segunda-feira, junho 15, 2015

Direto da França!!! Veja como é a polêmica alimentação do pato, para a produção do Foie Gras

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Visitei a terra e conheci a priodutora Laure Mainville, da Ferme GHassiot.
Ela produz um dos melhores Foie Gras da França e me explicou que os patos vivem soltos na maior parte da vida, adquirem musculatura, comem o que querem...
Laure é uma mulher que ama a natureza e os produtos naturais.
ela me explicou que os patos, no final da vida, são alimentados 2 vezes ao dia, com uma dieta reforçada, com milho.
Como são aves migratórias, possuem uma bolsa que armazena o alimento.
Essa bolsa retém o milho até a próxima alimentação.
Pode parecer cruel, mas não é mais cruel que um abatedouro de boi ou de porco.
A produção é da amiga Svetlana Lemens, que é diretora de exportação da Cave Marmandais.
Essas imagens farão parte de um documentário sobre coisas boas da França.

Vinexpo começou ontem, em Bordeaux



É vinho, é Bordeaux, é França..
Mas o que se falou antes da 18ª edição da Vinexpo, foi sobre o crescimento da Prowein, na Alemanha, ganhando importância, se tornando mais interessante do que a feira francesa.
Mesmo assim os números da Vinexpo são impressionantes.
2350 expositores, de 42 países.
45 mil importadores, atacadistas, compradores e profissionais de 120 países.
Somando a isso, o fato da França exportar 7,6 bilhões de euros com o vinho, criar 500 mil empregos no país e ser o maior produtor de vinhos do planeta.

sábado, junho 13, 2015

TorreVento e o enigmático Castel del Monte. Por: Bruno Airaghi


A la Pastina foi à Puglia (Itália) ao redor de 1 ano atrás e trouxe para a o portfólio Torrevento, com uvas brancas e tintas típicas da região que fica 25 km da costa Adriatica com distintos micro climas , que só premiaram o grupo de clientes que atenderam ao convite do jantar degustação no Due Cuochi, no Morumbi, em São Paulo.
A vinícola fica aos pés do Castel del Monte , uma fortificação em forma Octogonal do século Xl , com 8 torres que basicamente deveria ser uma defesa.
Contudo conta o produtor (MicheleTedone) na época não tinha do que se defender, daí o mistério que alimenta uma boa história do local.
Sendo 3ª geração á frente da vinícola, produzem vinhos elegantes e de bom preço qualidade, fator que atualmente é decisivo na aquisição de um vinho para acompanhar um “buon pasto” (refeição) com a familia.
Puglia e Primitivo , uma dupla irrepreensivel, mas os vinhos oferecidos iniciaram com um branco DOC 2013 Pezzapiana das 2 uvas: Bombino e Pampanato, servido na temperatura correta, um vinho leve, alegre de 12% de álcool, fresco, acompanhou bem o antipasto de mil folhas de berinjela com frutos do mar, purê  de tomate com manjericão e croutons.
Um prato simples mas com riqueza de sabores. 
Por sinal, a cozinha estava sob a regia de Mimmo Merla, chef da própria vinícola que deu um toque exclusivo ao menu.
Com orechiette Divella ao molho de tomate cereja , alcaparras , rúcula e ricota entrou em cena o vinho tinto DOC 2012 Bolonero, carregando 3 Bicchieri 2015 do Gambero Rosso .
Um bom assemblage de Nero de Troia com Aglianico , 13% álcool. de terreno calcário e a 450 mts. de altitude , é um vinho interessante , harmônico, toque aveludado, fresco, por isso mereceu o Oscar de preço e qualidade. R$ 58,00 ( nota:90/100).
O que vem a ser Bolonero?
Era nos primórdios uma mistura de barro, feno, água  que diríamos uma espécie do atual cimento .
Que edifica , constrói , fortalece daí o nome que a vinícola escolheu
para este vinho.
... Cameriere il secondo piatto: Entrecote ao azeite extra virgem com purê de batatas.
Na taça o vinho Vigna Pedale Riserva DOC 2010 , anotar : 7 anos consecutivos 3 Bicchieri Gambero Rosso!
Vinho de 13,5% , DOC 100% Nero di Troia, com 1 ano de botte grande e 1 ano de garrafa.
È o vinho “ambassador” na Europa, toque de violeta, herbáceo quase medicinal, balsâmico, com um bom corpo e tanino macio, avaliado com : 92/100. R$ 110,00.
Top dos tintos o: Ottagono  Nero di Troia  Riserva DOCG 2011
(medalha de prata Decanter WineAwards 2014, 2 Bicchieri Gambero Rosso).
Uvas de vinhedo com 30 anos , extração concentrada , potente e gentil com 13,5% alc. Valor a confirmar, contudo avaliado em: 91/100.
Finalizando um Moscato , Vinho Dulcis in Fondo  DOC 2009 (90 pts. WE).
Com apassimento na planta desidrata 50% de água, concentrando o açúcar, boa mineralidade, equilibrado, ideal combinação para uma pratada de queijos, na mesa foi servida uma típica sobremesa da Puglia ( Panetto di minervino).
R$88,00, 89/100.
A vinicola recebe interessados e dispõe de um restaurante com arcos no interior e bem decorado.




Michele Tendone (foto) tem valor humanitário.
Oferece a municipalidade local leitos para enfermos e reabilitação de deficientes.
Adora naturalmente as netas e equitação.
Gol da Puglia e La Pastina, que acertou no alvo!


quinta-feira, junho 11, 2015

quarta-feira, junho 10, 2015

Pesquisa da Wine Owners report mostra quem são os críticos mais influentes do mundo


Pagos de Familia Marques de Griñon. Por: Bruno Airaghi


A WineBrands  apresentou com almoço (9/6) no Rubayat (Faria Lima) os vinhos da família Marques de Griñon, através do enólogo Julio Mourelle (foto), natural da Galicia mas atua na vinícola em Toledo, proximo a Madrid, no domínio de Valdepusa.
Domínio de Valdepusa,  foram os primeiros Pagos a serem reconhecidos como Denominación de Origen.
Elabora três tintos varietais com Syrah, Petit Verdot e Cabernet Sauvignon.
É bom esclarecer que nem todo vinho de Pago faz parte da Denominación de Origen a que estamos nos referindo.
Embora o conceito seja o mesmo, de um vinhedo diferenciado (single vineyard) para a elaboração de vinhos personalizados, muitos produtores utilizam a palavra pago, para dar prestígio a seus vinhos.
Infelizmente, alguns deles abusam deste nome, para vinhos não tão “diferenciados”.
Contudo, boa parte dos Vinos de Pago são realmente especiais e naturalmente, nada baratos.



Neste caso, os vinhos oferecidos partiam de R$ 150,00 até R$311,00.



 O 1º rotulo tratava-se de El Ricón 2007 , elaborado com Syrah e Garnacha, com grad.alcoolica de 14,5% porém tudo estava bem harmonizado: taninos , acidez.
Um vinho equilibrado, pronto. Encanta na boca
com boa fruta , frescor um toque mentolado, resultado de 12 meses de barrica francesa.
Valor:R$ 151,00
Nota :89/100



Na sequencia foi para taça o SUMMA (+) de soma , um exemplar de 60% Syrah, 20%Cabernet Sauvignon e 20% de Petit Verdot, safra 2008 e 14,5% de álcool.
Na partida já me identifiquei com ele, bom vinho, fruta honesta com suave aporte de carvalho francês.
Concluímos que acompanha a moderna cozinha mediterrânea.
Um vinhaço com preço de R$200,00.
Nota 91/100.



Sempre nos tintos o 3º vinho foi um Syrah 2007 Marques de
Grigñon, 14,5% de álcool, com 18 meses de barrica sempre francesa. 
Um belo Syrah harmonioso, jovem, que tem muito a mostrar com o tempo.
Valor : R$ 311,00
Nota: 90/100



Para finalizar entrou em cena o Petit Verdot 2008, Single Vineyard, Marques de Grigñon D.O.
Um bom corpo, um pouco jovem com toque rústico, taninos pronunciados, podíamos dizer um vinho de reflexão.
Um bom vinho por R$311,00.
Nota : 90/100

Todos os vinhos acompanharam bem as carnes já conhecidas do Rubayat, foi uma experiência para entender melhor esta denominação que hoje somam 15 pagos na Espanha.
Parabens ao enólogo, um amante da MPB (musica popular Brasileira) e a vinícola que tem uma produção máxima de 30 mil garrafas (no caso dos Single Vineyards 13 mil).

Importadora:

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...