quinta-feira, novembro 21, 2013

O Vinho e a Pintura - Série sobre Baco - Jean-Léon Gérôme



O francês Jean-Léon Gérôme, nasceu em Vesoul em 1824 e morreu em Paris em 1904.
Era pintor, escultor e professor.
Título: Anacreonte, Baco e Cupido.
Anacreonte foi um poeta lírico grego. Cupido, acho que todo mundo sabe, né?

quarta-feira, novembro 20, 2013

Tudo sobre as regiões francesas - Bourgogne 82 - Sub-Região Côte de Nuits - AOC Clos-de-Tart



A AOC Clos-de-Tart está entre os 5 Grands Crus da appellation Morey-Saint-Denis, na Côte de Nuits. 
São 7 hectares e 53 ares com a la particularidade de não ser explorada por apenas um produtor (como acontece geralmente nos Clos). 
A paisagem é de relevos quase sempre uniformes, mas com parcelas de solos com composições diferentes.
Para conter a erosão natural dessas terras tão raras, os produtores adotaram uma técnica original de plantar os vinhedos perpendicularmente as encostas. 
A única variedade do Clos é a Pinot Noir.
Os vinhos são élégantes e marcados pela mineralidade.
Os vinhos são charmosos, com notas de cereja, amora, misturados com perfeição com notas florais, como rosa, madressilva, violeta…
O melhor para quem tem um desses vinhos é ter também paciênica. Eles melhoram ainda mais com a idade.

São vinhos de guarda excepcionais.

Achei esse vídeo no Facebook da Cave Geisse. É o dia em que Jancis Robinson apresenta o espumante brasileiro no Wine Future Hong Kong 2011

O espumante provado é o Cave Geisse Brut 1998.
Esse foi talvez o momento mais significativo para a história dos espumantes brasileiros.

O Vinho e a Pintura - Série sobre Baco - Steve Bogdanoff - Vale a pena ver

Esse americano faz uma obra moderna parecer bem antiga, Steve Bogdanoff faz afrescos em forma de quadros.
Dificil explicar, veja:



Agora veja a obra sobre Baco.
Baco e Ariadne:






terça-feira, novembro 19, 2013

Conversei com o Pedro Parra em Concepción, Chile. Ao lado de novos vinhedos do Clos des Fous

Fui ao Chile encontrar Pedro Parra para um documentário sobre o terroir chileno.
O documentário é para o ano que vem, mas o blog ganhou alguns trechos exclusivos.
Ao lado de vinhedos novos de Pinot Noir, na propriedade do Clos des Fous, em Bio Bio, conversei com Pedro Parra sobre os objetivos do Clos des Fous.
Lembrando que a tradução do nome da vinícola seria algo como: vinhedo dos loucos.




Quando a importadora Ravin começou a importar os vinhos Clos des Fous, fui convidado para prová-los em São Paulo.
Provei os 5 vinhos do Clos des Fous.
Provei 2 Cabernet Sauvignon, um vinho de vinhas velhas e 3 Pinot Noir.
Me encantei com os vinhos. Gostei demais dos Pinots.

O Pinot Noir Paleozoico 2012 não passou por madeira, é resultado de uvas que vieram de 4 clones diferentes. Clones de Morey Saint Denys, de Gevrey Chambertin e Vosne Romanée.
É um vinho "europeu", sem madeira.
Notas de framboesa, morango, floral...
Na boca tabaco, defumado, taninos finos e presentes, elegante.
89/100

O segundo foi o Pinot Noir Pucalan Single Vineyard 2012.
Um super vinho!
Passou por barricas de primeiro e segundo uso, que trouxeram ao vinho exatamente o que se espera.
Em nenhum momento a fruta desaparece.
Ganha força.
As notas de baunilha de misturam com as frutas vermelhas e levam para a boca é amplo, mineral, elegante, taninos finos.
Final longo com notas florais.
91/100

O Pinot Noir Latufa 2010 vem de um terroir mais ao sul, em Malleco, um terroir mais parecido com a Borgonha.
Esse pode entrar em degustações às cegas ao lado de vinhos da Borgonha.
No nariz tem notas florais, groselha, chocolate...
Na boca tem bom corpo, tem elegância, equilíbrio e notas defumadas. Um vinho longo.
Preço: 228 Reais
Nota: 91/100

Provei dois Cabernet Sauvignon bastante interessantes e depois o Old Vines Blend Cauquenina 2011.
Corte com as variedades Carignan, País, Malbec, Carménère, Portugues Bleu (parecida com a Touriga Nacional) e Syrah.
No nariz as frutas negras aparecem com força.
Amora, mirtilo, geleia de amora...
Na boca é fresco, elegante, muita fruta, encorpado, longo...
90/100

Todos importados pela Ravin www.ravin.com.br

Um pouco sobre a Tempranillo



A Tempranillo é a variedade mais importante da Espanha, onde tem mais de 60 nomes diferentes.
É a quarta variedade mais plantada no mundo, com mais de 200 mil hectares plantados.
Antes quase exclusiva de terras ibéricas, a uva hoje está nos quatro cantos do mundo, como: Estados Unidos, Itália, México, Nova Zelândia, Chile, Argentina, África do Sul, Austrália, França, Portugal, Turquia, Canadá e China.
Mas a Ribeira del Duero e a Rioja, ainda são as regiões onde a Tempranillo melhor se expressa.
Com clima continental, grande amplitude térmica e pouca altitude.
Naturalmente, sem nenhuma adição, os vinhos elaborados com a Tempranillo tendem a ter pouca acidez e pouco açúcar. Por isso é muito usada em cortes.
Os vinhos podem ser consumidos jovens, mas ganham muito com o envelhecimento e o contato com a barrica de carvalho.
Os aromas característicos são de framboesa, amora, mirtilo, morango, baunilha, tabaco, couro, ervas.
São vinhos bem macios na boca.
Existe uma mutação recente de uma Tempranillo branca.


O Vinho e a Arte - Série sobre Baco - Sátiro dando uvas para o infante Bacchus - Autor desconhecido Século I


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...