quinta-feira, dezembro 01, 2011

Vinhos Sulafricanos da Glen Carlou com Novo Importador

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O simpático enologo Arco Laarman falou sobre cada um dos 11 vinhos provados.
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De forma geral, os vinhos oferecem uma ótima realação preço/qualidade.

Curioso e bom o Tortoise Hill White 2010.
Curioso pelos 5% de Verdelho no corte com a Viognier (43%), Sauvignon Blanc (41%) e Semillon (11%)
O vinho custa 45 reais e é daqueles que vale cada centavo.
No nariz notas florais e abacaxi, manga, maracujá e banana.
Na boca tem corpo médio, é cremoso, bem equilibrado e longo.
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Mais caro, complexo e surpreendente é o Quartz Stone Chardonnay 2009.
Pra mim o melhor vinho da degustação.
Um vinho dourado, feito com uvas de um único vinhedo.
Arco explicou que usa barricas com a tosta bem leve.
100% Chardonnay.
No nariz abacaxi em calda, amêndoa e canela.
Na boca é muito elegante, tem um toque oxidado interessante e gosto de frutas secas.
É encorpado e longo.
Custa 108 reais.

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O Pinot Noir 2010 também entra no time do bom e barato.
68 reais.
Cor característica, masi clara e transparente.
No nariz framboesa, groselha e funghi.
Na boca tem bom corpo, boa fruta, equilíbrio e gosto de especiarias.
Final longo com notas citricas.
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O vinho top da vinícola é o Gravel Quarry Cabernet Sauvignon 2007.
No nariz cassis, amora, couro e baunilha.
Na boca muito macio, elegante, encorpado e equilibrado.
Final longo.
Preço: 165 reais.
Os vinhos da Glen Carlou agora são importados pela Decanter www.decanter.com.br


A variedade Prunelard, chamada "Pai da Malbec" esta reaparecendo em Gaillac



A variedade que era muito usada em Tarn e Aveyron  foi quase extinta durante a praga da filoxera, continua entre as variedades autorizadas e começa a reaparecer em alguns cortes muito interessantes em tintos de Gaillac e Marcillac.
As analises motraram que a Prunelard num cruzamento com a Magdeleine Noir se transformou na Côt (Malbec).
Como a variedade é pouco produtiva e sensível a pragas, deixou de ser plantada por quase todos os produtores logo após a filoxera.
Sobreviveu por sorte e teimosia de pouquíssimos produtores.
O instituto francês da vinha e do vinho fornece mudas de variedades em extinção.
Seria interessante que um produtor argentino testasse a variedade no terroir de Mendoza.
Existe também a Prunelard Blanc da região de Aveyron, mas que também esta quase extinta.

quarta-feira, novembro 30, 2011

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 25

Título: Connoisseur's Banquet - Celebrations of Wine

Provei os vinhos da Tabalí na Grand Cru


                                          Foto Nadia Jung

O enólogo da vinícola Felipe Müller, falou do terroir de Limari e do processo de transformação para vinhedos orgânicos. Já não usam químicos, mas aguardam o prazo para a certificação.
Provei 6 vinhos, gostei de 5 e compraria 4.
Um dos quatro é o Reserva Sauvignon Blanc 2010 que tem muita qualidade por 42 reais.
No nariz nada exagerado como alguns Sauvignon Blanc que parecem um suco de maracujá.
Notas florais, melão, manga e pedra.
Na boca é salgado, mineral, notas de limão, corpo médio, elegância e boa persistência.
O Reserva Especial Chardonnay 2009, também tem muitas qualidades e preço justo: 71 reais.
No nariz abacaxi, canela, madeira muito elegante, manteiga e o toque mineral, que segundo o enólogo é característico do terroir de Limarí.
Na boca é cremoso, salgado, elegante e longo.
O Talinay Salala Vineyard Pinot Noir entra no time dos aprovados que eu talvez não compraria.
O vinho é muito bom, tem tipicidade da Pinot Noir, foi considerado o melhor Pinot Noir do Chile, mas custa o preço de alguns borgonhas: 130 reais.
No nariz tem notas de groselha, framboesa, terra molhada, floral e caramelo.
Na boca é bem equilibrado, tem bom corpo, é elegante e macio.
Foi fermentado em barrica, estagiou em barricas francesa de tanoarias utilizadas na Borgonha.
O enólogo explicou que é um terroir único, em terraços que ficam a 12 km do mar.
Tem boa persistência e é realmente muito bom.
O Reserva Syrah 2008, por 58 reais é uma boa compra.
No nariz frutas negras, pinho, especiarias, violeta e grafite.
Na boca é encorpado, tem bom equilíbrio, frescor e maciez.
Final longo.
 
O Reserva Especial Corte 2007 (70% Syrah, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot) é complexo e elegante.
No nariz amora, cassis, baunilha, cravo e violeta.
Na boca é encorpado, bem equilibrado e macio.
Final longo.
Custa 103 reais.
Todos importados pela Grand Cru www.grandcru.com.br

Ira - Bebendo Vinho


terça-feira, novembro 29, 2011

Com o verão chegando, fique de olho na temperatura dos vinhos.


Muita gente acha estranho que cidades quentes como o Rio de Janeiro por exemplo o consumo de vinho seja bastante alto para os padrões brasileiros, mas não tem nada de estranho nisso.
Alguém acha que os portugueses, franceses, espanhóis e italianos param de beber tintos no verão?
Espanha e Portugal principalmente atravessam períodos onde a temperatura chega facilmente aos 40 graus, e os tintos estão lá.
O grande problema é pensar que os tintos devem ser servidos sempre na temperatura ambiente.
Loucura!
Boa parte das garrafas mostra no contra-rótulo a temperatura de serviço dos vinhos.
De forma geral, quanto mais encorpado mais alta a temperatura de serviço, mas a temperatura alta nunca passa dos 18 graus.
Portanto a temperatura embiente nos dias de calor seria uma tragédia.
Se a temperatura for respeitada, muitos tintos podem ser refrescantes e agradáveis.
Imagine que sua geladeira fica nos 5 graus, meia hora nessa temperatura pode resolver muitos problemas.
Caso o vinho seja mais suave deixe mais tempo.
Outro problema é pensar que os brancos devem estar gelados.
Não é bem assim.
Veja a tabela com as temperaturas de serviço sugeridas:
Espumantes e brancos doces e leves 5 a 7° C.
Champagnes de 6 a 8º.
Brancos secos e evoluídos ou um Jerez fino de 8 a 10º.
Rosés, mais leves entre 8 a 10º e, os mais evoluídos, no máximo até uns 14º.
Tintos leves, de 13 a 14°.
Brancos encorpados e Madeira ou Porto (Tawnies ou Ruby), de 14 a 16º.
Tintos médios e Vinhos do Porto Ruby Reserva, de 16 a 17°.
Tintos encorpados e Vinhos do Porto LBVe Vintage 17 a 18º.

Novos Sicilianos Chegam pela Wine Lovers



Class Sommelière e estrela da tv italiana Adua Villa, que viaja pelo mundo divulgando os vinhos italianos e apresenta o programa La Prova del Cuoco na Rai Uno.
Sobre os vinhos provados, ela disse uma coisa interessante do Nero d'Avola: "É como um sapato preto que vai bem com qualquer roupa. O Nero d'Avola vai bem com qualquer prato..." 

O diretor comercial da vinícola, Daniele Lizza, falou sobre os vinhos, sobre a ilha da Sicilia e sobre o trabalho sério nos vinhedos.
Os três brancos varietais, Inzolia, Catarratto e Grilo, comprovaram o que ele disse.
O Inzolia 2010 tem aromas de maçã, ervas aromáticas e casca de limão.
Na boca tem bom equilíbrio e corpo médio. Não passa por madeira.
Final com média persistência.
O Catarratto 2010 tinha notas de maçã, mel, curry e ervas aromáticas.
Na boca é mais encorpado que o Inzolia, tem notas minerais e bom equilíbrio.
Bom final.
O vinho que mais gostei foi o Grillo 2009.

A Grillo é uma variedade da Puglia, mas que se transforma em vinhos fantásticos na Sicilia. Assim como a Inzolia e a Catarratto, a Grilo é utilizada também na produção do vinho Marsala.
Esse branco pra mim foi o mais complexo.
No nariz notas de manga, abacaxi, louro e casca de limão.
Na boca é muito fresco, elegante, tem notas de amêndoa e final longo.
O Nero d'Avola 2010 comprovou o que a Adua falou.
Vinho fácil, bastante frutado, sem nenhuma madeira e bastante macio.
O corte Nero d'Avola/Syrah 2009 passou 8 meses em barrica francesa e mostrou notas de amora, cassis, pinho e mineral.
Na boca é encorpado, tem notas de especiarias, bom equilíbrio e persistência.
Os vinhos são importados pela Wine Lovers www.winelovers.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...