quinta-feira, dezembro 27, 2012

John, Marieta, o Acaso e os Vinhos!



John acabara de pegar as malas na esteira do aeroporto Charles de Gaule quando deu de cara com Marieta. 

Ele tem uns vinte e poucos anos. 

Cavanhaques modernosos, brincos que alargam o furo da orelha, cabelos claros, olhos claros e magro. 

Americano de San Diego. 

Marieta é colombiana, cabelos negros, olhos azuis, alta, magra (sem exagero), Linda! 

Os dois se olharam e logo seguiram para o desembarque. 

Cada um entrou em um vagão e seguiram de RER (trem que liga a periferia ao centro de Paris) até a Gare de Lyon. 

Quando desceram quase se esbarraram, se olharam outra vez e seguiram caminho. 

Na fila do TGV lá estavam eles. 

Cada um comprou o seu bilhete e esperavam o trem. 

Neste momento John já ensaiava uma conversa. 

Marieta pegou o seu bilhete e seguiu para a plataforma. 

Quando entrou no trem que partiria para Dijon viu que na poltrona ao lado estava o rapaz do aeroporto, do RER, da estação e agora também do trem. 

Se a timidez não deixou que conversassem antes agora o destino tinha se encarregado do assunto.

 Nome, de onde vinham e o que fariam em Dijon?

A mesma coisa, John e Marieta eram apaixonados por vinhos e vinham participar de uma colheita na Côte D´Or.

O assunto fez a viagem de uma hora parecer 10 minutos, os dois queriam falar, queriam aproveitar a oportunidade e trocaram telefones.

Na hora de descer do trem uma Van do Domaine esperava por John. 

Ele se despediu e seguiu na frente. 

Quando chegou o rapaz da Van disse: "Só falta uma garota, uma colombiana!"

John ria sem saber se de alegria ou de graça mesmo. 

Saiu da Van e disse: "Só um minuto e trago essa colombiana aqui!"

Seguiram na Van, nos alojamentos, no trabalho nas refeições, nos vinhos e acredite: Na vida.

John se tornou enólogo e voltou para os Estados Unidos, Marieta recebe os turistas e trabalha na mesma vinícola que John, em Napa Valley. 

Ainda não se casaram, Marieta com um olhar maroto sempre diz: "No hace falta!!!"

O Vinho e a Pintura - Christina LoCascio - 2

Mais uma pintura com vinho da californiana Christina LoCascio.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Variedades cultivadas na Itália por região - Lazio




Tintas

Aleatico
Barbera
Bombino Nero
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Canaiolo Nero
Cesanese Comune
Cesanese d'Affile
Ciliegiolo
Merlot
Montepulciano
Pinot Nero
Sangiovese
Syrah

Brancas

Bellone
Bombino Bianco
Canaiolo Bianco
Chardonnay
Grechetto
Greco
Malvasia Bianca di Candia
Malvasia Bianca Lunga
Malvasia del Lazio
Moscato Bianco
Moscato di Terracina
Passerina
Pecorino Pinot Bianco
Trebbiano di Soave
Trebbiano Giallo
Trebbiano Toscano 

Manolo e o outro lado da Lua...




Manolo sempre trabalhou com vinhos. 

Estatura mediana, cabelos bem negros, olhos castanhos e uma costeleta de dar inveja a Elvis Presley. 
Resolveu um dia partir para a Argentina para continuar fazendo vinhos com a Tempranillo na terra onde a Malbec ficou mais conhecida. 
No primeiro ano os vinhos não tinham nem de longe as características da sua terra. 
No segundo ano os vinhos melhoraram bastante mas as saudades já começavam a doer no coração de Manolo. 
Tinha o habito de sentar-se ao lado das vinhas e ficar olhando para a lua. 
Aliás como os biodinâmicos, tocava os trabalhos baseado nas fases dela. 
No terceiro ano a coisa ficou incontrolável, o vinho tinha ficado melhor, mas não aos olhos e gosto de Manolo.
A propriedade que havia comprado era mais bela, tinha mais vida, os vinhedos estavam mais saudáveis e todos se baseavam no trabalho dele. 
Acontece que a Espanha fazia falta, reclamava com os amigos e um dia um deles (Juan) perguntou: "O que tem na Espanha que não temos aqui? Hombre, quando se esta longe de casa temos saudades do que menos esperamos ter. 
As vinhas aqui são belas como lá, o clima é perfeito para trabalhar e mais um ano ou dois terei vinhos fantásticos!
Então o que falta? 

O que pensa quando passa horas e horas olhando para o céu?
La luna!
En España ella tiene ojos, nariz y boca!

OBS: Depois Manolo insistiu que na Espanha se vê o outro lado da Lua e ela é diferente em cada hemisfério. Não sei se é verdade ou não, Manolo jura que sim!
Em tempo: Manolo voltou para a Espanha e vendeu os vinhedos por um preço muito melhor do que comprou. 

Hoje vê a lua do lado que mais gosta, com olhos, nariz e boca.

terça-feira, dezembro 25, 2012

Beber e dirigir nem pensar... Sabe por quanto tempo o álcool fica no organismo?


Sabe qual é a melhor coisa para fugir do bafômetro?
Pegar um táxi, ir pra casa tranquilo e viver tranquilo sem provocar nenhum acidente e nenhuma tragédia.
Se estiver de carro e beber sem ter programado, largue o carro onde estiver e chame um táxi.
Conversei com um amigo médico e bioquímico sobre o tempo necessário para o organismo se livrar dos efeitos do álcool.
A resposta passa por fórmulas matemáticas e variáveis fisiológicas que impedem uma resposta simples.
Se a pessoa tiver mais idade, a condição física não for lá essas coisas o efeito dura mais.
Claro que a quantidade de álcool também conta muito.
O etanol se mistura com a água soluvel do tecido de gordura provocando uma rápida absorção e distribuição pelos demais tecidos orgânicos.
Nunca percebeu que o efeito pode ser rápido?
Fatores como peso, taxa de absorção gastrointestinal e composição de gordura do corpo, vão influenciar na concentração de etanol no sangue depois que a pessoa bebe.
Com estômago vazio, cerca de 20% da dose de álcool é absorvida no estômago e 80% no intestino delgado.
Se a pessoa beber com o estômago cheio, o esvaziamento gástrico demora mais e a absorção do etanol também.
O álcool vai atingir o pico de concentração na faixa de 30 a 90 minutos depois de bebido.
Isso significa que depois do pico, teria o mesmo tempo para chegar ao nível de uma pessoa que não bebeu, ou seja, de 60 a 180 minutos para desaparecer do organismo, se a pessoa não meteu o pé na jaca.
No caso das mulheres, as concentrações de álcool no sangeu são maiores, considerando a mesma quantidade de bebida ingerida.
Isso acontece pelo menor volume de água por peso corporal e à menor atividade da enzima álcool desidrogenase no estômago.
Tem uma fórmula matemática que pode ser aplicada relacionando a dose de bebida alcoólica ingerida com a concentração de pico no sangue.
Concentração máxima de etanol (g/L) = 0,02 x dose (gramas de etanol por 70Kg de peso corporal)
Isso significa que se uma pessoa de 70Kg consumir 30 gramas de álcool (o que equivale a 3 copos de 200 ml de uma bebida com concentração alcoólica de 6,2%, ou cerca de 1 taça de 200 ml de vinho com 14,5% de álcool) com o estômago vazio, vai atingir uma concentração alcoólica no sangue de 0,6 g/L rapidamente.
Considerando as variáveis que interferem com o metabolismo de etanol para cada pessoa, em média, o álcool é depurado a uma velocidade de 0,15 g/L, de tal forma que uma pequena dose de 0,2 g/L levaria cerca de uma hora e meia para ser totalmente eliminada.
Portanto ou voce fica umas 6 horas sem beber e correndo ainda o risco de ser pego pelo sono, ou faz a opção mais simples e prática: T.O.M. = TAXI, ÔNIBUS, METRÔ.
Outra coisa, uma taça de um vinho excelente é sempre melhor que uma garrafa de um vinho qualquer.

Mais uma Appellation d'Origine na França


O Instituto Nacional das Appellations d'Origine, reconheceu uma nova AOC dentro da Appellation Côtes de Provence.
A AOC começa a valer na próxima safra, com sa indicação nas garrafas, como manda a cartilha.
A AOC Côtes de Provence Pierrefeu, conseguiu o reconhecimento, por estar em uma zona climática homogênea e valorizada por grande envolvimento dos produtores locais.
É a quarta área dentro da Côtes de Provence que consegue um reconhecimento de AOC específico.
As outras três são: Sainte-Victoire, Fréjus e La Londe.
A área delimitada se extende por 12 comunas do departamento de Var.

Três delas foram responsáveis pela criação em 2003 da  Association des Vignerons de Cuers, Pierrefeu, e Puget-Ville.
Esse engajamento, foi um impulso para a criação da AOC, já que a Associação é formada por 26 vinícolas particulares e 4 cooperativas.
A nova AOC Côtes de Provence Pierrefeu estará nos rótulos de rosés e tintos elaborados seguindo as régras da Appellations que agora são mais rígidas do que a Appellation regional anterior.
Um dos ítens é o rendimento máximo de 45 hectolitros por hectare para os tintos, o que segnifica 5 hectolitros a menos do que era permitido antes da criação da AOC própria.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

O Vinho e a Pintura - A última Ceia - Leonardo da Vinci



A Última Ceia (L'Ultima Cena e também Il Cenacolo, em Italiano) é um afresco que está no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão.
Da Vinci, teria pintado o afresco para o Duque Lodovico Sforza.
Representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstulos antes de ser preso e crucificado.
É um dos maiores tesouros da humanidade.
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci, nasceu em Anchiano (província de Florença, Itália), em 15 de Abril de 1452 e morreu em Amboise (Loire, França) em 2 de Maio de 1519.
Filho ilegítimo do tabelião Piero da Vinci, Leonardo foi educado no atelier do renomado pintor fiorentino Andrea del Verrocchio.
Era cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Sem nenhuma dúvida, um dos maiores gênios da humanidade.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...