sexta-feira, dezembro 15, 2017
Rótulo do Muton Rotschild 2015 terá obra de artista alemão.
Gerhard Richter é o escolhido para compor essa galeria fantástica de artistas que ilustraram os rótulos do grande Mouton Rotschild com suas obras.
O artista usa uma foto em branco e preto antes de ir colorindo com pinturas em vidro em dias diferentes para conseguir cores distintas e simbolizar a assemblage (corte final do vinho) no vinho.
Depois faz uma fotografia do resultado final, e aí está.
O título da obra é: Flux (fluir em português).
O Château Mouton Rotschild tem 84 hectares de vinhedos em Pauillac, no Médoc (Bordeaux).
O 2015 terá 82% de Cabernet Sauvignon, uma parte de Merlot e uma parte pequena de Cabernet Franc.
Desde 1945 o rótulo do vinho é criado por artistas escolhidos pelos donos do Château.
Entre os escolhidos do passado estão: Picasso, Dali, Jean Cocteau, Balthus, e muitos outros.
Gerhard Richter tem 85 anos, é especialista em figuração e pintura abstrata, e além da pintura vende suas fotografias.
Paisagens, Vinhos, Terroir... Bodega Artesana (Uruguay)
A Bodega Artesana, tem ótimos vinhos, belas paisagens, boa estrutura para o turismo e fica só a 40 quilômetros do centro de montevidéu.
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Bodega Pisano e Viña Progresso (Uruguay). Os vinhos que provei na visita.
Depois de visitar os vinhedos, a bodega e bater um papo de vinho com a família Pisano, degustei os vinhos.
A Viña Progreso é um projeto experimental do Gabriel Pisano, filho do Gustavo Pisano.
Os vinhos são produzidos na mesma bodega Pisano.
Começo falando do Viña Progreso Sangiovese 2015.
Vinho que passa de 9 a 12 meses em barricas francesas.
No nariz se destacam as frutas vermelhas, com um toque floral e defumado.
Na boca é seco, tem corpo entre o médio e o encorpado, taninos macios e boa acidez.
Tem boa persistência (o sabor do vinhos permanece na boca por um bom tempo).
Vinho ainda jovem.
Nota: 90 pontos.
Custa 108 reais na Vinci: https://www.vinci.com.br/p/vinho/reserva-sangiovese-2015-vina-progreso-1740150
O Viña Progreso Cabernet Franc 2015 é mais um sinal de que o Uruguai tem possibilidades imensas com diversas variedades. A Cabernet Franc é uma variedade que me impressionou muito na viagem que fiz pelo país.
Passou de 9 a 12 meses em barricas francesas.
No nariz mostra fruta vermelha madura e também toques de especiarias (pimenta), amêndoa e tabaco.
Na boca é seco, encorpado, taninos com textura macia e acidez trazendo frescor.
É um vinho suculento e persistente.
Nota: 90 pontos.
Custa 98 reais na Vinci: https://www.vinci.com.br/p/vinho/reserva-cabernet-franc-2013-vina-progreso-1738130
O Sueños de Elisa (Elisa's Dreams Open Barrel 2011 Tannat, é um vinho que já avaliei aqui no blog:
http://www.papodevinho.com/2015/08/vina-progreso-sueno-de-elisa-abaixo.html
Quem for comparar, vai perceber que o tempo fez bem para o vinho e a nota melhorou.
É um vinho fermentado em barricas de carvalho novo que ficam abertas enquanto as bagas fermentam.
Depois de separado das cascas, o vinho continua descansando na barrica por cerca de 6 meses.
Esse é um vinho que mostra a complexidade logo no primeiro ataque do nariz.
Ameixa, mirtilo, baunilha, café...
Na boca é encorpado, com boa concentração e taninos com excelente textura (bastante macios).
Vinho com tudo no lugar, um belo equilíbrio e elegância.
Muito bom!
Nota: 92 pontos.
Custa 295 reais na Vinci https://www.vinci.com.br/p/vinho/elisa-s-dreams-open-barrel-tannat-2011-vina-progreso-2014110
Como não quero voltar para trás nos pontos, sigo para o Pisano Arretxea Tannat 2011, um clássico uruguaio.
Um vinho ainda jovem que precisa de ar na taça (ou no decanter) para mostrar a cara. Mas quando mostra...
Notas de cereja madura, amora, framboesa, café e cacau.
Na boca é encorpado, potente, concentrado... Mas não perde a ternura em momento algum.
Os taninos tomam conta da boca e oferecem uma maciez impressionante.
Equilíbrio total entre taninos, acidez, álcool...
Persistente e elegante.
Ainda jovem.
Nota: 92 pontos.
Custa 213 reais na Mistral: https://www.mistral.com.br/p/vinho/pisano-arretxea-2009-pisano
Para encerrar o Axis Mundi 2011 que não é um vinho fácil de encontrar e só é produzido em poucos anos, quando a família Pisano usa o maior critério possível para decretar que é um ano acima do especial.
Os 6 anos em garrafa não significaram nada para o vinho. Está super jovem ainda. Cor (rubi sem reflexos de evolução), aromas...
Tudo lembra um vinho jovem.
No nariz as frutas negras e vermelhas se misturam com um toque terroso sem que as notas terciárias (da evolução na garrafa) apareçam ainda. É jovem.
Na boca ele mostra que é grande.
Encorpado, concentrado, taninos muito bem equilibrados com a acidez e uma textura granulada e macia.
É um vinho suculento, com sabor intenso de frutas e um toque de baunilha e cacau, provavelmente trazidos pelos 30 meses que passou em barrica.
Vinho que vai evoluir à partir dos 10 anos de vida e deve envelhecer muito bem pelos próximos 15 anos.
Nota: 94 pontos
Custa 517 reais na Mistral: https://www.mistral.com.br/p/vinho/axis-mundi-tannat-2011-pisano
Os vinhos da Progreso são importados pela vinci www.vinci.com.br e os Pisano pela Mistral www.mistral.com.br
quarta-feira, dezembro 13, 2017
No "Quartel General" da família Pisano, boa conversa e vinhos excelentes.
Na foto, da esquerda para direita: Susana Gonzalez, Daniel Pisano, Daniel Perches, Beto Duarte, Gustavo Pisano e Nikolas Kozic.
Numa sala ocupada na maior parte por uma mesa grande, com uma churrasqueira no canto e garrafas para todos os lados (vazias e cheias), a família Pisano abriu suas joias enquanto falavam sobre o terroir e o vinho do Uruguai.
terça-feira, dezembro 12, 2017
Seguindo pelo Uruguai, conheci o primeiro vinhedo da Pisano.
A Pisano é uma das bodegas mais importantes do Uruguay.
Bodega familiar, com vinhos que conquistaram mercados importantes apostando na qualidade e no terroir uruguaio.
O Nikolas e o Gabriel me mostraram a vinícola e o primeiro vinhedo da bodega.
segunda-feira, dezembro 11, 2017
Aurora lança azeite chileno de alta qualidade
A Vinícola Aurora já é conhecida pelos vinhos com boa relação qualidade/preço, que estão espalhados em pontos de venda em todo o Brasil.
Fiquei surpreso quando recebi uma garrafa de azeite com o rótulo Pequenas Partilhas, que é usado pela vinícola para produtos importados e engarrafados especialmente para eles.
O Azeite Pequenas Partilhas Meio Dia, é chileno, elaborado com as variedades Picual (70%) e Arbequina (30%) e vem numa garrafa de 500 ml com bico dosador vai-e-vem.
Extra virgem, elaborado no Vale do Maule.
Sou um apreciador de azeites, mas para ter uma degustação técnica, recorri ao meu irmão, José Augusto (http://queijosecompanhia.blogspot.com.br/2017/12/na-outra-margem-do-rio.html), que é da confraria do azeite do Senac Aclimação.
Segue a degustação do Zé:
Olfativo:
Frutado, com leve presença aromática de tomate e herbáceo.
Gustativo:
Boa persistência, moderadamente picante e leve amargor (no azeite não significa defeito).
O sabor herbáceo sentido no nariz se repete na boca.
Ótimo para saladas e carnes.
Acidez: 0,2%
Preço médio: 35 reais.
Excelente compra!
Destaques da Bodega Castillo Viejo (Uruguay)
Os espumantes que mostrei nos vídeos sobre o rótulo térmico e sobre a tomada de espuma, são surpreendentes.
Tem a mão (consultoria) do Alejandro Cardozo, que trabalha fazendo espumantes no Brasil desde 2003 (Decima, Estrelas do Brasil, Guatambu...).
Um verdadeiro especialista em borbulhas.
O Hasparren Extra Brut 2016 é um corte de Chardonnay, Viognier e Pinot Noir.
Tem boa intensidade aromática com uma boa harmonia entre fruta (pêssego, pera) e os aromas deixados pelas leveduras (pão torrado, brioche).
Passou 7 meses em contato com as leveduras.
Na boca tem boa cremosidade, frescor e persistência.
Nota: 90
Melhor ainda é o Brut Rosé Hasparren 2016, Corte de Chardonnay e Pinot Noir.
É um rosé de cor bem clara, lembrando casca de cebola.
No nariz, uma nota suave de morango divide a atenção com um aroma de pão recém saído do forno.
Na boca é cremoso, sabor intenso, boa acidez e persistência.
Nota: 91
Partindo para os tintos, o Catamayor Gran Tannat 2013 (foto ilustrativa de outra safra) é o que se espera de um grande vinho, independente da variedade.
Mostra que a Tannat no Uruguai, é mesmo especial.
No nariz tem boa intensidade aromática, notas de frutas vermelhas maduras e um toque de baunilha, provavelmente resultado do ano que passou descansando em barricas francesas.
Na boca é seco, encorpado, tem bom equilíbrio, os taninos são macios, com textura aveludada e a acidez é suficiente para combater a força dos taninos e dar frescor ao vinho.
Elegante e persistente.
Nota: 92
O Catamayor Single Barrel N 7 é um Tannat de 2011.
Passou 18 meses em barricas.
No nariz mostra notas de frutas vermelhas e negras maduras e um toque de eucalipto.
Na boca é encorpado, taninos muito macios, com textura granulada e fina.
Tem boa acidez e equilíbrio.
Persistente.
Deve evoluir bem.
Nota: 92
Termino com um vinho mais evoluído, o El Preciado 2004.
Corte de Merlot, Tempranillo, Cabernet Franc, Tannat e Cabernet Sauvignon.
No nariz as frutas vermelhas aparecem bem, fazendo parceria com os aromas terciários de couro e cogumelos, que provavelmente apareceram depois dos 10 anos em garrafa.
Na boca é o mais elegante de todos.
É encorpado e fino.
Os taninos que fizeram a má fama da Tannat na França, aqui são protagonistas da elegância.
É macio e equilibrado.
A acidez ainda dá frescor e deve seguir assim por mais alguns anos.
Um vinho em perfeita evolução.
Persistente.
Nota: 93
Quem não viu os vídeos feitos na Castillo Viejo, pode ver agora:
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