domingo, novembro 16, 2014
sábado, novembro 15, 2014
sexta-feira, novembro 14, 2014
Dolcetto D'Alba Colombè 2013 - Tinto - Piemonte - Itália
Eu sempre penso no Dolcetto com pizza.
Nada pode ser melhor que um Dolcetto e uma pizza Margherita.
Esse é um dos melhores, se não o melhor disponível no mercado brasileiro.
Renato Ratti comprou seu primeiro vinhedo para produzir Barolo em 1965, em Marcenasco, em La Morra.
Em 1969, ele e seu sobrinho Massimo Martinelli iniciaram uma sociedade e lançaram o Marcenasco Barolo, que mostrou uma elegância incrível graças ao aperfeiçoamento das técnicas de vinificação.
Renato Ratti é uma referência no Piemonte,
Esse Dolcetto tem outra proposta, outra categoria de vinho, outra variedade, mas nem por isso deixa de ser delicioso.
No nariz tem boa intensidade aromática, com notas de amora, cereja, morango, ameixa e leve alcaçuz.
Na boca tem corpo médio, sabor intenso, taninos com textura fina e bem presentes, ótima acidez e o que eu mais gosto dos Dolcettos: um amargor leve e delicioso, lembrando suco de framboesa.
Final médio/longo com notas florais.
Preço: R$126,00
Nota: 90/100
Relação qualidade/preço: 3/5
quinta-feira, novembro 13, 2014
quarta-feira, novembro 12, 2014
Vigno Carignan 2011 - Tinto - De Martino - Maule - Chile
Isso é uma regra de um grupo de produtores que valorizam os vinhedos antigos de Crignan sem irrigação do Vale de Maule.
A organização se chama Vingnadores de Carignan http://www.vigno.org/carignan/ vale a pena conhecer.
Claro que a De Martino que apoia sempre as ideias do grande Marcelo Retamal e do competente Eduardo Jordán, participaria de uma iniciativa dessas.
E com um super vinho!
Vinhedos de 55 anos.
85% de Carignan e 15% de Malbec e Cinsault que estão misturados no vinhedo.
Passou 2 anos em barris grandes austriacos de 5000 litros.
No nariz o vinho tem notas de cereja, amora, pimenta, ervas aromáticas...
Na boca tem corpo médio, taninos com textura granulada, austero, boa acidez e boa persistência.
Equilibrado.
13,5% de álcool.
Importador: www.decanter.com.br
Preço: R$ 131,00
Nota: 91/100
Relação qualidade/preço: 4/5
Elodie e Marcelo se fecharam na Pont des Arts...
A viagem seria um tédio.
Quase 12 horas dentro de um avião não é um exercício de paciência.
Marcelo comprou livros, se informou sobre a programação de entretenimento à bordo, pediu ao médico um remédio pra dormir, pensou em tudo.
Quase tudo.
Não imaginava que sentaria ao lado da bela e simpática Elodie.
Ele não falava francês, mas ela falava português com um sotaque tão charmoso, que podemos dizer que falava português melhor que os portugueses...
Enquanto arrumava a bagagem de mão, e nem sabia ao certo onde se sentaria ela já puxou assunto.
Ele levou um susto!!!
-Será que é comigo???
Era.
A conversa só não durou mais tempo porque o voo era direto, sem escalas...
3 beijos no rosto e um cartão.
Foi o que Marcelo ganhou depois de 12 horas de conversa e nem um segundo de sono.
O normal seria chegar no Hotel e dormir, mas depois daquela noite o sono não chegava de jeito nenhum.
Resolveu ir direto no endereço do cartão.
Na loja de vinhos, Marcelo perguntou em inglês e tudo que ouviu foi uma espécie de sopro e um balançar de ombros.
Mas parece que as palavras em inglês foram bem compreendidas.
Elodie desceu as escadas e nem parece que tinha perdido uma noite de sono.
Os olhos verdes brilhavam.
O andar quase que flutuante e o corpo leve e ligeiro parecia uma folha levada pelo vento.
A felicidade de Elodie era clara. Direta.
Dessa vez como se fossem velhos conhecidos ele ganhou um abraço.
Um belo abraço diga-se de passagem.
Elodie agarrou sua mão e saiu pela Rue du Sentier entre lojas de queijos e boulangeries...
Os dois conversavam como se tivessem anos de convivência.
Andaram por duas horas e marcaram de se encontrar a noite.
Marcelo voltou ao hotel, tomou um banho e esperava a hora do encontro quando...
Pegou no sono.
Dormiu até o dia seguinte deixando a bela Elodie esperando por horas em um bistrô na Île Saint Louis.
No dia seguinte Marcelo correu para a loja de vinhos.
Falou inglês, ouviu o sopro, viu o balançar de ombros e nada de Elodie.
Esperou por horas vendo cada um dos 2500 rótulos da loja.
Saiu par almoçar, voltou, esperou mais 2 horas.
Comprou uma garrafa de Champagne.
Tentou ouvir mais do que um sopro.
Tentou até algumas palavras em francês.
Nada.
Voltou para o hotel e nem o sonho de conhecer a Champs Elysées animava Marcelo.
A noite resolveu voltar para a loja e esperar a noite toda até que as portas abrissem.
Por volta das 9 da manhã o mesmo sopro, o mesmo balançar de ombros e mais nada.
Entrou na loja e ficou vendo os vinhos.
Encontrou um inglês que lhe explicou cada rótulo e cada região.
Foi almoçar, voltou, comprou outra champagne, esperou e recebeu um bilhete do atendente da loja: Imagino que tenha dormido, estou no Loire, volto hoje mesmo.
20 hs no mesmo bistrô.
Dessa vez Marcelo chegou as 6 da tarde e esperou até a chegada de Elodie.
As 8 em ponto ela entrou flutuando.
Os cabelos longos pareciam em câmera lenta, acho que Marcelo viu aquela imagem em câmera lenta.
De novo nem bem sentou e a conversa fluiu.
Saíram e andaram por toda Paris.
Beijaram.
Abraços, palavras e até planos.
Quando passavam ao lado do Rio Sena ela deu pra ele um cadeado.
Marcelo se despediu e ele voltou pro hotel sem entender nada.
Elodie já tinha deixado claro que antes de ficarem juntos, ele teria que entender o cadeado.
Aí sim podia procurá-la.
Mais uma noite sem dormir.
Andava com o cadeado pra cima e pra baixo.
Perguntava em inglês para todos os franceses que encontrava.
Foi por acaso que passou pela Pont des Arts e viu os cadeados pendurados por toda a grade de proteção entre a calçada e o rio.
Olhou, examinou e viu o que significava.
Prendeu o cadeado escrito com um prego: Marcelo e Elodie.
Voltou correndo pra loja, ouviu de novo um sopro e um balançar de ombros, mas logo depois viu Elodie.
Marcou o jantar e sinalizou que tinha matado a charada.
Comeram, caminharam e chegaram até a ponte.
Marcelo marcou o lugar exato com os passos.
25 passos e lá estava o cadeado.
Elodie olhou, abraçou Marcelo e daquele dia em diante os dois estavam presos.
Um ao outro.
Como de costume.
Como normalmente acontece em Paris...
Zé ou Mané?!?!?! Bruno Airaghi conferiu o restaurante 5 Oceanos, no Porto.
Aos viajantes que passam pelas terras de Camões, mas precisamente O Porto .
Já sabem sobre os encantos desta cidade que faz os deliciosos vinhos fortificados que levam o próprio nome:
PORTO.
Mas não falarei sobre esta maravilha e sim um restaurante em Matosinhos nas docas do porto.
Trata-se do 5 Oceanos , como não poderia de ser os peixes são a grande atração.
O local é bem decorado com uma grande bancada logo na entrada com um desfile de peixes a escolher.
Na parede oposta um aquário com uma dúzia de lagostas se mostrando aos frequentadores, aliás exemplares marinhos para ninguém botar defeito...enormes.
O salão é bem democrático no tocante ao cigarro, um lado é dos não viciados o outro é liberado!
Tal situação não causa estresse, garanto.
Os pratos são a base de pescado e não raro o garçon passa a bandeja com algum grande espécime, explicando ao cliente o prato e o preparo do peixe.
Eu fiquei mais restrito e pedi um polvo a la guilho, laminado com azeite , alho e um toque de limão. Como petisco excelente.
Acompanhado de um vinho branco da casa (Viozinho e Gouvea) do Douro com 13 % , meia garrafa a Euros 8,5.
O mesmo vinho casou-se bem com sardinhas na brasa com batatas ao murro, valendo meia porção 9,50 Euros.
Corretissima !!!
Como tudo estava bom , ambiente relax, etc... resolvi aceitar a sobremesa.
O que seria?
Torta de amêndoas bem casada com LBV 2009 Nieport com um creme de ovos.
Delicia, ainda mais por ter sido cortesia da casa.
Enquanto aguardava o café e terminando o LBV dei uma olhada no menu e pincei alguns pratos, por exemplo:
Mariscada para 2 pessoas = 120 Euros
Lagosta grelhada =110 Euros
Bacalhau a Lagareiro = 29 Euros
Contei, ainda no final 15 mesas todas com vinho e casais (alguns estrangeiros) em longas conversas, fazendo um intervalo com um gole de vinho e brindando áquela belissima refeição.
10 horas da noite solicitei a conta e no recibo encerrando a experiência, lá estava impresso quem o emitiu: Zé !! pois é o ZÉ!
Imaginei seria o Mané!!! O mais natural.
Endereço : Rua Herois de França 689
Tel: 22 0372941
Em Lisboa :
Doca de Sto. Amaro Armazém 12
Tel:21 3978015
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