta e um leve toque de grafite ficam acima de um toque tostado, que veio do estágio em barrica.
Na boca é seco, tem corpo entre o médio e o encorpado e os taninos muito macios, com excelente textura.
Tem boa acidez, bom equilíbrio e persistência.
Nota: 90
Preço: 99 reais.
Importador: http://www.interfood.com.br/
O Vinha da Francisca 2013 (não podia deixar de falar dele), é um vinho cheio de qualidades.
Também é uma vinha velha com uvas de diversas variedades, todas misturadas, colhidas e vinificadas juntas.
Tem Tinta Francisca, Touriga Franca, Sousão, Rufete e Touriga Nacional.
Passou 22 meses em barricas francesas (50% novas).
No nariz o vinho já dá os sinais de que é muito acima da média.
Ameixa, grafite, chocolate e tabaco.
Na boca é encorpado, tem os taninos aveludados, muito finos e envolventes.
Boa acidez, álcool equilibrado, sabor intenso repetindo as notas sentidas no nariz acrescentando uma nota de torrefação que lembra café ou cacau.
Um vinho muito agradável de tomar, daqueles que se toma a garrafa inteira sem perceber.
Nota: 95
Preço: 895 reais.
Importadora: http://www.interfood.com.br/
terça-feira, maio 22, 2018
Os vinhos do Monte do Álamo só usam variedades autóctones.
No Alentejo é muito mais fácil encontrar vinhos com variedades internacionais do que no Douro.
É comum encontrar vinhos com Cabernet Sauvignon ou Syrah, além da Alicante Bouschet que é um cruzamento criado em laboratório entre a Garnacha e a Petit Bouschet.
A diferença entre as outras variedades internacionais e a Alicante Bouschet é que ela só se adaptou ao Alentejo e acabou sendo adotada como se fosse uma portuguesa legítima. Pelo menos é o que explica o enólogo Filipe Pinto, do Monte do Álamo.
Provei os vinhos do Monte do Álamo e destaco o ETC Tinto 2015.
Um corte de Aragones (50%), Alfrocheiro (30%), Trincadeira (10%) e Tinta Caiada (10%).
No nariz é um vinho bastante frutado, destacando amora, cereja e ameixa.
Na boca é encorpado, com boa acidez, taninos macios e boa persistência.
Equilibrado.
Preço: 92,28
Nota: 90
Importadora: https://www.vinci.com.br/p/vinho/etc-tinto-2015-monte-do-alamo-2235150
segunda-feira, maio 21, 2018
Conversei com o dono do Monte do Álamo, novidade que chega na Importadora Vinci.
Conversei sobre o Alentejo com o dono do Monte do Álamo, que só produz vinhos com castas portuguesas.
O Alentejo é uma das região vitícolas mais antigas do mundo, com sinais da produção de vinho desde o ano 4 mil antes de Cristo.
Mesmo assim, os produtores de vinhos sofreram da região sofreram várias interrupções por questões políticas.
Na década de 30, o ditador Salazar resolveu que as terras férteis alentejanas seriam o celeiro de Portugal e não teriam vinhedos, que crescem em terras pobres.
Mandou trocar uvas por trigo.
Depois, com a revolução dos cravos, as grandes propriedades foram invadidas e muitos vinhedos foram abandonados.
O Miguel Mendes de Almeida falou sobre o assunto.
terça-feira, maio 15, 2018
Os números da OIV sobre a produção de vinhos em 2017
Os números são da organização internacional da vinha e do vinho (OIV)
A maior baixa ficou com a África do sul, por causa da seca.
Produziu 10,8 milhões de hectolitros em 2017 e deve produzir em 2018 apenas 8,6 milhões de hectolitros.
A Argentina está em alta, é o sexto produtor mundial e deve aumentar a produção em 14,2% este ano (13,5 milhões de hectolitros).
O Chile deve cresceu 19% passando para 11,3 milhões de hectolitros.
A Nova Zelândia também vai crescer com uma produção de 3,1 milhões de hectolitros e uma alta de 8,7%.
As baixas ficaram com a Austrália que vai produzir 12,5 milhões de hectolitros (-8,7% em relação ao ano passado) e o Brasil com uma queda de -11% e 3 milhões de hectolitros de produção.
Entre os gigantes, a Itália lidera com 42,5 milhões de hectolitros de produção, seguida pela França com 36,7 milhões de hectolitros e a Espanha com 32,1 milhões de hectolitros.
Os três produziram menos.
Itália -17%, França -19% e Espanha -15%.
O consumo mundial em 2017 foi de 243 milhões de hectolitros.
segunda-feira, maio 07, 2018
Teste do Azeite Extra Virgem
Fiz um teste simples com 4 azeites para saber se eram extra virgem. Dois deles não eram realmente, mas entraram no teste para demonstrar que o teste funciona.
Dos dois que declararam no rótulo ser extra virgem, só um realmente era.
Assista:
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