sábado, janeiro 20, 2018

Morreu Paul Bocuse






Aos 92 anos, considerado o chef do século pela Instituto de Culinária da América, o grande Paul Bocuse morreu.
Ele sofria do Mal de Parkinson e morreu hoje no seu restaurante Auberge du Pont de Collonges, em Collonges-au Mont-d'Or, vilarejo perto de Lyon.
Paul foi o transformador da Nouvelle Cuisine, junto com os chefs Jean e Pierre Troisgros (pai do Claude), Michel Guérard, Roger Vergé, Alain Chapel e Paul Haeberline.
O termo Nouvelle Cuisine foi criado pelos críticos Henri Gault e Christian Millau (do Guia Gault et Millau).
Em 1959 Paul conquistou sua primeira estrela Michelin, logo chegou às 3 estrelas, que segura por mais 40 anos consecutivos.
Paul Bocuse recebeu a medalha da Legião de honra da França, das mãos do presidente Valéry Giscard d'Estaing, que emprestou o nome VGE para uma sopa de trufas, até hoje servida no restaurante.
Paul também teve uma história no Brasil, quando o Hotel Meridien Copacabana inaugurou o Le Saint Honoré e contratou o Chef como consultor.
Com ele vieram os chefs hoje radicados no Brasil, Laurent Saudeau e Claude Troisgros.
Hoje o Grupo de Bocuse tem cinco restaurantes e um concurso de gastronomia, o Bocuse d'Or.
O filho, Jérôme Bocuse é o responsável pelo grupo e já comanda os restaurantes há algum tempo,  devido aos problemas de saúde do pai.
Um gênio que foi morar no céu.







sexta-feira, janeiro 19, 2018

Tannat Reserva Amat 2011 - Bodegas Carrau - Uruguay






Quem não acredita que a Tannat pode ser a uva de um vinho extremamente elegante deve provar o Amat.
O vinho passou 18 meses em barricas francesas e americanas.
No nariz notas de cereja, pimenta, ervas aromáticas e violeta...
Na boca é encorpado, tem os taninos firmes, mas nada secante, bastante macios e bem equilibrados com a acidez.
O sabor é intenso, repetindo as notas sentidas no nariz, junto com um toque de café.
É um vinho persistente, suculento e ainda jovem.
Deve melhorar pelos próximos 10 anos.
Nota 94

Quem não acompanhou a série de entrevistas com Javier Carrau, pode assistir agora:










quinta-feira, janeiro 18, 2018

quarta-feira, janeiro 17, 2018

A Bodega Carrau está na décima geração na produção de vinhos







Na segunda parte da entrevista com Javier Carrau, ele conta a história da família que está na décima geração na produção de vinhos.
Essa história começou em outro continente.
Assista a entrevista.



terça-feira, janeiro 16, 2018

A família uruguaia pioneira no Brasil - Exclusivo com Javier Carrau - Parte 1




A família Carrau foi pioneira no Uruguai e no Brasil, com o Chateau Lacave. Atravessaram a fronteira, montaram vinícola, plantaram vinhedos, importaram mudas... Assista a primeira parte da entrevista com o Javier Carrau.


 

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Vinhos que provei na Bodega Bouza (Uruguay)






Quem visita a Bouza, precisa provar o Albariño.
É sempre interessante provar uma variedade que saia das mais tradicionais (Chardonnay, Sauvignon Blanc) que são amplamente cultivadas em todas as partes do mundo.
No Uruguai conheci dois produtores que oferecem bons vinhos com a Albariño.
A Bouza foi a primeira.
O 2017 tem boa intensidade aromática, destacando as notas florais e e frutadas (pera).
Na boca tem a acidez típica da variedade, um frescor irresistível e um final longo, com um sabor discreto de lichia.
Nota: 90 Pontos




O Monte Vide Eu 2015, é um corte de Tannat, Merlot e Tempranillo.
No nariz a fruta aparece primeiro e com força.
Amora, ameixa... Também um toque de eucalipto.
Com um pouco mais de contato com o ar aparecem as notas que são resultado dos 9 a 12 meses de estágio em barricas francesas e americanas: baunilha, coco, torrefação...
Na boca é encorpado, tem boa quantidade de taninos, mas eles são macios, bem comportados, não secam a boca.
Tem boa acidez, sabor e equilíbrio.
É longo e jovem.
Nota: 90




O Bouza Parcela única Tannat A6, é um vinho de 2012.
Tem boa intensidade aromática. Amora, ameixa bem maduras, alcaçuz, coco...
Passou 18 meses em barricas.
Na boca é encorpado, os taninos são extremamente macios, a acidez dá frescor e não deixa que o vinho cheio de volume se torne pesado. É um vinho bem equilibrado e elegante.
O final é longo com notas de café e chocolate.
Suculento.
Nota: 93




Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...