terça-feira, julho 16, 2013
segunda-feira, julho 15, 2013
Jane Prado fala do prazer de comprar vinhos em lojas especializadas.
Quando a gente realmente gosta de alguma coisa, viver em contato com ela nos deixa muito feliz.
Sabe aquelas pessoas loucas por carros que só de passar na Rua Colômbia (em São Paulo) já se realizam um pouquinho, ou os fanáticos por fotografia que sonham alto ao passar na Rua Conselheiro Crispiniano (Também em São Paulo)? Pois é, eu sou exemplo para ambos os casos, e claro, principalmente para o foco que vou abordar agora.
Onde tu costumas compra vinhos? Eu sei que pela correria do dia-a-dia a gente acaba comprando no supermercado mesmo, quando vai fazer as compras da semana.
Tudo bem, mas comprar em uma loja especializada tem seu valor.
Além das inúmeras opções de vinhos com qualidade, ainda podemos aprender e trocar uma idéia com a pessoa que nos atende.
Isso é muito bacana, pois eu sou daquelas que adoro trocar uma ideia com alguém antes de comprar qualquer coisa.
Sou apaixonada pela sensação de poder viajar pelo mundo analisando cada rótulo. Agora se não frequentas essas lojas por imaginar que são bem mais caras que os supermercados, esquece, estás equivocado.
Nesses locais especializados podes encontrar vinhos com um ótimo custo x benefício, e mais ainda, preços iguais aos do mercado com a vantagem de ter a pessoa que o selecionou para estar ali ao teu lado e poder te dar conselhos antes de comprar o produto.
E não sinta-se envergonhado em chegar num lugar desses e falar abertamente que procura um vinho de até "x" Reais, pois o vendedor está acostumado e será capaz de te mostrar as melhores opções dentro do valor.
Acredite!
Claro que também compro pela internet, é ótimo para não deixar a adega vazia quando estamos sem tempo, mas passear numa loja de vinhos pode ser um programa muito agradável.
Em São Paulo sugiro:
- Bacco's (Higienópolis)
- Casa do Porto (Jardins)
- Kylix Vinhos (Higienópolis)
- Bodega Franca (Jardins)
- Portal dos Vinhos (Morumbi)
- Vino & Sapore (na Granja Viana)
No Rio de Janeiro:
- Serrado Vinhos (Tijuca)
- Cavist (Barra, Ipanema, Leblon.
Em Porto Alegre:
- Banca 38
- Vinho & Arte Casa
No Resto do Brasil, se informe e experimente o prazer de passear no meio de tantos vinhos bons!
Santé!
Jane Prado tem o blog: http://www.chateaudejane.blogspot.com.br/
A Nieto Senetiner é a marca de vinho argentina fino mais vendida no Brasil. Provei a linha Cadus. Vinhos excelentes.
O Cadus está no alto da pirâmide da Nieto Senetiner, de Mendoza.
A vinícola nasceu em 1888, com a chegada de imigrantes italianos, em Luján de Cuyo.
Foi uma cooperativa até 1969 quando a foi comprada pelo grupo Nieto Senetiner.
Em 1998 passou a fazer parte da Holding Molinos e recentemente passou a ser a vinícola argentina de vinhos finos que mais vende para o Brasil.
Na Casa Nieto Senetiner, em São Paulo, provei 4 excelentes vinhos que foram harmonizados com perfeição pelo chef da casa e pelo sommelier Mauricio Marcondes.


Foram 3 pratos harmonizados com 3 vinhos tintos e canapés de
Salmão, Carpaccio, Kani e Bruschetta de Tomate, acompanharam com perfeição o ótimo espumante Cadus Champenoise.
O espumante foi elaborado com as variedades Pinot Noir (70%) e Malbec (30%).
É um brut nature que passa 18 meses em contato com as leveduras.
A perlage é bem fina, nervosa e barulhenta.
No nariz flores brancas, brioche e pêssego.
Na boca é cremoso, elegante, fresco e longo.
Foram elaboradas apenas 7 mil garrafas.
Tem preço e qualidade de Champagne: 195 Reais.
O Blend of Vineyards Malbec 2008 é um corte com uvas Malbec de 3 vinhedos: Luján de Cuyo com 950 metros acima do nível do mar, Agrelo com 1050 metros e Vistaflores com 1150 metros.
No nariz violeta, amora, mirtilo, café e chocolate.
Na boca é encorpado, potente, mas tem os taninos finos, bem elegante.
Com fraldinha e legumes, ficou perfeito.
A persistêcia é média para longa.
Passou 1 ano em barricas francesas novas.
Vinho para guardar.
Preço: 150 reais.
O Single Vineyard Malbec 2007 é outro vinho bastante potente.
No nariz ameixa, amora, baunilha, cravo e tabaco.
Bom para o ragu de cordeiro com polenta cremosa (que também estava excelente).
Na boca tem os taninos macios, é encorpado, tem boa concentração e equilíbrio.
Final longo.
Passou 2 anos em barricas francesas de primeiro uso.
Um super vinho!
Preço: 195 reais.
O Cadus Grand Vin merece o nome. É realmente um Grand Vin, no bom estilo francês.
Passou 2 anos em barricas francesas.
Corte de Malbec (50%), Cabernet Sauvignon (30%) e Bonarda (20%).
No nariz já mostra elegância.
O filé mignon com shitake aguentou bem o desafio.
As notas são suaves. Aparecem, dão lugar a outras, vão, voltam...
Cassis, groselha, amora, violeta, chocolate, baunilha...
Na boca é o mais elegante.
Tem um ótimo equilíbrio.
Os taninos são potentes e aveludados.
Tem boa concentração e um final bastante longo.
Preço: 190 reais.
Pra terminar, o sommelier Mauricio Marcondes trouxe uma surpresa.
Um vinho da safra 2000, quase único, segundo ele restavam 12 garrafas, agora só 11.
Um privilégio!
O Cadus Estiba 39 (se refere ao número do tanque de cimento onde estava o vinho) foi elaborado pelo grande enólogo italiano Alberto Antonini.
É um vinho sem preço, que não está à venda e se voce tiver um em casa, saiba que ele está super vivo e ainda pode melhorar pelo menos nos próximos 3 anos.
Não tem sinal de evolução.
Os sinais são só os positivos, com notas de estábulo lolo no início (o vinho foi decantado por 4 horas), passando para amora, cereja, flores, grafite, chocolate...
Na boca é elegância pura.
Mostra que os vinhos bem elaborados do novo mundo são como os grandes vinhos do velho mundo: podem sim envelhecer bastante.
Na boca é encorpado, tem os taninos firmes, boa acidez e um final muito longo.
domingo, julho 14, 2013
A enóloga Monica Rossetti, da Lidio Carraro, é a Brasileira que conseguiu espaço no tradicionalíssimo mercado europeu.
Um orgulho para nós brasileiros.
A Itália é junto com a França, o maior produtor mundial, tem tradição de sobra, conhecimento para dar e vender e de repente uma brasileira consegue trabalhar lá.
Conversei com a Monica sobre isso:
A Itália é junto com a França, o maior produtor mundial, tem tradição de sobra, conhecimento para dar e vender e de repente uma brasileira consegue trabalhar lá.
Conversei com a Monica sobre isso:
Provei o vinho oficial da Copa 2014 - Faces - Lidio Carraro
São dois vinhos, um branco e um tinto. No final do ano entra no mercado o terceiro vinho, um rosé.
A Fifa não licenciou o espumante por causa de um patrocinio ja firmado com a Champagne Taittinger.
Os dois vinhos são da safra 2012.
O Branco é elaborado com as variedades Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico, mostra notas florais, cítricas e melão.
Na boca tem bom volume, é equilibrado, fresco e tem um leve adocicado.
Média persistência.
As variedades foram escolhidas de acordo com a importância delas em área plantada no Brasil.
O tinto é uma novidade para os padrões brasileiros.
Tem 11 variedades, como se fosse os 11 jogadores de um time.
Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Pinot Noir, Touriga Nacional, Malbec, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Teroldego e Tempranillo.
No nariz o vinho mostra notas florais, ameixa, especiarias doces e frutas vermelhas.
Na boca tem os taninos macios, corpo médio e boa acidez.
Os dois vinhos custam cerca de 40 reais.
Preço bastante justo.
A vinícola familiar, dispensa o uso de barricas e procura elaborar vinhos da forma mais natural possível, mostrando a essência do terroir.
Conversei com a enóloga Monica Rossetti, uma enóloga formada no Brasil e que conseguiu um bom espaço na Itália, num caso raro de exportação de conhecimento enológico do nosso país para um dos países mais tradicionais.
Veja a entrevista:
A Fifa não licenciou o espumante por causa de um patrocinio ja firmado com a Champagne Taittinger.
Os dois vinhos são da safra 2012.
O Branco é elaborado com as variedades Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico, mostra notas florais, cítricas e melão.
Na boca tem bom volume, é equilibrado, fresco e tem um leve adocicado.
Média persistência.
As variedades foram escolhidas de acordo com a importância delas em área plantada no Brasil.
O tinto é uma novidade para os padrões brasileiros.
Tem 11 variedades, como se fosse os 11 jogadores de um time.
Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Pinot Noir, Touriga Nacional, Malbec, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Teroldego e Tempranillo.
No nariz o vinho mostra notas florais, ameixa, especiarias doces e frutas vermelhas.
Na boca tem os taninos macios, corpo médio e boa acidez.
Os dois vinhos custam cerca de 40 reais.
Preço bastante justo.
A vinícola familiar, dispensa o uso de barricas e procura elaborar vinhos da forma mais natural possível, mostrando a essência do terroir.
Conversei com a enóloga Monica Rossetti, uma enóloga formada no Brasil e que conseguiu um bom espaço na Itália, num caso raro de exportação de conhecimento enológico do nosso país para um dos países mais tradicionais.
Veja a entrevista:
sábado, julho 13, 2013
Faltam 2 semanas para o Encontro de Vinhos Ribeirão Preto. Hora de comprar ingressos mais baratos pelo site.
A quarta edição da feira de Ribeirão preto acontece no sábado, dia 27, das 14 às 22 horas no Hotel JP - Via Anhanguera Km 306,5.
Ingressos 60 Reais.
Quem comprar pelo site, antes do dia do Encontro, paga 50 reais.
Sócios a ABS e SBAV pagam 30 reais e também podem fazer a compra pelo site.
http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/
Ingressos 60 Reais.
Quem comprar pelo site, antes do dia do Encontro, paga 50 reais.
Sócios a ABS e SBAV pagam 30 reais e também podem fazer a compra pelo site.
http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/
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