domingo, junho 29, 2014

Marqués de Murrieta Reserva 2007 -Tinto - Rioja Alta - Espanha



Marques de Murrieta é um nome fortíssimo, conhecidíssimo.
Produz o ícone Casatillo Ygay.
A bodega nasceu em 1852 e sempre foi reconhecida por seus grandes vinhos.
foram também pioneiros, com o primeiro vinhos da Rioja a ser considerado grande e o primeiro a ser exportado.
Só depois os donos compraram a Finca Ygay e melhoraram ainda mais a qualidade dos vinhos.
Este Reserva 2007, foi elaborado com 85% Tempranillo, 8% Garnacha, 6% Mazuelo e 1% Graciano. 
No nariz é limpo com boa intensidade aromática.
Notas de frutas vermelhas maduras, ervas aromáticas, defumado, coco e baunilha. 
Passou 20 meses em barricas de carvalho americano e o restante do tempo em garrafa.
Na boca é seco, tem acidez média+, taninos médios e textura aveludada, corpo médio e sabor intenso.
As notas do nariz se repetem na boca com a entrada do chocolate.
O final é longo com notas de chocolate.
Preço: 147 Reais.
Importador: World Wine - http://www.worldwine.com.br/marques-de-murrieta-reserva-2007-1804.aspx/p
Nota: 92/100

Adolfo Lona Brut Rosé - Garibaldi/RS - Brasil



Se alguém ainda tem preconceito com o rosé deve provar esse espumante do Adolfo Lona.
60% Pinot Noir e 40% Chardonnay.
Elaborado pelo método charmat.
O Adolfo produz rosés com uma classe incrível, digo isso pensando no Orus, que pra mim é um dos melhores espumantes do Brasil e está no nível dos grandes espumantes mundiais.
Esse eu diria que é o irmão mais barato, mais acessível já que o Orus tem uma produção minúscula (cerca de 600 garrafas).
A perlage é fina, rápida e barulhenta.
A cor é bonita, lembra os rosés franceses, bem suave entre o salmão e a casca de cebola.
No nariz as notas de frutas vermelhas bem frescas. Morango, framboesa...
Na boca tem boa cremosidade, as borbulhas não agridem, ajudam ainda mais no frescor.
Um espumante equilibrado e elegante.
Preço: cerca de 50 reais (vale cada centavo).
Informações no site: http://www.adolfolona.com.br/
Nota: 90/100
Adolfo Lona estará no Encontro de Vinhos de Campinas, dia 26 de Julho, das 14 às 16 horas, no Casarão Campinas: http://www.casaraocampinas.com.br/site/
Ingressos com desconto à venda no site: http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/

sábado, junho 28, 2014

Os vinhos de António não ficavam velhos nunca - Conto



Não era nada fácil subir aquelas encostas do Douro. Inverno ou verão o sofrimento era igual.
António subia, descia, subia de novo, descia de novo.
Não tinha um corpo atlético, era forte mesmo.
Parecia que estava andando sobre nuvens.
Maria Inês fazia economia de energia. Subia e descia o mínimo possível para orientar a colheita e organizar o trabalho que nessa parte do mundo é com certeza mais difícil.
Os dois já estavam juntos havia 2 décadas, mas antes disso os movimentos de António já impressionavam.
Claro que com tanta disposição António também atraía os olhares das outras raparigas da região.
Maria Ines nem dava bola.
O interessante é que os vinhos também tinham vida longa.
Ninguém acreditava como aqueles vinhos de António permaneciam jovens com o passar dos anos, como nenhum outro.
Um dia enquanto subia e descia as encostas percebeu que Maria Inês estava mais quieta.
Falava pouco e parecia que queria contar alguma coisa.
Seguiu trabalhando e resolveu não perguntar nada.
No dia seguinte, na semana seguinte, a mesma coisa.
Naquele dia, António já tinha programado uma conversa.
Com hora marcada e tudo.
Ele largou o trabalho, entrou e foi direto pro banho.
Inês parecia pronta e apenas olhava os movimentos de António.
Os olhos verdes de Inês estavam inchados, o nariz fino e pontudo estava vermelho, a boca parecia ansiosa para dizer algo, mas os lábios se prendiam de uma forma forçada.
Nem o corpo magro e cheio de curvas e encanto conseguia ter graça.
O banho era rápido e os dedos de Maria Inês se apressaram.
Mal o chuveiro desligou e a sala ficou vazia.
António se enchugou rapidamente, se vestiu com uma roupa simples, de ficar em casa e foi correndo pra sala.
-Inês...
-Inês...
-Inês... (dessa vez mais alto).
Nenhuma resposta.
António nem imaginou que Inês pudesse ir embora.
Continuou chamando e se sentou para esperar.
O tempo foi passando e ele chamou mais algumas vezes.
Levantou e viu o bilhete em cima da mesa.
Nunca se sabe o verdadeiro motivo em uma hora dessas.
António apenas enxugava as lágrimas e tentava se manter em pé.
Embora a força fosse quase sobre humana para subir e descer as encostas de xisto do Douro, numa hora dessas o cara fica fraco, sem reação, a ponto de cair.
A noite foi a mais longa da vida de António.
A ansiedade, a dificuldade de entender, a desilusão depois de mais de 20 anos era um tormento.
Os dias foram passando e o sobe e desce das encostas também.
António teve notícias de que Inês tinha ido para a Alemanha. Preferia não imaginar o motivo, mas no fundo ele sabia.
Os anos também passaram e as pernas não pareciam mais flutuar, nem a cabeça pensava tanto em Inês.
Mas ainda pensava.
O Rio Douro, que estava sempre ao fundo, parecia levar cada pedaço da lembrança de António, a cada dia, a cada ano...
Já faziam 10 anos sem notícia nenhuma de Inês.
Os pés agora mais descasavam do que subiam, mais ficavam pra cima do que desciam.
Os vinhos pareciam envelhecer melhor que ele.
Uma senhora de cabelos grisalhos, se aproximava com dificuldade.
Mesmo tão diferente era muito familiar para António.
Os cabelos grisalhos não conseguiam tirar o brilho dos olhos verdes, que hoje tinham um olhar profundo no meio de olheiras enrugadas.
Ela se aproximou e os dois apenas se abraçaram.
Nenhum sorriso, mas muito choro.
Sabe-se lá o que houve com Inês.
António nunca perguntou. Nunca procurou saber.
Como por um milagre voltou a subir e descer as encostas como na infância.
Como nos vinhos que não ficavam velhos nunca...


Diego Maradona bebe vinho e come churrasco...





Como todo bom argentino Diego Maradona não dispensa o vinho nas refeições.
O site O Fuxico, flagrou o gênio argentino numa churrascaria do Rio de Janeiro.
http://www.ofuxico.com.br/copa/2014/noticias/em-clima-de-festa-maradona-equilibra-taca-de-vinho-na-testa/2014/06/25-207208.html

O Vinho e a Pintura - Lisa M.


sexta-feira, junho 27, 2014

Tudo sobre as regiões francesas - Vallée du Rhône - Parte 7 - Nord (Septentrional) - Hermitage ou Ermitage


A AOC Hermitage (ou Ermitage), é uma das mais prestigiosas AOCs do Rhône.
São 135 hectares que ocupam 3 comunas do departamento de la Drôme : Tain-l'Hermitage, Crozes-Hermitage e Larnage.
Os vinhedos estão na margem esquerda do Rhône (diferente dos outros do Rhône setentrional que ficam na margem direita) e oferece uma grande variedade e riqueza de solos.
Areias graníticas, solos arenosos e pedregosos.
A produção anual é de cerca de 4650 hectolitros de vinhos tintos de muito prestígio e reputação mundial.
Alguns brancos (mais raros) também são bem interessantes.
O vento mistral é muito presente na AOC e ajuda a garantir dias ensolarados, mas também dias de inverno quase glacial.
As encostas com exposição sul ficam mais abrigadas dos ventos do norte e por isso, dão vinhos tintos com melhor potencial de guarda, com algumas safras atravessando décadas.
São potentes, tânicos, mas sempre finos em boca.
A variedade principal é a Syrah.
Os vinhos normalmente são ricos em aromas de frutas maduras, especiarias e sous-bois.
Os brancos são elaborados com as variedades Marssanne e Roussanne.
Se transformam em vinhos originais e equilibrados, com bom volume de boca, perfumados e com boa acidez. Também são vinhos que envelhecem muito bem.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...