sábado, novembro 30, 2013
Divulgadas as datas dos Encontros de Vinhos de 2014
O sucesso das feiras de 2013 garantiram a manutenção de todas as cidades no roteiro dos Encontros de 2014.
Quem perdeu este ano, já pode se programar para o ano que vem!
13 de março - Rio de Janeiro
21 de abril - São Paulo
23 de maio - Ribeirão Preto
26 de julho - Campinas
11 de setembro - Belo Horizonte
8 de novembro - Curitiba
Tudo sobre as regiões Francesas - Bourgogne - Parte 87 - Sub-Região Côte-de-Nuits - AOC Echézeaux
A AOC Echézeaux, com status de Grand Cru, fica na comuna de Flagey-Echézeaux, no vinhedo de Vosne-Romanée.
Está entre os 8 Grands Crus da AOC.
São 37 hectares 69 ares e 22 centiares.
Os solos são principalemente de calcário e marga, com alguns terrenos pedregosos.
A produção anual é de 1210 hectolitros, só de tintos elaborados com a Pinot Noir.
Se destacam pelos aromas animais e de especiarias.
Os aromas característicos da Pinot Noir (chamade na AOC pelo nome de Pinot Noirien) continuam lá: cereja fresca, rosa e violeta.
Quando mais evoluídos aparecem aromas de couro, almíscar e outros aromas de características animais.
Na boca são vinhos amplos, redondos e taninos muitas vezes macios.
Os vinhos precisam de pelo menos 4 anos de guarda.
sexta-feira, novembro 29, 2013
Recorde de preço pago por uma caixa de Romanée Conti na China
Uma caixa de Romanée-Conti 1978 foi vendida ao preço recorde de 476.280 dólares, no final de semana passada, em Hong-Kong.
Se pro esse preço fosse vendido pro taça, custaria a bagatela de 6.615 dólares.
Foi compara pro um milionário chines que preferiu não revelar a identidade.
Antes a China se concentrava na compra de grandes vinhos de Bordeaux, hoje a Borgonha começa a conquistar o gosto deles.
O mercado chines, já representa 6% das vendas dos vinhos da região, em 2007, representava apenas 1%.
quinta-feira, novembro 28, 2013
Desmantelada quadrilha de contrabandistas de vinhos em Santa Catarina. Deu agora no G1
A quadrilha foi desmantelada em Joinville, Santa Catarina.Os investigadores da Policia Federal saíram esta manhã para cumprir 14 mandados de prisão.Cerca de três mil garrafas de vinho foram apreendidas. Segundo apurado pelos policiais federais, uma empresa no bairro Anita Garibaldi distribuía vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Europa. Falsificavam os selos de importação (que difícil deve ter sido falsificar o maldito selo...) e comercializavam os vinhos que entravam no Brasil sem controle de qualidade e preços muito inferiores aos de mercado (não é muito difícil também).A Polícia Federal informou que eles praticavam o crime desde 2010. Os compradores eram restaurantes de alto padrão, bistrôs e consumidores de Balneário Camboriú , no Litoral, Joinville e outras cidades da região Norte de Santa Catarina.As investigações começaram depois de uma denúncia anônima. Um depósito clandestino foi estourado, mas o dono fugiu. Conforme o site G1, a assessoria de imprensa da PF em Santa Catarina, informou que o estabelecimento fica no bairro Anita Garibaldi e é mantido pelos suspeitos.
Provei uma boa parte da linha de champagnes Gosset. No final conversei com o diretor Philippe Manfredini, que falou, entre outras coisas, sobre o hábito de decantar Champagne...
A Gosset tem a tradição de ser o produtor do primeiro vinho da Champagne, um vinho tranquilo, em 1584.
Em 1994 o grupo mudou de mãos e hoje produz 1 milhão e 200 mil garrafas por ano, com apenas 1 hectare de vinhedo, comprando praticamente 100% da produção.
O que me chamou atenção foi que eles não compram a uva, os fornecedores já possuem prensas e vendem somente o suco.
A Gosset fica em AŸ, uma vila perto de Epernay.
65% da produção é exportada, mas o mercado principal, com 45% é a França.
Provei 5 Champagnes.
A Gosset Brut Excellence, tem 36% de Chardonnay, 45% de Pinot Noir e 19% de Pinot Meunier.
Passa 2 anos e meio sobre as leveduras.
A perlage é bem discreta, talvez pelo serviço, não posso levar em cinsideração.
Isso fica claro no nariz com as notas de pão torrado bem harmonizada com notas de maçã verde.
Na boca tem boa cremosidade, bom frescor, equilíbrio e final bem persistente.
Preço: Reais 261,00
Nota: 90/100
A Gosset Grand Blanc de Blanc (Blanc de Blanc significa que é feita apenas de uvas brancas, nesse caso 100% Chardonnay), passou 5 anos sobre as leveduras e é uma champagne notável.
Perlage muito fina, nariz com notas florais, abricó, limão e minerais.
Na boca excelente cremosidade, bem seca, cítrica, ótima acidez e leve toque (positivo) de oxidação.
Preço: Reais 517,00
Nota: 91/100
A Gosset Grande Reserve Brut, vem com o corte tradicional de Chardonnay (43%), Pinot Noir (42%) e Pinot Meunier (15%).
Passou de 4 a 5 anos em contato com as leveduras.
No nariz é mais discreto, mas com muita sutileza e elegância.
Nota de flores secas, frutas vermelhas como groselha e morango e menta.
Na boca é bastante cremoso, rico.
Notas de brioche, bom volume, estrutura e seco. Bastante seco.
Final longo.
Preço: Reais 345,00
Nota: 91/100
A Gosset Grand Millesime Brut 2004 é elaborada com Chardonnay (57%) e Pinot Noir (43%).
No nariz é um festival.
Acácia, cereja, mel, brioche, brioche, damasco...
Na boca a cremosidade é perfeita.
Equilíbrio, elegância, estrutura...
Longo, complexo e elegante.
Preço: Reais 473,00
Nota: 94/100
Termino com a Gosset Grand Rosé Brut, pra mim a melhor da degustação.
56% de Chardonnay, 35% de Pinot Noir vinificado em branco e 7% de vinho tinto de Pinot Noir.
Um rosé de assemblage (mistura de vinho tinto com branco).
Passou 4 anos em contato com as leveduras.
No nariz notas de frutas vermelhas secas, alcaçuz, anis, flores brancas e casca de laranja.
Na boca é super cremoso, fino, equilibrado.
O final é longo com notas de cassis e brioche.
Preço: Reais 415,00
Nota: 95/100
Conversei com o gerente de exportação da Gosset, o simpático Philippe Manfredini, que tinha em mãos a Gosset Celebris, que custa mais de 800 reais e não estava na prova.
Falamos sobre o hábito de decantar champagne, sobre as champagnes de safras antigas e sobre a história da Gosset.
Veja a entrevista:
As Champagnes Gosset são importadas pela Grand Cru www.grandcru.com.br
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