segunda-feira, dezembro 12, 2011

As champagnes de agricultura orgânica de Roger Pouillon et Fils


Aí está o Fabrice Pouillon com 3 dos 10 rótulos de champagne que produz.
São os 3 que estão disponíveis no Brasil e que provei na última semana.
A R. Pouillon et Fils foi criada em 1947 por Roger Pouillon, herdeiro de uma família de produtores.
Em 1998, seu filho caçula, Fabrice, depois de estudos na Borgonha e na região de Sauternes, pegou as rédeas do negócio da família.
São vinhedos de agricultura orgânica e biodinâmica. Não interessa pra ele a certificação (esses são os melhores!) tudo é feito por ideologia.
Ele contou que as parcelas biodinâmicas estão sendo testadas há 10 anos em relação as outras que são de cultura orgânica e até agora, as duas apresentam o mesmo resultado prático.
Isso não significa uma desistência, ele ainda acredita que a longo prazo alguma mudança significativa possa acontecer.
Explicou também que as leveduras indígenas são utilizadas, mas que na hora da tomada de espuma elas não resistem, por isso somente neste momento são utilizadas leveduras selecionadas.
Explicou também que alguns produtores conseguem, mas mesmo assim as leveduras são selecionadas. Eles passaram de 5 a 10 anos selecionando e reforçando em laboratório as leveduras do próprio terroir, um investimento longo e custoso.


Provei a Cuvée de Reserve Brut, um corte de 70% Pinot Noir (em Branco), 15% Chardonnay e 15% Pinot Meunier. O vinho base estagiou em barricas de carvalho francês.
Cor dourada, perlage fina e persistente.
No nariz flores brancas, pêra, notas balsâmicas e panificação.
Na boca tem excelente cremosidade, notas de amêndoa e ótimo equilíbrio.
Final longo e refrescante.
Custa 216 reais na Vinhosul que oferece também meia garrafa a 116.
A Champagne Brut nature Fleur de Mareuil é uma premier cru Les Blanchiens.
50% Pinot Noir e 50% Chardonnay.
Passou de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês e 2 anos sobre as leveduras.
Cor dourada com borbulhas extremamente finas e nervosas.
No nariz brioche, baunilha, casca de laranja e pão torrado.
Na boca tem uma cremosidade incrível, algumas notas de mel e uma estrutura perfeita.
Tudo na medida certa.
Final longo. Delicioso!
Custa 313 reais na Vinhosul.
www.vinhosul.com.br

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 30

Título: Love Sereade - After Lempicka
Homenagem a Polaca Maria Górska, conhecida como Tamara de Lempicka.
Lempicka foi um dos grandes nomes da Art Déco.
Nasceu em 1898 em Varsóvia e morreu em 1980, em Cuernavaca, México.

sábado, dezembro 10, 2011

Seguindo a tradição aí está o rótulo do Mouton Rotschild. Obra de Anish Kapoor


A garrafa de 2009 do Mouton Rotschild terá este rótulo pintado pelo artista indiano-britânico Anish Kapoor.
O Château Mouton Rothschild, premier cru classé do Médoc, segue a tradição de ilustrar as garrafas com obras de grandes nomes desde 1945.
Já ilustraram as garrafas nomes como Cocteau, Braque, Dali, César, Miró, Chagall, Picasso, Warhol, Soulages, Bacon, Balthus, Tàpies.
Existe inclusive uma exposição itinerante chamada «Mouton Rothschild, l'Art et l'Étiquette».

Anish Kapoor, também criou a escultura emblemática dos próximos jogos olímpicos de Londres no ano que vem.
Um dos 5 premiers crus classés em 1855 do Médoc, o Château Mouton Rothschild tem 80 hectares de vinhedos em Pauillac, com as variedades Cabernet Sauvignon (83 %), Cabernet-Franc (3 %) e Merlot (14 %).
Anish nasceu em Bombain, em 1954.

Starbucks de Seattle e Portland passam no teste e outras lojas da rede podem começar a vender vinho e cerveja



Chicago deve ser a próxima.
A rede Starbucks percebeu que o consumo de café caia depois das 16 horas, por isso começou a vender vinhos em duas lojas de Portland e Seattle.
Deu certo, em 2012 sete lojas da rede nos Estados Unidos devem começar a vender vinhos, cervejas, e também azeitonas, embutidos e pratos simples para acompanhar as taças de vinho.
Se tudo der certo, o próximo passo será apresentar peças de teatro e música ao vivo em algumas lojas.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Provei os vinhos da Beni di Batasiolo


Entre os piemonteses mais ilustres do mercado brasileiro, os vinhos da Batasiolo comprovam a teoria de que procurando um bom produtor encontramos também bons vinhos.

O Barbera D'Alba DOC Sovrana 2007 é produzido com as melhores uvas de barbera dos 124 hectares de vinhedos da propriedade.
A palavra Sovrana significa soberana, rainha. Numa afirmação de que para a Beni di Batasiolo esse é um vinho das uvas soberanas de Barbera.
80 % do vinho passou por madeira.
Cor rubi, intenso.
No nariz frutas vermelhas, especiarias, floral, e café.
Na boca é encorpado, fresco e bem equilibrado.
Custa 77 reais.

O Barbaresco DOCG 2006 também tem um preço interessante para um barbaresco, 130 reais.
Passou 12 meses em madeira e mais 12 em garrafa.
A cor dos vinhos elaborados com a Nebbiolo é sempre transparente, lembrando a cor dos Pinot Noirs.
No nariz as notas florais características da nebbilo, geleia de frutas vermelhas, couro e tabaco.
Na boca é encorpado, macio e longo. Com notas tostadas no retrogosto.
Lembro que barbarescos e barolos são elaborados com Nebbiolo, mas em terroirs diferentes.

Os terroirs de Barolo ficam em colinas mais altas e as uvas se transformam em vinhos mais longevos.
Os Barolos são normalmente vinhos caros e únicos, portanto nada de se assustar com os preços.

O Barolo DOCG Vigneto Boscareto 2004 tem uma curiosidade na ficha técnica.
Assim como na Borgonha onde não se menciona as variedades autóctones antigas que estão entre os Pinots, no Piemonte acontece a mesma coisa.
Variedades como a Michet, Lampia e Rosê, estão no meio dos vinhedos e são mencionadas.
Embora o vinho seja considerado 100% Nebbiolo.
O nome Boscaretto é a referência ao vinhedo já que as uvas são de um único lote.
24 meses em madeira.
Cor característica, vermelho rubi, transparente.
No nariz violeta, alcaçuz, couro, frutas secas, tabaco, cravo....
Vinho complexo que oferece uma quantidade de aromas com o passar do tempo na taça ou na garrafa, que pode justificar o preço cobrado por ele.
Na boca é encorpado, elegante demais, estruturado, fresco, delicioso.
Custa 330 reais.

Acima deste vinho ainda tem o Barolo DOCG Vigneto Corda Della Briccolina 2004.
24 meses em madeira.
Esse já aos 7 anos ofereceu ainda mais aromas e mais elegância que o primeiro.
Uvas de um só vinhedo também mencionando as variedades antigas que entram no corte até involuntariamente, pois estão misturadas nos vinhedos.
No nariz as notas florasi, terra, tostado, frutas vermelhas, canela, baunilha, pimenta preta...
Na boca é muito elegante, muito agradável de beber, macio, encorpado, perto do auge.
O final é longo e floral. Delicioso.
Custa 438 reais.
Todos os vinhos da Batasiolo são importados pela Max Brands
www.mxbrands.com
facebook.com/mxbrands

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 28

Mais uma homenagem ao tcheco Alfons Maria Mucha, que foi um dos principais nomes do movimento Art Nouveau.


Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...