terça-feira, dezembro 30, 2014

Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 24 - Sud Méridional - AOC Côtes-du-Rhône-Villages Puyméras



Puyméras, é uma vila do departamento de Vaucluse.
A AOC engloba 5 comunas ao longo do vale: Mérendol les Oliviers, Mollans sur Ouvèze, Faucon, Saint Romain en Viennois, e Puyméras.
São 128 hectares, com uma produção media anual de 36 hectolitros por hectare.
Os solos são pedregosos, nos terraços, com uma terra fina, vermelha, mistura de areia e pedra.
O clima é mediterrâneo, mas recebe um vento frio do micro clima criado pelo famoso Mont Ventoux, que tem 1912 metros de altitude.
Em 1956, um vento glacial congelou as árvores frutíferas e oliveiras que ficavam entre os vinhedos.
Só os vinhedo resistiram e alguns mais velhos estão ainda produzindo firmes e fortes.
A AOC existe desde 1979, mas os vinhos começaram a aparecer com o nome no rótulo em 2005.
As variedades autorizadas são: 50% de Grenache Noir, Syrah ou Mourvèdre e 20% de outras variedades do Rhône.

São vinhos de longa guarda e que só ficam prontos para beber com 2 ou 3 anos.

segunda-feira, dezembro 29, 2014

Château de Pressac 2005 - Saint-Emilion Grand Cru


O Château de Pressac é da idade média, foi renovado várias vezes, e vendido pelo Sieur d'Anglade para Jean-Marc Constantin (capitão do regimento de Marmande) em 1775.
Foi local da rendição inglesa no final da guerra dos 100 anos (em 1453), após a batalha de Castillon (batalha que decidiu a guerra em favor dos franceses).
Na época o comprador escreveu: "Pressac é um velho château, com partes caídas em ruínas, e na frente um fosso, alojamento para trabalhadores agrícolas, adegas e um patio, tudo cercado por paredes..."
O interessante hoje é que eles tocam música nos vinhedos (já ouvi casos de música na sala de barricas, mas nos vinhedos é a primeira vez) para agradar os ouvidos das plantas.
Elaborado principalmente com Merlot, mas também Cabernet Franc, uma parte bem menor de Cabernet Sauvignon, muito pouco de Malbec e menos ainda de Carménère (sim, a história de que só existe Carménère no Chile não é verdade. Sobraram poucos, mas sobraram).
Esse vinho com quase 10 anos, derruba a tese de que os bons Bordeaux estão maduros com uma década.
Muita gente acredita nisso, eu também, já que não gosto de deixar os vinhos passarem do ponto, quando as notas primárias e a fruta desaparecem ou ficam muito tímidas.
No ponto ideal, se tem fruta, notas mais complexas da maturidade, tudo no ponto certo.
Esse me quebrou.
Estava jovem como se estivesse saído da barrica.
No nariz notas de amora, cereja, cassis, tabaco, madeira, chá preto, baunilha e leve chocolate amargo.
Na boca é seco, encorpado. Bastante taninos (textura fina), secam a boca, mas a acidez chega também com força para equilibrar.
Tem estrutura, equilíbrio, mas deve ficar mais elegante com mais tempo em garrafa.
Eu esperaria mais 10 anos e teria um outro vinho.
Final longo.
Preço: cerca de 30 Euros na França
Nota 91/100

O Vinho e a Pintura - Michel Tolmer - 6


domingo, dezembro 28, 2014

A França é o terceiro do ranking mundial no consumo de Pesticidas e Herbicidas. Desde 2008 existe um programa para diminuir o uso dos produtos. Mas até agora não vingou.



Seis anos depois do lançamento do plano nacional Ecophyto, de redução de pesticidas, nenhum progresso significativo.
A França ocupa o terceiro lugar no mundo em consumo de produtos fitosanitários (pesticidas e herbicidas), atrás dos Estados Unidos e do Japão.
Em 2008, nasceu o plano Ecophyto, com o objetivo de reduzir em 50% o uso desses produtos até 2018.
O plano de redução incluía a utilização de um pulverizador de spray confinado, que retém de 30 a 40% dos produtos liberados na atmosfera e evita o risco de exposição de moradores vizinhos.
Mas esse pulverizador de alta tecnologia é também mais caro e apenas 5% dos produtores franceses aderiram.
O Ministério da Agricultura Frances já fala em prorrogar o prazo.
O tal pulverizador de spray confinado custa entre 30 e 40 mil euros, 10 a mais do que o pulverizador padrão.
O risco maior não é para quem consome os produtos, mas para vizinhos das plantações que recebem o contato direto do produto na hora da pulverização. 

O Vinho e a Pintura - Michel Tolmer - 5


sábado, dezembro 27, 2014

Terranoble Carménère Costa CA2 - 2011 - Tinto - Valle de Colchagua - Chile


Uma coisa que me chamou atenção quando eu fazia as entrevistas para o Documentário (Chile - Terroir, Personagens, Histórias, Vinhos...), foi quando Patrick Valette disse: é preciso olhar o Chile de Leste a Oeste...
São 170 quilômetros (em média) entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, onde acontece uma diversidade de terroirs impressionante.
Os vinhedos que forneceram as uvas para este vinhos estão a 30 km o mar.
É o qua a Terranoble tenta mostrar com esse vinho que tem o seu irmão da Cordilheira. Provei os dois, mas hoje vou falar do vinho da costa.
No nariz tem boa intensidade aromática.
Notas de amora, tabaco, goiabada, tinta de caneta, caramelo.
Passou 10 meses em barricas novas francesas e americanas.
Na boca é seco, corpo médio+, tem taninos marcantes, mas com uma textura granulada fina.
Tem boa acidez, equilíbrio e um final persistente.
Importadora: http://www.decanter.com.br/terranoble-carmenere-costa-ca2-2011-750ml/p00130711
Preço: 117 Reais
Nota: 90/100
Relação qualidade/preço: 3,5/5

O Aquecimento Global também adiantou as colheitas no Rhône. Veja o gráfico!


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...