sexta-feira, outubro 30, 2015

Veja que história maravilhosa, contada pela Susana Balbo. É uma tradução das provas às cegas...



Essa história, que você vai ver, mostra que nenhuma variedade deve ser menosprezada.
Cada vinho é um vinho.
Veja o que aconteceu com a Bonarda Argentina.



A entrevista foi gravada em 2011.
Interessante que envolve grandes nomes da enologia.

quinta-feira, outubro 29, 2015

Provei o Veredejo chileno da Viña El Principal




Na verdade provei 4 vinhos, que sem entrar em detalhes, estavam deliciosos e todos merecem destaque.
Em breve entram aqui, pouco a pouco.
A Decanter convidou o enólogo chefe Gonzalo Guzmán para apresentar os vinhos e logo de cara ele começou a falar da Verdejo e de outras variedades espanholas que ele faz testes no Vale do Maipo.
Gonzalo não esconde sua admiração pelos vinhos da região de Rueda, na Espanha, mas deixa claro que o seu Verdejo é bem diferente.
Diferente pelo terroir, diferente porque tem mais estrutura e é vinificado com maceração de 6 horas com as cascas, leveduras autóctones, batonage, barricas francesas (8 meses), enfim... Tudo que dá complexidade.
Nada foi corrigido.
A bodega é de primeira linha, elabora só vinhos de qualidade.
Vale lembrar que e Verdejo, não tem nada a ver com a Verdelho, por incrível que possa parecer.
A Verdejo existe também em Portugal, mas com o nome de Gouveio.
Já a Verdelho, é famosa pelos vinhos da Ilha da Madeira.
Vamos ao vinho.


O Kiñe 2014 mostra boa intensidade aromática no nariz (média+).
Toque mineral, notas de frutas cítricas, flores brancas, melão, anis e manteiga.
Na boca é seco, tem boa acidez (média+) (Gonzalo explicou que não houve nenhuma correção), corpo médio, sensação alcoólica média (tem 14%), boa intensidade de sabor (média+).
As notas sentidas no nariz se repetem, com um toque bem leve de baunilha e erva cidreira.
A persistência é longa.
Um belíssimo vinho!!!
Nota: 92/100
Preço: 231,40
Importador: www.decanter.com.br
Relação preço/qualidade: 2/5



Tá chegando o Encontro de Vinhos Curitiba. Ingessos com desconto no site do Encontro de Vinhos


Dia 7, das 14 às 22, no Hotel Lizon.
Mesmo horário e mesmo local do ano passado: Avenida Sete de Setembro, 2246.
Vai ter vinho do Paraná, vinho do Rio Grande do Sul, vinho da Argentina, vinho do Chile, vinho da França, vinho da Itália, Portugal, Espanha...
Quem conhece o Encontro de Vinhos já sabe.
Os ingressos com desconto estão à venda no site do Encontro de Vinhos: www.encontrodevinhos.com.br

quarta-feira, outubro 28, 2015

Uma vertical com a Cuvée des 6 Cepages da Moutard. 6 Variedades de uva numa champa...



Quando se fala em variedades diferentes na Champagne as reações são bem diferentes.
Se falar com um amante do vinho, o interesse e a curiosidade é total.
Se falar sobre o assunto com um produtor de Champagne a resposta pode ser: não existem mais... não são importantes... é uma curiosidade apenas...
A verdade é que quem não tem essas variedades plantadas não pode mais plantar.
Quem não tem de quem comprar não vai ter.
Então, se não tenho e não posso ter, o melhor é dizer que é ruim.
Acontece que num determinado momento a Appellation decidiu que as 3 variedades principais seriam Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier.
Isso porque eram mais fáceis de produzir e ja dominavam a região.
Mas proibir as outras variedades seria um absurdo já que elas fazem parte do terroir da Champagne, então...
As outras variedades seguem autorizadas, mas não é permitido aumentar a área plantada com elas.
São 7:



Fromenteau
Arbanne
Petit Meslier
Pinot Blanc
Além das 3 já citadas e bastante conhecidas.
As chamadas variedades antigas representam apenas 0,3% da superficie plantada.
A Maison Laherte produz a "les 7", que já virou uma champa obrigatória para quem conhece essa história.
A última força para os resistentes foi dada pela natureza.
O aquecimento global e as mudanças climáticas mostraram que os 0,3% de variedades esquecidas se adaptaram melhor.
A verdade é que quem tem vinhedos das variedades antigas, não pensa em torcar de cepa.
Essa semana provei uma vertical da Moutard Cuvée des 6 cepages (Arbanne, Petit Meslier, Pinot Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier).
Começamos da mais jovem até chegarmos na mais "velha" (depois explico as aspas).
As safras eram 2004 (magnum), 2006 e 2007.



A 2007 tem a ver com as aspas.
Era a que parecia mais evoluída (não cansada).
Foi a única que trouxe de Paris, comprada em uma loja pequena no quartier latin.
A cor entregava a idade (dourado), mas as borbulhas estavam correndo, fazendo barulho e eram bem pequenas.
No nariz tinha boa intensidade aromática, com as notas de oxidação e de pão torrado, frutas secas, mel e um leve cítrico já quase desaparecendo.
Na boca tinha a cremosidade grandiosa das grandes champagnes.
Tudo equilibrado, tudo orquestrado como era de se esperar.
Final longo.
90/100 Pontos.



A 2006 era um ano mais velha e tinha a mesma cor, com pouca diferença.
No nariz ainda mostrava um pouco de fruta, mas também trazia os aromas de pão, brioche, manteiga, nozes...
Na boca a mesma elegância, cremosidade e persistência.
Está em melhor forma.
Essa foi comprada no Brasil no supermercado Angeloni em Santa Catarina, que importa essas raridades.
91/100



Ai chegamos na mais "velha".
Já entendeu as aspas?
Era uma magnum e quem já teve a oportunidade de provar vinhos dessas garrafas de 1 litro e meio, sabe que elas conservam muito melhor os vinhos.
Era a mais "jovem" de todas.
Aos 11 anos, tinha cor palha, bem mais clara que as outras, borbulhas rápidas e barulhentas.
No nariz notas de frutas cítricas se misturavam com notas de pão na chapa, manteiga, avelã...
Na boca, cremosidade incrível...
Elegância, sabor.
Final persistente. Muito persistente.
Do jeito que evoluiu devagar, deve continuar evoluindo por mais 10 anos.
Nota: 94/100
Comprada no supermercado Angeloni, em Santa Catarina.



Viva a resistência!!!

O Vinho e a Pintura - Show de Arianna Greco


Pintura com vinho.

terça-feira, outubro 27, 2015

Bussaco Branco Reservado 2002 - Regiões Dão e Bairrada - Portugal


Esse vinho virou mito pelo potencial de envelhecimento, pela raridade, pois há pouco tempo, só poderia ser comprado no próprio Palácio Buçaco ou em hotéis do grupo Alexandre de Almeida (grupo dono da vinícola).
Claro que a qualidade foi o fator mais importante na construção da fama.
Não se sabe muito sobre os vinhos. Pelo menos pra mim restam alguns mistérios, mas talvez eu seja muito curioso.
Se sabe que as uvas são da região do Dão e da Bairrada.
Gostaria de ver esses vinhedos...
As variedades usadas são a Encruzado (no lote do Dão), Maria Gomes e Bical (no lote da Bairrada).
O vinho passa 1 ano em barricas de carvalho francês.
Os vinhos brancos do Bussaco (a confusão entre a cedilha e os dois esses é tradicional, mas no rótulo está escrito com dois esses) foram criados em 1917 e foram servidos no próprio palácio do Bussaco para reis, rainhas e grandes personagens da aristocracia europeia.
Esse 2002, provado há 2 semanas, mostrava uma juventude fora do normal para um branco de 13 anos.
E é isso que normalmente se espera dos brancos do Bussaco.
A cor não entrega a idade nem sob tortura.
No nariz tem muito boa intensidade aromática, com notas complexas de frutas brancas, mel, tabaco e um toque mineral de petróleo.
Na boca é seco, extremamente elegante, equilibrado.
Tem corpo médio, boa acidez (média +), sensação alcoólica (tem 13%) nada agressiva (média), intensidade de sabor marcante (pronunciada) com notas cítricas, pêssego, pera, mel, ervas aromáticas...
Persistência longa (média +).
Pode parecer incrível, mas o vinho ainda deve evoluir. Está jovem.
Nota: 95/100
Importador: https://www.mistral.com.br/produto/bucaco-reserva-branco-2001-palacio-do-bucaco
Preço (2001): 490 Reais
Relação preço/qualidade: 3/5

O Vinho e a Pintura - Madeleine du Plessis


Madeleine é sulafricana da cidade de Nottingham.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...