sexta-feira, maio 10, 2013

Clos des Fous, Zuccardi e mais uma aula do Pedro Parra.



Provei os 5 vinhos do Clos des Fous.
Vamos para à tradução: Clos, em francês, é o nome dado para aqueles vinhedos especiais, com muro em volta. Fous é mais fácil de traduzir: Loucos.
Como em português existem os loucos no bom sentido, os caras que nadam contra a maré.
Pedro deixou claro isso quando disse que, ele e mais 3 "loucos", querem fazer os vinhos para agradar ao consumidor, não à Wine Spectator...
Provei 2 Cabernet Sauvignon, um vinho de vinhas velhas e 3 Pinot Noir.
Me encantei com os vinhos. Gostei demais dos Pinots.

O Pinot Noir Paleozoico 2012 não passou por madeira, é resultado de uvas que vieram de 4 clones diferentes. Clones de Morey Saint Denys, de Gevrey Chambertin e Vosne Romanée.
É um vinho "europeu", sem madeira.
Notas de framboesa, morango, floral...
Na boca tabaco, defumado e macio, elegante.

O segundo foi o Pinot Noir Pucalan Single Vineyard 2012.
Um super vinho!
Passou por barricas de primeiro e segundo uso, que trouxeram ao vinho exatamente o que se espera.
Em nenhum momento a fruta desaparece.
Ganha força.
As notas de baunilha de misturam com as frutas vermelhas e levam para a boca elegância, maciez.
Final longo com notas florais.

O Pinot Noir Latufa 2010 vem de um terroir mais ao sul, em Malleco, um terroir mais parecido com a Borgonha.
Esse pode entrar em degustações às cegas ao lado de vinhos da Borgonha.
No nariz tem notas florais, groselha, chocolate...
Na boca tem bom corpo, tem elegância, equilíbrio e notas defumadas. Um vinho longo.

Provei dois Cabernet Sauvignon bastante interessantes e depois o Old Vines Blend Cauquenina 2011.
Corte com as variedades Carignan, País, Malbec, Carménère, Portugues Bleu (parecida com a Touriga Nacional) e Syrah.
No nariz as frutas negras aparecem com força.
Amora, mirtilo, geleia de amora...
Na boca é fresco, elegante, muita fruta, encorpado, longo...

No mesmo dia, a Ravin ainda trouxe o Sebastian Zuccardi para falar sobre os vinhos elaborados com base nos estudos do terroir junto com o Pedro Parra.
Junto com os consagrados, Zeta e Emma, provamos os vinhos mais voltados para o estudo do terroir como  o Aluvional La Consulta  2008 e Aluvional Altamira 2011; o Altamira Super Calcareo Malbec 2012 e o Altamira Calcareo Arcilloso Malbec 2012.
Vinhos que ajudam a entender a explicação do Terroir.
Explicação que eu tive quando visitei a Zuccardi no final de 2012.
Veja o vídeo:




Conversei com o Pedro Parra pela segunda vez. É sempre um aprendizado falar com ele.
Sempre, tudo que perguntamos, parece pouco para tudo que ele pode ensinar, explicar.
Perguntaram pra ele se alguma vinícola brasileira já procurou por ele: Não.
Uma pena!
O cara tem um conhecimento único do terroir. Conhecimento que permite que ele elabore os vinhos sem acrescentar nada, sem corrigir nada, apenas conhecendo cada pedra do solo, cada detalhe do terroir.
Veja:



Em tempo. Vamos ao significado das palavras.
Pedro significa pedra, rocha.
Parra significa folla da parreira, folha da videira.

Os vinhos Zuccardi e Clos des Fous são importados pela Ravin www.ravin.com.br

O Vinho e a Pintura - Amelia Fais Harnas - 3

Pintura com vinho

quinta-feira, maio 09, 2013

Merlot BRANCO 2012 - Dunamis - Campanha Gaúcha - Brasil


Provei o Merlot Branco da Dunamis na Expovinis.
Confesso que, ir num espaço da Dunamis e não ver o amigo Júlio (Kunz) é muito estranho.
Pena, Dunamis!!!
Eu já provei outro vinho branco elaborado com a Merlot e acho bem interessante essa tentativa de inovar e fazer vinhos diferentes.
No Brasil esse vinho é único.
Elaborado na Campanha Gaúcha, em Dom Pedrito, perto do Uruguai.
No nariz o vinho não é explosivo, é discreto, mas interessante.
Notas de maçã, flores brancas e mamão.
Na boca é elegante, bem equilibrado, corpo médio, e bom frescor.
Assim como no nariz, não tem nada sobressaindo, tudo no lugar.
Uma excelente aquisição, qualidade e inovação, por menos de 50 reais!

Tudo sobre as regiões francesas - Alsace - Parte 52 - Sub-Região Bas-Rhin - Alsace Grand Cru Winzenberg






Os vinhedos do Grand Cru d'Alsace Winzenberg ficam na comuna de  Blienschwiller, dividido em duas partes, no departamento do Bas-Rhin, a 11 quilometros ao norte de Sélestat e a 9 quilometros ao sul de Barr. 
Os 19,20 hectares ficam em altitudes que variam entre 233 e 320 metros, em encostas íngremes com exposição sul e sudeste, com ótima ensolação e solos de gratino e silício.
As principais variedades são: riesling (3 ha), Gewurztraminer (2 hectares), e Pinot Gris (1 hectare).
Os vinhos são elegantes e apresentam notas florais bastante marcantes.
São vinhos de guarda.

O Vinho e a Pintura - Amelia Fais harnas - 2

Pintura com vinho

quarta-feira, maio 08, 2013

Casa Flora vai distribuir vinhos da Miolo. Começam a aparecer os frutos do acordo que valeu o fim do pedido de salvaguardas.




Uma das principais importadoras do país começa a distribuir os vinhos da maior vinícola brasileira.
A distribuição começa, por enquanto, só em São Paulo, focando bares e restaurantes.
A ação é fruto do acordo firmado entre produtores, importadores, supermercados, para melhorar a presença e visualização dos vinhos brasileiros.
Apenas para lembrar, o acordo serviu para derrubar a tentativa de salvaguardas para proteger o vinho brasileiro.

Garrafas de um naufrágio, que ficaram quase 300 anos no fundo do mar, foram leiloadas na Bélgica.




Essas 6 garrafas estavam no navio 't Vliegend Hert, desaparecido em 1735 perto de Bruges, na Bélgica.
Ele saiu do porto de Rammekens, em 3 de Fevereiro de 1735, em comboio com um navio menor, o Anna Catharina.
No mesmo dia, os dois navios afundaram, a 18 quilômetros de Bruges e todos os ocupantes morreram.
O navio só foi encontrado em 1981.
Um tesouro em ouro foi recuperado.
O carregamento de vinho, foi enviado para um museu, mas algumas garrafas puderam ser vendidas para particulares.
Foi o que aconteceu no último domingo.
A casa de leilões Vieillin colocou as garrafas à venda.
Foi o dono da loja Belgiium Wine Watchers, Chris Thiran, que arrematou as garrafas por 9700 euros.
Tinham interessados do mundo todo.
Os leiloeiros advertiram sobre a possibilidade das garrafas não aguentarem viagens longas.
Portanto ficaram na Bélgica mesmo.
Agora a dúvida é se o vinho dessas garrafas com quase 300 anos continuam bebíveis.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...