terça-feira, dezembro 19, 2017
Enólogo da Bodega Ariano - Terroir uruguaio e Carlos Páez Vilaró
O enólogo Daniel Vlah, da Bodega Ariano Hermanos, falou sobre o terroir uruguaio e sobre a amizade da vinícola com o artista Carlos Páez Vilaró na criação do vinho Cuatro Gatos.
segunda-feira, dezembro 18, 2017
Vinhos em destaques da Bodega Artesana (Uruguay)
Desde que comecei uma série de reportagens no Uruguai, destaco os vinhos de cada bodega visitada logo após mostrar a reportagem em vídeo.
Na bodega Artesana, destaco dois vinhos excelentes.
O Artesana Tannat/Merlot 2016, que foi um dos ganhadores do Top5 do Encontro de Vinhos Brasília este ano, passou 14 meses em barricas de carvalho francês e americano.
É um corte com 60% de Tannat e 40% de Merlot.
Um corte bastante comum no sudoeste da França, já que as duas uvas tem qualidades exatamente opostas.
Na maioria das vezes a Tannat é tânica e muitas vezes rústica e a Merlot é elegância pura. Uma variedade equilibrada que não deixa nada sobressair, tipo o menos é mais.
Nesse caso o mais foi mais.
No nariz tem boa intensidade aromática, frutado com notas de mirtilo, amora e cereja, além de uma nota suave de torrefação e grafite.
Na boca é encorpado, os taninos são bastante macios e a acidez dá um belo frescor ao vinho.
É equilibrado e elegante.
Longo.
Nota: 91
Outro vinho que me impressionou foi o corte de Tannat (55%)/Zinfandel (25%)/Merlot (20%) Reserva 2015.
O vinho passou 2 anos em barricas francesas.
No nariz notas de amora, especiarias e chocolate amargo.
Na boca o vinho é seco, mas dá uma sensação de doçura.
Encorpado, taninos com textura bem macia, boa acidez e equilíbrio.
Impressionante como o álcool não toma a frente, mesmo com os 14,5% de graduação.
É equilibrado e longo.
Com o final de boca confirmando o chocolate sentido no nariz.
Nota: 90
Para quem não assistiu, repito a reportagem feita na Artesana, que fica a apenas 40 quilômetros de Montevidéu e é uma bela opção de turismo.
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domingo, dezembro 17, 2017
Depois dos clubes de vinhos surgem os clubes de gastronomia.
Recebi um kit do Club Sabor, da Revista Sabor e outro do Club Queijos e Vinhos RAR.
O Club RAR prioriza os produtos produzidos por eles como os Queijos tipo Grana, que são muito bons.
Já o club da Revista Sabor é mais sofisticado, recheado de verdadeiros achados gastronômicos, assinatura da revista incluída e quase o mesmo valor (5 reais mais caro).
No mes passado, o Club RAR entregou um Queijo tipo Grana em Lascas, com 12 meses de maturação, uma massa seca de Spaghetti al nero di seppia, uma lata de pesto paganini rosso e uma garrafa de espumante moscatel da RAR.
O espumante é bem elaborado com a doçura bem equilibrada com a acidez, aromas florais e boa cremosidade.
Os outros produtos também são muito bons, com o Spaguetti elaborado com o pesto paganini e porque não, umas lascas do queijo tipo Grana junto. O queijo vai muito bem sozinho, é um queijo de alta qualidade.
Assim como os originais Grana Padano DOP, o queijo feito no Brasil apresenta pasta homogênea, com o sabor lembrando manteiga, feno e frutas secas. Sabor equilibrado.
Esse é o pacote do Club Gourmet, que custa 145,00 por mês.
O pacote do clube Sabor deste mês inclui um saquinho de chips de couve da Bianca Simões, 1 molho de Pimenta Cabernet Sauvignon da Casa Madeira, Um doce de leite Majestic (conhecido como um dos melhores do país, uma garrafa de espumante da Casa Valduga Sur Lie, que é um lançamento que aposta no consumidor iniciado no mundo dos vinhos, já que tem a cor turva, pela presença das leveduras da segunda fermentação ainda dentro da garrafa (normalmente ela é aberta com essas leveduras congeladas e separadas do líquido, se adiciona um licor de expedição que controla o teor de açúcar e volta pra garrafa límpida e pronta). Uma bela experiência provar um vinho que ainda está em evolução e em contato com as leveduras.
A caixa se completa com uma massa da Ana Soares, um Fidelini.
O valor da assinatura do club é de 150 reais, e inclui uma revista Sabor, desconto de 10% em livros e produtos da loja.sabor.club, descontos relâmpago em parceiros da revista Sabor.club e prioridade na compra de ingressos para eventos de chefs renomados.
Duas opções para você mesmo escolher.
Belas iniciativas!
Confiram nos sites:
https://clubesabor.club/
https://www.assinegobox.com.br/
sexta-feira, dezembro 15, 2017
Rótulo do Muton Rotschild 2015 terá obra de artista alemão.
Gerhard Richter é o escolhido para compor essa galeria fantástica de artistas que ilustraram os rótulos do grande Mouton Rotschild com suas obras.
O artista usa uma foto em branco e preto antes de ir colorindo com pinturas em vidro em dias diferentes para conseguir cores distintas e simbolizar a assemblage (corte final do vinho) no vinho.
Depois faz uma fotografia do resultado final, e aí está.
O título da obra é: Flux (fluir em português).
O Château Mouton Rotschild tem 84 hectares de vinhedos em Pauillac, no Médoc (Bordeaux).
O 2015 terá 82% de Cabernet Sauvignon, uma parte de Merlot e uma parte pequena de Cabernet Franc.
Desde 1945 o rótulo do vinho é criado por artistas escolhidos pelos donos do Château.
Entre os escolhidos do passado estão: Picasso, Dali, Jean Cocteau, Balthus, e muitos outros.
Gerhard Richter tem 85 anos, é especialista em figuração e pintura abstrata, e além da pintura vende suas fotografias.
Paisagens, Vinhos, Terroir... Bodega Artesana (Uruguay)
A Bodega Artesana, tem ótimos vinhos, belas paisagens, boa estrutura para o turismo e fica só a 40 quilômetros do centro de montevidéu.
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Bodega Pisano e Viña Progresso (Uruguay). Os vinhos que provei na visita.
Depois de visitar os vinhedos, a bodega e bater um papo de vinho com a família Pisano, degustei os vinhos.
A Viña Progreso é um projeto experimental do Gabriel Pisano, filho do Gustavo Pisano.
Os vinhos são produzidos na mesma bodega Pisano.
Começo falando do Viña Progreso Sangiovese 2015.
Vinho que passa de 9 a 12 meses em barricas francesas.
No nariz se destacam as frutas vermelhas, com um toque floral e defumado.
Na boca é seco, tem corpo entre o médio e o encorpado, taninos macios e boa acidez.
Tem boa persistência (o sabor do vinhos permanece na boca por um bom tempo).
Vinho ainda jovem.
Nota: 90 pontos.
Custa 108 reais na Vinci: https://www.vinci.com.br/p/vinho/reserva-sangiovese-2015-vina-progreso-1740150
O Viña Progreso Cabernet Franc 2015 é mais um sinal de que o Uruguai tem possibilidades imensas com diversas variedades. A Cabernet Franc é uma variedade que me impressionou muito na viagem que fiz pelo país.
Passou de 9 a 12 meses em barricas francesas.
No nariz mostra fruta vermelha madura e também toques de especiarias (pimenta), amêndoa e tabaco.
Na boca é seco, encorpado, taninos com textura macia e acidez trazendo frescor.
É um vinho suculento e persistente.
Nota: 90 pontos.
Custa 98 reais na Vinci: https://www.vinci.com.br/p/vinho/reserva-cabernet-franc-2013-vina-progreso-1738130
O Sueños de Elisa (Elisa's Dreams Open Barrel 2011 Tannat, é um vinho que já avaliei aqui no blog:
http://www.papodevinho.com/2015/08/vina-progreso-sueno-de-elisa-abaixo.html
Quem for comparar, vai perceber que o tempo fez bem para o vinho e a nota melhorou.
É um vinho fermentado em barricas de carvalho novo que ficam abertas enquanto as bagas fermentam.
Depois de separado das cascas, o vinho continua descansando na barrica por cerca de 6 meses.
Esse é um vinho que mostra a complexidade logo no primeiro ataque do nariz.
Ameixa, mirtilo, baunilha, café...
Na boca é encorpado, com boa concentração e taninos com excelente textura (bastante macios).
Vinho com tudo no lugar, um belo equilíbrio e elegância.
Muito bom!
Nota: 92 pontos.
Custa 295 reais na Vinci https://www.vinci.com.br/p/vinho/elisa-s-dreams-open-barrel-tannat-2011-vina-progreso-2014110
Como não quero voltar para trás nos pontos, sigo para o Pisano Arretxea Tannat 2011, um clássico uruguaio.
Um vinho ainda jovem que precisa de ar na taça (ou no decanter) para mostrar a cara. Mas quando mostra...
Notas de cereja madura, amora, framboesa, café e cacau.
Na boca é encorpado, potente, concentrado... Mas não perde a ternura em momento algum.
Os taninos tomam conta da boca e oferecem uma maciez impressionante.
Equilíbrio total entre taninos, acidez, álcool...
Persistente e elegante.
Ainda jovem.
Nota: 92 pontos.
Custa 213 reais na Mistral: https://www.mistral.com.br/p/vinho/pisano-arretxea-2009-pisano
Para encerrar o Axis Mundi 2011 que não é um vinho fácil de encontrar e só é produzido em poucos anos, quando a família Pisano usa o maior critério possível para decretar que é um ano acima do especial.
Os 6 anos em garrafa não significaram nada para o vinho. Está super jovem ainda. Cor (rubi sem reflexos de evolução), aromas...
Tudo lembra um vinho jovem.
No nariz as frutas negras e vermelhas se misturam com um toque terroso sem que as notas terciárias (da evolução na garrafa) apareçam ainda. É jovem.
Na boca ele mostra que é grande.
Encorpado, concentrado, taninos muito bem equilibrados com a acidez e uma textura granulada e macia.
É um vinho suculento, com sabor intenso de frutas e um toque de baunilha e cacau, provavelmente trazidos pelos 30 meses que passou em barrica.
Vinho que vai evoluir à partir dos 10 anos de vida e deve envelhecer muito bem pelos próximos 15 anos.
Nota: 94 pontos
Custa 517 reais na Mistral: https://www.mistral.com.br/p/vinho/axis-mundi-tannat-2011-pisano
Os vinhos da Progreso são importados pela vinci www.vinci.com.br e os Pisano pela Mistral www.mistral.com.br
quarta-feira, dezembro 13, 2017
No "Quartel General" da família Pisano, boa conversa e vinhos excelentes.
Na foto, da esquerda para direita: Susana Gonzalez, Daniel Pisano, Daniel Perches, Beto Duarte, Gustavo Pisano e Nikolas Kozic.
Numa sala ocupada na maior parte por uma mesa grande, com uma churrasqueira no canto e garrafas para todos os lados (vazias e cheias), a família Pisano abriu suas joias enquanto falavam sobre o terroir e o vinho do Uruguai.
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