quarta-feira, dezembro 17, 2014
Teste!!! Pedi no mesmo dia e horário nos sites Sonoma e Wine.com... Veja quem chegou primeiro
Fiz os pedidos na mesma hora, no dia 7 de Dezembro.
4 Champagnes na wine.com.br e 2 na sonoma.com.br
Nenhuma das duas lojas me cobrou o frete, a Wine.com.br ainda deu um desconto.
Os prazos eram idênticos.
5 dias úteis após a confirmação do pagamento.
A confirmação foi rápida, no próprio dia 8, segunda.
Nesse caso o quinto dia seria dia 15. Ou 16?
A Sonoma oferecia pontos Multiplus, o que é uma vantagem interessante.
O site da wine.com.br dá mais detalhes do rastreamento e indica a hora exata que o produto foi entregue.
Se o prazo seria dia 16, ponto para a wine.com.br que entregou as 17:52, aos 45 do segundo tempo, para uma época de festas está muito bom.
Já a Sonoma...
Reclamei e a resposta no site é rápida, imediata, cortês.
Atendimento perfeito, mas na prática:
Quinta da Mieira Rabigato 2011 - Branco - Douro - Portugal
Aí está a cor.
Dourado.
A variedade é a Rabigato.
Não passou por madeira. Só ficou 6 meses em tanques de aço inoxidável para afinamento.
No nariz tem boa intensidade aromática.
Sensação doce.
Notas de erva cidreira, melão, mel, floral, petróleo...
Na boca tem volume, corpo médio, boa estrutura e um leve toque oxidado.
É cremoso, tem boa complexidade e está no ponto de beber.
Persistência média/longa.
Preço: 65 Reais
Importador: Galeria dos Vinhos - http://www.galeriadosvinhos.com.br/
Fone - 11 33451950
Nota: 89/100
Relação qualidade/preço: 4/5
terça-feira, dezembro 16, 2014
Dimenticaia comemora com espumantes safrados! Por Bruno Airaghi
Como
se espera uma degustação em Dezembro sugere vinhos espumantes para entrar no
clima de Festas.
Assim sendo, o grupo se reuniu no restaurante Terraço do
Club Athletico Paulistano para destapar alguns bons exemplares:
Assim sendo, o grupo se reuniu no restaurante Terraço do
Club Athletico Paulistano para destapar alguns bons exemplares:
-
Cave Geisse Nature 2012
-
Freixenet Vintage 2011
-
Freixenet Vintage 2007
-
Cuvé y Camps 2009- Colinas Rosé 2009
-
Raventos Blanc 2012
A degustação foi acompanhada de um menu correto para o propósito;
Salada de folhas, Endivias com brie e geleia como entrada.
Espaguete a Porto Fino ou Pescada Branca a Monte Carlo ou Galeto ao Cassis.
Como sobremesa Mil folhas de baunilha c/ calda de framboesa ou frutas da estação.
Cruzando a reta de chegada a classificação apurada pelo grupo, brindou:
1º Raventos Blanc de Nit (Importadora Decanter), (Espanha), cor salmão claro, fina perlage, persistente.
A degustação foi acompanhada de um menu correto para o propósito;
Salada de folhas, Endivias com brie e geleia como entrada.
Espaguete a Porto Fino ou Pescada Branca a Monte Carlo ou Galeto ao Cassis.
Como sobremesa Mil folhas de baunilha c/ calda de framboesa ou frutas da estação.
Cruzando a reta de chegada a classificação apurada pelo grupo, brindou:
1º Raventos Blanc de Nit (Importadora Decanter), (Espanha), cor salmão claro, fina perlage, persistente.
2º
Colinas Rosé (Importadora Ideal Drinks), Pinot Noir + Pinot Meunier (Portugal).
Tom
salmão, bolhas finas e persistente.
Aroma
delicado com notas amêndoas e noz, equilibrado entre notas cítricas e florais.
Vale
experimentar.
3º Cava Cuvè y Camps (Espanha), cava bem definida, “barulhenta” com boa perlage, intensa, marcante.
4º Cava Freixenet Vintage 2007 (Espanha), cor palha claro esverdeado, boa perlage, impactando na boca, untuoso, um discreto amargor final como qualidade.
3º Cava Cuvè y Camps (Espanha), cava bem definida, “barulhenta” com boa perlage, intensa, marcante.
4º Cava Freixenet Vintage 2007 (Espanha), cor palha claro esverdeado, boa perlage, impactando na boca, untuoso, um discreto amargor final como qualidade.
No
copo vai aparecendo um aroma a borracha.
5º Espumante Cave Geisse Nature 2012 (Brasil).
5º Espumante Cave Geisse Nature 2012 (Brasil).
Bom
frescor, borbulhas finas, cremoso.
No
nariz toque de levedura com o tempo
indica um aniz.
6º Cava Freixenet Vintage 2011 (Espanha).
indica um aniz.
6º Cava Freixenet Vintage 2011 (Espanha).
Intenso,
um tostado no aroma um vinho gastronômico.
Salute !!!
Salute !!!
Buon
Natale.
La Miranda de Secastilla 2011 - Viñas del Vero - Somontano - Tinto - Espanha
Somontano fica em Aragon, no norte da Espanha, o nome Somontano significa "sob as montanhas", pela proximidade com os pirineus, a apenas 60 quilômetros da França.
A variedade principal é a Garnacha, embora haja outras variedades não espeicificadas no rótulo (Parraleta e Syrah), mas em pequenas proporções.
O vinho é um "pago" que seria algo parecido como um Grand Cru na França, neste caso Pago La Miranda.
Esse é um vinho que vale a pena ser servido aos 15ºC (aproximadamente, sem termómetro ou frescuras do gênero).
Passou 8 meses em barricas francesas.
Bela cor cereja.
Boa intensidade aromática.
Notas de groselha, cereja, violeta, rosa, especiarias doces.
Na boca é seco (embora tenha uma sensação leve de adocicado), tem corpo médio, bastante fruta.
Taninos com testura fina e aveludada, acidez vibrante, bom equilíbrio e um final fresco, longo.
Tem extrutura e complexidade.
Importadora: www.inovini.com.br
Preço: 89,00 Reais
Nota: 90/100
Relação qualidade/preço: 4/5
segunda-feira, dezembro 15, 2014
Rosso di Montalcino 2010 - Azienda Agricola La Torre - Toscana - Itália
O Rosso é o irmão mais jovem do Brunello.
Jovem em espírito, em frescor.
Os vinhedos ficam em torno de Montalcino e a variedade de uva também é a mesma Sangiovese utilizada para a produção do grande Brunello.
A DOC foi criada em 1984 com a intenção de produzir vinhos com mais características frutadas e com a possibilidade de ser bebido mais jovem.
Sim, porque imagina uma vinícola que só faz vinhos para serem bebidos depois de 10 anos.
Obviamente o giro financeiro é muito menos, com os tanques e botes ocupados com um vinho que só entra no mercado depois de estágio em madeira.
No caso do Rosso é diferente.
A ideia é valorizar o frescor da Sangiovese com as normas da AOC exigindo um estagio de apenas 6 meses em madeira, no caso deste, foram 18 meses em botes grandes e 10% do vinho ficando barricas francesas.
Esse 2010 tem boa intensidade aromática.
Sem mexer a taça os aromas frutados já saem e agradam bastante.
Com o contato com o ar a intensidade aumenta.
Cereja, amora, tomate, alecrim, violeta e tabaco.
Na boca é seco, tem volume, corpo médio, acidez alta (típica dos toscanos), taninos com textura fina, não secam a boca porque a acidez aparece provocando salivação e frescor.
Tem estrutura, tem equilíbrio e personalidade.
Final médio/longo com um delicioso amargor que nem de longe pode ser considerado defeito.
Já está no ponto de tomar, mas deve demorar para perder qualidade.
Importador: http://www.winelovers.com.br/catalogo/11-brunell/11-brunell.pdf
Preço: 109 Reais.
Nota: 89/100
Relação qualidade/preço: 3/5
Voltei a provar o Pinot sulafricano da The Winery of Good Hope. O Reserve Pinot Noir 2011 está 8 meses mais velho e 1 ponto mais interessante.
Continua tendo estilo velho mundo puro.
Uma boa surpresa da África do Sul, fugindo um pouco dos bons Pinotage para mostrar qualidade de um Pinot Noir que sempre é uma dor de cabeça para os enólogos, graças aos caprichos da uva na hora do cultivo.
O Good Hope tem boa fruta.
Boa intensidade aromática no nariz.
Assim como na primeira prova, lá estavam as notas de cereja, framboesa, groselha...
O que aumentaram foram as notas de couro e apareceu uma interessante nota de café.
A cor já puxa para o tijolo.
Na boca o vinho continua incrível.
Corpo médio, bom volume, taninos com testura granulada bem fna, bem macio.
A acidez é alta, faz a boca salivar.
O vinho continua fresco, elegante, mas agora mais complexo.
Final longo.
Preço: R$ 100,00
Nota: 91/100
Importador: Qualvinho
http://www.qualvinho.com.br/SubCategoria-Pinot-Noir-17.aspx
Veja a avaliação feita em Maio de 2014: http://www.papodevinho.com/2014/05/the-winery-of-good-hope-reserve-pinot.html
domingo, dezembro 14, 2014
José Augusto e José Maria "El Brujo", foram indispensáveis...
Chovia muito e José Augusto deixou a quinta com uma idéia fixa.
Era preciso vender os vinhedos, pagar as dívidas e começar de novo o que havia começado a 43 anos.
Desde que nasceu ele viveu para os vinhedos e desde que conheceu Maria Inês deixou muita coisa de lado, até que ela foi embora sem nem dizer pra onde e nem porque.
A Quinta continuou sempre a mesma, os vinhedos continuaram impecáveis e o conhecimento dele sobre o vinho e sobre a região, eram infinitos.
Viajou até o Porto e falou ao comprador sobre os motivos e sobre a vida.
O comprador escutava e em nem um minuto tirava os olhos do rosto já cansado e abatido do Zé.
O almoço terminou e António decidiu mesmo comprar as terras.
A assinatura do contrato ficou para o dia seguinte e para a outra semana ficaram os trabalhos com enólogo renomado, investimento e muito trabalho.
Acontece que aqueles vinhedos não reagiam.
Parece que pararam de evoluir.
As folhas pareciam sentir falta de alguma coisa.
Os brotos pararam de crescer e o enólogo batia a cabeça para saber o que se passava.
Chamou amigos, conselheiros e por fim um bruxo.
Com um cajado na mão, varetas de ferro e até um instrumento magnético ele andou pelos vinhedos, olhou para o céu, mexeu na terra e parecia até conversar com as folhas.
Foram horas de trabalho.
António olhava de longe e não sabia se acreditava ou se colocava o homem a correr.
José Maria, "El Brujo", terminou os trabalhos e fez anotações.
Parecia que recebia mensagens do além, mas segundo ele, recebia o recado dos vinhedos.
José Maria era espanhol, tinha trabalhado para produtores em Ribera del Duero, era da Andaluzia, filho de ciganos que havia perdido a família num ataque de neo nazistas ao acampamento em que vivia.
Perdeu a identidade cigana, mas manteve na alma o gosto pelo desconhecido.
No bilhete para António uma revelação: Esses vinhedos precisam do verdadeiro dono. Do homem que deu a vida por eles. Tragam ele de volta e terão os vinhos...
António esbravejou, pagou o que havia combinado com Zé Maria, mas por pouco não chamou a polícia.
Os dias foram passando e nada dos vinhedos reagirem.
Enólogos famosos foram visitar a quinta e nem sabiam o que dizer.
Os brotos pareciam parados no tempo.
O tempo foi passando e a situação ficou incontrolável.
António pegou o "relatório" de José Maria e leu mais atentamente.
Nem bem o dia amanheceu e ele ligou para "El Brujo" e para José Augusto.
Os dois aceitaram o encontro e andaram pelos vinhedos durante todo o dia.
Como num passe de mágica os vinhedos desenvolveram em 1 hora o que não haviam desenvolvido em 1 mês.
António nem podia deixar de dar o braço a torcer.
Chamou "El Brujo", chamou José Augusto e definiram a estratégia.
Os dois ficariam até o final da colheita e depois conversariam sobre o futuro.
A colheita foi fantástica.
Parece até que o descanso foi bom para os vinhedos.
Os vinhos estavam incríveis.
António se reuniu com José Augusto e "El Brujo".
José Augusto recebeu o combinado e "El Brujo" também.
Só que antes de partir , o bruxo disse em voz baixa, mas com uma certeza da dar frio na espinha:
-Vai precisar de nós dois no próximo ano. Até breve!!!
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