segunda-feira, dezembro 16, 2013

Mais uma etapa do julgamento do Falsário Rudy Kurniawan. Produtores da Borgonha foram chamados. Ele pode pegar 40 anos de cana.






Foi na Quinta-feira passada que Rudy Kurniawan, de 37 anos, nascido na Indonésia, teve mais uma etapa do seu julgamento.
Ele foi considerado um dos maiores conhecedores de vinhos do mundo, e de repente, é acusado de ser um falsário, de fabricar vinhos na cozinha de sua casa (na California) e vender pelo preço de mercado dos grandes vinhos.
Presentes no julgamento, proprietarios e representantes de alguns vinhos falsificados: Domaines Ponsot, Roumier ou Romanée-Conti, todos da Borgonha.
Laurent Ponsot, um dos donos do Domaine Ponsot, contou no tribunal como ele tinha sido alertado em Abril de 2008.
Aconteceu 2 dias antes de um leilão em Nova York onde foram vendidas 97 garrafas do seu vinho, por preços entre 440 500 e 602 000 dólares.
Foi aí que aconteceu o grande erro de Rudy.
Ele colocou à venda os vinhos Clos Saint-Denis anos 45 e 49.
O problema é que este vinho começou a ser produzido em 1982.
Imediatamente a casa de leilões foi avisada e o leilão cancelado.
Na sala do julgamento, diversas garrafas estavam expostas e facilmente identificadas como falsas pelos rótulos e cápsulas.
Também tinha um Clos de la Roche 1929, que só começou a ser vendido na colheita de 1930.
Outros erros grotescos apareceram em rótulos dos anos 50 com assinatura do avô de Laurent Ponsot no lugar da do seu pai.
A capsula dourada também não era a verdadeira.
Ele contou que almoçou uma vez com Kurniawan para perguntar de onde vinham as garrafas. 
Ele apenas olhava para o prato e dizia que comprava no mercado.
Laurent Roumier, do Domaine Roumier também encontrou falsificações grotescas.
Um Bonne Mares, outro grand cru da Bourgogne, de 1923.
Um ano antes da vinícola ser criada.
A terceira testemunha foi Aubert de Villaine, do domaine de la Romanée-Conti.
ele foi convidado a ver rótulos de 1899 e 1906, que estavam na casa de Kurniawan.
Eram tantos rótulos que não existem mais em nenhuma parte, que ele ficou impressionado.
Nunca tinha colocado as mãos em vinhos verdadeiros daquelas datas.
Começou a rir no tribunal.
Rudy Kurniawan pode pegar 40 anos de prisão.

Bela ilustração mostrando a anatomia da Sangria. Uma aula cheia de possibilidades para elaborar o coquetel.


Mais uma maravilhosa foto antiga, de uma colheita em Huy, uma região vinícola da Belgica pouquíssimo conhecida.


domingo, dezembro 15, 2013

Mais uma bela ilustração mostrando o corpo humano e o vinho


Tudo sobre as regiões francesas - Bourgogne - parte 93 - Sub-Região Côte de Nuits - AOC La Romanée




A AOC La Romanée faz parte dos Grands Crus de Vosne. 
O Vinhedo tem menos de 1 hectare. 
São apenas 84 ares 52 centiares plantado num local muito especial para a cultura da Pinot Noir.
A Pinot Noirien, como é chamada na Borgonha, se transforma em cobiçadas 4 130 garrafas em média por ano, ou 31 hectolitros.
Os vinhedos ficam em encostas com 12% de inclinação, com boa exposição leste.
A estrutura do solo é a mesma da Appellation, Romanée-Conti, apenas um pouco menos de argila.
Os vinhedos estão principalmente sobre rochas calcárias, que dão uma extrema elegância aos vinhos.
Com a finalidade de limitar a erosão do terreno, os vinhedos são plantados de maneira perpendicular a encosta.
Este Grand Cru desenvolve com perfeição as características da Pinot Noir.
Aromas de frutas vermelhas, se distinguindo pelas notas de cereja negra e um equilíbrio perfeito entre potência e maciez.
São vinhos de longa guarda.
Com o tempo desenvolvem notas animais e de especiarias.

Esperar de 20 a 30 anos é esperar para ter um vinho fantástico, em sua melhor forma.

Raventós não produz mais cavas...

A famosa casa Raventós, da Espanha, sempre conhecida pelos espumantes, abandonou a denominação Cava.
Os espumantes virão com a denominação Conca del Riu d'Anoia.
O caso fica mais grave quando lembramos que a família Raventós foi a primeira a comercializar seus espumantes com o nome Cava, em 1872.
Um século e meio depois, eles deixam a denominação.
Pepe Raventós declarou, em Nova York, que a denominação Cava está morta e que atualmente só se preocupam com volume, esquecendo a qualidade, por isso o preço dos vinhos caiu.
Ele também declarou que as regras da Denominação são muito brandas.
denominação Conca del Riu d'Anoia foi criada pela Raventós.
E o nome Conca del Riu Anoia é justamente a região dos primeiros vinhedos da Raventós, que viraram pioneiros da Denominação Cava.
A própria Raventós criou normas severas, como a produção com apenas 3 variedades: Xarello, Macabeu e Parellada, que devem ser de uma única colheita e escrita no rótulo.
Na nova denominação, todos devem praticar agricultura biológica, e, de preferência, biodinâmica.
Pelo menos, metade das uvas devem ser da propriedade e os produtores não podem adicionar o suco de outros vinhedos.
Pepe Raventós acredita que 300 produtores estejam dentro da denominação e 5 estão em conformidade com as regras.
Entre estes, 10 estão classificados na denominação Cava.
Para fazer parte da nova denominação, terão que assinar o compromisso e também, como fez a Raventós, não usar mais a Pinot Noir.
Pepe Raventós disse que apenas a Suécia não fez pedidos por causa da nova denominação.
































O Vinho e a Pintura - Maravilhoso quadro de Arianna Greco - Pintado com Chianti


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...