quarta-feira, dezembro 21, 2011

Valduga muda roupagem de espumantes para explicar o tempo em contato com as leveduras


Os excelentes espumantes da Casa Valduga agora podem ser identificados facilmente pelo tempo que passaram em contato com as leveduras.
Agora o consumidor pode escolher entre 3 belos rótulos o espumante com a indicação 12 (mínimo de 10 meses em contato com as leveduras), 20  ou o 60 .
Mínimo porque o espumante só passa pelo dégorgement no momento que for vendido, portanto os vinhos ficam em contato com as leveduras até o momento que for necessário.
O 12 é mais frutado e refrescante, o 20 tem fruta e elegância, com notas de panificação e o 60 é mais complexo, mais notas provocadas pelo contato prolongado com as leveduras.
Todos com excelente cremosidade, perlage bem fina e consistente.
Agora quem não pretende saber muito pode comprar como se compra o wisky, 12, 20 e 60.

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 36

Homenagem a Ray Charles

Ventisquero Pangea 2007 - Vale do Colchagua - Fundo Apalta - Chile



Vinho elaborado com Syrah (100%), passou 20 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americanas (20%) e mais 12 meses em garrafa, antes de ser comercializado.
60% eram barricas novas de primeiro uso.
A cor vermelho escuro, ja mostra bastante concentração.
No nariz frutas vermelhas maduras, baunilha, pimenta, chocolate...
Na boca taninos finos, macio, notas minerais, muita elegância e equilibrio.
O final é longo com café no retrogosto.
Custa 220 reais na Cantu.
www.cantuimportadora.com.br

terça-feira, dezembro 20, 2011

Antes do Millésime Biô, um estudo mostrou que alemães e franceses pagam em média 10 euros por uma garrafa sem químicos


A décima nona edição do salão Millésime Bio, que acontece dias 23, 24 e 25 janeiro em Montpellier, começa com o resultado de um estudo mostrando que os franceses param em média 10,6 euros por uma garrafa de vinho "Biô", enquanto só alemães 9,6 euros.
O estudo foi realizado entre 16 e 20 setembro, ouvindo cerca de 2.000 pessoas dos dois países.
Também foi perguntado quanto gastariam para uma ocasião especial: 16,7 euros na França e 11,2 euros na Alemanha.
A pesquisa mostra também um resultado surpreendente, os vinhos "bio" são conhecidos por 83% dos franceses e apenas 63% dos alemães.Os números dos vinhos orgânicos na França, cresceram 8%, com um volume de negócios de 322 milhões de euros.

No Julgamento de Pequim deu China, mas os Bordeaux... Não eram como os do julgamento de Paris...


Os chineses colocaram frente a frente seus vinhos com os bordaleses.
Tudo às cegas, como deve ser.
Os jurados?
5 franceses e 5 chineses.
O local?
Um bar em Pequim.
O resultado?
Quatro vinhos chineses nos 4 primeiros lugares.
A explicação?
Os vinhos tinham um limite de preços entre 30 e 55 dólares e os impostos para os vinhos europeus chega a 50%, os vinhos de Bordeaux não eram Grand Cru, e pelo preço, lá estavam os melhores vinhos chineses, como o campeão, Chairman,s Reserve, da Grace Vineyard, que já foi bastante elogiado pela revista Decanter.
Claro que a importância da degustação não é daquelas de revolucionar o mundo do vinho como no julgamento de Paris em 1976, quando o mundo descobriu que os vinhos dos Estados Unidos eram de altíssimo nível.
Mesmo assim, é um sinal de que a região vinícola chinesa, que fica justamente no mesmo paralelo que Bordeaux e que o Napa Valley, deve ser respeitada.
O primeiro francês a aparecer na degustação foi o quinto colocado, o Saga Medoc 2009, produzido po Barons de Rothschild Collection, de Chateau Lafite
Depois vieram: Mouton-Cadet 2009, Medoc Calvet Reserva de L'Estey 2009, Cordier Prestige 2008, e o Kressman Grande Reserve St. Emilion 2008, o último colocado foi o chinês Altos Reserva Familiar 2009, de Ningxia. 
Produtores franceses como Lafite, Pernod Ricard e Chandom, já estão investindo em vinhedos na China.
O vencedor da prova, é um vinho de propriedade do chinês CK Chang em sociedade com o francês Sylvain Janvier.
Sou totalmente a favor de degustações às cegas para a promoção de vinhos bons de países sem tradição. Os americanos, reis do marketing, ensinaram isso em 1976.
Tenho certeza, que os vinhos brasileiros que acabam de ser pontuados pela Wine Enthusiast, teriam em média dois pontos acima se estivessem com os rótulos e países de produção escondidos.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A melhor cozinha espanhola e uma tradição de 53 anos. É o Don Curro!


O Don Curro é uma viagem para a Espanha sem sair de São Paulo. Todos aqueles tapas e frutos do mar preparados de forma impecável estão lá.
Orestaurante é um dos mais tradicionais de São Paulo e faz a gente perceber que os restaurantes da moda abrem e fecham com rapidez e os restaurantes que vendem qualidade ficam.
A qualidade do Dom Curro é indiscutível.
Depois dos tapas que incluiam lulas, camarão, mariscos, mexilhões e tortilla, eu pedi a Plancha Del Marinero. Esse prato com linguado, camarões, lulas, coquinas, cigalas e lagosta. Tudo preparado na chapa,  regado ao azeite de importação própria, batatas coradas e alho. 

Também vendem com exclusividade os vinhos importados por eles mesmos como esse Rioja o Ramón Bilbao Crianza 2006.

Esse tempranillo da Rioja, tem cor brilhante, vermelho cereja.

No nariz cereja, ameixa, amora, toques balsâmicos, coco, alcaçuz e couro.
Na boca é fresco e agradável. Corpo médio com notas de chocolate, tabaco e mentolado no retrogosto.
Final longo.
O preço dos pratos, acompanha a qualidade irretocável, não é barato, mas não é mais caro que os restaurantes da moda.
A tradição de um restaurante inaugurado em 1958 não esta no preço, se não certamente custaria mais.
http://www.restaurantedoncurro.com.br/restaurante.php

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 35

Título: Serenade to Lola - Art Deco Wine Series

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...