quarta-feira, dezembro 30, 2015
Quinta do Pinto 2012 Touriga Nacional - Vinho Regional de Lisboa - Tinto - Portugal
O vinho é elaborado na Quinta do Pinto, fermentado com leveduras da própria uva e passou 1 ano em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro uso (quanto mais usada a barrica menos aromas e sabores relacionados a madeira aparecem no vinho).
No nariz é limpo, com boa intensidade aromática (média+).
Notas de groselha, cereja, amora, violeta e tabaco.
Na boca é seco, corpo médio (quase médio+), taninos (médio) com uma textura bastante macia, acidez média e sensação alcoólica média.
Tem boa intensidade de sabor.
Notas de frutas negras e vermelhas, chocolate, tabaco e cravo.
Tem muito boa persistência (média+).
Nota: 89
Preço: cerca de 120 reais
Importador: http://www.almeria.com.br/produtos/portugal/
terça-feira, dezembro 29, 2015
Tudo sobre as regiões francesas - Provence - Parte 1 - AOC Bandol
A AOC Bandol ou Vin de Bandol ocupa 1555 hectares ao lado do Mar Mediterrâneo.
Abrange 8 comunas: Bandol, La Cadière, Le Beausset, Le Castellet, Ollioules, Sainte Anne d'Evenos, Saint-Cyr e Sanary.
O clima obviamente é mediterrâneo, quente com um refresco da brisa marinha.
Insolação ideal e chuvas suficientes.
O vento mistral também é importante no papel de secar as folhas e afastar a umidade.
Os solos são de calcário e silício, áridos, muito pedregosos e em alguns trechos com marga e areia.
Os solos são ricos em minerais que ajudam a enfrentar o período seco com a retenção de umidade.
As colheitas são sempre manuais.
As variedades de uva são: Cinsault, Grenache, Mourvèdre, entre as tintas; e Ugni blanc, Bourboulenc, Sauvignon Blanc, Marsanne, Rolle e Semillon entre as brancas.
A produção anual é de cerca de 80 mil hectolitros de Rosés (64%), Tintos (31%) e Brancos (5%).
Os tintos são bem intensos, normalmente com notas de frutas vermelhas, canela, especiarias e couro.
São vinhos com bom potencial de guarda.
Os rosés são muito frescos, cor rosé bem clara e potencial de guarda.
Bandol é uma das AOCs mais importantes para o vinho rosé.
A AOC foi reconhecida em 1941.
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Assista o capítulo 3 do documentário - Chile - terroir, personagens, histórias, vinhos...
Toda Segunda um capítulo inédito. Documentário completo à venda no mercado livre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-704744684-dvd-chile-terroirpersonagenshistoriasvinhos-_JM
domingo, dezembro 27, 2015
HIstória de borbulhas... do antigo Egito a Dom Perignon
O historiador Benoît Musset, conta que um papiro egípcio, de 23 de Outubro depois de Cristo, fala de casos de cancelamento de pedidos por causa de vinhos com borbulhas, causadas por uma segunda fermentação em garrafa.
Benoît, também cita a idade média europeia e os documentos que citam essa segunda fermentação, mas sem associar a um tipo de vinho, sim a um defeito.
Por volta do ano 1200, Jehan Bodel, originário do norte da França, promoveu uma degustação numa taberna, no dia da festa de São Nicolas, um dos destaques, foi um vinho espumante, descrito assim: veja como se come sua mousse... Agita a boca como uma faísca... Deixe-o sobre a língua e sentirá um vinho extraordinário...
Mas esses vinhos espumantes, ao que parece, eram apenas resultados do acaso. Acredita-se que nunca eram provocados, nunca eram elaborados para que fossem assim.
Relados de um vinho de Epérnay (no coração da Champagne) em 1320: "claro, brilhante, forte, fino, fresco, sobre a língua espumante.
Ao que tudo indica, eram vinhos frisantes, com menos espuma, não espumantes como a Champagne.
No final do século 17 a temperatura na Europa teve uma queda geral, que chegou até ao extremo de ser chamada pequena era glacial.
Essa queda de temperatura, fez com que a fermentação alcoólica dos vinhos fosse interrompida.
Na prática, o frio não permite que as leveduras transformem o açúcar em álcool.
Foi assim durante todo o inverno.
Com a chegada da primavera, o tempo esquentou e a fermentação terminou, deixando os vinhos com uma ligeira efervescência, devido ao gas carbonico.
A natureza criou o espumante?
30 anos antes de Dom Perignon, os ingleses consumiam vinhos espumantes.
Em 1662, 6 anos antes da "invenção" de Dom Perignon, o inglês Cristophe Merret, percebeu que a adição de açúcar nos barris, dava borbulhas e mais álcool aos vinhos. Isso fez com que os lordes ingleses adicionassem por conta própria, a quantidade que bem entendessem de açúcar para dar efervescência ao vinho.
Melhor não falar em qualidade...
Na mesma época, os consumidores da burguesia francesa recusavam o vinho espumante e trocavam os vinhos da Champagne pelos vinhos da Borgonha, enquanto isso, o jovem monge beneditino Dom Perignon, foi nomeado pela igreja, para reestruturar os vinhos da Champagne.
A ideia era que ele lutasse contra os vinhos espumantes e reconquistasse a reputação dos tintos tranquilos.
Mas...
O interesse dos ingleses pelos espumantes cresceu, e os francêses, sob reinado de Louis XIV começaram a gostar da ideia.
A partir daí, Dom Perignon se dedica a dar mais borbulhas ao Champagne.
Os defensores dessa história dizem que Dom Perignon não criou as borbulhas na Champagne, mas criou a Champagne com as borbulhas.
De fato, ele reestruturou a Champagne e criou o processo de produção que é usado até hoje.
Foi ele que realmente colocou ordem na casa, com um processo de produção confiável e idêntico para todos os produtores.
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