terça-feira, junho 23, 2015

O vinho e a pintura - Obra fantástica de Jean Dupas


Título: La vigne et le vin
Foi criado para o pavilhão de Bordeaux.
Abaixo um detalhe com melhor qualidade.


Jean Dupas nasceu em Bordeaux em 22 de Fevereiro de 1882 e morreu em Paris em 6 de Setembro de 1964.
Artista plástico e decorador representante da Art Déco.

segunda-feira, junho 22, 2015

Mercurey La Framboisière 2013 - Tinto - Domaine de la Framboisière (Faiveley) - Borgonha - França



A familia Faiveley é uma das protagonistas da borgonha. Consegue cobrir um grande número de AOCs (cada AOC é uma denominação de origem) e consegue ter qualidade em cada uma delas.
Mercurey, é um nome inspirado no Deus Mercurio, o deus do comércio.
O solo é argilo-calcário.
Esse Mercurey La Framboisière, já sugere pelo menos um aroma no próprio nome.
Framboesa...
No nariz é limpo, tem boa intensidade aromática (média+).
Notas de framboesa, groselha, cereja em calda...
Um vinho bastante jovem.
Na boca é seco, tem corpo médio - , taninos com textura aveludada (médio -) , álcool médio - , acidez médio +, intensidade de sabor médio +.
Notas de frutas vermelhas, muito bem equilibrado e fresco.
Boa persistência (médio+).
Um vinho para beber ou guardar (5 a 10 anos).
Nota: 90/100
Importador: Mistral (não tem esta safra, mas importa com exclusividade os vinhos da familia Faiveley)

domingo, junho 21, 2015

Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 32 - Sud Méridional - Côtes-Du-Rhône-Villages Séguret



A vila de Séguret tem o nome inspirado no latim: securus = fortaleza.
Fica no vale de Ouvèze, no departamento de Vaucluse, aos pés das montanhas de
Montmirail.
Por estar perto dos alpes, os vinhedos estão plantados em terraços, com solo argilo-calcário e pedregoso.
A história desses vinhos começou a ser contada em 1685, durante um période de grande produção, quando foi fundada uma confraria, que tinha como chefe uma mulher, coisa rara para a época.
Em 1967 foi criadoa a Côtes-du-Rhône Villages Séguret.
São 682 hectares.
Clima mediterrâneo, com a presença constante do vento mistral.
As variedades tintas são: Grenache (mínimo 50%), Syrah e Mourvèdre (mínimo 20% cada).
Os brancos e rosés podem ser elaborados com as variedades: Roussanne, Marsanne, Clairette, Grenache Blanc, Bouboulent e Viognier. 
Os brancos são frescos e de alta qualidade. 
Os tintos são marcados pela elegância e pela textura macia dos taninos.

Os brancos não podem ter menos de 12% de graduação alcoólica e os tintos 12,5%.

sábado, junho 20, 2015

Seleção Qualimpor em campo. Wine Day - Por :Bruno Airaghi




No último dia 18, na Casa Itaim, em São Paulo, a importadora Qualimpor, colocou seus craques em campo. Ou seja, sua gama de vinhos e azeites, liderados pela Herdade do Esporão. Entre os clássicos, destaque para o Monte Velho (branco e tinto). O Tinto Aragones, Touriga Nacional, Trincadeira e Syrah) é elegante, fresco e com boa estrutura. O branco, com Antão Vaz, Roupeiro e Perrum, tem cor citrina, é intenso e tem 13,5% de álcool. O enólogo australiano David Baverstock (foto), trabalha na casa há 33 anos. Fica entre o Alentejo e o Douro cuidando da Quinta das Murças e Herdade do Esporão (Alentejo). Ele comentou que o vinho mais vendido em Portugal é o Monte Velho 91, que custa entre 4 e 5 euros.



 O Duda Zagari, veio do Rio de janeiro para representar a Taylors e os vinhos do porto que sempre encantam. Seleção Taylor’s 10, 20, 30 e 40 anos, além de um 1964 que mostrou quanto os Portos melhoram com o tempo. 



Os Azeites Extra-Virgem da Herdade do Esporão também marcaram presença. Sempre com níveis de acidez entre 0,2 e 0,3%. Na mesa da Quinta do Crasto, foi difícil selecionar o melhor. Todos, respeitando preço e característica, vinhos excelentes. 



Provei, na companhia do Tomás Roquete (foto) o Crasto Douro Branco. Elegante, bem equilibrado. 



A Qualimpor também distribui as cavas da Freixenet, líder da categoria. A importadora Qualimpor distribui essas marcas com exclusividade no Brasil.

quinta-feira, junho 18, 2015

Miguel viu tudo ficar pequeno, mas construiu coisas grandes... - Conto



Miguel nasceu entre os vinhedos. 
Aos seis anos já corria de um lado pro outro, se divertindo na colheita e tentando ajudar a mãe na mesa de triagem.
O pai deixou pra trás os vinhedos, deixou pra trás a família e foi viver em Madrid com uma cigana que depois de ler sua mão entrou também definitivamente em sua mente.
Menos mal que Dolores, a mãe de Miguel, era forte como uma pedra.
Também era dela a tradição vinícola.
Sabia tudo do trabalho nos vinhedos, sabia tudo e mais um pouco sobre a vinificação, mas vender...
Não tinha nenhuma vocação para os negócios.
Miguel era uma criança quando sua mãe precisou vender tudo.
Os dois fizeram a mudança e ele jamais esqueceu os olhos de Dolores vendo os vinhedos ficarem pequenos durante a partida para Barcelona.
Miguel cresceu lentamente, como acontece em anos de sofrimento. 
Aos 15 começou a trabalhar numa vinícola no Priorato.
O trabalho era impecável e os conselhos de Dolores indispensáveis.
Conheceu Maribel nessa época.
Parecia impossível, parecia que se multiplicou em dois. 
Dava a mesma dedicação aos vinhedos e mais dedicação ainda para Maribel.
O sucesso no trabalho, ajudou Miguel a comprar seus próprios vinhedos, fazer seu próprio vinho...
Aos 21 anos tinha mais hectares do que tinha o seu primeiro patrão.
Maribel recebia a mesma dedicação, mas parecia cada dia mais distante de Miguel. 
Sabe-se lá o motivo...
Era hora de resgatar o passado.
Num almoço em família, num domingo ensolarado, Miguel olhou para Dolores e disse: Prepara Mamá. Nos pondremos todo lo que era nuestro...
Dolores era forte, mas forte mesmo, mas nessa hora teve que chorar.
Os dois se abraçaram diante do olhar neutro de Maribel.
Não demorou uma semana e Miguel fechou o negócio.
Na viagem de volta, os olhos verdes de Maribel estavam cheios de lágrimas.
Miguel esperava que ela fosse junto, mas também esperava com tristeza por esse desfecho.
No carro, em direção a Ribera del Duero, viu Maribel ficar pequena, mas viu os olhos de Dolores brilharem como nunca tinha visto...

La Pierre Frite 2014 - Branco - Le Pas Saint Martin - Saumur - Loire - França


Uma das grandes surpresas que tive no início deste mes, quando visitei o Loire, foi a vinícola Le Pas Saint Martin, da AOC Saumur.


O Laurent, é um cara apaixonado pelos vinhedos e trabalha sem nenhum produto químico.
Biô, como eles gostam de dizer.
Gravei imagens para um documentário e logo mostro alguma coisa aqui no blog também.
Além de vinhedos bem cuidados, sadios e vinhos surpreendentes, visitar as caves subterrâneas, onde tinha uma antiga (antiga mesmo) igreja, é fascinante.


Hoje quero falar do vinho, La Pierre Frite (a pedra frita) 2014.
É elaborado com a Chenin Blanc (100%).
O solo é de silicio e calcário, da era jurássica.
Sem fermentação malo láctica, sem madeira e com as leveduras nativas, das próprias uvas.
No nariz é limpo, tem boa intensidade aromática (média+), notas de torta de limão, flores brancas e ervas aromáticas.
Na boca é seco, acidez pronunciada, corpo médio -, álcool médio, intensidade de sabor média+.
Notas cítricas de casca de limão e uma textura muito interessante, gordurosa...
É um vinho suculento que não passou por madeira.
O final é longo e o vinho jovem.
Quem quiser aproveitar o frescor deve beber logo.
Infelizmente esse vinho ainda não está sendo vendido no Brasil. Espero que venha logo.
Nota: 91/100

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...