segunda-feira, agosto 11, 2014
Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 13 - Sud Méridional - AOC Châtillon-en-Diois
A AOC Châtillon-en-Diois foi reconhecida apenas em 1993.
Fica na extremidade oriental dos vinhedos de Diois, onde está a AOC clairette-de-die e ocupa 12 comunas em torno da cidade de Châtillon-en-Diois, na fronteira com a região Alpes et Provence.
São apenas 67 hectares de vinhedos que ocupam as encostas e com as melhores parcelas ao pé da montanha de Glandasse, com exposição sul.
O solo é argilo-calcário com detritos, e é chamado « terres noires » (terras negras).
O clima é mediterrâneo com influencia do frio das montanhas.
Os verões são quentes, ensolarados e secos, mas as noites são frescas e os invernos rigorosos.
Esse clima específico é responsável pro uma coleção de variedades diferente do restante da região.
Imagine, Gamay, Pinot Noir, Syrah, Aligoté e Chardonnay.
Por isso, os vinhos da AOC Châtillon-en-Diois são muito particulares.
Os tintos e rosées são para consumo imediato, com bouquet delicado, leve e furtado, normalmente pela Gamay.
Os brancos são mais potentes e nervosos, normalmente com notas florais.
domingo, agosto 10, 2014
René Sparr Riesling 2011 - Alsace - França
Acho muito interessantes esses brancos da Alsacia.
Esse tem boa intensidade aromática, a cor palha com reflexos dourados.
Notas principalmente mineirais, de petróleo, mas também tem notas frutadas de pêssego, mação verde...
Na boca é fresco, tem boa acidez, bom equilíbrio, textura crocante.
As notas do nariz se repetem na boca e conforme o vinho foi esquentando se sentia mais as frutas.
O final é longo. Delicioso.
Nota: 90/100
sábado, agosto 09, 2014
O Vinho e a Pintura - René Magritte - 3
Pelo tanto de nuvens em cima da taça, ele deve ter pensado num espumante, até pelo tipo da taça que em outros tempos era usada para as borbulhas.
Sabe quem criou o calendário biodinamico? Não, não foi Rudolf Steiner...
Foi Maria Thun.
Ela é considerada uma pioneira da agricultura biodinâmica.
Tinha apenas 2 anos, em Junho de 1924, quando Rudolf Steiner criou a teoria da agricultura biodinâmica.
Ela nasceu na Polônia, filha de uma família alemã, foi enfermeira durante a Segunda Grande Guerra e era casada com o professor de arte, Walter Thun.
Começou cedo a estudar a teoria de Steiner e em 1952, aos 28 anos, depois de muitas observações, ela relacionou o crescimento de um rabanete com a posição da lua.
A ideia foi formalizada e os astros.
Foi quando nasceu a ideia de formalizar essas interações entre plantas, elementos e o calendário lunar.
O Calendário de Mudas, de Maria Thun, foi publicado pela primeira vez em 1963.
Hoje ele está na edição número 50 e publicado em 30 idiomas.
O Calendário de Maria Thun leva em conta a posição dos astros e determina os dias favoráveis para os diferentes trabalhos na terra.
Bastante utilizado na jardinagem e na viticultura, o calendário virou algo indispensável para qualquer produtor biodinâmico.
Por outro lado, esse calendário faz parte dos elementos controversos da biodinâmica, sendo o foco principal das críticas de cientistas e viticultores convencionais.
Normalmente relacionam o calendário com o esoterismo.
De 1976 até sua morte em 2012, Maria Thun viveu na vila de Dexbach, na Alemanha.
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