segunda-feira, novembro 28, 2016

O Smith Haut-Lafitte é um dos chateaux mais fantásticos de Bordeaux. Mostro a primeira parte hoje.






Depois de mostrar algumas vinícolas da margem direita, passar por Entre Deux-Mers, Sauternes e algumas imagens da cidade de Bordeaux, chegou a hora da margem esquerda.
Começando pelo maravilhoso Château Smith Haut-Lafitte.
Assista a primeira, de 4 partes.


sexta-feira, novembro 25, 2016

Noite de Syrah com Felipe Toso e John Duval.




A noite era quase uma reverência à Syrah.
Os vinhos eram da importadora Cantu.
O Tara, produção da Ventisquero no deserto do Atacama e o Pangea, de Apalta, representaram o Chile.
O Supertoscano Perbruno da Azienda I Giusti & Zanza, representou a Syrah da Itália.
O The Joshua, de Stellenbosch, representou a Syrah da África do Sul.
E dois super australianos, produzidos pelo John Duval com vinhas velhas em Barrosa, representaram o que eles chama de Shiraz.
John Duval é o maior nome do vinho australiano, um super especialista na Syrah.
Eleito por 3 vezes o melhor enólogo do mundo e também é consultor da Ventisquero no Chile.
A França na minha modesta opinião, foi mal representada pelo Hermitage 2010 (jovem já cansado), com cor indo para o tijolo, do produtor Louis Bernard.
É como se fosse uma copa do mundo e a França não tivesse o direito de escalar um de seus grandes jogadores...
Além do Felipe Toso e do John Duval, as competentes Gabriela Monteleone e Gabriela Bigarelli também comentaram os vinho e as harmonizações.
Foi uma bela degustação.



Destaco o Tara 2013, que tem 34% de Merlot no corte e mostrou boa intensidade aromática, taninos macios, bela acidez e equilíbrio.
Com boa persistência e notas de frutas negras, ervas aromáticas e cravo.
Nota: 92
Preço: 350 reais

O Perbruno 2008, que é um super vinho.
Ajudou a mostrar que o Hermitage estava cansado.
Um vinho de 2008, ainda bem jovem, bem vivo.
Aroma intenso, notas de frutas negras, alcaçuz e um toque de chocolate amargo.
Persistente e equilibrado.
Nota: 92
Preço: 250 reais



E o caro Eligo 2010 da John Duval Wines.
Syrah bem típico australiano com notas de frutas mais maduras ou em compota, sensação de doçura na boca, taninos aveludados, gordo e longo.
Na boca notas de chocolate e baunilha.
Nota: 93
Preço 1250 reais.

O Pangea 2012 e o Entity Syrah 2010, também merecem destaque, são grandes (e caros) vinhos.
Em breve falo sobre eles.
Conversei com o Felipe Toso e falamos sobre a Syrah:


Imagens da cidade de Bordeaux e a incrível loja de vinhos l'Intendent.





Saindo de Barsac e Sauternes, parei em Bordeaux, antes de partir para os incríveis tintos da margem esquerda.
Semana que vem começo a mostrar o Château Smith Havt Lafitte, em Péssac-Léognan.




Assista um breve clip de Bordeaux com destaque para a loja de vinhos que é uma torre de paredes recheadas.



quarta-feira, novembro 23, 2016

Marcelo Retamal em projeto autoral.



O Marcelo Retamal é enólogo da De Martino e faz vinhos maravilhosos, e pelo menos aparentemente, com total apoio dos donos da vinícola.
Mas a foto acima, num lagar, pisando uvas, mostra que a cada dia, grandes enólogos buscam o vinho ideal voltando no tempo, encontrando soluções que a viticultura e enologia moderana deixaram pra trás.



A paisagem do lugar é impressionante, fica no Valle de Elqui.
O vale é conhecido por ter o céu mais claro do hemisfério sul, por isso é um lugar cheio de observatórios astronômicos. Apesar de pouco conhecido pelos brasileiros, é um dos lugares mais visitados do Chile, principalmente por europeus.
É considerado um polo energético, com registros de aparições de discos voadores e coisas parecidas, nunca identificadas.
Fica no extremo sul do deserto de atacama, a norte de Santiago.
É nesse clima que está a bodega e os viñedos de Alcahuaz.



Na degustação dos vinhos, na Enoteca Decanter, em São Paulo, ganhamos um pedaço de pedra de quartzo e uma explicação sobre o nome dos rótulos que levam um pouco desse clima místico par a garrafa.
Os vinhos tínham uma chance muito pequena de não serem bons.
O Marcelo Retamal é um cara inquieto, que sempre busca vinhos de qualidade e diferentes dentro da medida do possível.
Ela não usa nenhum químico nos vinhedos, as uvas são pisadas em lagares, não usa leveduras que não sejam das próprias uvas, não adiciona ácido tartárico para dar acidez ao vinho e não gosta de barrica.
Para ele (e eu gosto disso) o vinho tem que ter o gosto do terroir.
Os vinhos priorizam a fruta.
Ganham uma boa acidez pela altitude dos vinhedos, que estão plantados em altitudes que variam de cerca de 1700 a cerca de 2200 metros acima do nível do mar.
São frescos, equilibrados, taninos com textura muito macia, sem madeira.
O vinho mais caro, o RHU, é o único que passa por tonéis de madeira de 2500 litros (para não marcar o vinho). É um vinho mais complexo, com a mesma elegância dos taninos e acidez vibrante.
Na entrevista com o Marcelo, mostro os rótulos.
Assista:


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...