segunda-feira, dezembro 10, 2012

Paris tem em Dezembro uma espécie de Restaurante Week do Vinho


Uma ação de marketing chamada Carte sur Table, movimenta Paris.
É a segunda edição que acontece neste mes de Dezembro, incluindo o Reveillon, em 15 restaurantes parisienses.
Fuciona assim, os restaurantes colocam na carta, os grands crus de Bordeaux a preços muito mais baixos que o decostume, seria um restaurante week do vinho nacional, mas em Paris.
Vinhos como Figeac, Lafite, Montrose ou Pétrus, estão entre as "pechincas".
Quer um exemplo: Beychevelle 2005 a 130 euros, Climens 2000 a 80 euros, Gazin 1995 a 105 euros, Chevalier 2000 a 110 euros ou Brane Cantenac 2004 a 85 euros, Grand Puy Lacoste 2001 à 100 euros, Pétrus 2002 à 500 euros, ou um "velho" Ducru Beaucaillou 1986 a 160 euros.
Restaurantes estrelados ou não e algumas brasseries participam da festa.
Se voce está de passagem marcada para Paris, veja no site a lista de restaurantes: www.CARTESURTABLE.FR
E Santé!

Especial Patrick Valette - Parte 1

Conversei com o grande Patrick Valette, ao lado dos amigos Walter Tommasi e Silvia Franco.
Vou apresentar a entrevista em 5 partes, hoje mostro a primeira.
Nessa parte ele fala sobre o terroir escolhido para o VIK, o projeto, e como tudo começou com a proposta feita por Alexander Vik.
Veja a primeira parte:


Provei pela segunda vez o Vik. Dessa vez numa vertical ao lado de Patrick Valette

Um dos grandes vinhos que provei em 2012 foi sem nenhuma dúvida o VIK.
Provei na própria vinícola, na viagem que fiz ao Chile.
O vinho de 2009 me impressionou tanto, que fiz esse vídeo com quase 20 minutos mostrando os lotes, o projeto da nova vinícola e terminando com uma degustação do vinho e dos varietais de cada parcela que eu havia visitado.




Agora em São Paulo e ao lado do grande Patrick Valette, provei mais uma vez o 2009 numa vertical com o 2010 e um ensaio sobre o 2011.
Um ensaio porque Patrick disse que vai mudar o corte, pouco, mas vai mudar.
Isso significa que provei um vinho único, que jamais chegará ao mercado, mas que é grande, especial.
Eu ficaria contente com o corte que provei, mas esses caras que sabem os segredos de fazer um corte perfeito, sempre sabem o que pode melhorar em busca da perfeição.



O 2009 continua o mesmo vinho provado em Junho. Nenhuma ou quase nenhuma evolução nesse período.
Isso mostra que ele vai evoluir como os grandes vinhos. Devagar e por muitos anos.
Corte de Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot.
Passou 18 meses em barrica.
No nariz o vinho é bastante complexo, evoluía na taça mostrando diferentes aromas que iam das frutas vermelhas, passando por notas florais, tabaco e terminando com café e chocolate.
Na boca é extremamente elegante, macio, equilibrado.
Um grande vinho, com um final impressionante.

O 2010 me deu a certeza de que os vinhos VIK devem ficar melhores a cada ano.
Os vinhedos são novos e várias parcelas ainda não foram usadas no corte por não terem atingido a qualidade esperada pelos enólogos e pelo dono da vinícola que investiu uma verdadeira fortuna no projeto.
Claro que perguntei sobre valores, mas Patrick Valette preferiu não falar.
Perguntei a outros produtores chilenos, de outros projetos e eles me garantiram que por menos de 100 milhões de dólares não seria possível criar um projeto dessa grandeza.
Voltamos então ao VIK 2010, um corte de Cabernet Sauvignon 56%, Carmenere 32%, Cabernet Franc 4%, Syrah 4%, e Merlot 3%.
Dessa vez foram 23 meses em barrica francesa.
Vinho muito jovem, mas já com os aromas de cassis, mentolado, ervas (aromáticas bem suave), pimenta e um toque mineral.
Na boca é um vinho surpreendentemente macio, taninos finos e firmes, boa acidez e equilíbrio. Um vinho para impressionar daqui a 10 anos.

O 2011 como disse antes, é um ensaio, um corte que vai ser mudado.
Mostra claramente as milhares de opções que tem um enólogo na hora de misturar as variedades.
O vinho é elegante, complexo e claro, jovem demais.
Veio para mostrar que Patrick Valette sabe o que faz e sabe fazer grandes vinhos.
Vinhos que às cegas seriam sem nenhuma dúvida confundidos com grandes vinhos de Bordeaux.

Depois da prova fiz uma entrevista especial com Patrick Valette, que vou exibir em 5 partes, começando hoje às 11 horas.


domingo, dezembro 09, 2012

Variedades cultivadas na Itália - Lombardia


Tintas 
 
Ancellotta
Barbera
Bonarda
Cabernet Franc
Cabernet Sauvignon
Corvina
Croatina
Dolcetto
Fortana
Franconia
Freisa
Groppello di Mocasina
Groppello di Santo Stefano
Groppello Gentile
Incrocio Terzi n.1
Lambrusco di Sorbara
Lambrusco Grasparossa
Lambrusco Maestri
Lambrusco Marani
Lambrusco Salamino
Lambrusco Viadanese
Marzemino
Merlot
Montepulciano
Moscato di Scanzo
Nebbiolo
Negrara
Pignola Pinot Nero
Raboso Veronese
Rondinella
Rossola Nera
Sangiovese
Schiava
Schiava Gentile
Schiava Grigia
Schiava Grossa
Uva Rara Vespolina

Brancas

Chardonnay
Cortese
Garganega
Incrocio Manzoni
Invernenga
Moscato Bianco
Muller Thurgau
Malvasia Bianca di Candia
Pinot Bianco
Pinot Grigio
Prosecco
Riesling Renano
Riesling Italico
Sauvignon
Trebbiano di Soave
Trebbiano Giallo
Trebbiano Romagnolo
Trebbiano Toscano
Verdeca

O Vinho e a Pintura - Elisabetta Rogai - 2

Mais uma maravilha de tela pintada com vinho pela italiana Elisabetta Rogai.

sábado, dezembro 08, 2012

Variedades Italianas por Região - Liguria

Nesse caso, incluo as variedades internacionais cultivadas na Liguria.

Tintas
 
Alicante
Barbera
Cabernet Franc
Canaiolo
Ciliegiolo
Dolcetto
Merlot
Pollera Nera
Rossese
Sangiovese

Brancas

 
Albana
Albarola
Bianchetta genovese
Bosco
Greco
Lumassina
Malvasia Bianca Lunga
Moscato Bianco
Pigato
Rollo
Trebbiano Toscano
Vermentino

No lançamento dos vinhos Hermann, o grande Anselmo Mendes fez uma revelação surpreendente

O importador Adolar Hermann, já tem o respeito do mundo do vinho pelas importadoras Decanter e Cálix. Entrou como sócio da Quinta da Neve em Santa Catarina e agora lançou o projeto Hermann.
Sempre podemos esperar grandes coisas de um apaixonado por vinhos.
Provei os vinhos da Quinta da Neve (Santa Catarina) com um Sauvignon Blanc e um Pinot Noir bastante interessantes e fiquei impressionado com os vinhos Hermann que são produzidos na Serra do Sudeste.


Eles compraram os vinhedos de uma portuguesa que possui viveiros para fornecer mudas aos produtores, então depararam com Gouveio, Touriga Nacional, Alvarinho, além das variedades francesas.
Gostei muito do Alvarinho e do Touriga Nacional, além de perceber a incrível diferença de terroir para o Cabernet Sauvignon que no caso era muito melhor que o Cabernet Sauvignon produzido em Santa Catarina.
Sobre a Alvarinho, o grande Anselmo Mendes, um dos mais respeitados enólogos portugueses, responsável pelos vinhos dos dois projetos, falou que algumas características da Alvarinho são mais marcantes no terroir gaúcho.
Deu uma "bronca"nos jornalistas presentes dizendo: "minha parte pelo Brasil estou fazendo, o resto é com voces.."
Falou isso depois de perguntar o motivo de tanto preconceito e falta de orgulho do brasileiro sobre os nossos vinhos.
Disse que os vinhos sao realmente bons, mas os brasileiros não aceitam isso.
É aquele complexo de vira-latas que eu já falei aqui, usando o termo usado pelo grande Nelson Rodrigues.
A revelação mais surpreendente, foi sobre a Touriga Nacional.
Veja o que o Anselmo falou:



Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...