quinta-feira, julho 28, 2011

Já ouviu falar no método PAI (Persistence Aromatique Intense) de degustação?



Foi o Português Mário Loro, da Quinta da Lapa, produtor de vinhos do Tejo, que falou sobre o Pai, numa conversa comigo e com o Daniel Perches.

Pesquisei em sites franceses e vi que o PAI é muito mais que uma medida de persistência do vinho.
Até preços são feitos à partir da medida.
A ideia é de uma degustação bem objetiva mais fisiológica, universal e matemática, eliminando o fator subjetivo da degustação normal.
O PAI analisa a duração das impressões aromáticas e a partir disso diz se o vinho é bom ou não. Quanto mais caudalies (a medida que equivale a 1 segundo) melhor o vinho.
Basta colocar o vinho na boca, cuspir, ou engolir, e deixando entrar o ar na boca, como se estivesse mastigando o vinho, analisar por quanto tempo a sensação aromática persiste. No momento que a sensação baixar, pare de contar.
O mesmo sistema é usado para degustação de café.
A explicação é que a saliva retorna na mesma velocidade em qualquer pessoa, eliminando os aromas. Quanto mais forte o aroma, mas ele persiste. Essa velocidade de retorno da saliva é muito pouco inferior ao tempo de 1 segundo, por isso chamado Caudalie (cdl).
veja a tabela:
De 0 a 2 caudalies (cdl) = Vinho simples, modesto.
De 3 a 4 Caudalies = Vinho fácil, ligeiro.
De 5 a 7 caudalies =  Bom Vinho.
De 8 a 10 Caudalies = Ótimo vinho.
Mais de 11 Caudalies = Vinho Excepcional.
Esse sistema coloca todos os degustadores em igualdade.
Relembrando: quando a saliva invadir a boca e a sensação aromática diminuir, pare de contar.
Os defensores do método garantesm que o PAI é diretamente ligado ao trabalho do agricultor, do enólogo, da variedade e do terroir.
Um exemplo: a Gammay será sempre menos persistente que um Cabernet Sauvignon.
Não deve ser confundido com a persistência em boca, que pode variar de acordo com a acidez.
O método vai mais longe.
Na Europa especula-se que 1 caudalie pode valer 2 euros. Sendo assim, um vinho com 8 caudalies deve custar 16 euros na vinícola.
Nesse caso, compre o vinho, pois um vinho com esse PAI, normalmente, se tiver fama, custa muito mais caro.

Fontes: 
http://www.educvin.com/pages/extrait_chapitre_22.htm
http://www.simonetfils.be/basic_pages.php?pID=49&type=page&language=fr
www.languedoc-wines.com/documents/guide_degustation.pdf

quarta-feira, julho 27, 2011

O Vinho e a Pintura - Eric Christensem 20

Título: Floral Overtones

Vídeo da CVR ((Comissão Vitivinícola Regional) do Tejo

Compre seu ingresso para o Encontro de Vinhos na Wine Society


Esta chegando o dia de mais um Encontro de Vinhos.
No próximo dia 4, das 12 às 22 horas, no Hotal San Raphael, no Largo do Arouche, 150, no Centro de São Paulo.
Quem for vai provar mais de 150 vinhos, queijos importados, vai conhecer os congelados Gourmet da Voilà e passar bons momentos na terceira edição do Encontro.
Os ingressos custam 60 reais e podem ser comprados no local ou com antecedência na loja da Wine Society, na Avenida Lavandisca, 519, no bairro de Moema.
Da pra aproveitar e comprar um dos bons vinhos importados por eles. 
www.encontrodevinhos.com.br

Don Melchor 2005 - Puente alto - Valle del Maipo - Chile


Esse é um do novo mundo, essa safra por exemplo, ficou em 12º lugar nos top 100 da Wine Spectator em 2008 com 96 pontos.
Elaborado pelo famoso enólogo Enrique Tirado. 
Corte com 3% de Cabernet Franc e 97% Cabernet Sauvignon.
Vinhedos com idade média de 25 anos.
Tem 14,5% de álcool. 
Passou 15 meses estagiando em barricas francesas.
É o cartão de visitas da Viña Concha y Toro.
O vinho foi provado às cegas ao lado de grandes vinhos das Américas, na degustação promovida pelo amigo e blogueiro, Evandro: http://confraria2panas.org/
A cor não entrega os 6 anos de vida. Cor rubi, intensa.
No nariz frutas negras, cassis, toques tostados, café torrado, chocolate, mentolado e tabaco. 
Na boca é encorpado, taninos finos, vinho aveludado com notas de café e amora no retrogosto.
Final longo.
Senti uma ponta de álcool.
O vinho de outra safra (o 2005 não é tão fácil de achar) custa cerca de 380 reais.

terça-feira, julho 26, 2011

Maratona de vinhos teve Tejo, Douro Boys, Toscana e terminou com depoimento de Hebe Camargo



                           
Ontem participei de uma maratona que me fez lembrar aquela modelo que desfilou em todas as escolas de samba no carnaval.
3 eventos foram marcados no mesmo dia: vinhos da região do Tejo, Douro Boys e vinhos da Toscana.
Quase 12 horas de vinhos de alto nível.
Das 12 às 24!
Foram tantos vinhos degustados que se eu não fosse tão apressado, teria posts por mais de um mês.
Aos poucos vou apresentando os vídeos e impressões sobre boa parte dos vinhos.
Por enquanto fique com o Gran Finale, quando Hebe Camargo entrou no restaurante Magari e com muita simpatia, falou com todos que se aproximavam.
Uma celebridade que declarou o amor pelo vinho.
Veja o vídeo:

Sedna Reserva 2007 - Douro - Portugal


Provei mais uma vez o Sedna Reserva 2006.
Elaborado com o trio do Douro: Tinta Roriz, Tinta Cão e Touriga Nacional. 
Fermentado em lagares de pedra, passou 12 meses em barricas francesas.
Na cor é concentrado, quase negro.
No nariz frutas amora, mirtilo,tabaco, violeta, cereja, chocolate, menta.
Na boca é encorpado, macio, tem 14,5% de álcool, mas nem se percebe.
Muito bem equilibrado, muito bem elaborado.
No final, longo, notas de café e eucalipto.
O vinho está jovem, com boa acedez e nenhum sinal de evolução, tem ainda muita vida pela frente.
Por isso tenho uma observação, a rolha é curta e não é das melhores.
O vinho merece mais!
Trabalho do enólogo Rui Cunha e do viticultor Gonçalo Souza Lopes (GR Consultores).
Importado pela Casa do Porto.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...