quinta-feira, julho 21, 2011

Storia Merlot 2005 - Casa Valduga - Vale dos Vinhedos - Brasil. O vinho que ficou em segundo na prova de grandes do continente americano.


Falo agora do vinho que ficou em segundo lugar na nossa degustação às cegas ao lado de vinhos do continente americano.
Só não digo que é o melhor vinho brasileiro porque pra isso gostaria de provar os tops do Brasil às cegas, na mesma hora. 
Foi o quarto vinho da prova e logo de cara já demonstrou que estava acima de 2, dois 3 primeiros provados.
Depois soubemos da ordem de serviço: o primeiro foi o VF 2005, da Villa Francione, o segundo foi o Don Melchor, da Concha y Toro e o terceiro o Opus One, do Napa Valley.
O Storia veio logo depois de um vinho que é um ícone mundial, com preço que varia entre 1200 e 1500 reais no Brasil, e ele confundiu a cabeça de todo mundo.
Dava pra perceber pela cara de quem estava degustando que o vinho estava muito bom.
O vinho ainda é jovem, nenhum sinal de evolução.
Cor rubi intenso. 
No nariz notas de fumaça, amora, café, chocolate, couro, defumado e especiarias.
Parecia um vinho do Pomerol, mas como o velho mundo não estava na degustação, parecia junto com o segundo com o vinho anterior (o Opus One), um vinho francês.
Na boca a impressão ficou ainda maior.
Muito elegante, encorpado, mas muito macio, os taninos são firmes, mas finos, não agridem.
O final é longo e a vida deve ser também.
Espero provar um vinho desta safra daqui a 10 anos.
Um Merlot do tipo que só se faz mesmo na França, com corpo, estrutura e final de boca.
No resto do mundo o vinho tende a ser um pouco ligeiro.
Esse foi o vinho que ficou em segundo lugar na prova de grandes vinhos do continente americano.
Custa cerca de 150 reais.
Um bom vinho para uma brincadeira com algum amigo preconceituoso contra os vinhos brasileiros.
Chame ele pra sua casa, diga que tem um vinho pra ele provar, coloque no decanter e claro, não diga que é brasileiro.
Prove com ele e grave os comentários.

Appellations Francesas por Região - Bourgogne



Appellations d'origine contrôlées
Aloxe-Corton
Auxey-Duresses seguido ou não do nome " Côte de Beaune "
Bâtard-Montrachet
Beaujolais (Brancos)
Beaujolais Tintos e Rosés
Beaujolais seguido do nome da vila de origem (Tintos e Rosés):
. Jullié
. Emeringes
. Lancié
. Lantignié
. Beaujeu
. Durette
. Cercié
. Quincié
. Saint-Lager
. Odenas
. Charentay
. Saint-Etienne-la-Varenne
. Vaux
. Le Perréon
. Saint-Etienne-des-Oullières
. Blacé
. Salles
. Arbuissonas
. Saint-Julien
. Montmelas
. Rivolet
. Denicé
. Les Ardillats
. Marchampt
. Vauxrenard
. Leynes
. La Chapelle-de-Guinchay
. Romanèche
. Pruzilly
. Chânes
. Saint-Vérand
. Saint-Symphorien-d'Ancelles
Beaujolais seguido do nome da vila de origem (Brancos):
. Juliénas
. Jullié
. Emeringes
. Chenas
. Fleurie
. Chiroubles
. Lancié
. Villié Morgon
. Lantignié
. Beaujeu
. Régnié
. Durette
. Cercié
. Quincié
. Saint-Lager
. Odenas
. Charentay
. Saint-Etienne-la-Varenne
. Vaux
. Le Perréon
. Saint-Etienne-des-Oullières
. Blacé
. Salles
. Arbuissonas
. Saint-Julien
. Montmelas
. Rivolet
. Denicé
. Les Ardillats
. Marchampt
. Vauxrenard
. Leynes
. Saint-Amour Bellevue
. La Chapelle-de-Guinchay
. Romanèche
. Pruzilly
. Chânes
. Saint-Vérand
. Saint-Symphorien-d'Ancelles
Beaujolais Supérieur (Brancos)
Beaujolais Supérieur (Tintos e Rosés)
Beaujolais Villages (Brancos)
Beaujolais Villages (Tintos e Rosés)
Beaune
Bienvenues-Bâtard-Montrachet
Blagny seguido ou não do nome " Côte de Beaune "
Bonnes-Mares
Bourgogne (Tintos e Brancos)
Bourgogne Rosé ou Bourgogne Clairet (Rosés)

Bourgogne ou Bourgogne Clairet ou Bourgogne Rosé seguidos dos nomes das sub-regiões:
. Hautes-Côtes de Beaune
. Hautes-Côtes de Nuits
. Côte Chalonnaise
. Côtes d'Auxerre
. Vezelay
Bourgogne ou Bourgogne Clairet ou Bourgogne Rosé seguidos dos nomes das vilas seguintes:
. Chitry
. Coulanges-la-Vineuse
. Epineuil
Bourgogne ou Bourgogne Clairet ou Bourgogne Rosé seguidos do nome do terroir ou do lugar seguintes:
. La Chapelle Notre-Dame
. Le Chapitre
. Côte Saint-Jacques
. Montrecul (ou Montre-cul ou En Montre-Cul)
Bourgogne Aligoté
Bourgogne Ordinaire (Tintos e Brancos)
Bourgogne Grand Ordinaire (Tintos e Brancos)
Bourgogne Ordinaire Clairet ou Bourgogne Ordinaire Rosé
Bourgogne Grand Ordinaire Clairet ou Bourgogne Grand Ordinaire Rosé
Bourgogne Mousseux
Bourgogne Passe-Tout-Grains
Bouzeron
Brouilly
Chablis
Chablis Grand Cru seguido ou não do nome do terroir de origem:
. Blanchot
. Bougros
. Les Clos
. Grenouilles
. Preuses
. Valmur
. Vaudésir
Chablis com o nome do terroir de origem, seja pela Expressão " Premier Cru ", ou uma das seguintes vilas:
. Mont de Milieu
. Montée de Tonnerre
. Chapelot
. Pied d'Aloup
. Côte de Bréchain
. Fourchaume
. Vaupulent
. Côte de Fontenay
. L'Homme mort
. Vaulorent
. Vaillons
. Chatains
. Séchers
. Beugnons
. Les Lys
. Mélinots
. Roncières
. les Epinottes
. Montmains
. Forêts
. Butteaux
. Côte de Léchet
. Beauroy
. Troesmes
. Côte de Savant
. Vau Ligneau
. Vau de Vey
. Vaux Ragons
. Vaucoupin
. Vosgros
. Vaugiraut
. Les Fourneaux
. Morein
. Côte des Près-Girots
. Côte de Vaubarousse
. Berdiot
. Chaume de Talvat
. Côte de Jouan
. Les Beauregards
. Côte de Cuissy
Chambertin
Chambertin Clos-de-Bèze
Chambolle-Musigny
Chapelle-Chambertin
Charlemagne (vin blanc)
Charmes-Chambertin
Chassagne-Montrachet seguido ou não pelo nome " Côte de Beaune "
Chenas
Chevalier-Montrachet
Chiroubles
Chorey-lès-Beaune seguido ou não pelo nome " Côte de Beaune "
Clos des Lambrays
Clos de la Roche
Clos Saint-Denis
Clos de Tart
Clos de Vougeot
Corton
Corton Charlemagne (Branco)
Côte de Beaune
Côtes de Beaune-Villages
Côte de Brouilly
Côte de Nuits-Villages
Côte Roannaise
Côtes du Forez
Crémant de Bourgogne
Criots-Bâtard-Montrachet
Echezeaux
Fixin
Fleurie
Gevrey-Chambertin
Givry
Grand-Echezeaux
Griotte-Chambertin
Irancy
Juliénas
Ladoix seguido ou não pelo nome " Côte de Beaune "
Latricières-Chambertin
La Grande Rue
Mâcon ou Pinot-Chardonnay-Mâcon (Brancos)
Mâcon (Tintos ou Rosés)
Mâcon-Supérieur
Mâcon-Villages (Brancos)
Mâcon seguido do nome da vila de origem (Brancos):
. Azé
. Berzé-la-Ville
. Berzé-le-Châtel
. Bissy-la-Mâconnaise
. Burgy
. Bussières
. Chaintres
. Chânes
. La Chapelle-de-Guinchay
. Chardonnay
. Charnay-lès-Mâcon
. Chasselas
. Chevagny-les-Chevrières
. Clessé
. Crèches-sur-Saône
. Cruzilles
. Davayé
. Fuissé
. Grévilly
. Hurigny
. Igé
. Leynes
. Loché
. Lugny
. La Roche-Vineuse
. Milly-Lamartine
. Montbellet
. Péronne
. Pierreclos
. Prissé
. Pruzilly
. Romanèche-Thorins
. Saint-Amour-Bellevue
. Saint-Gengoux-de-Scissé
. Saint-Symphorien-d'Ancelles
. Saint Vérand
. Sologny
. Solutré-Pouilly
. Vergisson
. Verzé
. Vinzelles
. Viré
. Uchizy
Mâcon seguido pelo nome da vila de origem (vinhos tintos e Rosés)
Maranges com o complemento do terroir de origem seja pela expressão "Premier Cru ", ou outra:
. Les Clos Rossots
. La Fussière
. Clos de la Boutière
. La Croix Moines
. Le Clos des Rois
. Le Clos des Loyères
Maranges Côte de Beaune
Marsannay
Marsannay Rosé
Mazis-Chambertin
Mazoyères-Chambertin
Mercurey
Meursault seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Montagny
Monthélie seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Montrachet
Morey Saint-Denis
Morgon
Moulin-à-Vent
Musigny
Nuits ou Nuits-Saint-Georges
Pernand-Vergelesses seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Petit Chablis suivie ou non de la commune d'origine
Pommard
Pouilly-Fuissé
Pouilly-Loché
Pouilly-Vinzelles
Puligny-Montrachet seguido ou não do nome "Côte de Beaune"
Régnié
Richebourg
Romanée (La)
Romanée-Conti
Romanée Saint-Vivant
Ruchottes-Chambertin
Rully
Saint-Amour
Saint-Aubin seguida ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Saint-Romain seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Saint-Véran
Santenay seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Savigny-lès-Beaune seguido ou não pelo nome "Côte de Beaune"
Tâche (La)
Viré-Clessé
Volnay
Volnay Santenots
Vosnes-Romanée
Vougeot
Vin Fin de la Côte de Nuits
Vins délimités de qualité supérieur
Sauvignon de Saint-Bris
Eaux de vie d'appellation d'origine regulamentada por decreto
Eau-de-vie de marc de Bourgogne
Eau-de-vie de vin de Bourgogne

quarta-feira, julho 20, 2011

Wine Society é ponto de venda de convites do Encontro de Vinhos em Moema


A importadora Wine Society, que participa mais uma vez do Encontro de Vinhos, ja está com os convites à venda para o Encontro do dia 4 de Agosto.
Os convites custam 60 reais.
A Wine Society fica na Av. Lavandisca, 519 - Moema
Aproveite para conhecer os vinhos!
O Encontro de Vinhos acontece dia 4 de Agosto, das 12 às 22 horas, no Hotel San Raphael que fica no Largo do Arouche, 150 - Centro.

Opus One 2005 - Napa Valley - Califórnia - Estados Unidos


Provei o Opus One no tira-teima promovido pelo Evandro do blog Confraria 2 Panas (http://confraria2panas.org/).
Imagino que na prova às cegas todos tentavam imaginar qual era o vinho que havia recebido 95 Pontos do Robert Parker e custa cerca de 1500 reais no Brasil.
Entre tantos vinhos de ótima qualidade não houve um vinho que fosse infinitamente melhor que os outros, mesmo assim, o Opus One 2005 cumpriu sua obrigação e ganhou a disputa.
O vinho elaborado com 86% de Cabernet Sauvignon, 7% de Merlot, 4 de Petit Verdot, 2 de Cabernet Franc e 1% de Malbec, é realmente muito bom!
Foi o terceiro vinho da prova, mostrava pela cor que era jovem aos 6 anos de vida.
Mostrava no nariz notas florais, amora, mirtilo, cereja, baunilha, chocolate e trufas.
Na boca é um vinho macio, elegante, equilibrado.
Azeitona preta e cassis.
Final longo.
Imagino que esse vinho ainda evolua bastante.
Em 10, 20 anos pode ser que eu tenha coragem de dizer que vale 1500 reais.
Hoje eu garanto que provei outros vinhos de alta qualidade como este por menos da metade do preço.
Confesso que nos Estados Unidos, onde custa pouco menos de 200 dólares, eu compraria.
Adoraria comprar!

Brasileiros são ruins de negócio? As prateleiras só apresentam importados e poucos produtores nacionais.


Quem acompanha o blog acostumou a ver textos sobre degustações que terminam em elogios aos vinhos brasileiros.
O que me intriga é a falta destes vinhos no mercado.
Basta entrar em uma loja ou até um supermercado que entre centenas de importados aparecem os grandes produtores brasileiros que não chegam a 5 marcas.
5 marcas entre quase uma centena de importados.
fico ainda mais preocupado quando vejo lojas e distribuidoras especializadas em vinhos brasileiros fecharem ou mudarem o foco.
Lembro da AOC Vinhos do Brasil e da Eivin que fecharam as portas e lembro da DO Brasil que acabo de saber, está mudando o foco.
Sabe o que apurei?
Os brasileiros são ruins de negócio.
Os importadores dão um banho de competência e sabem investir na marca.
Chegam e oferecem boa margem para o revendedor, oferecem bonificação e pior, vinhos de qualidade chegam muito mais baratos que vinhos da mesma categoria produzidos no Brasil.
Falo do mercado de São Paulo, onde moro, mas não acredito que seja diferente no Rio de Janeiro ou Minas Gerais, estados populosos e importantes consumidores.
Gostaria de saber se os produtores brasileiros são dificeis para negociar com compradores de outros países, já que sempre chegam notícias de novos mercados e sucesso no mercado internacional.
Tenho medo que ao mesmo tempo em que crescemos na qualidade perdemos espaço por falta de estratégia comercial e visão empreendedora.
A DO Brasil, na Rua Thomaz Carvalhal, 620, no bairro do Paraíso, está liquidando bons vinhos brasileiros.
No lugar deles entram vinhos importados.
Pode ser que os mercados que citei acima não sejam importantes e as vendas em casa na região sul seja suficientes.
Os grandes produtores brasileiros, que aprenderam a negociar faz muito tempo, não pensam assim e continuam nas prateleiras.
Alguns tem até loja em São Paulo.
Será que sabem negociar porque são grandes ou são grandes porque aprenderam negociar.

terça-feira, julho 19, 2011

Um tira teima Storico!!!



Quem imaginaria que o Storia da Casa Valduga deixaria pra trás vinhos consagrados do Chile e da Argentina.
O Evandro do blog http://confraria2panas.org/ resolveu abrir algumas raridades, todas da safra 2005, e dividir o prazer com outro blogueiros: Alexandre Frias (Diario de Baco e Enoblogs), Cristiano Orlandi (http://www.vivendovinhos.com/), João Filipe Clemente (http://falandodevinhos.wordpress.com/), Daniel Perches (www.vinhosdecorte.com.br), André Rossi (http://entretenimento.r7.com/blogs/enodeco/), Stredel (também da Confraria 2 Panas), o Emilio e a Fátima da loja Portal dos Vinhos, local da degustação e Eu.
9 pessoas, 6 super vinhos do continente americano.
Garrafas totalmente tapadas e muita expectativa.
Se fosse perguntado antes a ordem de classificação pouca gente arriscaria um segundo lugar tão nobre para um vinho brasileiro, mas foi o que aconteceu.
Deu a lógica no topo com o mítico Opus One da união entre Robert Mondavi e Baron Philippe de Rothschild. Um vinho que leva e elevao nome do Napa Valley, da Califórnia para os quatro cantos do mundo.

Resultado final:
1 Opus One - Napa Valley - Califórnia
2 Storia (Casa Valduga - Vale dos Vinhedos - Brasil)
3 Don Maximiniano Founders Reserve - Errazuriz -  Valle del Aconcagua - Chile 
4 Afincado - Mendoza - Argentina
5 VF - Villa Francione - Santa Catarina - Brasil
6 Don Melchor - Viña Concha y Toro - Valle del Maipo - Chile

O Vinho e a Pintura - Eric Christensen 14

Titulo: Collectors Choice

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...